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História Em Nome Da Lei - Capítulo 34


Escrita por: wisleyvondys

Capítulo 34 - Capítulo 34 - Mudanças


D -- "Eu poderia avisar o pai do Christopher. Mas será que vale a pena preocupa-lo ? A uma
hora dessas deve estar muito ocupado no restaurante. Mas acho que devo ligar mesmo assim.
Ele tem direito de saber que o filho está em um hospital e pode vir me fazer companhia um
pouquinho. Como eu sei que agora ele ficará bem, me despreocupei e logo o sono virá. Mas
não quero dormir antes de vê-lo. E já estou ficando enjoada. Comi hambúrguer mais do que
deveria. Vou ver se tem algo diferente na cantina para eu comer." (Pensou)

Dulce comprou um suco de laranja, barrinhas de cereal, e um sanduíche natural. Em seguida,
pegou o celular de Christopher e ligou para o sogro avisando sobre o que aconteceu. Victor
disse que iria para o hospital o mais rápido possível.

Ele chegou em quinze minutos. Se encontraram na frente do hospital. Ela contou a ele o que
aconteceu.

Victor -- Dulce! Não acredito que tiveram coragem de fazer uma coisa dessas com meu filho.
Enterra-lo vivo ? Tem que ser uma pessoa muito ruim mesmo. Nunca imaginei que ele pudesse
passar por isso. Mas eu sempre disse a ele que esse era um trabalho perigoso.

D - É realmente perigoso, mas nós sabíamos onde estávamos nos metendo quando decidimos
entrar pra polícia. Nós já vimos de tudo, mas essa é a primeira vez em que um policial daqui de
Portland é submetido a algo tão maquiavélico. O pior é que só aconteceu isso com ele porque
um policial da delegacia onde trabalhamos é irmão do bandido que o sequestrou. Isso facilitou
para que ele pegasse o Christopher e não tivesse possibilidade de defesa. Apagaram ele com
clorofórmio. Mesmo para uma pessoa forte como ele, ninguém aguenta inalar o odor daquela
química.

V - Será que não estamos seguros nem com a própria polícia ? Em quem devemos confiar,
então ? Eu nunca concordei com a decisão dele em se tornar policial, até que demorou para
lhe acontecer algo ruim. Mas não adianta eu pedir para ele desistir e fazer outra coisa menos
perigosa. Ele gosta muito do que faz. E você também quase morreu, não foi ?

D -- O meu caso não foi tão grave assim. Só tive um corte na cabeça e uma amnésia
temporária. O Christopher teve uma parada cardíaca. Já estava sem ar nos pulmões. Eu nem
imagino o quanto ele sofreu.

V -- Quando vou poder vê-lo ?

D -- Temos que aguardar. Ele já está há alguns minutos lá dentro.

V - Eu espero o tempo que for necessário. Não saio daqui enquanto eu não ver que o meu filho
está bem.

D - Ele é forte. Ele vai ficar. O Christopher me contou como era a relação entre vocês. Que não
era... das melhores. Eu fico feliz por terem se acertado.

V - Isso já faz tempo! Teve uma época que nós brigávamos demais. Apesar das más criações
que me fazia, eu nunca encostei um dedo nele. Mas levava umas palmadas quando era
criança. De vez em quando, ele apontava umas travessuras com uns coleguinhas da rua. Em
um certo Halloween, ele fez um estilingue e quebrou o vidro das janelas de duas casas. Esse
dia eu fiquei muito bravo. Não por eu ter que pagar pelas janelas, mas porque ele poderia ter
machucado alguém.

D - Como descobriu que tinha sido ele que quebrou ?

V - Porque uma semana depois, eu achei o estilingue escondido na bolsa da escola. Eu o levei
até a casa dos vizinhos e o obriguei a pedir desculpas. Ele era uma peste! Terrível! (Eles riram)

D - Dá até para imaginar!

V - Com o tempo, ele se tornou um adolescente responsável, estudioso, dedicado. Mas depois
que a mãe faleceu, ficou muito abalado. Ele era muito apegado a ela. Mais do que comigo. Não
queria sair de casa, não queria estudar, e nem sair com os amigos. Não demorou muito para se
revoltar e virar um jovem rebelde. O Christopher sempre foi um garoto muito... digamos...
sentimental. Acho que até hoje ele sofre com a perda da mãe. Assim como eu. A ideia de
perde-lo também me deixa apavorado. Ele é o meu único filho.

D - Vocês não quiseram ter outros ?

V - Nós tentamos. A minha esposa perdeu o nosso segundo filho. Filha, na verdade. Ela nasceu
prematura, mas não resistiu. O Christopher tinha quase dois anos.

D - Ele me contou. Deve ter sido muito doloroso.

V - Quando se perde o marido ou a esposa, a pessoa fica viúva, quando se perde os pais, fica
órfã, mas não existe um nome para quando perdemos um filho. A dor é tão grande que nem se

pode nomear. Por isso eu tenho medo de acontecer o pior com ele. Se eu perder mais um
filho, eu não vou suportar.

D - Ele vai sair dessa, senhor Victor. Fique tranquilo.

V -- Você não faz ideia de como ele mudou desde que começaram a namorar. Quando ele
entrou pra polícia, virou um mulherengo de carteirinha.

D -- Qualquer um percebia!

V -- Nunca na vida tinha me apresentado uma namorada. Confesso que eu cheguei a achar isso
um pouco estranho, ainda mais para um rapaz tão bonito como ele. (Eles riram) - Mas um dia,
ele me contou a história sobre uma garota que partiu seu coração. Disse que queria aproveitar
a vida livre de compromissos. E também quando ele se chateia, fica muito tempo na defensiva
e radicaliza as coisas.

D -- Ele devia ser muito apaixonado por ela. Ficou com medo de sofrer novamente. E por isso,
decidiu se fechar e nunca mais gostar de ninguém.

V -- Não era pra tanto, mas o Christopher leva os sentimentos muito a sério e quando gosta de
uma pessoa, ele fica bem apegado a ela.

D - Eu não imaginava que ele fosse assim. Mas conhecendo ele melhor, eu pude perceber. Ele
é muito carinhoso e sempre quer passar o maior tempo que puder comigo. E eu gosto disso.
Acredito que seja porque passamos muito tempo brigando e estamos querendo compensar.
(Ela sorriu) Mas o que aconteceu pra vocês se afastarem ?

V - Eu disse que ele tinha que tomar juízo e deixar de ser um rapaz imaturo e irresponsável. E
para ele voltar a ser o garoto responsável que um dia ele foi antes da morte da mãe. Ele fazia
as coisas e não media as consequências dos seus atos. Uma vez ele saiu para beber com uns
amigos malucos, dirigiu e bateu com o meu carro. Mas por sorte, só bateu em uma árvore e
apenas teve ferimentos leves. Ele poderia ter matado alguém. Isso pra mim foi a gota d'água. E
hoje em dia é difícil vê-lo bêbado. Aprendeu a lição. Eu confisquei tudo. Não deixei mais usar o
carro, cortei algumas mordomias, a mesada e disse que se ele quisesse dinheiro, deveria
trabalhar. E que se quisesse um carro, era para comprar um.

D -- E daí o senhor o chamou para trabalhar no restaurante, né ?

V -- Exatamente. Ele trabalhou comigo por uns anos. Meio que obrigado, mas trabalhou. Só
que ele se cansou. Não aguentou mais ficar preso dentro do restaurante. Ele quis liberdade.
Até cogitou a possibilidade de ser bombeiro. Também nunca quis fazer faculdade.

D -- Ele me contou uma parte dessa história.

V -- Impressionante como só teve vontade de seguir uma carreira perigosa. Depois de ficar um
tempo na cozinha, eu o coloquei como conferente. Para conferir as mercadorias que
chegavam. E também verificar as datas de validade dos produtos. Aumentei o seu salário, é
claro.

D -- Foi o senhor que abriu o restaurante ? -- "Christopher quase não fala da família dele. Ele
prefere passar mais tempo usando a boca para fazer outras coisas do que para conversar."
(Pensou)

V -- Sim. Antes, era só uma adega. Herdei dos meus pais e eles herdaram dos meus avós. Eles
eram donos de uma vinícola na França. Eu e a minha esposa tivemos a ideia de abrir um
restaurante francês.

D -- Legal. E a vinícola ?

V -- Ainda está no nome da família Von Uckermann. Mas é o meu irmão mais velho que toma
conta. Eu fiquei com a adega e ele com a vinícola. Nós entramos em um acordo e dividimos as
funções.

[···]

Quase meia hora depois, um médico apareceu para explicar a situação de Christopher. Disse
que ele ia respirar com a ajuda dos aparelhos até sua respiração se normalizar. Também estava
tomando soro. A entrada deles foi autorizada por alguns minutos. Victor entrou primeiro
porque é parente. Dulce ficou aguardando no corredor.

Um pouco mais de cinco minutos, ele saiu do quarto.

V -- Ele está dormindo ainda. A enfermeira disse que talvez acorde em algumas horas. Mas
acha que provavelmente só amanhã de manhã.

D -- Eu imaginei que não fosse acordar tão rápido. Eu vou vê-lo agora. Se o senhor quiser ir pra
casa, pode ir. Ele vai ficar bem. Eu te dou notícias. E quando tiver alta, eu aviso o senhor.

V -- Eu vou voltar para o restaurante. E depois vou pra casa. Não preciso nem pedir porque sei
que você vai cuidar muito bem do meu filho. Quando ele acordar, me avise que venho
novamente.

D -- Fique tranquilo senhor Victor!

V -- Gostei muito de conversar com você!

D -- Eu também! Tchau!

V -- Tchau, Dulce! Boa noite! (Eles se abraçaram)

D -- Boa noite!

Ela entrou no quarto e viu Christopher com respiradores. Se aproximou da cama. Tinha uma
máscara de plástico cobrindo sua boca e tubos dentro de suas narinas. Ainda estava com uma
agulha enfiada na veia de seu braço, levando o soro para seu organismo. Dulce ficou
acariciando seus cabelos.

D -- Oi, meu amor! Que susto você me deu, hein. Quando não sou eu, é você no hospital. Acho
que batemos o record. Em menos de um mês, nós dois causando preocupação ao outro. Sabia
que até com essas coisas no seu rosto, você continua lindo ? Não sabe o alívio que me dá vê-lo
respirando.

As mãos dele também tinham curativos, por causa dos socos que deu no caixão. Dulce lhe deu
um beijo na testa.

D -- Eu te amo demais! Eu morreria se você tivesse me deixado aqui sozinha. Eu não ia
suportar passar o resto da minha vida sem poder te olhar, sem poder ouvir a sua voz
maravilhosa que me causa arrepios e sem poder beijar essa sua boca que provoca em mim os

maiores prazeres que já senti na vida. Christopher, escuta: Eu vou pra casa tomar um banho e
dormir um pouquinho. Mas eu te prometo que amanhã bem cedinho eu estarei aqui. Eu não
vou te deixar, ok ? Tenho certeza que você vai melhorar! Eu te amo! Boa noite, meu amor!

Dulce se despediu dele e foi para sua casa.

Chegando lá, trancou a porta, jogou seu coldre em cima do sofá, levou sua arma para o
banheiro, tirou suas roupas sujas de terra e tomou um banho. Em seguida, vestiu sua camisola
e foi para a cozinha preparar um sanduíche com tomate, alface, peito de peru e queijo. E
pegou uma garrafa de vinho na geladeira.

D -- Caramba! Eu estou grávida! Não posso beber nada com álcool. Estou ficando maluca ou
quê ? Vou ter que me acostumar com a ideia de que tem uma pessoinha crescendo aqui. Dá
um desconto pra sua mãe, meu filho ? Seu pai quase morreu. Ah! E sem contar que faz mais de
24 horas que não durmo. Vai se acostumando porque a vida de policial dos seus pais não é
nada fácil. Logo você vem ao mundo e vai mudar completamente nossas vidas. Confesso que
estou assustada por ser mãe assim tão rápido. Não faz nem um ano que eu e Christopher
namoramos. Mas não importa se foi rápido demais, o importante é que o seu pai é o homem
que eu mais amei e mais vou amar na vida. Imagina só se fosse o Tony ? Tony não, Simon! Que
terrível isso seria! Crescer com um pai na cadeia ninguém merece! E o pior de tudo: um
assassino. Você teve muita sorte! O Christopher é um homem maravilhoso. Tenho certeza que
será um ótimo pai. Vamos dormir agora ? Amanhã temos que estar bem cedinho no hospital.

[···]

Na manhã seguinte, Dulce se arrumou, tomou café e foi para o hospital. Uma das enfermeiras
informou que ele já estava acordado, reagiu bem ao tratamento e aos medicamentos e
poderia receber alta mais tarde daquele mesmo dia. Ela mandou uma mensagem para o sogro
avisando que Christopher estava bem e logo poderia sair dali. A enfermeira autorizou sua
entrada. Ao entrar no quarto, ela o viu sentado na cama comendo alguma coisa. Ele olhou para
ela de cima a baixo. Dulce foi se aproximando dele com um sorriso de orelha a orelha.

D -- Meu amor! Como está se sentindo ? Hein ? Estou aqui pra cuidar de você! Eu te amo! (Ela
pegou em seu rosto, lhe deu um beijo na bochecha e um abraço apertado) -- Christopher ?

U -- Quem é você ?

D -- Christopher! Fala sério! Pare de fingir! Eu sei que você está bem! Olha aí, já está até
fazendo gracinhas!

U -- Eu não te conheço, senhorita! Nunca te vi na vida!

D -- Ah não ? Então, pode deixar que eu te lembro, seu malandrinho! (Ela se aproximou do
pescoço dele e foi beijando até chegar em sua boca)

D -- Viu só como está mentindo ? Você não me engana! Seu safado!

U -- Droga! Pensei que fosse acreditar! Como você sabia que era uma pegadinha ? Até que eu
disfarcei bem!

D -- Não disfarçou não! Você é um péssimo mentiroso, Christopher! Esse defeito você não
tem! Seus olhos te entregam.

U -- Sério ? Sou tão ruim assim é ?

D -- É! Muito ruim! E se realmente não se lembrasse de mim, você nem teria deixado me
aproximar. Eu percebi que acelerou sua respiração quando te beijei. E os batimentos do seu
coração também aumentaram consideravelmente. Eu vi ali no monitor os números subindo. E
vai saber o quê mais ia subir, né ? (Ela riu e ele olhou para ela maliciosamente)

U -- Elementar, minha cara Espinosa! Realmente não dá para te enganar, meu amor.

D -- Além do mais, falta de ar não causa amnésia nenhuma, no máximo uns delírios. E aí ?
Como está se sentindo ?

U -- Bem! Estou bem! Muito melhor agora com você aqui! Eu sabia que ia conseguir me achar.
(Ele acariciou o rosto dela)

D -- Não sabe o quanto sofri sem saber onde você estava. Em menos de um mês, nós dois
paramos em um hospital. Não conseguimos ter um só minuto de paz e tranquilidade. Será que
é tão difícil assim ?

U -- Somos policiais, meu amor. Vai ser muito difícil as nossas vidas serem normais. E aqueles
idiotas conseguiram se safar ?

D -- A essa altura, os três já devem estar rindo da cara da América e aproveitando bem a
cidade de Moscou.

U -- Moscou ? E os três quem ?

D -- Eu te explico. Os irmãos Taylor são três. O terceiro era ninguém menos que um oficial lá do
nosso Distrito: Jason Taylor.

U -- O que ? Isso é sério ? Alguém de lá de dentro ajudou esses caras ?

D -- Eu vou te contar tudo. (Dulce contou toda a história a ele)

U -- Nossa! Essa é a minha detetive! Descobriu uma peça chave do caso. (Ele sorriu)

D -- Além disso, o acordo também seria anulado se caso você morresse. O Capitão teve que
chamar o FBI para ajudar.

U -- Ah é ? E me tira uma dúvida: Por que eles quiseram ir pra Moscou ?

D -- Porque eles não extraditam os bandidos cidadãos americanos de lá para cá.

U -- Ah é! Eu tinha me esquecido que eles também não tem acordo com o nosso país!
Realmente foi uma jogada de mestre essa pequena cláusula do acordo. O FBI sempre
chegando e colocando ordem no circo.

D -- Todos ajudaram como puderam. Cada um fez sua parte, e todas elas foram essenciais para
te salvar. Inclusive, você teve uma parada cardíaca quando te tiraram daquele caixão de lata. A
Parker até fez respiração boca a boca em você. (Ela riu)

U -- É sério ?

D -- É sim! Eu acho que ela ficou com um pouco de vergonha de ter que te dar uns beijinhos.
Mas ela salvou sua vida.

U -- Por isso sonhei que estava beijando alguém que não consegui ver o rosto!

D -- Você sonhou que beijava outra ? (Dulce deu um tapinha no ombro dele)

U -- Ai! Sonhei! Te traí inconscientemente com uma desconhecida! Mas foi só dessa vez tá ? Eu
fui influenciado!

D -- É um bom argumento em sua defesa! Dessa vez, será absolvido de culpa. Ela te salvou e
vou ser eternamente grata. Nem todos conseguem fazer uma massagem cardíaca com êxito.

U -- Humm... E quando eu sumi ? Achou que eu estivesse com outra ? (Christopher agarrou a
cabeça de Dulce e a aproximou mais dele. Eles ficaram se olhando)

D -- Essa foi a última coisa em que pensei.

U -- É!

D -- Uhum! Eu sei que você me ama! Não duvido disso!

U -- Ainda bem que você sabe! Porque eu te amo! (Ele deu um beijo caloroso em Dulce. Durou
mais de três minutos)

U -- Parece que meus pulmões voltaram ao normal.

D -- É mesmo!

U -- Que falta senti da sua boca e da sua língua encostando na minha! Eu só pensava em você
quando estava naquele lugar. Eu sabia que aquele cara não ia me matar no cativeiro. Mas tive
medo de morrer dentro daquele caixão. Sem antes conhecer nosso filho. Seu amor me dava
forças para continuar respirando e sobreviver.

D -- Eu te amo! Eu te amo muito!

U -- Também te amo! Você é o que eu tenho de mais precioso. Ou melhor, vocês! Me dá outro
beijo ?

D -- Com prazer! Sua boca está com um gosto de...

U -- Uva! É essa gelatina horrível! Tem um gosto muito ruim! Não tem nem açúcar. Só comi
porque fui obrigado. Eu prefiro o sabor dos seus beijos! E de outra coisa que não dá pra falar
agora!

D -- Então, pode saborear à vontade! (Continuaram os beijos até a enfermeira aparecer e pedir
para Dulce sair)

[···]

O pai de Christopher também foi visitá-lo. Ela avisou Spencer e Parker que ele já estava bem e
que receberia alta até o final da tarde. O Capitão Ramirez foi ao hospital também. Ele chegou
um pouco antes do meio dia. Se comunicou com Dulce para avisa-la de sua chegada. Quando
ele entrou no quarto, ela estava lá.

Ramirez -- Bom dia!

Dulce e Christopher -- Bom dia, Capitão!

R -- Como está, Uckermann ?

U -- Estou muito melhor! Descobri o quanto o ar é maravilhoso e o quanto é bom respirar.
Ainda hoje vou poder sair daqui.

R -- Imagino o sufoco que deve ter passado. Nos deu o maior susto. Ainda mais na sua
namorada.

U -- Me senti como se fosse uma comida enlatada de supermercado.

R -- Ainda bem que não é claustrofóbico. Se fosse, você não teria aguentado por tanto tempo.
Bom, além de querer saber como está, há outro motivo que me traz aqui. Ainda bem que
vocês dois estão presentes. Vim lhes dar uma ótima notícia.

U -- Qual ? Vai antecipar nossas férias ? Depois dessa a gente merecia, né sogrão ? Quer
dizer... Capitão.

D -- Menos, meu amor! Menos!

R -- Já constatei que está ótimo! Bem, os irmãos Taylor estão atrás das grades. Foram pegos
pelo FBI no aeroporto. Eles vão ser transferidos para Los Angeles e ficarão na prisão da DSS.
Como sabem, as prisões de lá são muito resistentes e eficazes. Só os bandidos considerados
mais perigosos vão para lá.

*DSS = Serviço de Segurança Diplomática

D -- O que ? Como ?

U -- O acordo não foi cumprido ? Tinha alguma brecha nele ?

R -- Na verdade, não uma brecha, mas sim uma certa irregularidade.

D -- Qual ?

R -- Dulce, se lembra quando estávamos conversando na minha sala e chegaram uns
documentos para mim que eu te disse que deveria assinar ? Um pouco antes do agente do FBI
chegar.

D -- Sim, eu me lembro.

R -- Aqueles documentos não eram do acordo. Eram da minha exoneração. Os documentos do
acordo estavam com o agente do FBI.

D -- Você foi demitido ?

R -- Não! Eu pedi para ser exonerado.

D -- Por que ? O que isso tem a ver com esses bandidos ?

R -- Tudo! Assim que a promotoria e o departamento de justiça negaram a liberação do
Charles, eu entrei em contato com o FBI. E logo depois, falei com o secretário de Estado
pedindo minha exoneração. Ele é um velho amigo meu. Ele conversou com o chefe do governo
e assim, deram baixa rapidamente na minha demissão. Então, quando eu assinei aquele
acordo, eu já não fazia mais parte da corporação. Portanto, ele não teve validade nenhuma. A
pessoa que ficaria no meu lugar deveria assinar, mas demora muito mais para contratar outro
oficial do que dispensar um.

U -- Fez tudo isso só pra não deixar que eles saíssem impunes ?

R -- Principalmente para garantir que não fosse acontecer mais nada com nenhum de vocês
dois. Você me deu essa inspiração, Uckermann! Quando você assinou a liberação do Edmund
Jones em Nova York. Fez isso para salvar minha filha. E agora eu te retribuo o favor. Eu sei o
quanto ela te ama e não suportaria que você fosse sequestrado de novo. Esses caras poderiam
voltar e exigir mais coisas. Eles sabiam do relacionamento de vocês e com certeza iam tentar
tirar vantagem disso mais uma vez. Se te pegassem novamente, nós faríamos qualquer acordo
para te livrar de qualquer situação. Não podemos confiar nesses bandidos.

U -- Eu nem sei o que dizer. Então, você não é mais nosso Capitão ?

R -- Não! Não mais! Eu não ia contar isso pra vocês, mas não ia dar para esconder. E também
não quero que tenha mais mentiras entre mim e a Dulce. Eu já escondi coisas o suficiente dela.
Só quero dizer que foi uma honra trabalhar com vocês e que são ótimos detetives. Vocês vão
longe.

U -- Isso é um pouco triste para mim. De verdade! Porque o senhor sempre me elogiou e
sempre me aconselhou, mesmo com algumas burradas que fiz.

R -- Só lhe faltava amadurecer um pouco. E creio que a Dulce o ajudou nisso. De qualquer
forma, eu me aposento logo. Faltam poucos anos.

U -- Pra mim, o senhor sempre vai continuar sendo o nosso Capitão. Não vou me acostumar a
chamá-lo de outro jeito que não seja esse. Vai ser difícil desapegar desse título.

D -- Bom, e eu acho que posso me desacostumar a chamá-lo de Capitão. Porque... Eu posso
começar a chamá-lo de pai. (Ela sorriu e esse sorriso logo se tornou um sorriso emocionado
acompanhado de lágrimas)

Dulce se aproximou de Ramirez e lhe deu um abraço muito forte.

R -- Minha filha! Não imagina o quanto eu esperei por isso. Passei anos sem saber quem você
era. E outros anos sem poder te dizer o quanto eu a amo.

D -- Pai! Eu sei que você não teve culpa de nada do que te aconteceu. E sei também que não
tinha a intenção de destruir a minha família. Não pensou só em você. Não foi egoísta.

R -- O mais importante para mim era saber que você era feliz. E que a sua felicidade ficou
completa quando começou a namorar com o Christopher. Vocês puderam viver o amor de
vocês sem ninguém para atrapalhar. Me prometa que sempre vai cuidar dela, Uckermann.

U -- Eu prometo! Não precisa nem pedir, porque ela é o que eu tenho de mais importante na
vida. Fico feliz por vocês dois terem se entendido!

D -- "Vai ser muito estranho no começo, mas vou tentar me acostumar a ter outro pai. Ele é
uma boa pessoa." (Pensou)

[···]

Eles ficaram conversando por mais um tempo.

Algumas horas depois, Christopher recebeu alta. Eles foram para a delegacia devolver a
viatura. Conversaram um pouco com Spencer e Parker e logo voltaram para casa no carro dele.

No apartamento de Dulce......

U -- Lar doce lar! Como é bom sentir o cheiro de casa. E da dona dela. (Ele puxou Dulce pela
cintura e cheirou o seu pescoço)

D -- Calma! Você tem que tomar um banho! Está com os cabelos cheios de terra ainda.

U -- Não tô não! (Disse beijando-a e descendo as mãos apertando as nadegas dela)

D -- Vai logo! Enquanto isso eu vou preparar alguma coisa pra gente comer.

U -- Nossa! Eu vou querer uma comida bem caprichada. Comida de verdade! Estou faminto. Só
me deram uma sopa insossa e aquela gelatina.

D -- Eu vou caprichar. Pode deixar comigo!

U -- Hum! Sabe o que vou querer de sobremesa ?

D -- O que ?

U -- Você! Petit gâteau de Dulce!

D -- Não foi isso que comemos aquele dia no restaurante do seu pai ? O bolo com sorvete.

U -- Isso mesmo meu amor! Já está conhecendo um pouco da culinária francesa!

D -- Agora vai lá pro chuveiro! Vou fazer sua comida!

U -- Desde que eu era criança, vai ser a primeira vez que vou comer pensando na sobremesa!
(Ele olhou para baixo e ficou encarando os seios dela)

D -- Christopher! Nem parece que quase morreu!

U -- Não vou ficar traumatizado com isso! Já passou! Felizmente! E eu estou louco para testar
meus batimentos! Quero ver se estão em perfeito funcionamento.

D -- A safadeza e a depravação estão! Tudo ok! (Eles riram)

U -- E me diz que isso não é bom. Hum ? (Disse cheirando o pescoço dela)

D -- É ótimo! Agora vai! Depois a gente testa seus batimentos.

Ele deu um selinho nela e foi para o quarto. Entrou no banheiro e iniciou o seu banho.

Na cozinha, Dulce fritava bife, batatas fritas congeladas, ovos e picou uns tomates.

.....................

U -- Quer ajuda ? (Ela estava lavando a louça enquanto as coisas fritavam no fogão)

D -- Pode colocar os pratos e os copos na mesa. Por favor! Se quiser fazer o suco também. As
laranjas estão aí em cima do balcão.

U -- Ok!

D -- Enquanto você termina aí, eu vou tomar um banho rapidinho também. Tirar essa essência
de hospital impregnada.

[···]

Após o jantar.....

D -- Sabia que você fica muito sexy com os cabelos molhados ?

U -- Ah é ?

D -- Sim! A comida estava do seu agrado ?

U -- Nossa! Muito melhor que as que dão no hospital. Eles podiam mudar o cardápio. Com
aquela sopa e aquela gelatina, os pacientes nunca vão se recuperar.

D -- Quer mais um pouquinho de batata frita ?

U -- Não! Não! Tenho que guardar espaço no estômago. Para a minha sobremesa favorita:
Petit gâteau de Dulce! A melhor de todas! Essa não tem no restaurante do meu pai e em
nenhum outro restaurante. Ela é exclusivamente minha! Não divido com ninguém.

D -- Então, que tal se você fizer uma degustação para saber se ela está boa ? (Dulce se sentou
no colo de Christopher ficando de frente para ele. Ela tirou sua blusa e seu sutiã)

Ele começou a beijar o pescoço dela enquanto alisava seus braços. Foi descendo os beijos para
o ombro até chegar nos seios.

Dulce foi se movimentando sobre o membro dele e logo sentiu sua ereção. Isso fez ela acelerar
e comprimir mais o seu corpo contra o dele. Christopher soltou um gemido e ficou ainda mais
ofegante.

U -- Que delícia! Está muito boa! Mas pode ficar melhor. (Ele se levantou, pegou Dulce no colo
e foi levando-a para o quarto. Ele ficou beijando os seios dela no caminho)

Ela colocou os pés no chão e começaram beijos calorosos. Ela agarrou o cós da calça dele e foi
puxando até chegar na cama. Ela se deitou e ele ficou por cima dela. Christopher ficou
admirando o rosto de Dulce e acariciando.

D -- Esse seu olhar me mata, meu amor!

U -- Hoje eu pretendo fazer as coisas de um jeito diferente.

D -- Como assim ?

U -- Não quero que seja tudo muito rápido. Quero que seja mais lento.

D -- E por que ?

U -- Porque eu quero apreciar cada centímetro do seu corpo, cada movimento e cada sensação
de prazer!

Dulce foi erguendo a camisa de Christopher até tirá-lá completamente. Ele tirou sua calça
enquanto Dulce tirava o restante de suas roupas.

U -- Deite-se de costas pra mim! (Pediu para ela se deitar de bruços)

Christopher colocou os cabelos dela de lado e começou a beijar a nuca. Depois foi descendo.
Enquanto beijava suas costas, acariciava os ombros e as curvas do corpo dela. Em seguida,
beijou suas nadegas. Foi descendo para as pernas. Subiu com os beijos até chegar em seu
pescoço novamente.

D -- Isso é tortura, Uckermann! (Gemeu)

U -- Eu quero apreciar o seu corpo inteiro. Como se eu estivesse saboreando um vinho francês.
Quero sentir todo o seu sabor e cada parte do seu corpo.

U -- Pode se virar! (Pediu, e ela ficou de frente para ele)

Ficaram se observando. Christopher mirou os seios dela e fez movimentos circulares com o
dedo indicador em volta de seus mamilos. Dulce fechou os olhos e mordeu o lábio inferior. Ela
começou a deslizar suas mãos pelo abdômen e tórax dele, debaixo para cima. Acariciava e
apertava os braços e as costas de Christopher, sentindo os seus músculos fortes. Em seguida,
Dulce colocou a mão direita dentro da cueca e ficou acariciando o membro dele. Depois, ele
tirou a mão dela, colocou-as para cima e ficou pressionando a sua ereção contra a intimidade
dela.

D -- Assim eu não aguento, Uckermann! (Disse ofegante) -- Minha boceta já tá dolorida!

Ele ri e vai beijando os seios, a barriga, até finalmente chegar em sua intimidade. Ele se enfiou
no meio das pernas de Dulce, obrigando-a a abri-las um pouco mais. Começou a chupar sua
intimidade por todos os lados.

D -- Ohhhh... Me chupa assim, amor.

U -- Goze na minha língua. (Ele foi roçando a ponta de sua língua no clitóris de Dulce fazendo
movimentos frenéticos)

D -- Não pare, Christopher... Que gostoso!

U -- Que boceta deliciosa...

Christopher adentrou dois dedos em sua intimidade e fez movimentos de vai e vem. Em
seguida levou seus dedos na boca de Dulce..

U -- Sinta como você é deliciosa!

Christopher agarrou as nádegas de Dulce e a puxo mais contra seu rosto e foi chupando-a com
mais intensidade. Ele rosnava e gemia enquanto a chupava. Sentindo sua intimidade latejar em
um orgasmo múltiplo, Dulce se desmanchou gozando de forma intensa e gritou o home de
Christopher.

U -- Tá gozando ?

D -- Ohhh.. sim... Eu tô gozando... Tô gozando pra você, amor.

U -- Goze de novo!

Ele voltou a chupar a intimidade dela até que sentisse seu segundo orgasmo dado pela boca de
Christopher..

D -- Que boca gostosa... Aaah! Mas agora eu quero o seu pau!!! Me deixa te chupar.

Ele abaixou a cueca e liberou seu membro duro e grande. Dulce se ajoelhou no colchão e sem
demora o lambeu por toda a extensão, desceu para os testículos e em seguida começou a
chupá-lo levando-o inteiro e fundo em sua garganta. Sua boca não alcançava. Ela queria
colocá-lo inteiro, mas seu membro é realmente muito grande. Quando Christopher percebeu
que estava perto de gozar, pediu para Dulce parar.

D -- Eu quero engolir tudo, Uckermann!

U -- Depois você faz isso. Eu quero gozar na sua boceta.

Ele se deitou por cima dela novamente, ergueu uma das pernas de Dulce e foi passando a mão
por ali. Subiu fazendo um caminho pela barriga até chegar nos seios. Parou ali, começou a
acariciar um seio enquanto beijava e chupava o outro.

U -- Eu quero que você faça uma coisa enquanto eu te fodo bem forte. (Disse ofegante ao
ouvido dela)

D -- O que ?

U -- Quero que grite o meu nome conforme a intensidade do prazer que estiver sentindo. E no
meu ouvido.

D -- Não posso gritar muito alto, temos vizinhos. (Ela riu)

U -- O vizinho da frente sou eu, e quanto aos outros, o máximo que eles podem fazer é chamar
a polícia. E nós já estamos aqui, não é ? Chegamos até adiantado! (Sorriu maliciosamente)

D -- Você é ousado!

U -- Eu posso ser o que você quiser! Me disse que lá na floresta queria gritar, não é ? Então,
faça isso agora só que de prazer por mim! Cada vez que me sentir mais fundo dentro de você,
grite mais alto.

D -- Louco!

U -- Louco por você! Eu te amo!

D -- Eu te amo!

U -- Quero enterrar o meu pau bem fundo em você! Peça pra mim, Dul. (Ele levou seus dedos
no clitóris dela para provocá-la)

D -- Ohhh... Christopher... Por favor...

U -- Diga! O que quer ?

D -- Quero seu pau!

U -- O quanto você quer o meu pau ?

D -- Muito! Me foda! Estou louca pra você entrar e sair de mim com força!

U -- Abra as pernas pra mim. Aposto que tá bem molhadinha.

D -- Sim...

Christopher começou a penetra-la devagar e profundamente. Os movimentos que ele fazia
não estavam rápidos. Ele ficou assim por alguns minutos. Foi acelerando gradualmente.

D -- Ah... Christopher... Ohhh Christopher... (Ela gemia e dava gritos de prazer. Assim como ele
pediu para ela fazer e nem precisava ter pedido. Ouvi-la demonstrando satisfação o
enlouquecia ele estava extasiado de desejo)

Depois de alguns minutos assim, ele parou.

D -- Não para! Por favor, não para!

U -- Vem, senta em mim! Rebola no meu pau. Quero ver seus peitos pulando na minha cara.

Dulce ficou por cima dele e foi acariciando a "entrada" de sua intimidade com o membro dele.
Christopher viu o líquido dela escorrendo por seu membro, isso o deixou com um ar de
satisfação. Vê-la bem molhada por causa dele. Sem demora, ela o deslizou completamente
dentro dela. Foi fazendo movimentos intensos e aumentando o ritmo.

U -- Continua, Dulce... Isso! Ah... (Disse enquanto apertava os seios dela)

D -- Oh, eu vou gozar!!

U -- Goze no meu pau.

Sentindo a intimidade dela se contratir em volta de seu membro, ele percebeu que ela havia
gozado. Segundos depois, ele também gozou empurrando o quadril de Dulce contra si com
força.

Os dois estavam alucinados de tanto prazer. E para Dulce esse foi o melhor porque atingiu o
clímax no membro dele. E não tinha coisa melhor do que gozar em volta do membro de
Christopher. Eles transaram mais duas vezes nessa noite. Cada vez que terminavam, eles
queriam mais. Eram realmente viciados um no outro.

........................

U -- Acho que agora já deu, né ? Esgotei todas as minhas energias, sério! Eu até que queria de
novo, mas cansei!

D -- Eu também cansei. Caramba! Hoje foi... Incrível! Muito intenso!

U -- Perfeito! O nosso desejo estava no auge. Ai, Dulce, eu poderia passar um dia inteiro só
fazendo amor com você.

D -- Eu também! Você é muito gostoso!

U -- Você que é gostosa e deliciosa. Te amo demais! Te amo.. te amo..te amo! (Disse dando-lhe
selinhos rápidos)

D -- Também te amo! Meu amor, eu estava pensando em uma coisa e eu acho que... não sei se
quero mais fazer isso.

U -- O que ? (Espantou-se)

D -- Ser policial.

U -- Que susto! Não faz mais isso, hein! Meu coração está bom, mas nem tanto assim! Pensei
que estivesse falando sobre transar comigo.

D -- Não! Seu bobo! Até parece que não quero mais transar com você. Ainda não fiquei louca.
(Eles riram)

U -- Achei que você fosse dizer que não queria mais por causa da gravidez. Que poderia
atrapalhar ou prejudicar o nosso bebezinho.

D -- O médico disse que sexo é saudável na gravidez. Não se preocupe porque não vamos ficar
sem fazer amor. E com todos esses meus hormônios, eu quero você mais e mais. Parece que
estou insaciável! (Eles riram)

U -- Ufa! Que alívio e que bom escutar isso! Eu não aguento ficar um dia sem fazer amor
contigo. É bom demais! É a melhor coisa do mundo pra mim!

D -- Também amo fazer amor com você! Ser fodida por você e transar com você.

U -- Mas por que você não quer mais ser policial ? Isso é sério ? Quer mudar de profissão ?

Ela suspirou antes de responder:

D -- É que eu não sei se quero mais me arriscar, sabe. Ainda mais depois disso tudo que te
aconteceu. Eu fiquei muito preocupada. Você quase morreu! Se nós chegássemos um pouco
mais tarde... eu não quero nem pensar.

U -- Dulce, viver é correr riscos! Você devia saber disso muito bem! Não dá pra ficarmos
seguros o tempo todo. Ninguém! Não estou te reconhecendo! O que te fez mudar de ideia ?
Onde está aquela Dulce corajosa e determinada que conheci ?

D -- Acho que ela se foi quando descobriu que o seu amor é o mais importante da vida dela e
agora nosso filho também. Antes, o mais importante para mim era realizar o meu trabalho da
melhor forma, garantindo que as leis fossem cumpridas. Mas hoje, eu vivo por você. Sem nem
perceber, eu te coloquei acima de tudo o que eu mais prezo.

U -- Como assim ?

D -- Eu imaginei as maneiras mais cruéis de matar aqueles bandidos desgraçados quando vi
aquele vídeo. Eu pensei em fazer algo pelo qual eu sempre abominei e lutei contra. Eu acho
que não sou mais a mesma pessoa de antes. Entende ?

U -- Entendo! Entendo que você deixou de lado a sua qualidade racional de policial por apenas
um instante e permitiu o seu emocional passar por cima de tudo aquilo que você sempre teve
apreço e que sempre procurou seguir.

D -- Eu pensei como uma criminosa. Eu cheguei a colocar a minha arma na cabeça do Jason. E
eu te juro que se você estivesse morto, eu não ia sentir nenhum remorço em matá-lo bem ali.

U -- É compreensível, meu amor. Não precisa ser tão dura consigo mesma. Esse trabalho que
fazemos, além de ser altruísta, é também perigoso e estressante. Nós vemos de tudo ali.
Coisas que muitas pessoas nem imaginam que possam acontecer.

D -- Pois é. Muitas atrocidades. E uma das piores é o que fizeram com você. (Ela acariciou seu
rosto)

U -- Tudo o que vemos, abala um pouco nosso psicológico. Nós sabemos que para sermos
policiais, nós precisamos fazer um teste para ver se reagimos com indiferença em certas
situações. Mas não tem como sermos frios o tempo todo. Somos humanos acima de qualquer
coisa e temos sentimentos. E isso não é algo ruim, só mostra o quanto temos caráter e
sensibilidade.

D -- Desde quando você virou filósofo, hein ? Eu acho que a sua experiência de quase morte
mexeu um pouquinho com os seus neurônios, meu amor.

U -- Não! Imagina! (Ele riu) -- Só estou querendo te mostrar que não precisa temer e nem
achar que você está se tornando uma má pessoa tendo pensamentos criminosos. Eu te
conheço, sei que você não é assim. Só ficou com medo de me perder.

D -- Fiquei. Eu nunca senti tanto medo na vida.

U -- Você sempre foi uma mulher destemida, confiante, segura de si.

D -- Só sou assim no trabalho, meu amor. Fora dele eu sou bem diferente. Sou emotiva,
insegura, sempre desisto fácil de algo que quero e às vezes impulsiva.

U -- Eu percebi. E todas as suas qualidades me causava um pouco de inveja e ao mesmo tempo
admiração. E foi por isso que me apaixonei por você a cada dia, Dulce. Você não é uma má
pessoa.

D -- Agora eu acho que não sou mais a pessoa corajosa e decidida que você conheceu. Depois
que você quase morreu e agora com nosso filho aqui dentro de mim, não sei se quero colocar
a vida dele em risco. Nunca pensei que fosse sentir isso um dia: Medo da profissão que escolhi.

U -- Não quero que você saia da corporação, amor. Tudo o que passou nessa sua cabecinha, foi
apenas uma forma de expressar a sua raiva. Você acha que eu também não mataria alguém
para salvar sua vida ? Claro que eu mataria! Assim como eu morreria. E não é exatamente isso
que nós fazemos como policiais ? Matar ou morrer para proteger as pessoas.

D -- Aí é que tá. Não há paz sem precisar fazer guerra.

U -- Eu sei. Vou te contar uma coisa. No dia que você estava no hospital, sua mãe me
confessou que todos os dias ficava com o coração na mão com medo de receber a notícia que
seu pai Fernando morreu em serviço. Mas olha só o que realmente o matou: um infarto.

D -- É verdade.

U -- Ninguém morre antes da hora, meu amor. Não tenha medo. A única certeza que existe na
vida é a certeza da morte. Não pense mais nisso. Vamos viver cada dia como se fosse nosso
último. Como se não houvesse amanhã. E ao seu lado é exatamente isso que quero fazer.
Aproveitar cada dia, hora, minuto e segundo ao seu lado. E do nosso bebezinho que vamos
amar, cuidar e proteger da mesma forma até nosso último suspiro. (Ele põe a mão no ventre
de Dulce) -- Eu amo muito você e nosso filho.

D -- Também amo você.

U -- Eu também sofri quando cheguei naquele hospital e disseram que você estava no
necrotério e o corpo a caminho da funerária. Parece que o chão que sustentava meus pés
tinha desabado. Eu nem sabia mais onde eu estava e até perdi a consciência por alguns
segundos. Pareceu um pesadelo terrível.

D -- Oh, meu amor. Acho que você tem razão! Quem diria, que você ia me dar conselhos ?
Você realmente é outra pessoa, Christopher Uckermann. E tenho muito orgulho de ser sua
mulher, namorada e mãe do seu filho. Obrigada por me dar todo o seu amor. E por lutar para
sobreviver naquele caixão.

U -- Sou eu que te agradeço! (Ele pega a mão dela e beija a palma) -- Só tive forças pra lutar
porque tinha razões pelas quais viver. Você é o fruto do nosso amor. Do nosso lindo e doce
amor. Quero passar o resto da minha vida ao seu lado, Dulce. Não importa se ela vai ser longa
ou curta. Eu te amo!

D -- Eu também te amo! (Beijaram-se)

U -- Sabe o que eu queria ?

D -- O que ?

U -- Fazer uma viagem com você. As minhas férias estão quase chegando, mas eu posso trocar
com alguém para sair junto com você. Que tal ?

D -- Ótima ideia! Mas pra onde nós vamos ?

U -- Não sei! A gente vê! Uma praia, talvez! Só nós dois! Para esquecermos de tudo e de todos!

D -- Adorei isso! Tomara que o novo Capitão nos deixe sair de férias juntos. Mas como eu e
você somos da mesma equipe, talvez isso seja complicado.

U -- Ou não. Quem sabe dá certo ? Mas antes nós tínhamos a vantagem do Capitão ser seu pai.
Agora, talvez o outro nem nos deixe mais na mesma equipe.

D -- Vai ser bem triste se formos separados, mas ainda bem que nós temos outras formas de
ficarmos bem juntinhos.

U -- E essas formas são as melhores!

D -- Sem dúvidas! Você não é só meu parceiro, é meu homem! Te amo!

U -- Te amo! Amo vocês! Mal posso esperar para ver o rostinho do nosso bebê.

D -- Nem eu! Estou muito feliz!

U -- E eu mais ainda. Obrigado por me fazer sentir todos esses sentimentos. De amar você e de
amar nosso filho.

Eles sorriram e se encaravam com olhares de ternura. Christopher uniu seus lábios nos de
Dulce beijando-lhe de forma apaixonada.



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