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História Em Nome Da Lei - Capítulo 44


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Capítulo 44 - Capítulo 44 - Final


A SWAT havia chamado o corpo de bombeiros para apagar o fogo. A explosão destruiu
completamente o container e atingiu outros que estavam por perto.

Christopher e o agente se levantaram do chão. Se encostaram em outro container para
descansar e começaram a conversar.

Harris -- Eu disse que a explosão seria grande.

U -- Isso aqui tá muito quente! (Disse limpando o suor em sua testa) -- Era pra eu estar lá.
Obrigado! Vocês têm a minha admiração. Não deve ser nada fácil desarmar bombas. Esse tipo
de situação é muito tensa e exige um treinamento pesado. Vocês da SWAT são muito valentes
e determinados. (Disse apertando a mão do agente demonstrando seu agradecimento)

Harris -- Agradeço sua estima e confiança em nosso trabalho! Realmente nós passamos por
muita pressão e estresse! Mas nessas horas, precisamos manter a calma e o foco acima de
tudo.

U -- Deu pra ver que você sabia exatamente o que estava fazendo. Desarmou o gás com muita
facilidade. Já está bem acostumado a lidar com isso, não é ?

Harris -- Esse tipo de bomba não é tão difícil de desarmar, mas requer um tempinho a mais
para analisa-la e descobrir qual é o fio correto a se cortar e interromper a contagem
retrógrada. Como não restava muito tempo, eu não poderia arriscar. O mais rápido e o mais
recomendável nesse caso, seria tirar o colete e evitar que o gás entrasse em contato com os
outros fluidos. É melhor ela explodir sozinha do que com o refém junto.

U -- E quando você cortou aquele fio, evitou que isso acontecesse ? Mas como ?

Harris -- É um pouco complicado de explicar. Para entender o funcionamento de uma bomba,
você teria que conhecer as propriedades dela. E isso é bem complexo. Digamos que todas as
bombas tem um "escape". Quem as produz, faz um mecanismo de emergência para se caso
algo der errado e assim, não explodir na cara deles. No seu caso, eu só precisaria cortar as
alças do colete, retirá-lo e já estaria resolvido. Mas para garantir que não explodiria, eu cortei
o fio. Não é como se vê nos filmes. A realidade é mais assustadora.

U -- Não tinha como eu saber de nada disso porque não entendo de bombas. Além disso, eu
também não tinha um canivete para cortar. E eu não fazia ideia de que seria tão simples para
me livrar.

Harris -- Mas foi só nesse caso. Cada caso é diferente e as bombas diferem umas das outras.
São engenhosas, mas sempre dá para desarmar. Se tivermos um certo tempo, é claro.

U -- Demora muito para se fazer uma bomba ? Ou dá para fazer em um dia ? (Christopher
estava curioso para saber como Spencer conseguiu fazer em tão pouco tempo)

Harris -- Aquela ali deve demorar até uma semana para fazer. Talvez menos.

U -- "Então, provavelmente, ele não a fez ontem. Já devia ter ela reservada para emergências."
(Pensou)

Spencer tinha outros planos para aquela bomba. Ele tinha recebido de seu tio há três dias
atrás. Ia vendê-la para um cliente do país de Honduras. Spencer não a produziu
completamente, apenas fez uns ajustes finais antes de vendê-la. Ele realmente sabia manusear
aquele tipo de bomba, assim que descobriu sobre Christopher e Dulce, ele aumentou a
intensidade dela e resolveu usá-la para seus fins pessoais. Ezequiel Spencer aprendia muito
bem as coisas erradas.

U -- Agente... Harris, né ? Será que dá pra localizar a detetive Espinosa. Ela estava comigo lá
dentro. Preciso vê-la.

Harris -- Claro! Atenção! Alguém na escuta ? Aqui é o agente Harris. Estou com o refém em
segurança. Repito: o refém está em segurança. Preciso saber onde a detetive do departamento
de polícia se encontra. Quem tiver a localização dela, me avise com urgência. Irei até o local.

Dulce estava do outro lado um pouco longe de onde Christopher estava. No meio da confusão,
cada um fugiu para um lado diferente.

Ela estava em choque. Tinha decidido sair do carro. Ela observava em volta daquele lugar,
torcendo para que tudo aquilo não passasse de um terrível pesadelo, e que logo seria
despertada por Christopher. Veria os olhos apaixonados e cintilantes dele olhando para ela. E
seu sorriso que fazia ela sentir a maior ternura e lhe transmitia paz e segurança.

D -- É um pesadelo! (Dulce encostou no veículo da SWAT e foi deslizando seu corpo por ele até
que ficasse agachada. Ela desabou em um choro desesperado misturado com tristeza, raiva e
agonia)

Dulce se sentou no chão, encostou a cabeça no carro e continuou a chorar desesperadamente.
Ela não podia evitar os pensamentos que vinham em sua mente imaginando o momento da
explosão: O corpo de Christopher não existia mais. Nem um enterro decente ele poderia ter.
Os agentes fizeram o que puderam. Mas infelizmente, não deu.

Uma agente foi falar com ela.

Agente -- Detetive ? Detetive ?

D -- Sim. (A barriga dela doía de tanto chorar)

Agente -- Tem uma pessoa aqui que gostaria de lhe falar. Se sente em condições ?

D -- Não! Agora não! Eu não me sinto em condições de falar com ninguém neste momento.
(Ela nem olhou para a agente que conversava com ela)

U -- Nem comigo, detetive ? (Ele estava de pé ao lado da agente)

Dulce fez uma expressão de surpresa, levantou a cabeça e olhou para trás. Aquilo era uma
miragem ou Christopher estava bem ali diante dela ? Não sabia se estava delirando ou se era
real. Ela se levantou rapidamente.

D -- Christopher ? (Ela foi se aproximando dele) -- É você mesmo ?

U -- Sim, Dulce! Sou eu! (Ele estava com muito suor em seu rosto, pescoço e braços porque
esteve próximo do fogo enquanto conversava com Harris)

Ela lhe deu o abraço mais forte entre todos que já lhe deu na vida.

U -- Nossa! Você é mais forte do que eu pensava! (Disse acariciando a cabeça dela) -- Por que
está chorando assim ? Pensou que eu estivesse morto, meu amor ?

D -- Eu.. Eu ouvi eles dizerem que não conseguiram desativar a bomba, então eu pensei que...

U -- Os agentes da SWAT são muito profissionais. Eles sabem o que fazem, a explosão foi
inevitável, mas...

Antes que ele terminasse, foi interrompido. Dulce colocou a mão no rosto dele e o puxou para
um beijo apaixonado e intenso. A saliva deles se misturavam com as lágrimas dela e com o
suor do rosto de Christopher. Ele envolveu seus braços na cintura dela. Alguns agentes que
estavam ali perto os observavam com um sorriso de satisfação e de dever cumprido
estampado em seus rostos. Tudo tinha acabado bem. Os reféns haviam sobrevivido.

D -- Eu pensei que nunca mais fosse sentir o gosto da sua boca. E nem que eu fosse voltar a ter
essa sensação horrível dentro do meu peito de novo. Mais uma vez eu achei que tinha te
perdido. Isso dói demais.

U -- Eu sei bem como é! Mas agora está tudo bem, meu amor! Pode parar de chorar! (Ele
secou as lágrimas dela com o polegar) -- Eu quero ver esse seu sorriso maravilhoso que ilumina
a minha alma. Sorria para mim, Dulce. (Ela sorriu e ele sorriu de volta)

U -- Isso! Agora está muito melhor!

D -- Dessa vez aquele infeliz foi longe demais. Aliás, como todas as vezes, né ? E agora ele
fugiu. Ele me disse que ia sair do país.

U -- Se ele usou o meu carro, eu acho que talvez não vá muito longe. O agente Brian me pediu
para colocar um rastreador no meu carro, no seu e no dele. Eu coloquei bem na parte debaixo.

D -- É sério ?

U -- É! Acho que foi por isso que conseguiram nos encontrar. O FBI deve ter rastreado o carro e
mandaram a SWAT para cá.

D -- Eu espero que tenham pegado ele, se não, ele não vai parar, Christopher, nunca vai nos
deixar em paz. (Disse desesperada)

U -- Eu acho que vou fazer um treinamento com a SWAT para aprender a desarmar bombas.

D -- Eu apoio essa ideia! Por que você acha que ele escolheu justamente uma bomba ? Porque
sabia muito bem que nós não poderíamos desativa-la. Não temos treinamento para isso. Ele
foi muito esperto.

U -- É! Mas nós somos mais. Ele sabia que qualquer outra coisa que ele tentasse, nós iríamos
impedir porque somos ótimos policiais e detetives. E ele também subestimou o FBI.

Um dos agentes foi conversar com eles para registrar o que se passou. Os bombeiros já
estavam apagando o incêndio. E a imprensa queria saber o que tinha acontecido. Alguns
agentes foram prestar os esclarecimentos.

Harris -- Podemos lhes dar uma carona. Vão pra onde ?

D -- Podem nos deixar na delegacia. O meu carro está lá. Depois nós vamos pra casa.

U -- E o meu eu não faço ideia de onde esteja.

Harris -- Então, vamos!

Dulce e Christopher ficaram no banco de trás do veículo da SWAT. Eles estavam abraçados.
Dulce encostou sua cabeça no ombro dele.

U -- Não acredito que matou aqueles idiotas.

D -- Matei! Eu acho que descontei toda a minha raiva ali.

U -- Eu imagino. Acho que ouvi pelo menos uns três tiros.

D -- Foram quatro. Três foram só em um. Eles não deviam ter mexido com você.

U -- E muito menos com você! (Eles sorriram) -- É a primeira vez que faz isso, não é ? Tirar a
vida de alguém.

D -- Sim! Eu nunca tinha estourado os miolos de ninguém. E eu teria feito o mesmo com
aquele miserável do Spencer. Sorte dele que fugiu.

U -- Em uma coisa ele tem razão: você sempre salva a minha vida.

D -- É porque ele só faz as maldades contra você. Mas foi a equipe da SWAT que fez o trabalho
difícil. E não entendi como conseguiram tirar aquele colete de você. Não me disse que não
dava pra tirar ?

U -- É complicado. Nem eu entendi a explicação do agente. Só sei que ele cortou um fio, depois
pegou um canivete, cortou as alças da parte de cima, e tirou com cuidado pela minha cabeça.

D -- Nossa! Você deve ter ficado muito apreensivo, né ?

U -- Fiquei! O Spencer deixou o colete bem apertado na minha cintura, assim que eu tentasse
abrir a fivela lateral, ia explodir. O agente disse que estava fácil de resolver.

D -- Fácil pra eles que são profissionais. Porque pra nós...

U -- Esse ano foi o mais cheio de ação que tivemos. Acho que não vamos ter outro igual.
Trabalhamos com o FBI, com a CIA, com a Interpol e só faltava a SWAT pra completar. Tudo
isso em menos de um ano.

D -- O mais cheio de ação e o mais aterrorizante também. Tudo isso por causa de um cara
psicopata. Espero que tenham pegado ele. Nós jamais vamos conseguir viver em paz enquanto
estiver livre.

U -- Eu sei. Espero que tudo tenha acabado. Devem ter encontrado ele passeando com o MEU
carro por aí.

D -- Ele me disse que precisava ganhar tempo. Mas o que realmente queria era te matar. Eu
não podia imaginar que ele fosse te colocar no meu lugar. Por isso ele disse que você ia
morrer.

U -- Tudo não passou de uma armadilha para me fazer vir até aqui. E não tinha como você
reagir. Eles até podiam não te matar, mas se te baleassem na barriga, você perderia o nosso
filho. Provavelmente, Spencer deve ter deixado essa ordem.

D -- Ele me disse que eu e você não terminaríamos juntos.

U -- Ele está completamente errado. O nosso amor é maior do que tudo. É muito maior que o
ódio e a obsessão que ele sente. Eu te amo!

D -- Também te amo! (Ele beijou a cabeça dela) -- Onde será que ele deixou o meu carro ?

U -- Vamos procurar. (Acariciou o ombro dela)

Eles chegaram na delegacia. Deram umas voltas nos quarteirões e encontraram o carro de
Dulce.

U -- Antes de descer, eu quero agradece-los não só pela carona, mas também por terem
salvado a minha vida.

Harris -- Não precisa agradecer.

D -- Obrigada!

Harris -- Felicidades aos dois. E se quiser fazer o treinamento, nós o treinaremos com o maior
prazer, Capitão.

U -- Obrigado!

Harris -- Nós vamos fazer uma escolta até a casa de vocês.

Eles foram escoltados e assim que entraram na garagem do prédio, a equipe da SWAT foi
embora.

No apartamento de Dulce....

D -- Hoje foi um dos piores dias da minha vida. (Enconstou-se na porta e soltou um forte
suspiro assim que entraram)

U -- Pra nós dois.

D -- Meu celular ficou na minha mesa dentro da delegacia.

U -- O meu ficou lá também. E a minha arma.

D -- Pegaram a minha. Estou desarmada.

U -- Como capitão, eu te autorizo a pegar outra! Vem aqui me dar um abraço. Igual aquele que
você me deu. Bem apertado. (Ela foi até ele e o abraçou) -- Ai, que abraço gostoso! Esse aqui é
o melhor lugar do mundo. Dentro do seu abraço. Não dá vontade de te soltar!

D -- Não consigo imaginar minha vida sem você, meu amor.

U -- Nem eu! Vamos tomar um banho agora ? Depois deitar e dormir. Estou sem clima hoje.

D -- Pior que eu também. Vamos descansar.

Eles tomaram banho trocando carícias, mas sem fazer nada sexual. Eles queriam aproveitar
aquele momento para admirar e apreciar a companhia um do outro. E também suas vidas. Por
estarem vivos e sem nenhum tipo de arranhão. Eles se deitaram, conversaram um pouco e
adormeceram.

[···]

No dia seguinte, eles acordaram mais cedo do que de costume. Tomavam café na mesa.
Estavam praticamente prontos para irem trabalhar. A TV estava ligada e os noticiários falavam
sobre a explosão da bomba.

A manchete dizia: "TERRORISTAS EM PORTLAND: Bomba em pátio de containers. SWAT salva
reféns, mas não consegue evitar explosão."

U -- Repercurtiu.

D -- Estamos famosos.

Jornalista -- 'A polícia ainda está procurando pelos responsáveis. Não se sabe quais eram as
reais intenções desses terroristas. Estão tentando encontrar uma relação entre o ataque à
cidade e a escolha deste local específico para plantar a bomba. O verdadeiro enredo desses
eventos, é desconhecido até o momento. Estamos aguardando uma nova pronunciação do
departamento de polícia da cidade para podermos apresentar mais informações.'

D -- Agora nós vemos que realmente muita coisa é mascarada. Mas imagine se a verdade fosse
dita.

U -- Pois é!

U -- A manchete seria mais ou menos assim: Paixão obsessiva e rivalidade pela mesma mulher:
Um detetive da polícia de Portland, tenta matar o Capitão e "melhor amigo" porque queria
pegar a mulher dele.

D -- Você seria um péssimo jornalista. Não é nada sutil.

U -- Eles podem usar essa história para fazer um filme ou uma série de TV. Porque como
notícia, é muita frivolidade.

D -- Por isso que eles têm que alterar um pouco a história. E também é bom para nossa própria
segurança e privacidade.

U -- Concordo. Infelizmente, situações assim estão ficando cada vez mais comuns. Olha só tudo
o que aquele miserável aprontou.

D -- Muita idiotice!

U -- Uma idiotice perigosa. Ele... tentou... forçar alguma coisa com você ? Te beijar ou fazer
algo contra sua vontade ?

D -- Não! Apesar de ele estar com muita raiva, ele não me fez nada. Mas eu acho que se não
fosse pelo fato de eu estar com um filho seu aqui dentro de mim, ele até poderia ter tentado
sim.

U -- Nosso filho ainda nem nasceu e já está protegendo a mamãe! (Ele colocou as mãos na
barriga dela e acariciou)

D -- É! Você tinha que ver a forma como ele me olhava. Parecia um louco que tinha acabado de
sair do hospício. Estava surtado. Me deu um pouco de medo. Eu também não ia facilitar. Se ele
viesse pra cima de mim, ia ser uma briga boa.

U -- Sabe que não pode se esforçar muito, não sabe ? Você não está nem com três meses de
gravidez. Tem que tomar o máximo de cuidado.

D -- Eu sei! Mas eu não podia permitir que ele me tocasse. Eu vou marcar outra consulta no
médico pra ver se está tudo bem.

U -- Isso! Faça isso! Você passou muito nervoso e eu sei que essas coisas podem prejudicar.

D -- Awn, está preocupado, meu amor ? (Ela acariciou o rosto dele)

U -- Claro que estou! Mas eu acho que ele ou ela vai ser muito forte. Como a mãe! (Eles riram)

D -- Sabe que eu ainda não consegui entender como foi que eu engravidei ? Passamos por
tanta coisa de uma só vez, que nem parei para pensar. (Ela fez uma expressão pensativa)

U -- Bom, se você quiser, mais tarde eu te mostro como foi que aconteceu! (Sorriu
maliciosamente)

D --Seu bobo! Eu digo isso porque eu tenho certeza de que tomei o remédio certinho.

U -- Talvez você tenha se esquecido.

D -- Pior que não me lembro.

U -- Normal! Pode ser que na hora, você foi atender um idoso reclamando que roubaram os
seus tacos de golfe ou foi apartar a briga de um casal problemático.

D -- Ai, Christopher! Só você pra me fazer rir!

U -- Isso também não importa, meu amor. O importante, é que ele está aí!

D -- Eu confesso que... estou um pouco insegura. A minha barriga ainda não cresceu, mas eu já
me sinto diferente. Eu não quis te dizer nada pra não te preocupar. Eu estou muito assustada!

U -- É sério ? Você ? Dulce Espinosa, assustada ?

D -- Sim! Aconteceu muito rápido e... Eu me sinto um pouco...

U -- Meu amor, aconteceu quando tinha que acontecer. Eu acho que posso entender a sua
preocupação. E você não vai estar sozinha, tá bem ? Eu vou estar aqui! Sua mãe, seu novo pai,
a Maitê! Todos que te amam.

D -- Eu sei!

U -- Eu não mudaria nada! Se pudéssemos atrasar a sua gravidez para daqui a dois anos, eu
não aceitaria.

D -- Você não se sente inseguro ?

U -- Um pouco! Mas estar perto da morte várias vezes, me fez ver que a vida é muito curta e
incerta. E sei também que tudo acontece por uma razão.

D -- É!

U -- Lembra que eu te disse que o nosso amor era tão imenso que teríamos que transferir para
os outros órgãos do corpo ?

D -- Lembro!

U -- Então! O nosso amor não estava mais cabendo dentro de nós dois.

D -- Ai, Christopher! Obrigada! Por me tranquilizar e por ser um homem tão bom pra mim.

U -- Obrigado você! Por fazer parte da minha vida! (Eles deram um longo selinho bem
apaixonado)

··················

No carro de Dulce em frente à delegacia.

D -- Está pronto para retomar o seu posto, Capitão ?

U -- Com você do meu lado, estou pronto para qualquer coisa. (Ele pegou na mão dela e sorriu)

D -- Vai dar tudo certo! Vamos ?

U -- Vamos!

Christopher não conseguia esconder sua ansiedade. Afinal, alguns ainda acreditavam que ele
era um criminoso. Teria que explicar para todos o que realmente havia acontecido.

Eles entraram. Assim que passaram pela porta, escutaram os aplausos de todos os oficiais que
estavam ali.

Diaz -- Bem vindo de volta, Capitão Uckermann!

U -- Obrigado! Bom, antes de qualquer coisa, eu vou dar uma breve narração dos fatos. Para
que tudo fique bem esclarecido. Como sabem, eu fui acusado de participação e envolvimento
em tráfico internacional de armas de fogo. Foram encontradas provas na minha sala que me
incriminaram. Eu fui investigado e detido pelo FBI. Alguns agentes consideraram a hipótese de
ter sido uma ação premeditada por parte de alguém para me culpar de tais delitos. Com a
intenção de praticar injúria e difamação contra a minha moral e índole pessoal. Portanto,
novas investigações foram realizadas, tanto pelo FBI quanto por alguns oficiais deste
departamento. Pela detetive Dulce Espinosa e pelo Sargento Patrick Diaz. Por conta dessas
investigações, foi constatado que o detetive Ezequiel Spencer foi o responsável por plantar as
provas para que me culpassem de algo no qual eu não tinha nenhum conhecimento e tão
pouco um envolvimento.

Parker -- O Spencer ? Isso é sério ? (Ela tinha acabado de chegar e estava atrás de Christopher
e Dulce)

D -- Infelizmente.

Parker -- Mas por que ele fez uma coisa dessas ? Culpar o Capitão Uckermann ?

D -- Acreditamos que tenha sido por vingança. O FBI já estava investigando esse grupo de
traficantes e estavam quase chegando até ele. Então, ele deve ter feito isso para confundir os
agentes e se livrar da marcação.

Parker -- Cara! Isso é muita maluquice. Eu jamais imaginei que o Spencer pudesse fazer uma
coisa assim. Ainda mais contra o melhor amigo dele.

D -- Algumas pessoas não são o que aparentam ser.

Diaz -- Prenderam aquele filho da mãe, né ?

U -- Não sabemos. Ele fugiu, mas ainda não nos informaram nada. Depois que descobrimos
que ele era o verdadeiro criminoso, ele tornou a questão pessoal e pretendia executar uma
vingança contra todos os que o investigaram.

Diaz -- Mas eu também ajudei.

D -- Só que ele não sabia sobre você. Só de mim e do Capitão Uckermann.

Diaz -- Então, é verdade a história da bomba ? Desde que cheguei, não se fala em outra coisa
por aqui. Disseram que ele ameaçou a detetive Espinosa.

U -- É verdade. Além de ser um mentiroso, criminoso, traficante, também é um covarde.

D -- E louco.

Parker -- Eu vi nos noticiários, mas disseram que aquilo tinha sido um ataque terrorista. É da
mesma bomba que estamos falando ?

D -- Sim! Parece que eles não queriam prestar esclarecimentos ainda porque a polícia da
Alemanha precisa pegar o tio dele. Ele é o chefe da quadrilha. Tudo tem que estar resolvido
para poder ser divulgado pela imprensa. Pra não alarmar, vocês sabem, né.

Parker -- Entendi. Nossa! Eu realmente estou surpresa. Tudo bem que eu não trabalhei muito
tempo com ele, mas eu nunca poderia imaginar que ele estava do outro lado.

Diaz -- Mais um policial corrupto do nosso departamento que é desmascarado.

U -- Bom, como as coisas já foram esclarecidas, pelo menos aqui dentro, podemos voltar ao
trabalho, né ? E... Diaz, pode vir até a minha sala ?

Diaz -- Claro, Capitão! (Ele fez uma expressão de preocupação)

Dulce deu um sorriso para Diaz e uma piscadinha. Ela já sabia do que se tratava. Christopher ia
promove-lo a detetive.

Meia hora depois, o agente Brian chegou e foi até a sala dele para relatar o que aconteceu
com Spencer. Ele tinha alugado um avião particular para sair do país. Ele já estava saindo do
carro quando a SWAT e o FBI apareceram. Eles começaram a trocar tiros.

Spencer acabou sendo morto no confronto com os agentes da SWAT. Ele não queria se
entregar. O tio dele foi preso na Alemanha junto com seus cumplices. Alguns dos compradores
das drogas que Spencer vendia também foram localizados e detidos.

O colar de Dulce estava com o agente. Spencer tinha deixado em cima da mesa. Brian o
guardou e entregou para Christopher. Ele ia mandar consertar o fecho que quebrou.

[···]

Mais tarde no apartamento de Dulce. Ela e Christopher tinham acabado de chegar. Sentaram-
se no sofá para terminar a conversa que iniciaram no carro.

D -- Não posso negar que estou aliviada por ele não poder fazer mal a você nunca mais.

U -- A nós dois. E ainda perdi o meu carro. Está todo estilhaçado e com buracos de bala.

D -- E o seguro ?

U -- Vou pegar o dinheiro e compro outro. Aquele já era.

D -- Eu te empresto o meu!

U -- Por sorte nós trabalhamos no mesmo horário.

D -- E como foi hoje ? Seu primeiro dia depois de ser oficialmente um homem inocente ?

U -- Foi bom, mas também atarefado! Tem muito serviço acumulado! Eu mal sabia por onde
começar. Por isso eu nem pude te chamar na minha sala para contar as novidades.

D -- Se precisar de ajuda, pode me pedir. Eu só vou poder ficar lá dentro mesmo. Não posso
atender chamados e nem fazer ronda por causa da gravidez.

U -- É isso mesmo! Nada de balas e nem de correr! Como seu Capitão, é uma ordem você
permanecer na delegacia. No mínimo, poderá ajudar a Parker nos interrogatórios lá de dentro.

D -- Ok! Eu vou obedecer as suas ordens, Capitão Uckermann! (Ela disse em um tom de voz
sedutor)

U -- Eu adoro quando você diz isso!

D -- O quê ? Capitão ? Seu metido!

U -- Não! Uckermann! É assim que me chamava quando eu te provocava. Me tira do sério!

D -- E você ainda me tira do sério às vezes, sabia ? Quando me diz que sou baixinha e não
alcanço o pescoço dos bandidos e que preciso subir na viatura. (Eles riram)

U -- Você é baixinha!! Também não entendo como você consegue dar uma chave de braço nos
caras mais altos. Eu sempre imaginei você fazendo isso dando muita risada sozinho lá no
distrito.

D -- Engraçadinho! (Ela bate no braço dele) -- Eu não sou tão baixa assim! Você é que procura
um motivo para me pirraçar. E vem aqui que eu te mostro como que eu faço!

U -- Gosto de te ver nervosinha de vez em quando! E sabe do que eu gosto ainda mais ?

D -- Hum ?

U -- Quando você geme Uckermann no meu ouvido. (Dulce sentou no colo dele)

D -- Uckermann! (Ela sussurrou no ouvido dele em tom provocante) -- Assim ? (Mordeu o lábio
inferior)

U -- Não! Está um pouco fraco! Você precisa de um incentivo.

D -- Que tal um banho para eu poder chegar no tom que você quer ?

U -- Leu meus pensamentos!

Eles foram para o banheiro e se despiram. Christopher abriu o chuveiro.

Ele pegou um sabonete e foi passando pelo corpo dela. Começou pelos braços. Em seguida, na
barriga. Foi descendo para as pernas. Virou ela de costas e ensaboou por ali. Ele começou a
dar leves apertadas no ombro dela e na cintura. Logo ela sentiu a ereção dele roçando sua
bunda.

Ele apertou os seios dela com as duas mãos. Dulce soltou um suspiro. Christopher foi
massageando a sua intimidade com a mão direita enquanto a sua mão esquerda continuava no
seio. Ela acerelou a respiração quando ele introduziu um dedo. Ele começou a beijar o pescoço
de Dulce e depois virou-a de frente para ele para lamber os mamilos.

D -- Ohhh... Que gostoso!

U -- Você vai ver como vai ficar ainda mais gostoso!

Christopher se abaixou no chão, abriu as pernas de Dulce, ajeitou sua cabeça no meio das
pernas dela e começou a chupar sua intimidade.

D -- Aaahh!! Isso, amor... (Gemeu rebolando no rosto dele)

Christopher continuou chupando-a até que ela gemeu alto e gozou nos lábios dele.

U -- Você tá gozando tão rápido. (Murmurou ainda com os lábios na intimidade dela)

D -- Ohhh... Uckermann! Ohh.. (Ela gemeu alto)

U -- Isso, Dul! Geme bem gostoso pra mim. Agora quero te ouvir gemendo bem no meu
ouvido.

Ele a pegou no colo e os guiou de volta para o quarto.

D -- Uckermann, vai deixar os lençóis todos molhados!!

U -- Nesse momento, eu quero que a sua boceta fique molhada e o meu pau também. Com seu
gozo me lambuzando todo.

D -- Me fode logo!

Christopher sem demora a penetrou de uma vez. Os dois gemeram.

U -- Meu amor... (Roçou seus lábios nos dela) -- A melhor sensação do mundo é estar dentro
de você. Eu te amo!!

D -- Eu também te amo!

U -- Você é tudo pra mim! (Acariciou o rosto dela com os dedos)

D -- Se você continuar me olhando desse jeito, eu vou chorar! (Ela disse sussurrando e sentiu
seus olhos marejarem)

U -- Acredite, é uma emoção pra mim também estar conectado com você assim. Nunca pensei
que você fosse me afetar tanto e mudar tanto a minha vida.

D -- Você também mudou a minha. Eu não me imaginava sendo mãe tão cedo. Mas fico muito
feliz que você seja o pai do meu filho.

U -- O primeiro de mais dois que vamos ter. (Ele sorriu) -- Obrigado por me ensinar o que é o
amor.

D -- Obrigada por me amar e por demonstrar todo o seu carinho por mim.

U -- Te amo sem medidas. E te amarei até mesmo quando meu coração parar de bater, porque
meu amor por você vai além da vida.

Christopher lhe beijou carinhosamente nos lábios e foi iniciando movimentos lentos e firmes
dentro de Dulce. Os dois gemiam de prazer. Ela fazia questão de soltar seus gemidos bem no

ouvido dele, assim como ele gostava. Christopher foi carinhoso durante todo o ato, beijando
Dulce e dizendo o quanto a amava.

Sem dúvidas foi uma das transas mais românticas que tiveram.
Logo os dois atingiram seu clímax. Dulce sentiu as contratações de um orgasmo múltiplo e
intenso. Christopher gozou intensamente segundos mais tarde, jorrando longos jatos dentro
de sua amada.

[···]

No dia seguinte, Christopher teria que dar uma pequena entrevista para a imprensa sobre o
caso da bomba. Ele não gostava muito de usar terno, mas nessa ocasião, teria que aparentar
formalidade. Dulce estava dando o nó na gravata dele.

D -- Não sei por que não gosta de usar terno. Fica tão lindo em você!

U -- É que me incomoda. É muito justo. Parece que perco minha mobilidade nos braços. O pior
de tudo é essa gravata no pescoço. Prefiro as minhas jaquetas.

D -- Está nervoso por ter que falar em público ?

U -- Um pouco! Você vai estar do meu lado, né ?

D -- Sempre! Pronto! A gravata está pronta. Só falta colocar o terno por cima da camisa.

U -- Mil voltas ao mundo, só pra ela ficar desse jeito ?

D -- Não é tão difícil. Acostume-se! Não vai ser a primeira vez que terá que falar com a
imprensa sobre algum caso, Capitão. Se lembra de tudo o que vai dizer ?

U -- Sim! Ontem anotei algumas coisas em um papel. Eu só vou dar uma complementada nas
informações que o FBI me passou. Terei que contar umas mentirinhas para o país.

D -- Não vai ser uma mentira. E sim uma omissão. Você sabe que não podemos dizer os reais
motivos desse ocorrido. Não podemos ficar expostos assim. É para a proteção das nossas vidas
pessoais.

U -- E da nossa família!

D -- Isso aí! Nós também temos o direito à privacidade.

U -- E... falando em privacidade. Eu já vou comprar as nossas passagens para irmos ao Havaí.
Viajaremos daqui três semanas.

D -- O que ? Mas não era em dois meses ?

U -- Seria se você não tivesse uns dias de férias em haver. Eu estava olhando no sistema e o
ano passado você só pegou dez dias. Não se lembra ?

D -- Eu não me lembrava. Foi na época em que eu estava trabalhando com a Parker. Ela
precisou ficar uns dias em casa porque o filho dela pegou pneumonia. Então, o meu pai me
pediu para voltar e cobrir ela. Foi aí que trabalhei com aquele psicopata de novo.

U -- E ele nem deve ter gostado disso. Então, meu amor, a nossa viagem será mais cedo do que
pensávamos. Não é ótimo ?

D -- Maravilhoso! Mas quem você vai deixar no comando ?

U -- Obviamente, a nossa querida Parker. Eu gostei daqueles beijos que ela me deu! (Ele riu e
Dulce riu de volta)

D -- Ai, meu amor! (Ela riu em tom debochado) -- Se a sua intenção era me causar ciúmes,
perdeu o seu tempo. Você não faz o tipo dela.

U -- Como você sabe ?

D -- Porque ela é casada! Mas com uma mulher, meu lindinho!

U -- Quee ? A Parker é... ?

D -- É! Ela diz que tem um marido só para proteger a família dela. Você sabe que a família dos
policiais podem correr perigo. Ainda mais sendo homossexual. Mas não vai dizer isso a
ninguém, ok ? Ela só contou pra mim.

U -- Não! Não digo nada! Prometo! Por isso ela ficou sem jeito de me beijar! Entendi!

D -- Exatamente! Mas não foi um beijo. Foi respiração boca a boca! Seu safado! Já estava
achando que a Parker ia cair no seu charme, né ?

U -- Você caiu!

D -- Você tá tão metido ultimamente!

U -- Mas fui eu que caí no SEU charme primeiro, meu amor. Vem aqui me dar um beijo,
detetive.

Ele a puxou pela cintura e lhe deu um beijo de tirar o fôlego.

[···]

Christopher e Dulce chegaram na delegacia. Uma hora depois, a imprensa também chegou. O
Capitão Uckermann disse que o ataque foi causado por um ex detetive do departamento de
polícia da cidade. E que ele estava sendo investigado por ter envolvimento no tráfico
internacional de armas e por isso, conseguiu a bomba com um terrorista do Iraque.

Disse que o detetive tomou conhecimento sobre dois policiais que estavam infiltrados na
quadrilha e os fez de reféns para poder ganhar tempo para fugir do país. E que acabou
morrendo em um confronto com a SWAT. Esclareceu que os traficantes usavam os containers
para guardar e exportar as armas. Por isso, os policiais estavam lá naquele local.

[···]

No decorrer de três semanas, Dulce foi ao médico para saber se estava tudo bem com seu
bebê. Ele crescia saudável e sem nenhuma complicação. Tudo estava na mais perfeita ordem.
Eles contaram para seus familiares sobre o que realmente aconteceu com Spencer.

Victor já tinha sido avisado por Christopher que poderia voltar para Portland tranquilamente.
Na reabertura do restaurante, houve mais reservas do que nunca. Quando Christopher podia,
ele ajudava seu pai em uma pequena reforma por lá nos finais de semana.

Eles retocaram a pintura nas paredes vermelhas, pintaram a fachada e adicionaram mais
algumas mesas. Também trocaram os sofás, os lustres e Victor adicionou novos pratos no
cardápio.

Christopher e Dulce jantaram lá mais algumas vezes. Eles tinham as noites livres quando tudo
estava calmo na delegacia. Dulce ficou feliz ao ver que os dois estavam se dando cada vez mais
bem e compensando o tempo que ficaram brigados.

[···]

À noite, Christopher e Dulce estavam terminando de arrumar as malas para saírem de viagem.
Eles iam passar uma semana no Havaí.

Christopher estava no seu apartamento arrumando suas coisas e logo voltou para o de Dulce.

D -- Já fez as malas ?

U -- A mala. Só fiz uma. Não vou levar tanta roupa. É o Havaí. Praia, sol, piscina, calor. Não
precisa de muita roupa. Tenho certeza que a maior parte do dia vou usar apenas uma
bermuda.

D -- Pior que tem razão. Vou ter que tirar metade das minhas roupas daqui de dentro. (Ela pôs
a mão na boca e riu freneticamente)

U -- Tenho certeza que você vai querer comprar roupas novas lá.

D -- É! Provavelmente. Meu amor, eu queria... te perguntar uma coisa. Eu vou ser bem direta.

U -- O que ?

D -- Bom, você gostaria de alugar seu apartamento e vir morar aqui comigo ? Assim você não
precisa mais ir buscar as suas coisas lá. E também pra dividirmos o mesmo lar, obviamente. O
que acha ?

U -- Eu acho... que isso não é uma boa ideia.

D -- Não ? Mas por que ?

U -- Porque... (Ele foi se aproximando dela e envolveu seus braços em sua cintura) -- Agora
seremos três. Um apartamento não é bom para uma criança. Mesmo que aquela porta de
vidro que dá pro terraço fique trancada, é perigoso. Eu sugiro outra coisa: nós vendemos os
nossos apartamentos e compramos uma casa.

D -- É sério ?

U -- Claro que é! Tudo o que eu mais quero é viver com você definitivamente. Acredito que
conseguiremos vender antes do bebê nascer.

D -- Ai, meu amor! (Eles se abraçaram) -- Eu te amo!

U -- Eu também te amo! Você já foi para alguma praia antes ?

D -- Já! Pra Long Beach em Los Angeles. Foi uma viagem em família que fizemos há uns oito
anos atrás. Mas nem se compara ao Havaí, não é ? (Ela tirou todas as roupas da mala e foi
escolhendo as que ia levar)

U -- Não! Eu já fui pra San Diego com o pessoal do colégio. A garota que eu te falei que me
decepcionou deve ter me colocado muitos chifres lá.

D -- Você nunca me falou dela. Como ela era ?

U -- Era a garota mais bonita da sala e a mais metida. Se chamava Lindsay. Só se aproximou de
mim depois que entrei pra equipe de basquete. Eu acho que ela queria impressionar as
amigas. Mas eu não era tão bonito como sou hoje.

D -- Ha! Eu duvido. Você devia ser um dos garotos mais cobiçados.

U -- Não, te juro! Como eu estudei em um colégio particular, lá tinha muitos playboyzinhos. E
acredite, eu sofria com as espinhas no rosto.

D -- Jura ?

U -- Sim! Quando a gente for na casa do meu pai, eu vou pegar os álbuns antigos e te mostro
as fotos.

D -- Tá! Eu quero ver todos!

U -- Aquele dia do jantar, eu esqueci de pedir pra ele pegar. Você vai ver como eu não era tão
bonito.

D -- E depois ? O que aconteceu ?

U -- Uns amigos vieram me dizer que ela estava me traindo com o capitão do time de baseball.
Ele era o melhor no baseball e eu no basquete. Eu não acreditei nas fofocas porque estava
perdidamente apaixonado.

D -- O amor é cego!

U -- Pois é! Então, eu fui levando. Ela negou e continuou comigo como se nada tivesse
acontecido.

D -- Que safada!

U -- Eu queria ficar com ela na viagem, mas sempre dava um jeito de escapar e se afastar de
mim. Foi aí que os meus olhos se abriram e percebi que ela estava me usando e não gostava
de mim com a mesma intensidade que eu.

D -- Aí você chegou nela, mandou a real e disse: bye bye, vadia!

U -- Não fiz isso.

D -- Não ?

U -- Eu fiquei com a melhor amiga dela. Depois, com uma amiga da melhor amiga. Aí ela ficou
sabendo e nós terminamos.

D -- Ah! Entendi! Foi aí que o Christopher garanhão surgiu.

U -- Foi. Mas você matou ele também. Não se preocupe! (Dulce sorriu) -- Ele não existe mais.

D -- Ela foi a sua primeira namorada ?

U -- Sim. Eu já tinha beijado outras garotas, mas ela foi a primeira. De tudo.

D -- Perdeu a virgindade com ela também ?

U -- Sim.

D -- Uau!

U -- Eu realmente era muito apaixonado por ela. E dentro do avião você me conta como foi a
sua primeira vez. Combinado ?

D -- Você quer mesmo saber ?

U -- Quero! Pelo menos vamos ter assunto. E não tenho ciúmes porque eu sei que agora você é
só minha e naquela época a gente não se conhecia.

D -- Será que a gente ia se apaixonar naquela época ?

U -- Com certeza eu teria me apaixonado por você. Ainda mais pelos seus seios maravilhosos.

D -- Tarado!

Dulce riu ao perceber que Christopher olhava o decote de sua blusa larga que estava deixando
seus seios à mostra quando ela se curvava para frente na hora de ajeitar sua mala.

[···]

Eles terminaram de se arrumar e foram para o aeroporto. Estavam indo para uma ilha
chamada Maui. Ficariam hospedados em um resort bem de frente para a praia.

Depois de algumas horas de vôo, chegaram um pouco antes do sol nascer. Eles pegaram um
táxi e foram para o resort.

D -- Christopher, esse lugar é lindo! É realmente maravilhoso! (Ela disse observando tudo de
dentro do carro)

U -- Isso porque ainda nem vimos a ilha toda.

Eles fizeram check-in no resort, se acomodaram no quarto, descansaram um pouco, tomaram
café da manhã e logo saíram para conhecer as paisagens.
................

Dulce estava com um short por cima de seu biquíni preto. Christopher estava de bermuda e
sem camisa. Ela subiu em cima de uma rocha, olhou para baixo e ficou observando o azul da
água. Christopher a seguiu e a abraçou por trás. Em seguida, abriu os braços dela e fez o
mesmo com os dele segurando suas mãos nas dele.

D -- Titanic é ?

U -- Muito melhor! (Beijou a bochecha dela)

D -- Quando nós vamos transar na areia ?

U -- Teremos tempo. Vamos aproveitar essa paisagem incrível. Que é a segunda coisa mais
bonita desse lugar. A primeira é você. Não seria tão belo se você não estivesse aqui.

D -- E estou muito feliz de estar aqui com você! De nós três estarmos aqui!

U -- A primeira viagem do nosso filho. A primeira de muitas outras que ainda vamos fazer.
Vem! Vamos lá molhar os pés um pouquinho. (Ele pegou Dulce no colo e foi carregando ela até
a beira da praia)

D -- Christopher! (Deu um gritinho de surpresa)

Eles entrelaçaram suas mãos e molharam os pés juntos.

U -- Senta aqui comigo.

Eles se sentaram na areia.

U -- Totalmente diferente de Portland, não é ? Lá faz muito frio, chove demais. Não que isso
seja ruim, mas eu também gosto de sentir os raios de sol na pele.

D -- Já estou com a marca do biquíni nos ombros.

U -- Que sexy!

Eles começaram a se beijar, Dulce foi deitando e Christopher ficou por cima dela.

U -- Realmente, se nós não tivéssemos nos conhecido, eu daria um jeito de te encontrar. (Disse
acariciando o rosto dela trocando olhares apaixonados.)

D -- Você é a melhor coisa que me aconteceu. Assim como você mudou por mim, eu também
mudei por você. Aprendi a valorizar os momentos e a lutar pelo que quero. Eu era uma pessoa
que desistia fácil quando surgia um problema. E também comparava meu passado com o
presente.

U -- Percebi. Quando você achou que nossa relação acabaria do mesmo modo que acabou com
o tal de Paco.

D -- Sim. Aprendi a não desistir do nosso amor. De não deixar os obstáculos nos atrapalharem
e nem nos separar. Você me mostrou que não existe amor sem luta. Temos que lutar pelo que
queremos. Principalmente pelos sentimentos.

U -- E eu aprendi que não devemos lutar contra aquilo que sentimos. E muito menos ter medo
de sentir. Eu também deixei meu passado afetar meu presente.

D -- Éramos dois idiotas apegados ao que aconteceu no nosso passado. Com medo de tentar
de novo por medo de repetir a mesma história.

U -- Isso. E eu fui ainda mais idiota em tentar esconder e reprimir tudo o que eu estava
sentindo por você durante esses dois anos. Se eu tivesse aceitado trocar de equipe no dia que
seu pai me ofereceu, eu ia me arrepender pelo resto da vida. Porque eu ia perder a
oportunidade de conhecer e de estar com a mulher da minha vida nesse exato momento. E de
bônus, com meu filho que a cada dia cresce aqui dentro de você. (Ele acariciou a barriga de
Dulce)

D -- Você me fez chorar, Uckermann. (Ela diz fungando o nariz e limpando as lágrimas do rosto)

U -- Também estou emocionado. (Ele deixa uma lágrima cair de seus olhos e pingar acima do
seio esquerdo de Dulce) -- Eu te amo tanto, Dulce María. Tanto! Que você nem imagina.

D -- Eu te amo! Eu sempre te amei!

Eles roçaram os narizes e se beijaram. Passaram o dia explorando a ilha e almoçaram no
restaurante do hotel. A viagem estava sendo mágica para os dois. Eles mereciam depois de
tudo o que passaram. De todo o sufoco que Spencer causou na vida deles.

[···]

À noite, eles voltaram para o quarto, tomaram um banho na banheira e vestiram um roupão.
Alguém bateu na porta. Era um funcionário trazendo o jantar deles.

U -- Eu pedi o jantar aqui porque quero ficar sozinho com você.

D -- Tá! Vamos comer! Estou faminta!

Depois do jantar, Christopher levou Dulce até a varanda do quarto. Ela se encostou na grade e
eles ficaram abraçados.

U -- Eu não acredito que demorei dois anos pra te dizer o quanto eu te amo.

D -- Pior que demorou mesmo! Mas como você diz: as coisas acontecem quando têm que
acontecer. Quem sabe o que aconteceria se nós tivéssemos ficado juntos antes.

U -- É! Talvez a história tivesse sido diferente e tomado outro rumo. Eu poderia ter feito você
sofrer. Quem não esperou foi o nosso filho.

D -- Não! Esse aqui veio muito rápido.

U -- Mas nós dois também não damos uma trégua. A gente transa todo dia. Só tinha que dar
nisso!

D -- Todo dia e duas vezes ao dia, no mínimo! (Eles riram) -- Mas o que posso fazer se você
transa muito bem!

U -- Assim como você! Sabe... tem uma outra coisa que também não pode mais esperar. Já tá
demorando tempo demais.

D -- O que ?

U -- Eu te pedi pra vir aqui comigo porque eu quero que o céu e as estrelas testemunhem uma
coisa. Espera aqui.

Christopher foi até a sua mala, abriu e pegou algo de lá de dentro.

U -- Isso aqui também não dá mais para esperar.

Ele se ajoelhou no chão e abriu uma caixinha vermelha revelando um anel de brilhante com
uma pedra solitária e com outras três pedrinhas menores de cada lado da pedra maior.

U -- Esse anel era da minha mãe. E antes de ser dela, também foi da minha avó paterna. Meu
pai deu a ela e ela não quis vender. Foi comprado na França.

D -- É lindo!

U -- Bom! (Ele suspirou) -- Detetive Dulce Espinosa, você aceita se casar com esse seu humilde
e apaixonado Capitão ? Você roubou meu coração desde o primeiro momento que te vi. E
daqui pra frente, quero passar o resto dos meus dias com você. Cuidando de você e te amando
sem restrições.

Dulce estava aos prantos, muito emocionada. Seu coração batia tão forte que parecia que
tinha corrido uma maratona. Foi pega de surpresa. Ela realmente não esperava por aquilo.

D -- Sim, senhor! Eu aceito me casar com você, Capitão Christopher Uckermann! Eu te amo!

U -- Eu também te amo!

Ele tirou o anel de dentro da caixinha e colocou no dedo dela. Eles se beijaram apaixonados.
Christopher também não conseguiu conter suas emoções e começou a chorar de felicidade.

Eles realmente não faziam ideia do que aconteceria se tivessem ficado juntos há mais tempo.
Mas eles não mudariam nada porque tudo o que eles passaram os levou para aquele
momento.

A emoção de realizar o treinamento para ser um oficial de polícia, a admissão na delegacia, o
primeiro trabalho como policial, o primeiro chamado, a primeira prisão, o primeiro tiro, a

primeira perseguição, o primeiro interrogatório, a primeira investigação, o primeiro
reconhecimento, a primeira medalha de honra...

Nada disso se comparava àquele momento. Nada era mais importante e mais especial para
eles do que demonstrar o amor que sentiam um pelo outro. Não existia qualquer lei que
determinasse regras, normas ou limites para os sentimentos que tomavam conta
completamente do corpo e da alma desses dois indivíduos.

Seguir os seus corações era mais prazeroso e mais sublime do que seguir qualquer lei. Já fazia
muito tempo que eles viviam pelas leis do amor. Do amor que sentiam pelo outro. Aquilo não
dava para se fazer um relatório e muito menos para matar.

Os dois estavam entregues às carícias e beijos apaixonados. Christopher e Dulce eram os novos
detentos que o amor algemou e aprisionou. A sentença deles era ficar aprisionados nesse
amor, perpetuamente.



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