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História Em tormenta - Capítulo 51


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Capítulo 51 - Capítulo cinquenta e um


Fanfic / Fanfiction Em tormenta - Capítulo 51 - Capítulo cinquenta e um

Adentrei o recinto e tudo estava escandalosamente bonito. Sabíamos o quando os 'Moreau' são ricos, mas ao ver tudo aquilo certamente, rico era algo bem distante. E como imaginei, as damas flertavam os jovens. Para minha segurança, me mantive o mais distante possível deles, de todos na verdade. 

Mamãe e papai dançavam no meio do salão e através de seus olharem sentia o quão apaixonados eles são. Sorri involuntariamente. Impossível medir o meu amor por eles. 

- Uma bela dama como você não deveria estar sozinha aqui. Posso me sentar com você? 

- É claro. Fique a vontade. Seu nome é Adam, não é mesmo? 

- E você é a senhorita Elvira Blanc. Achei que você seria...

- Altiva, fútil, uma dama sem pensamentos absurdos e que estaria aos seus pés? - Sorri e ele me acompanhou. 

- Então é mais encantadora do que os indistintos comentários. 

- Desculpe, mas as pessoas desta região costumam falar demais. Mas, talvez estejam certos afinal. Sou uma jovem desajuizada como dizem. Não busco pretendentes e sim... 

- Posso ter conhecido você agora, mas posso garantir que és tudo menos desajuizada. Diferente de outras, busca a própria felicidade e não espera que outra pessoa faça. Admiro sua coragem. - O encarei espantada por suas palavras. Observei mais uma vez meus pais e minha mãe tinha um olhar diferente no rosto, curiosa. 

- Aceita dançar a próxima valsa? - Concordei e permiti ele me guiar até o centro do salão. 

- Sr. Moreau...

- Adam. Apenas Adam, por favor! 

- Adam, por quê se aproximou? Sei que sabe o quanto diferente sou, por isso não entendo o que está fazendo. 

- Elvira, você é a única que poderia me entender. Minha família sempre buscou posses ou títulos e por esse motivo todos os casamentos de minha família são unicamente arranjados. E nesta noite, o intuito deles são para avaliar as moças para que seja feito um compromisso. 

- Então é por isso que me pediu para dançar com você? - Senti meu coração bater mais rápido. 

- Não, minha querida. Apenas me indentifiquei com a senhorita. Você busca aventura e eu apenas alguém para amar. - Deitei em seu ombro. Quis lhe abraçar, mas isso seria um escândalo. - Na verdade já encontrei, mas meus pais descobriram e garantiram que ficássemos longe. 

- Eu sinto muito, Adam. 

- Tudo bem, espero que ela seja feliz onde quer que esteja. 

- Não! Você também deve ser feliz. Também deve encontrar o amor e ser amado. Todos deveriam realizar seus sonhos. - Tia Luci me olhava com raiva, mas Lucinda estava acompanhada, o que mais ela queria? É claro, o Adam. 

E foi nesse momento que uma ideia me surgiu, tive que me conter para não gritar de tão boa que ela é. 

- Adam! Adam! Adam! - Ele me olhou com diversão. Mas não tínhamos tempo para isso, então assim que a valsa acabou, o arrastei para o jardim. - Eu tive uma idéia. Mas espero que você não me chame de louca. 

- Estou ouvindo. 

- Casamento. - Ele pareceu não entender. - Eu e você, sua família precisa que se case com alguém de posses e eu tenho algumas. E eu preciso ser independente. 

- Não entendi onde quer chegar. Como casar comigo a tornaria independente? 

- Assim que casarmos, vamos para um lugar distante, você poderia procurar sua amada e eu minhas aventuras. - Ele me olhou como se eu fosse louca, talvez até fosse. 

- Elvira, essa ideia é esplêndida. Você realmente faria isso por mim? 

- Por nós dois, meu caro. Não é sempre que encontramos alguém que compartilha a mesma necessidade. E bom, acho que isso nos torna amigo e sempre quis ter um. 

- Temos um acordo? Mesmo? 

- Com certeza. - E sem esperar, Adam foi se aproximando devagar até que me deu um beijo, o meu primeiro beijo. Algo terno, sutil e tranquilo. 

- Adam, o que está fazendo? - Alguém nos viu? Agora teríamos que... agora entendi! 

A sombra na escuridão foi se aproximando até ficar diante de nós. Era seu pai, mesmo com a máscara percebi suas feições endurecidas. O noivado estava a caminho. 

- Adam, isso é inconsequente. Você não pode sair desonrando as moças, como seu irmão faz. 

- Papai, eu a amo e pretendemos firmar o noivado ainda esta noite.

- Como? Que é a moça? Sua família? - Respirei fundo ao ouvi isso. Típico das pessoas fúteis. 

- Sou Elvira Blanc, senhor Moreau. E amo seu filho desde que o vi pela primeira vez. - Apertei a mão de Adam atrás de mim. E é claro após ouvir que eu realmente sou, mudou completamente o tom autoritário, para quase amável. 

- Então entrem. Vamos conversar com o senhor Blanc e a sra. Blanc. Teremos dois noivados em uma única noite. 

Fomos para o escritório resolver o noivado e meu pai exigiu que entrasse. 

- Elvira, é isso mesmo que você quer? - Eu tinha o melhor pai. Sem dúvidas. Outro em seu lugar não pediria a opinião da filha sobre isso. 

- Sim papai, na verdade a ideia partiu de mim. Sei que sempre demonstrei horror ao matrimônio, mas eu gostaria de ter o que o senhor e a mamãe possui e Adam parece ser o homem certo para tal. - Titia fechou o punho ao ouvir aquilo. Ainda não tinha entendido o motivo dela também estar alí. 

- Então eu apoio o noivado. Fico feliz e espero que você faça minha filha feliz, meu rapaz. - Adam concordou. 

- E quanto ao Alec e a senhorita Lucinda Blanc? Será um noivado conjunto, mas espero que o casamento seja separado. Faremos algo grandioso que ninguém em toda França se ouviu falar. 

- Ouvi certo, meu pai. Alec ficou noivo também? 

- Sim. Finalmente seu irmão sossegou e encontrou alguém que aprovamos. 

Assim que a reunião terminou, seguimos de volta para o salão e o noivado foi anunciado, para o espanto de muitos, até da mamãe que demonstrava estar chateada com a notícia. 

- Mamãe, posso lhe explicar tudo. Mas confie em mim que tudo terminará bem. 

- Elvira, não posso acreditar que isso não foi planejado com segundas intenções. - Parei e foi aí que ela percebeu que havia algo errado. 

- No celeiro, explico tudo que aconteceu. 

Contei toda a conversa e tudo que aconteceu. - Mãe, prometo que foi tudo por minha causa e eu senti um grande carinho por ele e quis ajudá-lo. 

- Vocês se tornaram amigos? 

- Sim. Mas algo me intriga, tia Luci pareceu chateada por eu estar com o Adam, ela o queria para Lucinda?

- Não filha, há coisas que você desconhece. Mas tenha cuidado com sua tia, ela não é como você pensa. 

- Não gosto dela, me causa calafrios. - Me deu um beijo no alto da testa e foi para casa. 

- Elvira, minha irmã. Estou feliz pelo seu noivado. Como ele é? 

- Na verdade não consegui vê-lo, estava de máscara. Mas agora temos que dormir, amanhã cedo eles estarão aqui. Creio que irá me convidar para um passeio, se quiser nos acompanhar...

- Não! Agora você é uma dama comprometida e como estão apaixonados, deverão ficar a sós. Já sabem a data di casamento. 

- Ainda não. Mas será em breve. 




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