História Em Um Piscar De Olhos - Chaelisa - Capítulo 7


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Notas do Autor


(2/2)

Enjoy.

Capítulo 7 - Chapter 7


Exausta. Era assim que Chaeyoung se sentia; Yang havia abusado de seu poder e feito Chaeyoung trabalhar muito mais do que o normal, incluindo ter que buscar café do outro lado do hospital para ele várias vezes.


Ela sabia que isso aconteceria, pois o senhor Hyun-suk não estava lidando muito bem com o fato de ela, ainda não estando formada, pegar um caso tão raro e importante quanto o de Lalisa. Lalisa era um milagre da medicina e, apesar do pouco tempo que estava acordada, seu nome já se destacava nas principais manchetes por todo o país. Juntamente com seu nome, se destacava o nome de todos os médicos e envolvidos no tratamento, obviamente o sobrenome Park ficaria conhecido dentre o cenário da saúde e, certamente, Yang gostaria de seu nome estar junto.


Chaeyoung fez o favor de deixar o homem ainda naquela lista, não por ele obviamente, senão por Lalisa, mas o homem não parecia satisfeito com isso, afinal tantos anos de carreira não serviram para tirá-lo do cargo de auxiliar em uma manchete importante, ele se sentia humilhado provavelmente. 


A menor tomou um banho rápido no próprio hospital e se dirigiu ao quarto de Lalisa. Chaerin a recebeu com a mesma gentileza de sempre e disse que já havia deixado na recepção a autorização para ela passar a noite com Lalisa, explicou também que sobre a mesinha havia seu número anotado em um papel. Chaeyoung o anotou em seu celular por garantia, ela era desastrada havia tempo suficiente para saber que um pedaço de papel poderia ser facilmente destruído de várias formas.


Lalisa não queria que sua mãe fosse, mas quando Chaeyoung explicou que Chaerin precisava dormir em uma cama confortável e comer algo saudável Lalisa acabou por concordar com Chaeyoung.


-- Hey, Lisa, minha irmã tem algumas bonecas em minha casa. Ela não mora aqui, mas às vezes vem me visitar. Gostaria que eu trouxesse para brincarmos? -- Lalisa fez uma careta e negou.


-- Eu não gosto de bonecas. -- Chaeyoung riu e assentiu.


-- Para ser sincera eu também nunca gostei. -- Lalisa assentiu sem sequer olhar para Chaeyoung. -- Hey, o que você tem?


-- Nada. -- Lalisa disse baixando seus olhos para suas mãos.


-- E o que está gerando essa carinha triste, então? -- Lalisa começou a piscar rápido demais para Chaeyoung considerar algo normal. -- Lalisa, você está bem? -- Os olhos não pararam de piscar, tendo Lalisa os pressionando fortemente no momento seguinte e então Chaeyoung segurou sua mão. -- Eu vou chamar um médico, espere.


-- Chaeng... -- Lalisa disse, segurando sua mão apressadamente, fazendo a maior lhe fitar novamente -- Não!


-- Então respire. Tudo bem? Sente alguma dor? Algo fora do comum? -- Chaeyoung perguntou, subindo na cama e embalando Lalisa em seus braços. Lalisa negou lentamente, começando a parar de piscar tão rápido. Chaeyoung ficou acariciando suas costas até a garota voltar ao normal.


-- Desculpe. -- Lalisa pediu baixinho, afundando seu rosto na curva do pescoço de Chaeyoung.


-- Não tem por que se desculpar, anjinho. -- Chaeyoung disse calmamente. -- Eu vou precisar comunicar o médico sobre isso, de qualquer forma, tudo bem para você?


-- Não, por favor. -- Lalisa pediu, começando um choro baixinho. -- Não me deixa sozinha.


-- Shhh, tudo bem. Não vou sair do seu lado. Esperarei alguma enfermeira vir para a ronda noturna então, mas se algo mais estranho acontecer eu precisarei ir, tudo bem? -- Lalisa assentiu, virando seu rosto na direção de Chaeyoung, prestando atenção em cada detalhe.


-- Eu não sou normal? -- A garota perguntou subitamente, fazendo Chaeyoung olhar na direção de seu próprio ombro, que era onde o rosto de Lalisa estava.


-- Por que está me perguntando isso? -- Lalisa enrubesceu e Chaeyoung notou os olhos voltarem a piscar muito rápido, deixando a sensação de preocupação inundar seu ser novamente. Chaeyoung decidiu se virar e apertar o botão ao lado da cama, que era usado somente para urgências. Depois se desculparia por isso, mas precisava de alguém ali.


-- O moço da TV falou de vida amorosa, que era normal na minha idade, mas eu... -- Os olhos não paravam de piscar e Chaeyoung começou a balançar lentamente as duas, como se estivesse ninando a garota. -- Eu não sou normal? -- A voz saiu baixa e triste.


Chaeyoung não pôde responder àquela pergunta, pois o quarto fora invadido por toda uma equipe de médicos, com equipamentos prontos para uso. Chaeyoung sorriu sem graça e desceu da cama.


-- Então, eu precisava de alguém aqui. -- Chaeyoung começou sua explicação, um pouco envergonhada. -- Mas eu não podia sair do quarto então eu... oh, céus, sinto muito. -- Ela disse enrubescendo. Algumas pessoas reviraram os olhos e saíram, mas um médico ficou.


-- Pois não? -- Ele perguntou gentilmente.


-- Estávamos conversando e, de repente, ela começou a piscar muito rápido e às vezes pressionava os olhos fortemente. Eu fiquei preocupada, isso não é normal. -- Chaeyoung disse.


-- Era para tentar parar. -- Lalisa disse e então o médico se aproximou da cama.


-- Tentar para o quê? -- O doutor perguntou, acendendo sua pequena lanterna nos olhos da garota. -- Siga meu dedo com os olhos. -- Ele pediu e Lalisa o fez.


-- De piscar. -- Lalisa replicou. -- Eu apertei os olhos fortemente para tentar parar de piscar.


-- Sentiu algo? Tontura, dor, mal-estar? Algo diferente? -- Lalisa pareceu pensar e logo assentiu.


-- As minhas bochechas arderam. -- O médico assentiu, olhando para Chaeyoung. 


-- Sobre o que falavam?


-- Chaeng, não! -- Lalisa pediu com veemência, enrubescendo; seus olhos começaram a repetir o mesmo de alguns minutos antes ao piscarem rapidamente. Lalisa apertou fortemente eles e negou com a cabeça. -- Não param! Argh! -- Lalisa disse.


-- Vou levá-la para uma ressonância e precisarei que você toque neste mesmo assunto com ela quando estivermos lá. -- Ele disse, fazendo Chaeyoung assentir.


-- Devo ligar para a mãe dela? -- Chaeyoung perguntou aflita, cruzando os braços. O doutor apenas sorriu e negou.


-- Se for o que eu estou pensando então não tem com o que se preocupar. -- Ele disse calmamente. -- Vamos fazer a ressonância, hm? Depois disso se o resultado for algo negativo você chama a mãe dela, mas eu acredito que não será necessário. -- Chaeyoung assentiu, vendo o homem acariciar seu braço sem malícia, apenas a confortando.


-- Hey, princesa... -- Chaeyoung chamou assim que o médico saiu, se debruçando sobre a cama. -- Vamos fazer um exame rápido em você, tudo bem? Eu vou estar lá com você. 


-- Vai doer? -- Lalisa perguntou assustada.


-- Não. O médico só vai tirar uma foto do seu cérebro. -- Ela disse, sentindo os dedos de Lalisa se entrelaçar nos seus.


-- Igual o moço da TV? -- Perguntou curiosamente e Chaeyoung negou com a cabeça. 


-- De jeito nenhum. O moço da TV é um homem bobo. Não quero que pense que você tem algum problema ou que é anormal, tudo bem?


-- Mas eu não sou igual a maioria da minha idade. Eu deveria ser. -- Ela disse, sentindo Chaeyoung acariciar seu rosto.


-- Vou contar um segredo. -- Ela disse baixinho. -- Ninguém é igual ninguém. Não quero que se sinta triste com o que ele disse, tudo bem?


-- Você promete que não liga? -- Chaeyoung sorriu e assentiu.


-- De dedinho. -- Chaeyoung respondeu, entrelaçando seu dedo mindinho com o de Lalisa.


-- Então eu deixo o médico tirar foto do meu cérebro. -- Lalisa disse sorrindo, fazendo Chaeyoung sorrir também, porém internamente ela sentia um medo avassalador. Mesmo com o médico achando não ser algo preocupante, Chaeyoung só se acalmaria quando soubesse do que se tratava aquele piscar de olhos.



Notas Finais


Até o próximo. Ya.

💚💚


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