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História Em sinônimo do nosso amor - Capítulo 1


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Notas do Autor


E vamos de ceninha no nosso lugar preferido né? 🌿❤

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Em sinônimo do nosso amor - Capítulo 1 - Capítulo Único

  Mais uma manhã na cidade de São Paulo começava. O inconfundível aroma do café da matriarca Lemos podia ser sentido por qualquer um que caminhasse pela calçada da casa dela, e o Sol irradiava como a muito não fazia. Este que nos últimos dias ficara tão escondido, agora fazia questão de apresentar-se. 

  Lola tomava seu café sozinha na cozinha, esse era o preço a se pagar por levantar tão cedo, mas as pequenas olheiras que complementavam seu rosto angustiado denunciava as noites mal dormidas que passara preocupada com um certo português...

  A verdade é que estava cada vez mais envolvida com Afonso. Não se cabia mais de ansiedade em ver o homem logo, a última vez que se encontraram ele prometeu que iria se resolver com a ex-mulher, que iria fazer a corte e que iriam resolver essa situação de uma vez por todas. Mas além disso, ela também se prometeu, se prometeu cuidar da sua história de amor, se prometeu não deixar mais ninguém tentar estragar a cumplicidade entre eles e se prometeu confiar no namorado... era um tanto estranho chamá-lo assim, afinal há muito tempo não o fazia com ninguém, mas gostava... sentia-se uma jovenzinha conhecendo os prazeres da juventude, e que prazeres... as tais borboletas no estômago, os suspiros intensos que ele provocava só com um beijo, o coração batendo forte apenas com um olhar, as bochechas coradas com os elogios exagerados...todos eles. No começo pensara que já estava velha demais para viver um novo romance, mas com tantas sensações bonitas e intensas que Afonso à fazia sentir, não iria mais renunciar esse amor por nada nem ninguém.

  Um tempo depois ela se dirigiu ao jardim da casa, o lugar que mais à fazia se lembrar do quitandeiro, lembrar dos momentos que passaram juntos, dos beijos... era como um refúgio pra ela, um dos poucos instantes que tivera paz foi lá e ao lado de Afonso.

  Porém ela estava muito preocupada, imaginou várias situações que possam ter ocorrido com o homem, mas em nenhuma delas ele terminava bem, uma lágrima solitária escapou de seus olhos enquanto regava as plantinhas e percebeu que as mesmas estavam até meio murchas, talvez elas também estivessem com saudade dos cuidados do português...

  -Ai minha santinha... -segurou a correntinha que usava no pescoço e fechou os olhos. -Proteja o Afonso... E trás ele são e salvo pra mim, por favor.

  E como um milagre o moreno ia entrando no jardim da casa.

  -Lola?

 A mulher pensou estar ouvindo coisas, derrubou o regador e se levantou num lapso de segundo, até que o viu ali... lindo, saudável, sorrindo pra ela e se aproximando.

 -AFONSO! -compartilhou o sorriso. Tirou coragem de onde nem sabia que tinha para abraçá-lo e Afonso retribuiu de bom grado.

  A cena era tocante, ele acariciou os fios da mulher delicadamente, enquanto a apertava junto à si. Como sentiu falta de tocar e sentir o cheiro de sua amada. Não deixou de pensar nela um só instante enquanto estiveram separados.

  -Eu senti tanto a sua falta, fiquei tão preocupada...Afinal o que foi que aconteceu?! 

  -Não vais acreditar... o caro quebrou na estrada e eu tive que parar numa cidadezinha até consertarem, n-não tinha nem mesmo um telefone pra mim avisar da demora -explicou o homem exibindo seu sotaque lusitano.

  -E eu aqui imaginando mil e uma tragédias... -riu nervosa.

  -Não se preocupe comigo, está tudo bem, sim? Mas me diga, como você está? 

  -Melhor agora... -sussurrou.

  Os dois ficaram se fitando por um tempo indeterminado, mas quando Eleonora ao menos pensou em beijá-lo ele se afastou.

  -Eu... eu lhe trouxe um presente. Na-na verdade é para nós dois.

  -Presente? 

  -Sim, aqui -deu o embrulho pra amada que nem tinha percebido que ele segurava desde que chegara. -É bem simples, eu até pensei em trazer um buquê como a dona Genu aconselhou, mas...

  -Perai... A genu o que? -interrompeu.

  -Sim é... antes de vir pra cá eu passei na casa de Virgulino para avisar que já estava tudo bem...Aí a dona Genu desatou a me falar diversas coisas... disse que estava super feliz com a nossa volta... maldisse a Shirley de todos os nomes possíveis, contou que que você ficou bastante aflita com a minha demora e... e também soltou que... que você  está "caidinha por mim" se-segundo ela...

  -A GENU??? -Lola soltou um berro e levou a mão à boca desacreditada com a falta de descrição da amiga.

  -É... sim, eu também tive que segurar o riso quando ela falou, a dona Genu às vezes é bem espalhafatosa né... -riu nervoso e Lola concordou com a cabeça. -Aí ela me aconselhou a lhe comprar umas flores, disse que é romântico... eu gostei da ideia, mas preferi lhe trazer um caule para plantarmos juntos, em sinônimo do amor que estamos cultivando... -A doceira ficou tocada com a delicadeza dele. -Além de ter a desculpa de ficar mais um tempo com você... Fiz mal?

  -Não! Não, eu adorei, e também vou adorar passar mais um tempo com você. A sua ternura me comove Afonso...Obrigada! 

  Ela pegou o presente e o colocou delicadamente no chão fazendo o homem ficar confuso. Sorriu tímida enquanto o mirava por alguns segundos tomando coragem para fazer o que tivera vontade desde que o viu chegar: colar suas bocas ansiosa. Retirou a boina que ele usava e entrelaçou seus dedos no cabelo do amado, a falta que estava sentindo dele foi expressada com toda veemência enquanto o beijou. 

 Assim como toda a história deles, seus beijos também eram lentos e delicados, mas não deixavam de ser intensos, nem mesmo de provocar faíscas que incendiavam os dois, e os poucos as carícias foram esquentando... O português que acarinhava seus ombros foi sutilmente descendo uma mão até a cintura da mulher, enquanto a outra alcançava a nuca dela. Até que Lola se afastou apenas para averiguar se não tinha ninguém os espiando, mas logo voltou sua atenção ao amado e soltou um olhar que fez o homem engolir seco. Aquela mulher não era desse mundo não, num minuto se mostrava tão receosa e no outro fazia-o duvidar de que era ela mesmo que estava ali diante dele. Voltaram ao beijo e como se fosse possível Afonso colou ainda mais seus corpos, fazendo a morena soltar um quase inaudível gemido e o incitar ainda mais. Ficaram trocando carícias por mais algum tempo até que finalmente selaram-nas o beijo com um estalo e um longo suspiro de ambos. Lola que ainda segurava a boina do português, à ajeitou de volta na cabeça dele lentamente enquanto ainda se olhavam enfeitiçados. E Afonso que não tirava os olhos da boca inchada da amada sentiu um frio na barriga quando ela mordeu seu lábio inferior, mas não soube dizer se o gesto foi involuntário ou proposital.

  -Estava eu à enlouquecer de saudades do meu português hum! disse Lola tentando imitar o sotaque do homem e o fazendo soltar uma risada contagiosa.

  -Pois eu também estava à enlouquecer de saudades da minha espanhola! -e tomou a liberdade de beijá-la mais uma vez. 

  Quando se afastaram de vez Afonso procurou se recompor e sorriram cúmplices. Ele reparou na vestimenta que ela usava e parou para admirá-la.

  -Esse vestido... Ele é novo não é?

  -Sim, sim...eu comprei à pouco tempo, mas só usei hoje. 

  -Pois permita-me dizer que ficas linda com ele! essa cor rosa, combina muito com você. 

  Meu deus será que aquele homem tinha algum defeito? Até nos seus vestidos reparava e sempre arrumava um jeito de à elogiar. 

 -Obrigada... -sorriu. -Bom...vamos plantar o caulezinho, sim? -A capacidade de Lola mudar de assunto e se fazer de desentendida era surreal. Mas assim o fizeram.

  Enquanto plantavam o caule da florzinha não tiravam os olhos um do outro e Afonso ficava nervoso quando a mulher o fitava daquele jeito tão único, que fazia-o se arrepiar dos pés à cabeça. Mas ela sempre se fazia de desentendida e voltava sua atenção à terra. A cumplicidade e intimidade dos dois podia ser notada por qualquer um que testemunhace a cena. A verdade é que o amor de ambos já dera frutos e crescia cada vez mais, como uma árvore frutífera.

 Depois de algum tempo, Lola o convidou pra tomar café juntos e se dirigiram até a cozinha.

  Afonso pegou na mão da namorada por cima da mesa e passou à fazer carinho nela, os dois se fitaram cúmplices, até que ouviram uma tose forçada e se separaram rapidamente.

  -Seu Afonso! Que bom que está de volta! -comentou Alfredo chegando na cozinha.

  -Alfredo! -se levantou disfarçando. -Também é muito bom vê-lo novamente hum.

  E os dois se abraçaram.

  -Não sabe como minha mãe ficou preocupada com sua ausência! Todos nós na verdade, mas dona Lola em especial... -a mulher ficou encabulada.

  -É, eu fiquei sabendo.

  -Tinha que ver! Quase não dormia à noite...

  -Alfredo! -Lola interrompeu com as bochechas coradas.

  -Ué minha mãe, mas é a pura verdade! -debochou. -Seu Afonso, cansei de ver ela sofrendo pelos cantos desta casa -disse como um segredo para o português, mas a morena ouviu e ficou sem graça.

  -Também senti muita falta... digo, de vocês todos!

  -Ah sim, principalmente de dona Eleonora não é... -caçoou.

  -Meu filho! -o repreendeu. -Você... você não tem nada pra fazer não? Já deve estar atrasado para o trabalho!

  -Mas o que é isso minha mãe? me expulsando da minha própria casa? Só por que eu falei sobre a estima que tem a seu Afonso? 

  Alfredo sabia do romance entre a mãe e o quitandeiro, era muito observador e sempre notava as trocas de olhares entre eles, agora que presenciou as carícias nas mãos então...fora uma confirmação. Mas não tinha nada contra o enlace, muito pelo contrário, tudo que queria era ver a mãe feliz de verdade e tinha certeza que Afonso faria isso muito bem. Porém não podia deixar de zombar da timidez de ambos.

 -Tudo bem, eu vou deixar vocês a sóis. Mas lembrem-se que que Isabel ainda está lá em cima viu?

  -Vai menino! -o espantou segurando o riso.

  Quando o jovem foi embora Afonso e Lola soltaram gargalhadas juntos.

 -Ele... ele sabe?

 -Sabe... Com toda certeza!


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤️


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