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História Em uma dose de Bourbon - SuperCorp - Capítulo 21


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Notas do Autor


Oi pexual, voltei. Espero que estejam se resguardando, lavando as mãos e usando álcool em gel.
Demorei, mas voltei kkk deveria estar fazendo um trabalho de Farmacologia II ( se alguém manjar de inibidores de MAO comenta aí e ajuda a coleguinha kkkk)
Boa leitura ❤

Capítulo 21 - Jantar


POV KARA 


Abri a porta do carro para que Lena entrasse, e após tomar o lugar do motorista, segui ao destino da nossa noite.

- Kara, já estamos rodando a horas, a onde está me levando? - perguntou Lena inquieta.

- Você disse que queria me conhecer, estou deixando que isso aconteça! - digo de forma simples e lhe dando meu melhor sorriso.

Dirigi por mais 20 minutos, e logo chegamos ao local. Os portões de aço enorme fazia com que o lugar fosse imponente, e ao mesmo tempo com um ar de secreto. Quando cheguei próximo a guarita, havia alguém a minha espera.

- Pequena Danvers, a quanto tempo! - diz o rapaz de estatura mediana que se abaixou próximo a janela - Achei que nunca mais a veria.

- Brany, meu amigo, a quanto tempo! - sorrio e lhe dou um forte aperto de mão.

- Você desapareceu, procurei por você, mas Alex disse que também não sabia. - disse com a voz um pouco triste.

Brany era um grande amigo, o conheci no treinamento, era do meu pelotão, mas logo foi recrutado para se juntar a divisão de desenvolvimento tecnológico das forças armadas, já que era ótimo no que fazia, e um diploma do MIT. Se juntou as forças armadas, como forma de homenagear o irmão que morreu no Afeganistão. 

- Sinto muito ter desaparecido, não consegui ficar - digo de cabeça baixa, sentindo o olhar de Lena sobre mim - Brany, essa é Lena, uma amiga.

- Sempre estarei aqui, não importa para o que seja - piscou um olho para mim - É um prazer conhece-la, senhorita?

- Apenas Lena - se pronunciou pela primeira vez.

- Ok, Apenas Lena - disse de forma divertida - Espero que gostem, e que a noite seja prazerosa.

Após Brany liberar nossa entrada através do enorme portão, Lena já se pronunciava:

- Não acredito, meu Deus! - disse em um tom de euforia, o que me provocou uma leve risada - Kara, estamos em uma base militar! 

- Sim - digo como se não fosse nada demais - Quero te mostrar uma parte minha! 

Estacionei o carro, e corri para abrir a porta para Lena, que me agradeceu com um sorriso. Seguimos em direção ao local que Brany me ajudou a preparar para meu jantar com Lena. 

- Ok, feche os olhos! - pedi e logo entrelaçei meus dedos aos da morena, a guiando - Não abra, não vá trapacear! 

- Não irei, palavra de escoteira - diz em um tom risonho.

Caminhamos mais um pouco, e logo paramos.

- Ok, agora pode abrir - digo soltando um suspiro em nervosismo - Espero que goste.

- Meu Deus, isso é... - disse sorrindo, não conseguindo terminar a frase.

Os olhos de Lena brilhavam olhando o lugar, que se tratava de um deck de madeira as margens de um lago, no meio havia uma mesa com uma toalha branca, pratos, talheres e velas. 

- A base usa o lago para que os recrutas possam treinar mergulho! - explico, enquanto puxo a cadeira para Lena se sentar.

- Achei que mergulhar fosse o trabalho da marinha - diz sorrindo enquanto se acomodava.

- É, mas todos temos que saber fazer um pouco de tudo, afinal não se sabe o que nos aguarda em campo. - digo com um leve desconforto ao lembrar do que Mike havia feito.

O jantar foi servido por dois cadetes, que me saudaram com uma continência, o que me deixou nostálgica. Lena e eu falávamos sobre várias coisas, travei uma batalha interna dentro de mim, resolvi fazer o que meu antigo terapeuta me dizia antes de abandonar as sessões, resolvi deixar Lena entrar.

- Então senhorita Lena, já contei muita coisa sobre mim para você, mas ainda não ouvi nada sobre sua vida - digo olhando em seus olhos - Sei que tem um sotaque lindo, que não é americana, que tem um bar, uma irmã e tem 18 anos.

- Sabe mais que a maioria Senhorita Encrenca! - diz levando a taça de vinho aos lábios, com o sotaque que fez sentir minha pele formigar - Notei que não está bebendo hoje, por que? 

- Está fugindo do assunto - digo de forma gentil - E sim, não estou bebendo porque não estou com vontade! 

Era verdade, estava a cinco dias sem beber, afinal, não tive tempo para pensar em bebidas, passei os últimos dias preparando o encontro com Lena.

Depois de comermos, resolvi levar Lena para andar envolta do lago, e molhar os pés na água gelada.

- Eu adoro água, principalmente quando ela está fria. Me tira de órbita, meu pai costumava me chamar de pinguim! - diz dando uma risada.

- Pinguim? Por que? - pergunto gostando do assunto.

- Por que ninguém em sã consciência toma banho na água gelada na Irlanda! - diz de forma simples, o que me fez parar e ficar lhe encarando - O que foi, está tudo b...

Antes que Lena terminasse a sua pergunta, a joguei dentro do lago e pulei logo em seguida. Pude vislumbrar a cena maravilhosa de Lena submergindo na água, totalmente molhada.

- Eu te mato Danvers! - gritou acertando água em meu rosto.

Sorri, Lena ficava fofa zangada. Começamos a brincar e a cada vez ficarmos mais próximas.

- Não irei roubar, irei pedir - disse passando meus braços por sua cintura - posso te beijar?

- Achei que não pediria! - Lena enlaçou meu pescoço e tocou os meus lábios com os seus, dando início a um beijo longo e terno.

- Uau - digo ao me afastar - Se eu dissesse que é o melhor beijo que eu já provei, você me acharia uma idiota? - pergunto fazendo um carinho em sua bochecha.

- Eu já te acho idiota Danvers! - diz e logo começa a rir da expressão de desgosto que eu fiz. 

- Vamos engraçadinha, está ficando tarde e a água está fria, pinguins também adoecem! - digo puxando Lena para fora do lado, que resmunga algo sobre tê-la chamado de pinguim.

Peguei meu sobretudo que estava na cadeira da mesa de jantar e cobri os ombros de Lena, a tomando em meus braços para que pudesse se aquecer. Andamos abraçadas até o carro, antes de entrarmos, vi um enorme caminhão encostando próximo ao depósito da base.

- São os fornecedores de armamento das forças armadas americanas - digo abrindo a porta do carro para Lena que permanecia calada - Esses caras estão milionários as custas da morte dos outros. Sei que quem puxa o gatilho somos nós, mas essas pessoas só pensam no próprio bolso, ouvi dizer que a tal Lillian Luthor, é um monstro, cria armas de destruição em massa, e não pensa nos inocentes que podem se ferir. Imagino que tipo de família essa mulher deve ter! - digo dando partida no carro, e Lena fica em silêncio, apenas olhando o caminhão com a enorme escrita em suas laterais: Luthor-Corp. 


Notas Finais


Comentem ai o que estão achando 😉


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