História Em Nome de Alá - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Angst, Bottom!jungkook, Taekook, Top!tae, Vkook
Visualizações 39
Palavras 1.465
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Saga, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Infelizmente essa é a hora onde nós nos despedimos, sinto em dizer isso, mas esse é o último capítulo da fanfic. O aniversário é meu, mas sou eu que estou dando esse presente especial para vocês!
Eu sinto que preciso também dar algumas explicações da história e tudo que se passou pela minha cabeça na hora de escrever antes que seja tarde demais, então por favor continuem lendo as notas iniciais. 

Primeiro de tudo, eu queria dar o título de Ubadah Ibn Samit para essa história, porque ele é o profeta que fala sobre o lance de Sodoma e da homossexualidade, mas percebi que ficaria muito complicado então de última hora troquei para Em Nome de Alá. Segundo, na minha cabeça tudo isso iria dar em um capítulo só (louca eu né? Kkkkkk) e terceiro, nossa essa foi a fanfic que mais me deu trabalho com pesquisas. 

Uma outra observação importante são os temas que eu resolvi tratar no enredo: a descoberta da sexualidade e a intolerância religiosa. As outras histórias todas tratam desses assuntos como os relacionamentos girando sempre em torno do prazer carnal, do preconceito dos pais ou de um corrompendo o outro então eu quis dar uma aprofundada nas relações sociais, mostrar todas as inseguranças (representadas por Taehyung) e a impulsividade (representada por Jungkook) que os jovens enfrentam nas suas relações amorosas, especialmente nas homossexuais. 

Espero que vocês tenham gostado de ler a história como eu gostei de escrever. Li todos os comentários e fico feliz de coração por todo o apoio que recebi de todos que leram, favoritaram e comentaram. Não queria perder o contato de vocês, então quero saber o que acham sobre a ideia de criar um grupo do whatsapp com as minhas fanfics? 

Ps: a música que aparece nesse capítulo se chama Canção Fibra de Heroi, de Barros e Filjo G.Peixe. 

Capítulo 5 - Epílogo




Taehyung mal conseguia acreditar no que havia feito, nunca se imaginou matando um homem com as próprias mãos, mas Jungkook lhe fez mudar em tantos aspectos que não seria capaz de reconhecer o seu eu de um ano atrás. Antes da sua chegada, ele era apenas um garoto seguindo o que lhe diziam que era certo, mas depois de o reencontrar passou a tomar as suas próprias decisões, além disso, descobriu toda a coragem dentro de si que era constantemente coberta pelo manto da insegurança. 

Agora, com seus vinte e um anos, é um homem feito com uma casa e um amor para a vida inteira. Quem disse que é preciso ser rico para ser feliz é porque nunca provou o que é ter um companheiro, não no sentido superficial ligado a carne, mas a uma conexão de alma. 

Ele não saberia o que fazer sem Jungkook, provavelmente esqueceria como comer, pois lembraria dos seus biscoitos, ou como respirar depois de perder o fôlego em um beijo envolvente. 

-- Bom dia, habibi. -- Taehyung acordou o companheiro com selares por todo o seu rosto até beijar com vontade os seus lábios. 

Jungkook apenas resmungou algo incompreensível em resposta, apoiando a sua cabeça novamente no peito do outro como forma de expressar que levantar da cama era a última coisa que faria naquele momento. 

Ele riu do jeito manhoso de Jungkook na manhã seguinte a preparação do banquete de uma cerimônia especial, onde o mesmo teve que ficar até tarde da noite preparando a comida junto com os demais cozinheiros. 

-- Eu sei que você está cansado, mas nós temos que levantar. -- Taehyung levou os lábios até o ouvido do companheiro, soprando a voz rouca pelo sono de propósito ali para ver os pelinhos da nuca alheia de arrepiarem. 

-- Só mais cinco minutos. -- Ele ouviu Jungkook murmurar com a voz abafada pela posição onde se encontrava. 

Taehyung sorriu ao encontrar as marcas feitas durante os momentos de amor dos dois, algumas horas depois dele chegar da viagem de cinco dias onde matou Adam. Ambos estavam sedentos um pelo outro, então deixaram o desejo transbordar de seus corpos sem mais a barreira da distância. Ele ficou surpreso ao perceber que Jungkook nunca gostou de dominar, preferindo se submeter aos encantos de Tae. 

É claro que os cinco minutos se tornaram quase dez até Taehyung se dar conta do tempo perdido, mas pouco se importou com as horas quando Jungkook pediu para fazerem amor antes de se arrumarem para o grande evento do dia. 

Como o inverno já estava próximo, haviam entregado um casaco, para ser colocado com cima da camisa branca de tecido fino e a gravata negra típica de um terno, com as insígnias navais, bem como o seu chapéu para lhe efetivar de vez na marinha. 

Taehyung circulou o próprio corpo com o cinto de couro para prender as calças brancas em seus quadris. Não poderia estar mais nervoso, teve que receber a ajuda de Jungkook para dar um nó na gravata, pois suas próprias mãos estavam trêmulas demais para realizar a tarefa. 

-- Eu não estou acostumado a usar roupas tão bonitas, me sinto um pouco estranho de terno. 

Jungkook ajustou a gola do casaco branco para baixo, as mãos gradualmente descendo pelo peito do outro até se afastarem em uma demonstração de carinho. 

-- Você está lindo, branco é a sua cor. 

Ele segurou nas mãos geladas do outro, o conduzindo gentilmente para o lado de fora. Ainda de mãos dadas, os dois atravessaram o quarteirão, até pararem em frente a uma grande construção com janelas altas e largas, a fachada antiga que fora construída mais de um século atrás bem conservada. 

-- É aqui, não é? 

-- Sim, vamos muharib. 

Taehyung ficou surpreso durante alguns segundos ao ver todos os oficiais ali enfileirados, reconheceu vários rostos conforme ia andando e cumprimentando cada um deles no caminho. Não seria arrogante ao ponto de passar por eles sem nem dar um oi, afinal não estar nessa posição se não fosse pela ajuda dos seus companheiros de viagem, então nada mais justo do que dedicar alguns minutinhos de seu tempo para socializar. 

Algumas saudações amigáveis também foram ditas pelo seu companheiro, este que se sentou junto aos demais habitantes da ilha nos bancos de madeira mais ao fundo, sendo amplamente agraciado com elogios sobre ele próprio e Taehyung. Foi uma gritaria no dia que os dois se beijaram em público quando o marinheiro estava voltando à terra firme, como uma plateia aplaudindo o espetáculo e desde então, ambos se tornaram famosos como o casal do beijo na praia. 

William, com os cabelos grisalhos penteados para trás, olhava para os dois como um pai orgulhoso de seus filhos. Ele havia se tornado a figura paterna que ambos sempre quiseram ter e apesar de ter muitos compromissos, sempre conseguia arranjar um tempinho para conversar com os demais residentes. 

-- Eu poderia julgar a morte de alguém como um rei autoritário faria, mas nós não estamos numa ditadura, por isso pedi ajuda do conselho para reunir todas as provas possíveis para descobrir tudo o que aconteceu e devo dizer que não vejo um ato de altruísmo há muito tempo. Taehyung pode até ter quebrado algumas regras ao tentar resolver tudo apenas com um pequeno grupo de pessoas, mas as suas intenções genuínas em salvar a vida dos habitantes desta ilha deve ser reconhecida. O nosso último almirante foi um dos homens mais valentes que eu já conheci: Carter Reynolds, que morreu com honra pela sua pátria e que somente agora vejo um sucessor à altura para o cargo de maior prestígio da marinha.

Taehyung abriu a boca surpreso. Será que tinha ouvido certo sobre ser promovido para o cargo de mais alta patente da marinha ou era apenas uma piada? Que péssima hora para sua autoestima abaixar, olhava para as pessoas não acreditando que merecia uma declaração tão profunda sobre os seus feitos, muito menos uma salva de palmas. 

-- Em sua homenagem, Taehyung, que o nosso hino será cantado hoje demonstrando toda a gratidão de cada um dos marinheiros presentes aqui hoje pelo que você fez por nós. 

 


Se a Pátria querida 

For invadida 

Pelo perigo 

Na paz ou na guerra, 

Defende a terra 

Contra o inimigo 

Com ânimo forte 

Se for preciso 

Enfrenta a morte 

Afronta se lava 

Com fibra de herói 


De gente brava 

Bandeira da Inglaterra 

Ninguém te manchará 

Teu povo berra

 Isso não consentirá! 

Bandeira idolatrada 

Altiva a tremular 

onde a liberdade

É mais uma estrela 

A brilhar.  


Ainda lhe custava a acreditar que todos ali estão reunidos por sua causa. Quando William lhe comunicou sobre o reconhecimento da sua patente, ele esperava ser uma pequena cerimônia interna somente para a marinha, jamais poderia imaginar que metade da ilha fosse estar também dentro daquele salão. 

-- Devo confessar que quando eu cheguei aqui, depois de ter acordado pela primeira vez em um lugar totalmente desconhecido com pessoas falando uma língua estranha eu só queria pegar Jungkook e sumir daqui. Mas ele me disse que foram vocês que cuidaram de mim no momento que eu mais precisei sem pedir nada em troca, eu estava em choque por não precisar mais me preocupar de ter que sair para trabalhar todos os dias para pagar as contas, isso era bom demais para ser verdade! Fiquei com tanto medo de andar de mãos dadas com o meu namorado e ser punido por isso mais uma vez, mas vocês mais uma vez provaram ser simpatizantes com as minhas causas quando andam de mãos dadas pelas ruas sem nenhum preconceito com gênero, eu me senti mais acolhido que na minha própria pátria. Vocês acham que eu lhes salvei, quando na verdade foram vocês que me salvaram. 

-- Esse é o meu heroi! -- Jungkook se levantou da cadeira para gritar a plenos pulmões,o sorriso tão grande no rosto que poderia iluminar todo o salão. 

Esse foi o estopim para as lágrimas que Taehyung tentava segurar caírem em pura emoção transbordando como uma cachoeira de seus olhos. Como numa reação em cadeia, a multidão começou a repetir a mesma frase do seu companheiro, em um coro animado e feliz pela celebração do mais novo integrante oficial da marinha. 

Ele foi amparado pelos braços de William tocando suavemente suas costas em um sinal de conforto durante alguns minutos, até estar calmo o suficiente para a cerimônia poder continuar normalmente. 

-- Almirante Taehyung, daqui por diante você será sempre lembrado pela sua coragem e bravura em proteger a nossa pátria. 

Taehyung aceitou ainda visivelmente emocionado, com os olhos e nariz vermelhos, o chapéu e as insígnias da sua nova patente, na qual sempre irá honrar com a sua vida, pois Tristão dos Sete Mares sempre será o seu verdadeiro lar. 


Notas Finais




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