História Em Nome do Amor - Capítulo 2


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Notas do Autor


Senhoras, senhores! Demorei, mas cheguei.♡
Meu deus do céu! Eu nem tenho palavras para agradecer o carinho que recebi em relação a essa história. Vocês são MARAVILHOSOS e eu amo muito cada um.♡ Um muito obrigada cheio de amor a todos que tiraram um tempinho para ler, comentar e favoritar. Vocês são simplesmente I-N-C-R-Í-V-E-I-S!♡
Não é novidade pra ninguém que eu morro de amores por essa história. E, eu espero que assim como foi pra mim, ela também agrade vocês.
Peço desculpas por qualquer erro ortográfico que tenha passado despercebido por mim na hora da revisão.
Enfim, boa leitura a todos e um beijão! ♡

• História, revisão e design — Antaris.

Capítulo 2 - Em Nome do Amor I Dá-me asas, dou-te céus.


EM NOME DO AMOR — DÁ-ME ASAS, DOU-TE CÉUS.
18 de abril de 2038, Detroit, Michigan.
“Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais que eu te amo” — William Shakespeare.
Ω

Point of View — Anika.

Meus dedos, entrelaçados, estavam agora em sua nuca, estranhamente perdidos naquela pele macia e cheirosa. Acariciando com leveza todas os detalhes que levavam-me ao seu cabelo castanho. Cheiroso. Os meus pés, pequenos, encontravam-se agora acima dos seus – meu corpo mediano e franzino seguia com maestria e obediência os seus passos. Nossos corpos colados pareciam conversar involuntariamente o que não éramos capazes de sussurrar um para o outro.
Era tão bom senti-lo perto de mim, fazia-me sentir tão poderosa, tão protegida. Como se nada nesse mundo pudesse me atingir, como se nós dois fossemos os únicos em meio ao universo inteiro.

Embora eu tivesse a vida dos sonhos, não era plenamente feliz como aparentava. Infelizmente, o meu suplício era conviver diariamente com a falta de meus pais desnaturados – que renunciaram a mim em prol da Afrodite Inc. A multinacional de cosméticos a qual os mesmos são donos. Na maioria do tempo, eu não me ocupava tanto em me preocupar com isso. Entretanto, haviam momentos inevitáveis, como hoje. — Connie…— A melodia calma que exalava do meu celular parecia entorpecer todos os meus sentidos. A mão reconfortante de Connor subia e descia em minhas costas, contornando com cuidado e delicadeza as curvas da minha cintura. Senti seu coração bombear mais rápido e encostei de relance nossos narizes, sua respiração estava tão cálida. — Você promete pra mim que nunca vai me deixar? — Sussurrei baixo, sentindo ele em todas as parte do meu corpo. Eu tinha tanto medo de estragar tudo, tanto medo de dizer o quão louca por ele eu sou. Mas, ao mesmo tempo, gostaria de expôr tudo que habita em meu coração, de expôr o quanto a sua presença me faz feliz. 

— Eu não te deixaria sozinha nem que esse fosse o seu desejo. — Sibilou mantendo seus olhos castanhos fixos a mim. Os olhos mais encantadores que eu já vi em toda a minha vida – aqueles que habitam até os meus mais secretos sonhos. Respirei fundo por alguns segundos e encostei com calma minha bochecha ao seu peito. — Eu amo você, Anika. — Seu queixo encostou com sutileza ao topo de minha cabeça e fez-me sentir como se nada pudesse me alcançar. E, naquele momento, eu tinha certeza de que ele foi a melhor coisa que já aconteceu em toda a minha vida

•••
22 de agosto de 2038, Detroit, Michigan.

As minhas mãos, trêmulas, seguravam com nervosismo o papel – acariciando as pontas e tateando com cuidado toda a extremidade escrita. Eu ainda não acreditava que um dos dias mais felizes da minha vida se tornaria o meu maior monstro. Entrar para Colbridge sempre foi um dos meus maiores sonhos. Cursar artes e transformar o meu maior desejo em realidade. Mas, para ser sincera, isso não tem sido a minha maior prioridade agora.

Recebi muitas mensagens ultimamente, felicitações. Uma delas, em particular, é de Elijah Kamski. O senhor Kamski é o ex-CEO da CyberLife. O mesmo estudou e se formou em IA na universidade de Colbridge. Aos dezesseis anos fundou a CyberLife, e aos vinte, criou o primeiro Android doméstico. Elijah é simplesmente um gênio.
Devido a amizade assídua que tem com os meus pais, o cujo acabou desenvolvendo um pequeno vínculo comigo – dando-me assim, no meu décimo quinto aniversário, a maior dádiva da minha vida, Connor

Segurei com mais força o papel sobre minhas mãos e o pressionei contra o peito, derramando com sutileza uma lágrima que insistia em cair. Os desafios que a vida estava impondo a mim se tornavam cada vez mais difíceis – eu não queria simplesmente deixá-lo, entretanto tinha certeza de que se não fosse, a minha maior chance iria embora. — Você está chorando, Anika? — A voz de Connor ecoou com calma e lentamente sua silhueta surgiu na porta do quarto. Ele simplesmente podia pressentir quando eu precisava dele, quando eu precisava apenas fita-lo. Suspirei calmamente e coloquei rapidamente a carta na escrivaninha, entrelaçando em seguida ambas as mãos aos meus ombros. O mesmo deu dois passos rápidos a minha direção e sorriu sem jeito. — Eu estou tão feliz por você. — Seus dedos deslizaram sobre meus olhos e enxugaram alguns vestígios de lágrimas. Porque eu simplesmente não consigo dizer que o amo intensamente? Ah, deus, eu só queria dizer isso sem parecer uma idiota. Talvez meus próprios sentimentos nem sejam reais, talvez estejam brincando comigo. 

— Eu não quero mais ir a Colbridge. — Murmurei rendendo-me a mim mesma. Cambaleei até a sua direção e me perdi em seus braços. Era a única coisa que, por hora, eu realmente queria fazer. — Não quero te deixar.  

— Anika, por favor, você precisa ir. — Sussurrou adentrando suas mãos ao meu cabelo dourado. — É o seu maior sonho, lembra? — Podia sentir a sua respiração. — Não seja leviana, por favor. 

— E enquanto a você? Vai viver sua vida?  

— Eu já tomei a minha decisão. — Seus lábios mexeram com cuidado. — Não quero impedir-te de ir. Você precisa realizar o seu sonho, realizar a si mesma! — Uma pausa de segundos se sucedeu entre nós. — Não aprendi outra maneira de viver. Não aprendi a viver sem você, Anika. Você sempre foi e sempre será a minha motivação, mas sem você, não tenho razões para continuar aqui. — Senti seu coração bater mais rápido e sua respiração tornar-se levemente ofegante. — Anika, quero ir até a CyberLife. Eu quero ser desativado definitivamente.

•••

 



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