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História Em segredo - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo IV


JUGHEAD

Eu não conhecia aquela garota direito, e posso dizer que fui totalmente contra sua permanência no apartamento, mas depois de domingo, percebi que ela tem que ficar. Seus olhos expressaram medo enquanto o garoto estava aqui, e senti que precisava fazer alguma coisa. Já tinha passado das 5h da tarde e Betty não havia saído do quarto, e algumas vezes que eu e Archie botamos o ouvido perto da porta, a ouvíamos chorando, não sabíamos direito o que fazer, até que surgiu a ideia de comprarmos comida, assim ela teria que sair do quarto. Ele foi na frente, e fiquei no terraço no celular pra caso precisasse de alguma coisa.

- Betty? - Archie falou após 3 batidas na porta dela. - Compramos o jantar, estamos te esperando pra comer. 

O silêncio pairava, ela não disse absolutamente nada. Archie tentou novamente...

- Não vai deixar a gente com fome, vai? Você não conhece Jughead quando ele fica com fome. 

- Estamos te esperando na sala, por favor... - Eu disse após um longo período de espera.

- Preciso de 10 minutos. - Ela disse, e eu e Archie vibramos em silêncio pela pequena vitória.

Betty realmente só precisava de 10 minutos, chegando no cômodo tão linda como nunca vi. Os olhos ainda estavam inchados, e percebi que ela tentou corrigir as olheiras e o nariz vermelho com maquiagem, mas nós realmente não nos importávamos. Só queríamos que ela saísse do quarto. Conseguimos contornar a situação, e Betty deu longas risadas, talvez um dos mais bonitos que já vi, e acho que ela me pegou olhando pra ela fixamente, e não consegui disfarçar.

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A semana passou voando, realmente não tive tempo pra nada além de estágio e aulas na faculdade, que inclusive, estava saindo da minha última da semana neste exato momento. Não tinha visto Betty em casa em quase nenhum dia, apenas na madrugada da quarta-feira, que por sinal fingi que estava dormindo pra vê-la de pijama... Com esses pensamentos conturbados, quase havia esquecido do livro que tinha que devolver na biblioteca, e acabei dando uma volta imensa no campus pra chegar até lá, porém, avistei alguém que talvez não devesse.

- Elizabeth Cooper.

- Jughead... - Ela tirou os olhos do livro e voltou sua atenção pra ele em 10 segundos.

 - A última aula acabou agora também? 

Não sabia se era indicado, ou se eu poderia, mas me dei a liberdade de me sentar no banco ao seu lado e fingir que não tinha somente e exatamente 23 minutos para chegar até a biblioteca, e ela me fitou com cuidado.

- Hummm.. Não, não, estou esperando uma amiga do grupo de estudos, vou pra a casa dela hoje.

- Ah, tudo bem. Bom... Vou devolver esse livro antes que tenha que pagar multa, te vejo mais tarde.

Ela assentiu, e percebi seu olhar em mim enquanto estava no caminho da biblioteca, espero estar imaginando coisas, ou vou literalmente surtar. Meu celular vibrou enquanto eu fazia o caminho de volta para o estacionamento, e peguei o celular pra checar:

"Calourada. Casa de Veronica Lodge. Passa no ap pra pegar aquela vodka, esqueci e não posso voltar... Estamos chegando. Segue endereço."

Mais uma noite pra ouvir Archie Andrews vomitar e falar que "nunca mais vai beber algo com álcool na vida", eu realmente estou fodido. Liguei a moto e fui de encontro ao meu amigo, no endereço que ele havia me mandado.

Não era longe do nosso apartamento, ou do campus, e essa garota aparentemente era podre de rica, o que chamaram de "casa" eu trocaria para "mansão". Devia ter tantos cômodos quanto algum palácio real, aquilo era surreal de grande. Entrei e fui de encontro ao meu amigo, que era fácil de encontrar: uma cabeça de cabelos avermelhados estava perto da entrada, na primeira sala (não fiz o favor de contar quantas tinham) da residência, e percebi 3 meninas e Kevin ao seu lado. Josie, uma desconhecida de cabelos escuros e... Betty? Apertei os olhos e analisei melhor: era ela, definitivamente. Ela segurava um copo vermelho, e pude deduzir que estava bebendo.

- Jughead, finalmente! Já estava chato sem a sua companhia. - Kevin fez o favor de me abraçar com o copo cheio de rum, derrubando grande parta nas minhas costas.

- A companhia é pra te levar pra casa, né, seu fodido? 

Kevin riu, confirmando o que eu havia dito, e puxou Josie pra dançar, restando eu, Archie, a garota bonita de cabelos escuros e Betty, que estava incrivelmente bonita hoje.

- Essa é Veronica, Jughead! Amiga de Betty. - Archie disse perto do meu ouvido, um pouco mais alto do que a música que circundava, e cumprimentei as duas.

Archie saiu pra pegar uma bebida, Veronica saiu pra cumprimentar alguém que havia chegado há pouco tempo, e ficamos eu e Betty parados de frente pro outro.

- Tá bebendo o quê?

- Não sei! Mas é rosa! - Ela me mostrou a língua.

Cheguei perto do copo pra sentir o cheiro, e identifiquei que era gin e talvez, algum suco de cereja batido.

- Quantos desses você já bebeu?

Ela segurou o copo entre o braço e o tronco, e tentou contar nos dedos, de forma desajeitada, e me respondeu com um 6, morrendo de rir. Em seguida, bebeu o restante do conteúdo e me mostrou vazio.

- Acho que preciso de mais. Você não acha?

- Eu acho que você bebeu o suficiente. - Respondi rindo, ela estava quase no estágio de embreaguez. - Espera. - Eu disse sem pensar e limpei o canto do seu queixo, que estava sujo de rosa da bebida, com o polegar, e ela não moveu sequer 1 músculo.

- Vou pegar mais... Já volto.

Estava me divertindo vendo as outras pessoas bêbadas no ambiente, e não lembrava a última vez que botara um copo de álcool na boca. Talvez fosse melhor assim... Prometi e mim mesmo, e ao meu pai, que ficaria longe de bebida por causa da última confusão. Kevin veio ao meu encontro sozinho, depois de um tempo. Betty havia sumido com Veronica, e Josie era um antigo caso de Archie, os dois se pegavam quando não tinha ninguém de interessante no ambiente, e supus que estavam ocupados.

- Você trouxe o capacete extra? 

- Claro. Sabia que você ia me obrigar a te deixar em casa.

 - Você é um amigo incrível, Jughead. Já te disseram isso hoje?

- Acho que não. Poderia dizer de novo?

- Desculpa, eu preciso da sua ajuda. - Uma menina de cabelos e olhos negros, que nunca vi na vida, apareceu na minha frente, de onde ela surgiu eu não pude ter a menor ideia - Ume tal de Betty pediu pra eu chamar o menino do cabelo vermelho, ou o menino do gorro, que acho que é você.

- Onde ela está? - Espero que não tenha soado um pouco desesperado demais.

- No sofá da sala do primeiro andar. Ela não tá se sentindo bem...

Tentei apressar o passo pra ir de encontro a ela, que estava desacordada e jogada no sofá. 

- Betty?

Nenhuma resposta.

Mandei uma mensagem rápida para Kevin mandando ele pedir um UBER, e que depois eu explicava. Coloquei um dos seus braços em volta do meu pescoço, e segurei sua cintura com firmeza pra poder descer as escadas com ela.

- Não entendi absolutamente N-A-D-A, mas o carro chegou.

- Maravilha, você e ela vão no UBER, vou seguindo vocês atrás na moto. Não sei o que aconteceu, ela tá desacordada.

O veículo foi até a casa de Kevin e depois parou no meu... nosso, prédio. Durante a corrida, Betty havia melhorado os sentidos, e podia pelo menos se mover, mas, por via das dúvidas, a coloquei no colo e subi as es escadas até o apartamento, e posso dizer que foi o momento de maior preocupação que tive na noite. Não deu tempo nem de sentá-la na banqueta da sala, ela despejou todo o líquido rosa que havia dentro de seu estômago no meio da sala, e seus sentidos foram voltando aos poucos.

Fiquei me perguntando o que realmente poderia ter acontecido, e fiz acabei cuidando de Betty a noite toda. Não conseguimos sair do banheiro, e perdi as contas de quantas vezes ela repetiu 3 palavras enquanto estávamos juntos.

- Cabelo... Bebida... Menino. - Ela murmurava essas palavras a todo momento.

Lá se vai mais uma noite em claro por causa da bebida, e dessa vez, eu estava 100% sóbrio.



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