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História Em uma dose de Bourbon - SuperCorp - Capítulo 12


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Notas do Autor


Mais um kkk quem sabe não sai mais outro 😂

Capítulo 12 - Meu nome é Sam


POV SAM

Depois de ouvir tudo aquilo que a ruiva imbecil me disse, fui tomada por uma chuva de lembranças do passado.

FLASHBACK

- Papai quando vai me ensinar a pilotar? - pergunto ao meu pai.

- Querida, você ainda é muito pequena - disse com um sorriso no rosto enquanto trocava uma peça do motor do avião no galpão da fazenda em que morávamos.

Se tratava de um Aero Bravo Skayranger, papai o encontro em um cemitério de aviões e eu me apaixonei por ele. Depois disso, foi nosso projeto reforma-lo.

- Mas eu já sou uma mocinha papai - digo lhe passando uma chave de teste.

- Sam você só tem 8 anos - dizia em um tô brincalhão - é a minha garotinha!

- Vou fazer 9 daqui quarto dias  - digo inflando o peito - E você vai embora de novo! - digo em um tom um pouco triste.

Eu sabia que aquilo era o seu trabalho, que ele era um herói. Meu herói!

- Vamos fazer um trato - diz se ajoelhado em minha frente - depois que eu voltar dessa missão, vou te ensinar a pilotar!

- Fechado! - pulo em seu colo, eu amava aviões, foi o primeiro brinquedo que eu ganhei, e para uma criança eu sabia muito sobre aviões. Meu sonho era aprender a pilotar e depois construir um. Queria ser uma engenheira aeronáutica quando crescesse.

Oito dias se passou, e ele se foi. Em sua farda impecável enquanto acenava para mim, que estava ao lado da senhora Claire, nossa vizinha da fazenda ao lado.

E assim, quatro meses se passaram, repleto de choro e pesadelos. Até que um dia, um homem em uma bela farda bateu na porta da minha casa, dizendo ser oficial das forças armadas.

Não me lembro do que aconteceu, só me lembro de estar frente ao túmulo fictício do meu pai, já que seu corpo não foi encontrado. Escutei as salvas de tiros, e em seguida um homem de uniforme me entregou uma bandeira dos Estados Unidos dobrada.

Três meses depois a Sra. Clare faleceu, e eu fui encaminhada ao inferno.

FIM FLASHBACK

- Ei Sammy, não chora! - diz Lena adentrando o depósito de bebidas de me abraçando forte - Aquela estúpida não sabe de nada!

- Eu estou bem Lee - digo tentando parar de chorar - Só não gostei de como ela falou de você!

- Você é minha heroína. E você não está sozinha. Eu te amo irmãzinha! - diz olhando no fundo dos meu olhos.

Não consigo conter as lágrimas, e nem Lena. E assim ficamos, por um bom tempo.

- Agora vamos trabalhar - digo me afastando e dando um beijo na cabeça de Lena.

- Sam, não precisa. Eu dou conta - diz segurando minhas mãos.

- Lee eu preciso ocupar minha cabeça!

- Sei que é teimosa. Então vamos fechar o lugar - diz saindo antes que eu pudesse protestar.

Demoramos pouco mais de duas horas para encerrarmos e para organizar tudo.
Olhei as horas em meu celular, e acabará de dar uma da manhã, e eu não coreguira pregar o olho.

- Lee vou dar uma volta! - a aviso.

- Quer que eu vá com você? - diz com um semblante cansado.

Sorrio, Lena sempre se preocupava comigo. As vezes era até exagerado!

- Não precisa, vou ficar bem. Vá descansar! - dou um beijo em sua testa e saio em direção a rua.

E ando até chegar em uma pequena praça.

POV ALEX 

Depois do que aconteceu, eu não consegui parar de pensar nos olhos marejados da garota do bar.
Eu havia sido estúpida com ela e eu não fazia a menor ideia do porquê. Eu costumava a ser despreocupada com as garotas, mas jamais me prestei ao papel de maltrata-las.

Tomei um banho, mas não conseguia pregar o olho. Fui em direção a varanda da sala de estar, fiquei observando a noite movimentada de New Orleans, e pude notar que o bar já havia fechado. Também pudera, eu fui uma completa idiota com as donas. De repente vi sair pela porta a morena de cabelos castanhos, completamente sozinha. Em um rompante de loucura, resolvi ir atrás dela. Peguei minha jaqueta e desci as escadas aos pulos, até chegar na rua, onde apertei o passo e vi a morena chegar em uma pequena praça e se sentar em um dos bancos mais afastados em um local um pouco mais escuro.

Respirei fundo e fui em sua direção, e me sentei ao seu lado. Ao ver que se tratava da minha presença, a garota me olhou com cara de poucos amigos e perguntou de forma ríspida:

- O que você está fazendo aqui? Não consegui falar tudo que queria?

- E-u te vi sair e vim atrás de você! - digo de forma nervosa enquanto brincava com meus dedos.

- Não respondeu às minhas perguntas! - disse e eu fiquei em silêncio

- Quer saber - diz ficando de pé e eu também me levantei - Você é uma cretina, mesquinha e arrogante. Quer ser a dona da verdade, onde só você saba a dor do mundo. Você é presunçosa, grosseira, hostil e maluca - disse em um tom nervoso, e eu só consegui prestar atenção na sua boca, que era maravilhosamente linda.

- Agora a imbecil vai ficar cal...- antes que ela pudesse terminar os insultos, avancei sobre seus lábios, passando minhas mãos por sua cintura e trazendo seu corpo junto ao meu.

Senti ela se afastando do beijo quando empurrava meus ombros. Seus olhos foram de encontro ao meu, e pude ouvi-lá dizer:

- Eu te odeio - e em seguida me puxar pela nuca e colar nossas bocas.

Senti sua língua pedindo passagem, e eu logo sedi,e quando senti sua língua tomar a minha, soltei um suspiro e me arrepiei. Sua boca era incrível, tinha um gosto de morango, os lábios eram carnudos e macios, e seu beijo era muito bom.

Eu tinha uma fama de mulherenga, minha família, meus amigos e até o pessoal da base sabia da minha fama. Sempre que podia, tinha uma garota diferente nua na minha cama, as vezes era mais de uma. Mas o beijo dessa garota que eu nem sei o nome, é  o melhor beijo que eu provei em toda minha vida, e isso está me deixando maluca.

Senti ela descer as mãos e dar um aperto gostoso em minha bunda. Se fosse antes, eu a levaria para meu apartamento, mas diante dela, tudo que eu consegui fazer, foi me afastar para tomar ar e dizer:

- Uau

- Uau mesmo - diz a garota a minha frente, se afastando de mim.

Senti falta do contato do seu corpo. Que merda está acontecendo comigo?

- Esse é o seu pedido de desculpas? - perguntou com um tom mais calmo e voltando a se sentar no banco.

Repeti seu gesto e respirei fundo.

- Lena me contou sobre seu pai - digo - sinto muito por tudo que eu falei, não sei o que houve, não costumo agir dessa forma. Suas primeiras impressões de mim são horríveis.

- Realmente são ruiva - diz de forma direta, mas logo da um pequeno sorriso - tudo bem, você não sabia e nem entende o que é perder alguém dessa forma.

- Parece que temos mais em comum do que você pensa - repondo me virando de lado e olhando em seus olhos - Meu pai era um coronel do exército, morreu em uma explosão no Iraque quando eu tinha 22 anos.

- Sinto muito - diz olhando eu meus olhos - Nunca acharam o corpo do meu pai e ele não voltou para cumprir sua promessa - diz com sorriso dolorido.

- Posso saber qual seria essa promessa? - pergunto com cautela.

- Meu pai era um piloto de caça, me ensinou tudo que eu sei. Meu primeiro brinquedo foi uma réplica do 14 bis - diz com um sorriso enorme  - estávamos restaurando um Aero Bravo Skayranger, quando ele foi chamado para uma missão.

- Um Aero Bravo Skayranger? - pergunto e logo recebo um aceno positivo - escolha interessante. Gosta de aviões? - pergunto curiosa

- Amo - sorri - meu pai me ensinou tudo sobre eles, desde a mecânica, até a teoria da pilotagem. Meu sonho era ser engenheira aeronáutica. Entende de aviões? - pergunta olhando para mim.

- Você acharia uma ironia - digo sorrindo

- Por que? - pergunta com o cenho franzido.

- Sou pilota de caça da Força Aérea - digo avaliando sua expressão.

- Tá de brincadeira? - diz em um tom indignado.

- É  sério. Deixa eu te mostrar! - exclamo retirando o celular do bolso da minha jaqueta - Olha essa foto - mostro uma foto minha em frente ao meu caça - Eu havia acabado de fazer um vôo de treino com os novos recrutas. Tenente Danvers ao seu dispor.

- Uau, você conseguiu me surpreender ruiva abusada - diz olhando para a foto.

- Alexandra Danvers - digo fazendo um bico - Pode me chamar de Alex, e eu já te disse isso no dia que me salvou.

- Prefiro o ruiva abusada - diz dando de ombros - Qual o nome do seu caça? Todo aviador batisa o seu. O do meu pai se chamava Jane, em homenagem a minha mãe.

Sorrio ao me lembrar do meu bebê, eu amava ele e o nome que eu havia dado.

- O nome dela é Sam - digo com os olhos brilhando, mas recebi uma risada alta e escandalosa em troca - Não vejo a graça! - exclamo com um bico infantil nos lábios.

- Seu caça se chama Sam? - diz com o fôlego curto pela risada, que eu não entendia o por que.

- Sim, eu adoro esse nome. Quando soube que ia pilotar ele, foi amor à primeira vista e esse foi o primeiro nome que me veio a mente - digo de forma séria e nostálgica.

- Ok, me desculpe - diz enxugando uma lágrima - acho melhor nós voltarmos, está frio e amanhã tenho que levantar cedo.

Antes de sairmos da praça, retirei minha jaqueta e entreguei para aquela garota de forma desajeitada, afinal, eu nunca havia feito isso. Voltamos em um silêncio confortável por todo o caminho, que só foi quebrando quando chegamos a porta do bar.

- Está entregue senhorita que não sei o nome - digo dando um sorriso - se seu nome for feio, não precisa se envergonhar, pode me dizer. Eu arrumo um apelido pra você!

- Eu já tenho um apelido - diz sorrindo - boa noite Tenente Danvers - diz antes de se aproximar e me dar um beijo de tirar o fôlego, e logo a vejo destrancar a porta e entrar, me deixando ali, paralisada. Quando resolvi atravessar a rua para ir para casa, ouço a porta se abrir novamente e aquele sorriso lindo ser lançado em minha direção e sua voz melodiosa dizer:

- Meu nome é Sam - diz com um sorriso largo, deixando seus olhos pequenos, e tornou a fachar a porta, me deixando parada no meio da rua, estática!

- Só pode ser brincadeira! - digo em voz alta. 


Notas Finais


Novamente, me dizem o que estão achando! 😜


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