História Em tormenta - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventuras, Drama, Mistério, Romace
Visualizações 19
Palavras 708
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Capítulo treze


Fanfic / Fanfiction Em tormenta - Capítulo 13 - Capítulo treze

Em nossa vida inteira, passaremos por altos e baixos, são etapas, tudo é necessário para que possamos aprender a sermos mais fortes. Mas, quando nos vemos em um enorme problema, os ventos do desespero sopra em nossos ouvidos, nossa visão fica turva e mesmo que a reposta esteja ali perto, estamos cegos. 

Giulia, a moça que me faz companhia todos os dias, o motivo de não desistir quando a escuridão se aproxima. A cada dia que ficávamos naquele lugar, me sentia ainda mais fraca. O plano delas estava surtindo efeito. 

- Eu não aguento mais, Elvira. Preciso sair daqui. Não posso suportar mais um dia. EU NÃO POSSO! 

- Acalme-se. Por favor! Não lhes dê motivo para tirá-la de mim. Vamos dar um jeito. Eu posso fazer algo... - Nesse momento vi algo, já não parecia estar lá, mas em uma praia, buscando a superfície desesperadamente e novamente, a dor em meu peito e a escuridão. 

- Elvira? Está tendo visões novamente? - Sim. Eu vi. 

- Vamos conseguir escapar! Eu vi!! - Limpei meu nariz e me pus a pensar em um plano. Algo que fizesse-me sair o mais rápido possível. Preciso colocar outro plano em prática. 

- Nasci em uma família camponesa, meus pais não tinham condições de criar tantos filhos e foi quando um casal tomou conhecimento e comprou-me deles, já que não podiam ter filhos. Fui abençoada, pude ter tudo que meus irmãos não tiveram. Quando soube, quis conhecê-los, mas nunca consegui chegar perto o suficiente. Meu pais adotivos adoeceram e há cinco invernos eles me deixaram. Casei por medo da solidão. Mas foi só o que tive, em nenhum momento recebi afeto, ele apenas me via como objeto e uma senhora rica e foi assim que vim parar aqui. Três anos. Todas as manhãs eu tento ter fé de que hoje é o dia. Mas, ao cair da noite meus medos me dominam. 

- Você não está mais sozinha. Giulia, não sairei daqui sem você. As duas ou nenhuma. E eu tenho uma solução, não precisamos temer o escuro quando se tem alguém. Colocaremos as camas próximo a grade. Você terá a chance de falar com seus pais e irmãos, de acabar com o casamento infeliz e se casar com alguém que realmente ame, não se apresse. 

- E seu filho, já escolheu um nome? - Neguei. 

- Quero ver seu rostinho, só assim saberei seu nome.  

Assim que levaram Giulia para a limpeza, deitei um pouco para descansar. Acordei subitamente com água gelada em meu corpo. Tentei me proteger, mas, minhas mãos e pés estavam amarrados. 

- Por que estão fazendo isso? - O homem estranho sorriu.

- Pedido especial. Você ficará nessa sala bem bonitinha. - Uma enfermeira se aproximou e colocou algo em minha boca. 

- Mamãe, posso brincar nos estábulos? 

- Elvira! Você é a mais velha, deve mostrar bons modos para suas irmãs. Por que não vai mostrar um bom livro para elas? 

                         *  *  *

- Eu não suporto essa menina, Tomás! Achei que conseguiria, mas o rosto dela me lembra aquela maldita e sua indecência. 

- Não fale assim de sua irmã! Nem da minha filha! Você sempre soube do meu amor por ela e mesmo assim quis casar comigo após sua morte. Só lhe aturo, por ter amado demais, não podia desampará-lá. E lembre-se, minha filha sempre virá em primeiro lugar... 

                          *  *  *

- Mamãe falou que ama apenas eu e a Luci, Elvira. 

- Por que mamãe não me ama, Audrey? Eu aprendi a tocar piano por ela. 

- Não chore! Eu te amo muito, muito, muito. Maior que o céu. 

- Eu também, pequena Audrey. 

                           *  *  *

- Sou a filha mais bonita. Palavras da mamãe.

- Não! Os rapazes olham para Elvira, então ela é a mais bonita e não você! 

- Parem essa discussão agora! Elvira é a mais velha e só por isso que os rapazes olham para ela. A beleza da família Blanc pertence a Lucinda. 

                          *  *  *

- NÃO! - Minha cabeça doía demais. Garganta seca. Não conseguia nem abrir os olhos. 

- Shiii! Calma, Elvira. Tudo bem! Estou aqui. - Não, nada estava bem. Mesmo que tenha retornado ao quarto, não podia mexer. Ainda continuava amarrada a cama. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...