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História Em Nosso Sangue. -Interativa- - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


#Atenção: O Prazo para Entrega de Fichas chegou ao Final!

Sim, chegamos ao tão esperado capitulo 5.
Não estou mais recebendo fichas a partir daqui.
Além disso, gostaria de informar que os capítulos serão postados um vez ao mês todo dia 10, (eu espero conseguir cumprir esta meta).
Bem, por agora é só isso, espero que gostem, boa leitura. :3

Capítulo 6 - Capítulo V - Lobos não caminham sozinhos.


Fanfic / Fanfiction Em Nosso Sangue. -Interativa- - Capítulo 6 - Capítulo V - Lobos não caminham sozinhos.

Lúcifer e James estavam sentados lado a lado no sofá observando a beta caminhar de um lado para outro pela sala. Ela ainda estava absorvendo todas as informações que havia recebido na última uma hora.

Primeiramente vamos recapitular alguns fatos daquela conversa. Lúcifer havia ido ao Midnight na noite sábado para resolver negócios com o dono, que por acaso o devia já fazia um tempo, após isso ele deveria sair e ir embora, mas na hora que estava deixando a sala VIP ele sentiu os feromônios de James a flor da pele, e percebendo o que ocorria resolveu se aproximar para ajudar. Após tirar o ômega dali, este que desmaiou pouco depois de saírem, ele o levou para seu apartamento e cuidou dele até de manhã, quando as coisas saíram do controle para ambos. Mas tudo estaria bem, se Lúcifer não tivesse MARCADO James!

 

-Luci… -a beta se voltou para o alfa respirando bem fundo. -Eu vou te matar. -ameaçou com um frieza e seriedade que fez o alfa se arrepiar. 

 

Sicília não era só uma simples secretária, ela ajudava em todos os aspectos da vida de Lúcifer, desde de questões com a empresa a pessoais, como agora. Mas, nas últimas semanas, com o problema de brigas ao Sul, e a constante rixa entre o Norte e o Leste, os negócios deram uma bela balançada. Lúcifer não tinha o direito de achar um problema tão grande e extravagante como aquele.

 

-Eu vou tomar as devidas providências a respeito. -informou o alfa seriamente.

-Bom saber. -ela bufou colando as mãos na cintura o olhando de forma reprovadora e acusatório, como uma mãe olha para um filho que acabou de fazer algo errado.

-Quer se acalmar, porque está tão nervosa?-pediu o alfa incomodado com o apoio olhar de sua beta.

-Por que esse problema é sério e grave, e aparentemente nem um dos dois percebeu isso ainda. -acusou de forma irritado os dois que permaneceram em silêncio. -Você sabe muito bem o que vai acontecer com ele agora Lúcifer, isso é imutável. -ambos a olharam em choque, eles sabiam bem do que Sicília estava falando.

 

Uma marcação era algo simbólico e imutável, que um alfa não deveria “dar” a qualquer um. Ômegas sofriam mais que eles por isso. Um ômega marcado que foi rejeitado por seu alfa, ou o rejeitou, era sempre mal visto por todos. Um alfa só sentia vontade de marca um ômega durante seu cio, quando os sentimentos mais selvagens estavam aflorados, então era completamente culpa dele se algo assim ocorresse, mesmo se isto fosse acidente ou forçado, ou até mesmo se o ômega nem estivesse no cio. Não havia uma lei naquele mundo que protegesse ômegas neste tipo de situação. Então, se Lúcifer e James se separarem naquele exato momento, James seria o único a sofre por aquilo tudo.

 

-Eu sei. -o alfa abaixou a cabeça deixando um rosnado de fúria escapar entre seus dentes. Todos ficaram em silêncio o observando por alguns segundos. 

 

Lúcifer jamais imaginou estar em uma situação como aquela, ele era extremamente cauteloso com esse tipo de coisa justamente para que aquilo não ocorressem. Ele sabia o peso de carregar a marca de alguém em seu corpo. James era apenas um inocente ômega, ele não teve culpa pelo que houve e como alfa ele também não o deixaria carregar este peso, não como ele. Ele arcaria com as consequências da melhor forma que pudesse.

 

-O que sugere que eu faça?-questionou se voltando para a beta em pé diante dele. Ele confiava em Sicília, e sabia que a beta poderia tomar uma decisão melhor que ele naquela situação.

-A muitas possibilidades, ele pode entrar para a sua alcateia ou você podem criar uma aliança simples. -ela indicou com cautela após suspirar cansada. -Mas, em todo caso você precisa levá lo de volta a sua família, ele foi dado como desaparecido desde da madrugada de sábado, então, com a polícia envolvida as coisas se tornam mais complexas.

-O que você acha?-Lúcifer se voltou para ômega que os ouvia atentamente. 

-Eh?-James não sabia o que responder, ele ainda se sentia um pouco tonto pelo cio, este que já não estava mais tão intenso graças a marca. Ele percebia a importância daquela situação e o peso da tomada de qualquer decisão. Ele precisava de tempo, coisa que os demais pareciam não ter paciência para espera. -Eu não sei… -respondeu baixinho, abaixando a cabeça. Sicília respirou bem fundo para não responder de mal jeito. Era esperado que o ômega ainda não estivesse pronto para tomar uma decisão que mudaria toda vida, não que ele tivesse muita escolha.

-Tudo bem, vamos resolver uma coisa de cada vez. -respondeu Lúcifer calmamente olhando dele para Sicília que assentiu em resposta.

-Primeiro temos que entrar em contato com sua família. -a beta puxou o próprio telefone do bolsos se aproximando e sentando sobre a mesa de centro diante deles. -Aqui, você se lembra o número de alguém?

-Hm… eu lembro o número do meu irmão. -o rapaz sorriu levemente aceitando o aparelho. Até onde ele sabia, ele havia perdido o próprio telefone, e se questionava onde ele poderia estar agora. Ele discou o número de Corvus com ansiedade e animação, não via a hora de ver o irmão. 

-Aló. -a voz cansada de Corvus ressoou pelo aparelho quando ele atendeu depois do segundo toque.

-Corvus, oi, sou eu James. -respondeu animado.

-James?! Meu Deus, você está bem?! Esta ferido?! Aonde você está?!-questionou o rapaz em pânico do outro lado da linha. James o ouviu se movimentar rapidamente, provavelmente se levantando da cama.

-Fica calmo, eu estou bem. -respondeu ao irmão calmamente.

-Aonde você está? Eu vou te buscar. -disse rapidamente, James apenas sorriu por sua preocupação.

-Deixa a Sissi falar com ele. -pediu Lúcifer seriamente, havia uma pequena coceira em seu coração ao ver o rapaz falar com o outro que estava começando a irritá lo.

-Eu? -Sicília olhou surpresa para Lúcifer que apenas precisou lhe dar um olhar para ela bufar e aceitar o telefone do rapaz. -Alô. -falou seriamente.

-Alô?-a voz de Corvus veio confusa.

-Olá, meu nome é Sicília Laskaris, falo em nome da alcateia Aguilar, nós estamos levando seu irmão a delegacia daqui a duas horas. -anúncio ela claramente e diretamente.

-Por que meu irmão está com vocês?-questionou Corvus sério e duvidoso, a mulher apenas suspirou cansada.

-Seu irmão está bem e inteiro, ele estará acompanhado do nosso alfa. -concluiu rapidamente e o rapaz do outro lado chiou baixo nervoso.

-Você não respondeu a minha pergunta.

-Não preciso, seu irmão ainda está sobre o efeito do cio, então já sabe, nada de estressá lo. -ela instruiu com um sorriso gentil para James que sorriu de volta. -Ele está bem, okay? Vou deixá los falar mais um pouco.

-Oi. -James cumprimentou depois de receber o telefone de volta.

-O que está acontecendo?-questionou Corvus sério.

-Nada… muito… grave… -James sempre foi péssimo em mentir, ainda mais para o irmão. Ele gaguejou e sua voz sai baixa. Sicília e Lúcifer franziram a testa nervosos com aquilo, do que eles estavam falando?

-Você está mentindo. -acusou o beta.

-Eu estou bem, daqui a pouco nós vamos nos ver, exatamente como Sissi disse. -respondeu rapidamente ao irmão tentando parecer firme, mas sua voz ainda saiu acuada.

-Okay… -Corvus suspirou ao perceber que aquilo era tudo que conseguiria por agora. -Você me deu um grande susto desta vez… nada de pubs para você de agora em diante. -tentou soar tranquilo, tirando assim um sorriso do mais novo. -Você está mesmo bem?-mesmo que quisesse manter calmo ele ainda estava muito preocupado com James. Era cedo demais para dizer que estava tudo bem.

-Sim, eu já vou desligar, okay? Nos vemos em breve. -disse o ômega sorrindo gentilmente diante daquela preocupação. Seu coração se aquecia e acelerava de paixão.

-Okay… -Corvus suspirou cansado.

-Tchau. -eles se despediram e então James desligou devolvendo o telefone a beta. 

-É melhor você ir se arrumar. -disse Lúcifer bagunçando de leve os cabelos do ômega que sorriu contente assentindo. James se levantou e correu para o quarto.

-Precisamos de um plano. -anúncio Sicília cruzando os braços e Lúcifer assentiu.

 

. . .

 

Entre paredes cinzentas aqueles policias se concentravam em seu afazeres. Não muito diferente deles, Andrey se concentrava nas buscas de seu filho. Foi quando avistou seu filho Corvus adentrar as portas de blindex ofegante e sério. O rapaz rapidamente atravessou o pequeno corredor até seu pai, que o olhou confuso.

 

-Ele já chegou?-questionou olhando em volta e o homem pareceu mais confuso ainda com toda aquela situação. Eram 04 horas da manhã, o que ele estava fazendo ali?

-Quem?-perguntou sério e preocupado.

-James. -tratou de responder rapidamente, já puxando o telefone mais uma vez do bolso o conferindo, para ver se não havia mais alguma mensagem ou ligação perdida, mas ainda nada. -Ele me ligou, eles disseram que o traria para cá. -o delegado fechou a cara serio e observou bem seu filho.

-Eles?-questionou seriamente e Corvus rapidamente tratou de se explicar.

-James está com o Aguilar, eles disseram que o trariam para cá e…

-Pai, Corvus!-a voz de James interrompeu os dois homens que logo se viram para ele. James correu até eles e foi recebido em um forte abraço por seu pai. O cheiro leve e único de girassóis inundou o ar, chamando a atenção de algumas pessoas que automaticamente se voltaram naquela direção. Corvus encarou o irmão com grande surpresa, não demorou muito para ondas de alívio invadirem seu coração, ele rapidamente abraçou o mais novo quando este foi liberado por seu pai.

-Meu Deus, James. -Andrey suspirou aliviado ao ver o filho, mas ainda o observou com preocupação o analisando com preocupação. -Onde estava? O que houve?-Sentia que algo estava errado, mas ainda não soube dizer o que.

-Boa noite. -a voz de Lúcifer fez todos se colocarem em alerta na delegacia.

-Lúcifer. -Andrey encarou o homem com frieza, deixando claro que sua presença não era bem-vinda.

-Eu vim trazer James de volta. -disse claramente e diretamente, o delegado suspirou pensando em agradecer, mas logo teve sua fala roubada. -E, também anunciar nossa ligação. -uma surpresa e confusão se alastrou pelo salão que se tornou mais silencioso que antes.

-Que?!-Corvus o encarou em espanto e logo depois para seu irmão mais novo, este que se encolheu levemente em seu braços se afastando de seu aperto.

 

Lúcifer sempre fora um homem muito direto em seus negócios. Se tinha um elefante na sala ele o iluminaria com os holofotes logo que o avistasse. Não havia medo ou receio em seus olhos, ele permanecia firme em sua postura, convicto das próprias palavras.

 

-Você… marcou meu filho?-Andrey mal conseguia acreditar nas próprias palavras, estas que saíram baixas e arranhando sua garganta, quando ele olhou diretamente para o outro.

-Sim. -respondeu simplista. 

 

O ar mudou na hora, todos se afastaram levemente quando o ar se tornou pesado e denso. Os olhos de Andrey se tornaram vermelhos vívidos, o alfa rangeu os dentes e cerrou os punhos firmes. Lúcifer não se deixou intimidar por aquilo e permaneceu indiferente em seu lugar.

 

-Seu desgraçado!-rosnou furioso para o homem. Andrey era um alfa, pai de família, era extremamente protetor com seus filhotes, ainda mais com seu filho mais novo. Como poderia ele simplesmente permitir uma situação como aquela?

-Não, está tudo bem… -James pensou em argumentar ao perceber a fúria de seu pai, mas antes que pudesse Corvus o parou em espanto.

-Não está!-gritou o mais velho lhe segurando pelos ombros. -Olhe para si… -havia muitos sentimentos nos olhos do beta, preocupação, medo, raiva, mas principalmente culpa.

-O que vai fazer agora, Lúcifer? Vai rechaça lo?!-questionou o delegado colocando se na frente dos filhos de forma protetora. Lúcifer negou brevemente.

-Não. -respondeu. -Eu o marquei e minha responsabilidade. 

-Eu não acredito em você. -o alfa rosnou em resposta. O lobo em Lúcifer se sentiu ofendido com aquilo e ele não conseguiu conter um leve rosnado. Seus olhos tomaram um tom intenso de escarlate, mesmo suas feições permanecendo neutras.

-Pai. -James tentou se aproximar do homem para pará lo, mas Corvus o abraçou o impedido de fazer alguma besteira.

-Eu não vou permitir que faça mais mal ao meu filho! -o alfa rosnou alto antes de avançar sobre o homem parado na porta.

 

Lúcifer realmente não tinha a intenção de brigar ou qualquer coisa parecia, pele preferia argumentar. Mas, se fosse necessário, ele iria sim se defender. Em apenas um movimento o alfa já estava em uma posição defensiva pronto para revidar.

 

. . .

 

Lizandra sempre gostava de iniciar seus trabalhos cedo, ela era uma mulher da manhã e isso nunca mudou. O sol dava seus primeiros sinais no céu quando ela sentou confortavelmente em sua poltrona. Sua empregada, Dalila MacGyver, começava a lhe servir o café amargo que ela tanto amava pela manhã. O telefone tocou e ela rapidamente atendeu.

 

-Alô, Lizandra falando. -anunciar brevemente. Dalila observou o olhar calmo de sua patroa gradualmente se modificar, de tranquilo, para sério e de sério para furioso. -O que?!-ela berrou se colocando de pé assustado brevemente a ômega que se encolheu no lugar. Lizandra escutou por mais alguns segundos antes de desligar o aparelho.

-Senhora…?-Dalila chamou baixinho a mulher que não olhou diretamente para ela.

-Estou de saída. -anunciou friamente pegando o casaco e saindo rapidamente. A empregada não precisava saber de muitos detalhes, apenas o olhar frio e furioso de sua patroa deixava claro que a situação era muito grave.

 

. . .

 

Demétrio começava a preparar o café da manhã para Jackson. O ômega estava sentado em um dos bancos do balcão o observando preparar omeletes, enquanto desfrutava de um copo de iogurte. 

Assim esperado por Jackson, passar um tempo ali na reserva não fora ruim. Durante a tarde  Demétrio teve que sair para resolver alguns problemas e deixou ele com passe livre por toda a residência, a qual, curioso, explorou de cima em baixo. No final do dia ele aproveitou para desenhar o poente através dos pinheiros, era uma bela visão, a brisa era fresca e o ar leve. Demétrio e Lilith chegaram juntos na picape, e durante a noite o alfa preparou o jantar conchiglione recheado com cream cheese e bacon ao molho vermelho para eles. Jackson ganhou um quarto só para ele, ao lado do de Lilith.

Naquela manhã ele estranhamente acordou cedo e disposto, entusiasmado, se arrumou e desceu as escadas para encontrar seu bom anfitrião já pronto para o novo dia. Enquanto conversavam sobre qual a forma correta de se preparar um omelete, o telefone tocou sobre o balcão.

 

-Pode atender para mim, por favor. -pediu o alfa calmamente virando o omelete na frigideira.

-Ah… Alô. -Jackson sem jeito aceitou a tarefa e atendeu o telefone. Do outro lado uma voz seria o respondeu de forma bem fria e direta. -Tudo bem, e pra você. -ele rapidamente estendeu o telefone para o alfa, que o olhou sério por sua expressão preocupada.

-Demétrio falando. -anunciou seriamente no telefone. A pessoa do outro lado disse algo que fez o homem franzir a testa. -Agora? Porque? -questionou e depois bufou nervoso. -Certo, estou indo. -ele desligou o telefone e tirou a panela do fogo. Jackson o observou em silêncio, ele estava tenso e nervoso. O ômega se perguntou o que poderia ter acontecido.-Pega seu casaco. -instruiu sério, Jackson o olhou surpreso, mas obedientemente o seguiu para fora da cozinha, recolhendo o casaco deixado no sofá noite passada.

-Aonde a gente vai?-questionou momentaneamente confuso e preocupado.

-Ver a sua alfa. -respondeu seriamente abrindo a porta. Jackson congelou surpreso por um segundo o observando. Eles vão encontrar Lizandra.

 

. . .

 

O café mal tinha sido aberto quando mais uma vez Bonnie o adentrou cabisbaixa, deixando se deitar sobre o balcão de mármore negro de Hartwig. O outro suspirou em compreensão. A jovem andava estressada e preocupada, não era para menos, seu melhor amigo havia sido sequestrado e ela precisa de um novo emprego.

 

-Aqui, querida. -ele lhe serviu um pedaço de torta e a ômega sorriu levemente. -Alguma novidade?-ela apenas negou levando uma colherada à boca.

-Não… -ele sorriu levemente e acariciou seus cabelos a confortando.

-Vai ficar tudo bem. -Bonnie sorriu de volta esperançosa.

 

Hartwig sentiu um arrepio lhe subir pela espinha, assim como a garota diante dele. Ambos rapidamente se voltaram para a porta que foi aberta com brutalidade quando Lizandra adentrou o ambiente. A alfa estava enfurecida, soltando rosnados e seus olhos brilhavam em um intenso escarlate. Apesar disso, o ômega ficou sério e imóvel em seu lugar, ao contrário de sua cliente que se encolheu amedrontada.

 

-Você mentiu para mim! -a alfa rosnou se aproximando rapidamente dele e espalmando ambas as mãos sobre o balcão, olhando diretamente nos olhos do ômega. Bonnie disfarçadamente se afastou com seu pedaço de torta.

-Menti?-questionou confuso e inabalável.

-Hartwig. -Demétrio adentrou as portas com uma presença tão intensa quanto a da alfa. Atrás dele um pequeno grupo de pessoas formadas por Jackson, James, Lúcifer, Sicília, Corvus e Andrey o acompanhava atentamente. Hartwig respirou bem fundo antes de seu voltar novamente para Lizandra.

-Eu omiti. -o ômega corrigiu para a alfa que rosnou mais alto.

-James!-Bonnie soltou o prato sobre uma mesa surpresa ao ver o amigo, este que se virou de imediato para ela e sorriu levemente. -Onde você estava?-ela correu em direção a ele o abraçando.

-Longa história. -ele sorriu timidamente para a amiga retribuindo seu abraço. Na hora Bonnie percebeu que estava diferente, mas não soube dizer porque.

-Eu não acredito nisso!!-berrou Lizandra, chamando a atenção de todos novamente.

-Por favor se acalme. -pediu Hartwig calmo, mas ela estava irritada demais para pensar em alguma coisa.

-Mas era claro que você sabia que Demétrio estava sequestrando os ômegas da minha alcateia, e não disse nada porque continua o protegendo como um de seus filhotes. -acusou a mulher furiosa e o ômega a olhou indignado.

-Ei!

-Eu não sequestrei ninguém. -Demétrio se defendeu rapidamente. -Pelo contrário, eu o protegi, se você tivesse mais domínio sobre seus alfas, um deles não teria invadido a casa de Jackson e o perseguido até o norte. -acusou o outro alfa também se exaltando.

-Claro, qual a desculpa que vai dar sobre o caso de James?-questionou ela sarcasticamente. -Seu alfa o marcou! Então não venha me falar sobre como devo liderar os meus, se nem você pode controlar os seus!-olhares de surpresa e espanto recaíram sobre James, este que se encolheu no lugar.

-Eu já disse que tomaria a responsabilidade pelos meus atos. -Lúcifer cerrou os pulsos e tentou se manter calmo, mas era quase impossível ocultar seus rosnados. Na delegacia ele conseguiu conter Andrey facilmente, mas não teria a mesma sorte com uma alfa como Lizandra.

-É o mínimo esperado de você!-ela rosnou para ele que retribuiu na mesma altura.

-Senhor, se acalme!-pediu Hartwig mais uma vez temendo o pior agora.

-Não me peça para me acalmar, são dois ômegas que tiveram a suas vidas destruídas. -gritou a alfa exacerbada.

-Mas... não aconteceu nada. -Jackson permanecia perto de Demétrio. Mesmo com a intensidade de sua presença não se sentia tão intimidado por ele do que se sentia pelos demais.

-Seus pais sabem do que ocorreu? -questionou a mulher seriamente preocupada. Um arrepio subiu pela espinha do ômega que se encolheu abaixando a cabeça. -Imagine o que eles vão pensar se souberem disso?-Jackson não queria pensar naquilo.

-Pare com isso! -ordenou Demétrio agora com fúria, se colocando à frente do ômega de forma protetora.

-Lizandra. -Hartwig repreendeu a mulher que o olhou nervosa.

-Isso, proteja ele mesmo, como você sempre faz. -acusou mais uma vez e o ômega franziu a testa nervoso com ela.

-Você sabe muito bem como funciona meu julgamento, Demétrio não fez nada de errado, Lúcifer já disse que tomará as devidas providências sobre seus atos, você é a única aqui a fazer um escândalo!-exclamou também exaltado.

-Eu estou bem… -disse James baixinho, mas isso não passou despercebido pelos demais.

-Bem? Você foi marcado!-Curvos olhou para o irmão incrédulo, James manteve seu olhar baixo longe do dele ou de qualquer outro.

-Eu também estou bem, Demétrio não fez nada contra mim, na verdade ele ajudou bastante… -defendeu Jackson, ele não poderia deixar aquele homem ser mau julgado por sua causa, ainda mais quando havia sido tão bom para si. Demétrio o encarou surpresa, mas logo o observou com ternura por seu ato corajoso. Tal olhar não passou despercebido pela outra alfa.

-Você... esse olhar. -ela o olhar com espanto e incredulidade.

-Lizandra, não. -pediu Hartwig seriamente já pensando no desfecho daquela situação.

-Agora entendi tudo! -a raiva voltou com mais força e ela lhe lançou um olhar de desprezo. -Você apadrinhou ele!!-acusou em alto e bom som.

-Que?-uma surpresa geral se fez presente. Jackson encarou Demétrio confuso.

-Mais que inferno Lizandra. -Demétrio rosnou furioso para a mulher que tomou um alguns livros em mãos.

-Seu desgraçado, ladrão, sequestrador de ômegas!-ela arremessou os objetos contra o alfa que conseguia desviar bem deles. Os demais se afastaram dando espaço a eles com medo de também serem atingidos.

-Parem agora!!-ordenou Hartwig nervoso com aquela cena.

-Ei!! Mais que gritaria infernal e está aqui?!-tudo e todos param estáticos quando aquela voz rouca e firme invadiu o ambiente com autoridade. O homem na porta deixou a mala cair ao seu lado no chão e com seus olhos vermelhos sangue os encarou com raiva e desapontamento. A garota parada atrás dele se inclinou levemente para poder espiar o que ocorria. 

-Alemão!-o apelido escapou simultaneamente da boca de Lizandra, Demétrio e Lúcifer, que o olharam com surpresa.

-Peter...!-Hartwig chamou com sua voz embargada e aliviada.

 


Notas Finais




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