História Em nome dos discos quebrados, amém! - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Anos 90, Comedia, Comentem Please, Fanfic, Ficção, Jikook, Jimin Bottom, Jungkook Top, Kookmin, Kpop, Prometo Não Excluir, Romance, Te Odeio Mas Te Amo, Vhope, Yaoi
Visualizações 30
Palavras 3.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AMANHÃ É O COMEBACK PORRA!
to bem
Olááá queria avisar que esse é um capítulo com 3K+ de palavras (berro)
Ta grandinho, mas eu amei tanto tanto escrever ele
Espero que gostem, boa leitura~

Capítulo 2 - Em nome da maldita carta, amém!


Fanfic / Fanfiction Em nome dos discos quebrados, amém! - Capítulo 2 - Em nome da maldita carta, amém!

J I M I N

E lá estava ele novamente, entrando com a maior cara de pau na loja. Sim, era a SEXTA vez que ele vinha aqui, desde a semana passada, ou desde o acidente com a caixa de discos na semana passada.

Eu realmente não sei se era por conta de sua teimosia em acreditar que teria dinheiro para pagar um dos discos mais caros da loja, ou se – por narcisismo meu, confesso – estava vindo me ver.

Haha, que piada. É óbvio que não.

E como um irritante playboy, ele se aproxima, se apoiando no balcão, em minha frente.

Maldito dia, Hoseok não estava aqui para me salvar!

Me sentia como um carneiro pronto para ser devorado pelo lobo. 

'Cá entre nós; talvez, só talvez, eu esteja tendo uma "quedinha" pelo garoto irritante que eu nem sei o nome. Mas claro, eu nunca admitiria isso. Não na frente dele, pelo menos.

Eu estou doente, aposto! Nunca me interessei por ninguém, e justo agora, irei me interessar por um playboy cara de pau, que nem o nome eu sei? 

Tudo bem, tudo bem. Ele não parecia taaanto com um playboy 'riquinho– ou pelo menos com um daqueles de filmes americanos –, até porquê, playboy's do tipo 'riquinho tem dinheiro e na maioria das vezes – Leia-se: quase sempre – são "filhinhos de papai", e pelo que eu sei, esse daí não parece nada com esses "riquinhos". Começando pelo dinheiro que o falta, claro.

Mesmo assim, eu não estava gostando dele e ponto. Eu o odiava.

— E aí, pequeno. — Ele se aproximou do balcão, e eu rosnei, ele apenas sorriu brincalhão, estava se divertindo com a minha fácil irritabilidade consigo.

— Será que pode PARAR de me chamar assim, demônio?! — Digo com as bochecha infladas.
Céus, como eu odeio esse panaca irritante.

— Tudo bem, tudo bem. — Ele se aproxima, pondo as mãos no balcão, se inclinando para frente, como se quisesse cochichar algo. — Deixe-me te contar uma novidade. — Ele pausa. — Eu… 

E nesse instante o Senhor Jung entra na loja, logo sorrindo para o moreno à minha frente.

— Jeon Jungkook! — Então o nome do infeliz era "Jeon Jungkook"? — Que bom te ver aqui. Veio buscar seu uniforme?

Espera, QUÊ?!

— Oh, sim, sim. Vim buscar algumas informações também, mas Park já me explicou tudo. — Mentiu. — Só estou esperando meu uniforme e…

— Deixe que eu vou lá dentro buscar. — E com um sorriso simpático, ele abandona o local.

COMO?! — Grito, desesperado.

Não era possível que esse garoto comece a trabalhar aqui, C O M I G O!

O meu real e sensato lado, gritava com mega fones; "TUDO MENOS ISSO!"

— Isso aí, bebê. Estarei vindo trabalha aqui. — Meus olhos queimavam de raiva. 

Não era possível que o mundo me odeie TANTO ao ponto de por um cara abusado, ridículo e completamente sem noção ao meu lado por todo meu expediente, cinco dias por semana, incluindo as faltas cobradas e feriados.

Eu nunca odiei alguém tão rápido em minha vida como ele.

Tá, foda-se que ele era lindo para uma porra; ele ainda continuava sendo irritante.

— Primeiro; não me chame de bebê! Segundo; POR QUE?! — Minhas mãos suavam e eu estava tremendo. Estava nervoso com o que poderia acontecer caso Jeongsuk (esse era seu nome?) começasse a trabalhar ao meu lado todos os dias.

Talvez um assassinato.

— Oras. Eu fiquei sabendo que todos que trabalham aqui ganham descontos.

Sim, era verdade. A família Jung – donos da loja –, eram muito gratos aos seus funcionários e adoravam mostrar isso dando-lhes descontos uma vez a cada três semanas. Descontos esses que você jamais acharia em uma vitrine de loja qualquer desesperada para acabar com o estoque encalhado.

— Então, como eu, o ilustre Jeon Jungkook sei muito sobre música e artigos musicais, trouxe meu currículo, e fui aceito. — Ele inflou o peito, pondo a mão sobre o mesmo, como se recitasse algum poema, orgulhoso de si.
Patético.

— Você está aqui por conta dos descontos? — Reviro os olhos.

Canalha.

— Em partes. — Ele sorri, e minha vontade era de lhe dar um soco bem no meio da cara.

— Ah me poupe. Olhe aqui… — Eu cerro os dentes e aperto os olhos, o puxando pela gola da camisa, fazendo ele se abaixar um pouco até a altura de meu rosto. — Eu.Não.Gosto.Nem.Um.Pouco.De.Você! Então eu acho bom você tomar cuidado ao dirigir qualquer palavra para mim. E mantenha distância, 'panaca.

Ele riu.

Simplesmente riu.

Qual é a desse cara?!

Ownt, deixe eu te apertar. Você parece um cachorrinho de madame bravo. Tão fofo. — Ele diz, apertando minhas bochechas, na clara intensão de me fazer explodir de raiva.

— VAI SE FOD...— Eu sou interrompido por sua mão, que me agarra, me vira de costas para si e cobre minha boca, fazendo minhas costas se chocarem contra seu peitoral.

SHIU, o senhor Jung está voltando. — E ele me solta.

Filho de uma puta desalmada!

Pude sentir cada pelo de meu corpo se arrepiar, e um choque passar como uma chicotada pelo mesmo.

— Aqui está, meu caro. Começará amanhã, sim? — Senhor Jung diz se referindo à ele, simpático como sempre.

— Claro. Eu já estou indo. — Ele se curva para o mais velho. — Eu e Jimin nos daremos muito bem.

— Eu sei que sim. — Senhor Jung sorri, e Jungkook olha uma última vez para mim, pondo a embalagem com o uniforme em baixo do braço.

— Até mais, princesa. — Ele murmura, mas foi o suficiente para eu escutar, corar e depois arder em raiva pela quinquagésima vez.
Um patético abusado!

(...)

 

— EU DISSE, TAE! EU VOU INFARTAR DE ÓDIO SE ELE FOR TRABALHAR AO MEU LADO TODOS OS DIAS! — Eu falava – leia-se: gritava – ao telefone, com Kim do outro lado da linha.

— Ah, qual é, Jimin. Eu ainda não entendi o porquê de tanta raiva. — Sua voz soava calma e tediosa por detrás da linha.

Eu quase quis enforca-lo com o fio do telefone naquele momento.

— Como assim?! Você não vê?! Ele é irritante, chato, persistente e todos os adjetivos negativos  que você encontrar! Aquele sorriso idiota de coelho não me engana! Ele é um lobo em pele de cordeiro.

— Um lobo bem do lindo. E aliás, ele te ajudou quando você caiu com a caixa de discos. Em cima dele, por sinal. — Ele zombou, e eu quis perguntar para Deus o porquê de eu passar raiva 99% do tempo enquanto acordado– E em meus sonhos também às vezes.

— Hunf... — Bufo — Eu preciso ir, Tae. Amanhã começo o meu primeiro dia de trabalho com o… Jungkyung e…

— É Jungkook, Jimin… — Ele me corrige, e eu quase pude vê-lo com o queixo apoiado na palma da mão, olhando com desinteresse para algum canto. 

— Não importa, ele é o diabo com uma carinha bonita apenas.

— AH! — Ele grita antes que eu desligasse o telefone. — Pode me fazer um favor?

Ah não. Eu conhecia esse tom. Sabia muito bem que ele estava querendo aprontar uma. E que o nome chave para isso era "Jung Hoseok".

— O que? 

— Eu vou deixar aí na sua caixa de correio uma carta. Entregue-a amanhã para o Hoseok, tudo bem? Pode por em algum lugar que ele tenha acesso. Vai ser uma carta anônima.

Porra, Taehyung. Que coisa mais clichê e velha. 

— Vai fazer ou não? Se fizer, eu faço massagem em você por uma semana. — Essa najinha chamada Kim Taehyung me paga.

— Tá. Só dessa vez.

— Te amo! — Ele diz animado e eu reviro os olhos.

— Até amanhã, Tae.

— Até, Chim.

Por que eu sentia que meu dia amanhã ia ser o mais horrendo de todos? Quer dizer, se isso for possível na vida do sortudo – ironia pesada – Park Jimin.

(…)

 

Tudo bem, o dia de hoje não estava horrendo. Estava péssimo, horrível, horroroso, ridiculamente patético, catastrófico! Tudo de horrível que poderia acontecer está acontecendo e eu vou listar para você poder rir melhor da minha cara.

1. Eu acordei atrasado, caí da cama e bati com meu dedinho no pé da cama.

2. Derramei café em meu uniforme, e agora estou cheirando a cafeína e continuarei assim até chegar em casa para poder lavar decentemente.

3. Minhas chaves. Malditas chaves. Eu havia saído correndo, então, como uma maldição, começou a chover, mas meu guarda chuva estava lá dentro, e eu havia me trancado do lado de fora. Resultado: tive que ir para o trabalho em baixo de chuva, correndo como um louco e provavelmente pegarei um resfriado.

4. Ao chegar na loja, Hoseok me pediu para arrumar alguns discos, e pediu para que o panaca – vulgo Jungkook – me ajudasse, pois eu era pequeno de mais. "PEQUENO DE MAIS"!

5. Em falar em "Jungkook; o demônio", ele havia ficado olhando para minha bunda enquanto eu subia as escadas. Ele negou, por mais que eu tenha o visto. Aquele babaca idiota.

6. Agora eu estava preso no armazém com esse trouxa. Sim, eu havia, por acidente, trancado a porta ao me esbarrar na fechadura da mesma, e apenas o senhor Jung tinha a chave, pois a dita cuja sempre ficava aberta,  então chaves não seriam necessárias. Até agora, pelo menos.

— O QUE VAMOS FAZER?! — Eu estava muito desesperado, SIM! 

Eu estava preso num armazém abafado e minhas únicas companhias eram os discos encaixotados e um ser humano irritantemente bonito, que eu odiava, diga-se de passagem.

— Que sorte. — Ele ri. — Logo em meu primeiro dia de trabalho eu fico preso aqui. Não quero ver o que vai acontecer se eu ficar por mais um ano.

— Aish. — Solto um chiado irritado. — Fique quieto. Sua voz me irrita. E não vem bancar o bonzinho 'pra
cima de mim, não. Eu sei muito bem que você só está aqui por causa dos discos que você jamais conseguiria comprar sem os descontos que a loja te dá. Um aproveitadorzinho de quinta.

— Olhe aqui, Jimin. — Ele se levanta do banco velho que estava até então. — Não é bem assim. Eu amo a música, amo os discos e amo escutá-los. Não venha querendo diminuir os meus motivos para estar ou não aqui, pois não me importa que você não goste de mim, eu quero apenas respeito pela coisa que eu respiro; a música.— Ele quase cospe aquelas palavras na cara do meu orgulho, que agora estava bem ferido. 

Ele então se afasta, indo para o outro lado do armazém. 

Eu senti, pela primeira vez, que havia lhe ferido. E isso, de maneira nenhuma, mesmo que eu quisesse, me deixaria continuar bem.

Eu precisava me desculpar, mas porra, meu orgulho era tão enorme que preencheria aquele armazém todo.

Talvez ele não fosse tão idiota assim. Talvez, o idiota aqui era eu.

— Jeon... — Eu o chamo com quase um fio de voz, puxando a barra de sua blusa.

— Hum? — Ele vira o rosto para mim, claramente desinteressado ou – com razão – chateado.

— D-Des… — Eu me esforçava tanto para soltar uma simples palavra que parecia que tinha uma bola de fogo entalada em minha garganta.

Eu estava de cabeça baixa, meus olhos estavam marejados e meu coração doía como o inferno.

Por que caralhas eu tinha que me sentir assim por alguém que eu nem gosto? Quer dizer, que eu odeio.

— Des… cul… p-pa! — Eu me sentia como um cachorrinho que acabara de levar uma bronca do dono por ter mordido seu sapato.

Na verdade, estava tudo tão confuso que eu não conseguia me sentir como nada. Eu não sabia o que estava acontecendo, só sentia que deveria urgentemente tratar de me desculpar por ser tão idiota com alguém que se quer havia feito algo para mim.

Mas porra! Jungkook era extremamente irritante com aqueles lábios finos que marcavam um sorriso sanaca a cada cinco minutos, com aqueles olhos negros brilhantes como esferas raras da noite e com aquele sorriso que poderia matar qualquer um com um ataque cardíaco.

Ele era irritantemente belo, e isso me deixava pocesso. Não pela inveja, e sim pelo que isso me causava. Ficar perto dele sem prender a respiração era como andar em cima de uma corda bamba sem sentir um frio no estômago. Impossível. Mas para os mais fortes, poderia ser apenas algo difícil, o que não era meu caso.

Ele era debochado, como era debochado. Não que eu não fosse, mas ele era muito mais. Jungkook – como eu tive dificuldade para gravar seu nome, céus! – era um lobo em pele de cordeiro. Sabia ser meticuloso e astuto quando queria, mas brincalhão e extrovertido quando precisava. Ou vice-versa.

— Desculpe pelas minhas palavras duras… — Digo me curvando, fazendo reverência. Então, eu escuto algo doce como um belo pedaço de bolo, e azedo como limão puro: sua risada um tanto que divertida e, claro, debochada.
Eu levanto meu rosto, incrédulo.

— Eu não acredito que você realmente fez isso! Olhe para você, Jimin! — Ah. Ele pronunciando meu nome de uma forma ácida era algo tão… tentador. Não pelo lado sexual – talvez –, mas sim pelo lado irritante. Como esse garoto me tirava do sério.

— O que… EU NÃO ACREDITO! SEU 'PUTO! — Começo a bater em seu peitoral, dando socos e tapas, que para ele, deveriam no máximo, fazer cócegas.

Ele, numa tentativa de me fazer parar de golpear seu peitoral, me puxa pelos pulsos, me fazendo ficar próximo de si. Bem próximo de si.

Isso seria uma ótima e clichê cena de novela das oito, se não estivesse acontecendo comigo e com Jungkook, claro.

Uma mecha de minha franja havia caído em meu rosto no momento que meu corpo deu um solavanco para frente, por causa do puxão.

Eu estava ofegante, e Jungkook olhava para mim, como se fosse um leão. Seus olhos estavam mais negros que o comum, e seus lábios, agora estavam estre-abertos, como os meus. O único som que havia naquele armazém era nossas – minha principalmente – respirações, e eu quase pude ter a impressão de que os batimentos de meu coração seriam ouvidos do outro lado da porta grossa de madeira que separava o armazém da loja.

— Seu… idiota… — Digo irritadiço, numa tentativa falha de me soltar.

Ele sorri de ladinho, sapeca, e eu gelo. 

Jungkook se aproximou de mim, indo em direção aos meus lábios. Eu estava hipnotizado. Certeza que se algo explodisse do outro lado daquela porta, eu não ouviria sequer um som.

Mas ele desvia, indo em encontro à minha orelha, sussurrando ali tão baixo que se ele não estivesse quase encostando seus lábios na mesma, eu não ouviria nem em mil anos.

— Acorda, Jimin. Estão nos chamando do outro lado da porta.

E foi como um estalo de dedos. Eu voltei para a realidade, e o senhor Jung juntamente de seu filho, Hoseok, estavam realmente nos chamando do outro lado da porta.

— Jungkook? Jimin? Está tudo bem aí? Nós já pegamos a chave, iremos abrir a porta, se afastem. — Hoseok havia dito.

Eu olhei furioso para Jungkook. Queria mata-lo ali mesmo. 

Mas mesmo apenas sorri vitorioso, se afastando.

Por um momento, um suspiro de decepção escapou por meus lábios.

Aquele otário iria me pagar!

Eles abrem a porta, e eu quase desmaio de tanta felicidade por poder me libertar de estar em um lugar quente e abafado com o próprio lúcifer encarnado, ou com o próprio pecado em forma humana, mas eu acho que dá no mesmo.

— Vocês estão bem? — O senhor Jung tinha um semblante preocupado.

— Estamos sim, não se preocupe. — Foi a vez de Jungkook pronunciar algo. Eu estava paralisado no mesmo lugar de antes.

— Jimin? Está tudo bem com você? — Hoseok se aproxima, pondo a mão em meu ombro.

— Sim. — Tento sorrir doce, mas apenas tento mesmo.

Não. Era lógico que não estava bem. Minha pressão estava descendo rumo ao inferno e tudo isso era culpa do Jungkook. Minha pressão e sanidade, diga-se de passagem.

Meu corpo gritava internamente, queria que Jungkook voltasse e me beijasse, queria poder provar de seus – ridiculamente – lindos lábios. Mas óbvio, eu nem em um milhão de anos faria isso ou deixaria que isso voltasse a quase acontecer. Era nítido que ele só estava brincando comigo, e eu não iria cair nessa de novo. 

— EU TE ODEIO JEON JUNGKOOK! — Grito, já fora do armazém e dentro da sala onde os funcionários guardavam seus pertences. 

Eu me sento em uma cadeira, frustrado. Passo os olhos pelo local vazio e me lembro: a carta do Taehyung!

Eu havia esquecido completamente dela! 

Merda, merda, merda! — Praguejo, já me levantando e correndo até minha bolsa, buscando desesperadamente a carta.

— E agora? Onde eu deixo essa desgraça? — Digo olhando ao redor. Claramente não seria nessa salinha, então… o balcão. Hoseok sempre contava o dinheiro no fim do dia, e bingo! Eu deixaria lá, e no final do dia ele iria encontrar a carta, simples.

Meu Deus como eu sou um gênio.

— Taehyung tem o melhor amigo do mundo! — Cantarolo dando pequenos pulinhos até chegar na caixa registradora, abrindo-a e pondo a carta embaixo de todas as notas, bem escondidas.

O que você está fazendo? — E eu levo um susto tão grande que quase saio correndo como um gato assustado.

— Yeri, sua praga! — Digo pondo a mão no peito, me recuperando do susto.

Yeri era uma das funcionárias da loja, mas por algum motivo desconhecido, ou nem tanto, ela passava a maior parte do tempo de seu trabalho fora e não dentro da loja. 

Parecia que eu e Hoseok éramos os únicos que realmente queriam trabalhar ali.

Ela era baixinha, mais que eu, tinha curtos cabelos, lisos e castanhos e era muito enérgica. Uma verdadeira pestinha de dezenove anos.

Tudo bem, ela vivia dizendo que eu parecia um velho, mas eu era apenas dois anos mais velho que ela, afinal.

— O que você está aprontando, em? — Ela perguntou arqueado uma das sobrancelhas, pondo a mão na cintura com uma grande cara de quem dizia "seu danadinho…!"

— Ah… estou apenas arrumando as notas. — Sorrio amarelo e trato de me por na frente do caixa.

— Hum. Venha me ajudar aqui com o estoque. — Mesmo estranhando essa vontade repentina de trabalhar de Yeri, eu apenas concordo com a cabeça e a sigo.

Lembra da lista que eu fiz sobre os desastres que havia acontecido em meu dia? 

Pode por como item sete:

7. Acabar por fazer com que a carta de Taehyung para Hoseok fosse lida por outra pessoa como se fosse eu que tivesse a escrito – pois estava sem nome algum, sem destinatário ou remetente –, e adivinha quem a leu? Sim, o demônio encarnado; Jeon Jungkook.

E agora, ele pensa que eu estou apaixonado por si.
 


Notas Finais


Gostaram? Não esqueçam de comentar, please! <3
Desculpe qualquer errinho ~


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