1. Spirit Fanfics >
  2. Emails e Acordos >
  3. Sem Classe e Atrasado

História Emails e Acordos - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Oi oi oi Cheguei pra melhorar esse sábado.

Ai ai. Espero que gostem do capítulo de hoje

Boa leitura.

Capítulo 6 - Sem Classe e Atrasado


EMAILS E ACORDOS

LE_WY

Após o chá da tarde desastroso, Donghyuck queria se enterrar de tão tenso pela vergonha. Mesmo com Taeyong lhe dizendo que tudo estava bem.

O vaso quebrado, agora estava numa lixeira real e ainda assim parecia assombrar o mais novo, o Lee só sabia pensar no quanto que precisaria trabalhar para pagar apenas um pedaço daquele objeto. No entanto, o que estava matando Haechan era que além de mentir, teria que fugir do convívio diário com Mark Lee e sua família rica e hospitaleira.

O Rei desejava muito que o Lee ficasse no palácio para o conhecer melhor. Mas Donghyuck sabia que se não voltasse cedo para casa, Lee Chittaphon o mataria por pensamento, além de que no dia seguinte ele teria aula. Por essa razão, Haechan fez um pedido baixo e discreto para falar a sós com Mark enquanto a família real caminhava com eles no jardim do castelo.

— O que houve? — Mark resmunga observando ao redor dos dois com cautela. Poderiam ter alguns dos conselheiros por perto.

— Eu preciso ir para casa, tenho aula de manhã. E seu pai quer que eu more aqui, não foi o que combinamos viu Mork, seu energumeno! — Donghyuck sussurra entredentes e o Lee mais velho revira os olhos — Você precisa me tirar dessa, venho aqui todos os dias depois da aula te ajudar com teus trabalhos.

— Certo. Diga que seu pai precisa de você em casa para resolver uns assuntos pessoais. — Mark diz e o Lee sorri grande aliviado. O sol já estava batendo no fim da tarde e o jantar se aproximava. — Mas você tem que voltar amanhã. Mandarei um motorista o buscar depois das aulas, esteja pronto na escola.

Donghyuck sorriu colocando as mãos para trás do corpo em sinal de que aprontaria. Mark cruzou os braços e esperou a bomba. Donghyuck era tão obvio aos olhos de Mark que já estava decorando suas expressões corporais de sarcasmo.

— Isso tudo é pra' me ver de novo? — a irônia no olhar do Lee era quase palpável. Mark o encarava atentamente ao mesmo tempo que se sentia intrigado com a personalidade multipla do Lee. Era bonito, mas idiota, fofo mas tão irritadiço. As notas de lentidão e a tão famosa lerdisse águda, contratava com a beleza dos atos tímidos e corajosos do mais novo, além do rosto corado e bonito que chamava atenção do mais velho e prendia seu olhar nos lábios vermelhinhos que traziam aquele sorriso fofo e sapeca.

— Cala essa boca. Estou te ajudando. — O Princípe diz colocando as mãos no bolso.

— Em que, exatamente? — Haechan sorri e o Lee se aproxima lentamente.

— Estou ajudando você a não ser morto pela familia real ou pelo seu pai. Soube que ele gosta de puxões de orelha. — Mark sorri e Donghyuck o encara indignado.

— Como você sabe disso?

— Vi você mandando mensagem para o seu irmão no carro, você não é nada discreto e é ruim com ameaças, parece que tem seis anos. — Mark se afasta caminhando na direção de seus pais.

— Ei, Princípe das Cacatuas, você que é deselegante e fica lendo as mensagens alheias. — Donghyuck diz enquanto passava pelo Lee batendo em seu ombro — Você é um namorado muito babaca.

Mark sorriu. O título de namorado era bom de ser ouvido da boca de Donghyuck, apesar de ser uma mentira. Talvez o Princípe perdoasse os xingamentos mas perturbar a paciência daquele ser humano era mais divertido.

— E você quebrou um vaso da minha casa! — diz e Haechan choraminga sabendo que havia perdido aquela discussão.

— Pelo amor de Deus, eu já pedi desculpas, Mork!

Donghyuck exclama seguindo o Lee até a família real para se despedir. Não demorou muito para que explicassem toda a situação e assim o Lee se despedisse de todos os membros reais ao se curvar educadamente e caminhar para fora do palácio.

— Oh, querido! — Taeyong faz um biquinho infantil o que arranca um sorriso de Haechan — É uma pena que não possa ficar para o jantar. Mas se seu pai precisa de você em casa e tens aula pela manhã é melhor que vá para sua casa.

Taeyong caminhava com o Lee pelas escadarias da entrada do palácio para o carro que aguardava o mais novo. Era uma atitude tão bonita que comovia o coração frágil de Donghyuck, saber que o próprio Rei o tratava bem e gostava de si. Mas também ter consciência de que mentia para aquele anjo o deixava para baixo.

— Desculpe… — Sussurra e Taeyong responde em um "tudo bem" — Amanhã eu volto para vê-lo, Majestade.

— Pode me chamar de Hyung, querido.— Taeyong diz e Donghyuck nega com a cabeça — Está tudo bem, você é meu genro. Pode me chamar informalmente.

Haechan sorriu corado e confirmou. Era tão trágico a forma como o Lee mais velho aceitava o mais novo em sua vida. Mas tão especial. Haechan encarou o chão sorrindo um pouco incomodado, era apenas o primeiro dia. E já estava sendo adotado pelo Rei como um igual. Donghyuck olhou por cima do ombro do mais velho e viu Mark se aproximar.

— Deixe o Haechan ir, antes que ele quebre mais alguma coisa. — Mark diz e Haechan o encara indignado.

— Não fale isso do seu namorado, Mark, foi um acidente. — Taeyong diz sorrindo e Mark dá de ombros.

— É Mork, foi um acidente, não fale isso do seu namorado! — Haechan diz dando língua para o mais velho que estreitou os olhos para o Lee.

— Sim, e ele só quebrou o vaso por que é um desastrado fofo. — Taeyong diz e Haechan bate o pé.

— É Mark Lee, eu só quebrei por que sou um desastrado fofo e… — Haechan arregala os olhos — O que? — Taeyong gargalha e Mark ri baixinho do mais novo.

— Vá para casa, Lee Haechan.

Donghyuck sorriu se curvando e caminhou até o carro para enfim, ir para sua residência. Quando o Lee pôs os pés para dentro da casa, viu seus pais assistindo algum filme enquanto estavam embolados em cobertores. Abraçadinhos e fofos como o casal lindo e forte que eram. Donghyuck tinha muito orgulho de seus pais, a vida de casados dos dois era linda. O Lee apenas queria um dia ter alguém para amar da mesma forma que via seu pai Johnny amar seu pai Chittaphon.

— Olá, estou em casa. — Donghyuck diz e acena para os pais que o encararam sorridentes. — o jantar está pronto?

— Por que eu faria jantar para você? Trouxe algo para mim? — Chittaphon pergunta e Donghyuck coloca as mãos no peito indignado. — Se não pode voltar de onde veio.

— Que tipo de pai é você, meu deus!? — Hyuck diz rindo e pula em cima dos pais que o receberam em um abraço de urso. — Não trouxe nada, só meu amor mesmo. — Abraça o pescoço do pai menor, Johnny gargalha ajeitando o corpo melhor, ter Chittaphon em seu colo e um moleque por cima, era muito dificil.

— Por favor volte para o saco do seu pai, eu hein garoto, que tipo de filho é você? — Chittaphon diz enchendo o filho de beijos — Você é tão lindo quanto o seu pai na adolescência, devia te proibir de sair de casa?

— Omma! — Haechan reclama corado. Raramente os filhos chamavam Chittaphon de Omma, aconteceu poucas vezes desde a infância dos mais novos.

— Estou brincando, Donghyuck! — arruma os fios do filho — Seu jantar está no microondas!

— Vou comer mais tarde… — Donghyuck diz e se aninha aos pais pronto para receber um cafuné maroto. Isso se Renjun não aparecesse de surpresa pulando por cima do mais velho. — Yah, Renjun!

— Por que tão me excluindo do momento família?

— É que ninguém ama você. — O Lee mais velho diz recebendo um tapa do mais novo.

— E você é adotado! — Belisca o outro.

— Yah, Omma olha o Renjun! — Grita vendo o pai revirar os olhos e os empurrar os dois filhos de seu colo.

— Vão dormir, eu hein!

[…]

Alguns dias se passaram e Donghyuck ainda era um cara literalmente sem classe alguma naquele palácio. O Lee havia ido algumas vezes na semana para conviver com a família de Mark mas suas visitas acabavam sendo rápidas e constrangedoras.

Em contraste, na escola do Lee, tudo parecia melhorar depois de Donghyuck estar supostamente namorando sério alguém. Os colegas da escola pararam de mexer com o Lee, mas ainda sim faziam piadinhas em meio as aulas para dizer que o Lee estava inventando tudo.

O que causava uma raiva excessiva em Donghyuck, será que eles não haviam visto ele beijar Mark na frente da escola? Eles não lembravam, mas Donghyuck lembrava bem e infelizmente pensava bastante no toque singelo dos lábios de Mark nos seus. Donghyuck tentava ignorar isso lembrando que nada real, apenas um acordo. No seu segundo dia no palácio após ser abordado por Jeno, o Lee descobriu que o mais velho sabia do email e a farsa que o mesmo ajudou o irmão mais velho a realizar.

Lee Jeno era um Príncipe incrível, cheio de sorrisos sinceros e uma áurea doce. Se deram tão bem que ele e o mais novo já eram quase melhores amigos e o Lee o ajudava com várias situações.

O conselho finalmente conheceu Donghyuck em um sábado encolarado em meio um almoço. Os os senhores mais velhos estsvam acreditando, porém quase tudo foi por água abaixo quando perguntaram ao mais novo como os dois haviam se conhecido especificamente. Haechan se engasgou com um pedaço de carne, sendo socorrido por Mark e seus irmãos.

Foi uma cena hilária mas quase trágica. Tanto que o Lee achava que morreria corado de vergonha quando Mark explicou por ele. — Nos conhecemos em uma de minhas viagens. Ele é filho de um marquês desconhecido mas muito influente em terras tailândesas bem longe do nosso conhecimento, Haechan me guiou em algumas visitações, acabamos por nos envolver. Creio eu, que isso seja muito intimo de nossa relação, é um pouco constrangedor para que ele diga pois apesar de tudo, Haechan é um pouco tímido, não é meu bem? — Donghyuck sorriu amarelo e afirmou com a cabeça vendo o Lee sorrir e se aproximar beijando sua bochecha corada. — Você está bem, Haechanie?

— Sim…

Haechan não conseguia esquecer de tal episódio. Era constragedor relembrar, mas ao mesmo tempo tão bonito. Os olhos escuros de Mark o encarando com aquele sorriso sacana de quem sabe blefar em público, além do selar que parecia formigar cada vez que Jeno e Jaemin citavam o dia do almoço. Ah sim, Na Jaemin. Dias atrás. Lee Haechan conheceu o namorado prometido de Lee Jeno. O Na é agora também, uma pessoa muito especial para o Lee, e bom, ele também sabe sobre a mentira pois Jeno não conseguiu esconder do namorado por muito tempo.

— Haechannie, você vem amanhã? Quero ir ao Shopping comprar um presente para o Jeno. Está chegando o aniversário dele e eu não sei o que dar de presente. Você já deu algum presente para o Mark? — Jaemin questiona falando pelos cotovelos. Haechan riu terminando seu café.

— Não, eu nunca comprei nada pro Príncipe das Trevas. E nem vou comprar… — Diz dando de ombros.

— Você sabe que os detalhes importam, certo? Se for mentir, mente direito com presentes e beijos. — o Na diz e come alguns biscoitinhos. — Mark mente bem. Ele até chama você de meu bem…

— Me poupe, Na Jaemin. — Haechan revira os olhos. — Ele fica provocando por que sabe que eu não gosto e fico nervoso.

— Eu acho que ele faz para chamar atenção.

— E eu lá quero falar com aquele tosco? — Cruza os braços — Mas se bem que eu preciso falar com ele. Esses dias não tive chance de conversar com ele, estava numas reuniões com aqueles velhos. Preciso da ajuda dele com algo.

— O que houve?

— Fui convidado para uma reunião de casais da minha turma na escola, promovida pela equipe Rocket. — Jaemin revirou os olhos entendendo o contexto. Bruce e Alice eram tão desnecessários. — Eles ainda não acreditam. Então querem me fazer passar vergonha, ou desmintir sobre meu suposto namoro.

— Vai falar com ele agora então, soube que ele vai passar o dia no escritório…— Jaemin diz sorrindo — Mas você não me escapa no domingo, nós vamos sim ao Shopping!

Donghyuck apenas riu e se levantou indo até o escritório do Lee. Ficava no segundo andar do palácio, próximo ao quarto do Príncipe mais velho. Estava destraído arrumando suas vestes quando seu corpo esbarrou em um bem maior.

— Yah, desculpe! — Haechan diz rapidamente e encara a sua frente. Jung Sungchan sorriu pequeno. — Ah olá, vossa alteza.

— Lee Haechan, já disse que pode me chamar de Sungchan. Sou mais novo que você… — O Jung diz educado fazendo Haechan sorrir. — Está indo ver o Minhyung?

— Min…hyung? — Haechan tomba a cabeça para o lado.

— O Mark Hyung… — Sussurra levantando a sobrancelha ao ver o Lee fazer um barulhinho surpreso — Você não sabia que o nome dele de verdade é Minhyung?

— A-ah, na verdade não. Quer dizer… eu sempre esqueço, costumo chamar ele de outros nomes. — Haechan diz e Sungchan afirma.

— Preciso encontrar com meu pai agora. Pode seguir… — O Jung sorri — Mark está um pouco mau humorado pelo trabalho, se ele não lhe der atenção, estou por aqui…

— Ah, certo. — Donghyuck sorri e se despede do Jung que seguiu seu caminho. Haechan soltou a respiração. — Ele me dá medo as vezes, que pessoa educada demais, pelo amor, esquisito. — Fala e abre a porta de Mark em supetão — Hello, Markito!

— Agora não, Donghyuck. — Resmunga arrumando alguns papeis.

— Haechan! — corrige fechando a porta — Ainda estamos no castelo, seu idiota.

— Tanto faz, o que você quer?

— Amanhã vai ter uma reunião de casais da minha turma da escola, vai ser as quatro da tarde. Preciso que você vá ficar uma hora comigo lá, é importante. — Haechan diz e senta na mesa do mais velho que o encara de canto.

— Tudo bem.

— Te mando o endereço por mensagem.

— Tudo bem! — Sussurra e Haechan bufa.

— Não se atrase, Minhyung!

[…]

Donghyuck estava nervoso, arrumava sua roupa de cinco em cinco minutos. O Lee estava dentro da tal cafeteria sendo brutalmente observado por seus inimigos. Já havia tomado duas xicaras de café e biscoitos de manteiga. O Lee só queria que Mark chegasse logo para que eles parassem de o encarar. O relógio já batia quase cinco e quarenta, e absolutamente nada, nem a sombra do Príncipe. Donghyuck quis se enterrar quando viu Bruce caminhar em sua direção.

— Parece que seu namoradinho não vem… — Diz e senta a frente do Lee. — Eu sei que você mentiu.

— Eu não menti, ele está atrasado por causa do trabalho. — Donghyuck responde olhando para a porta lugar.

— Até parece que ele existe mesmo.

— Você já o viu.

— Pode ser qualquer um que você pagou.

— Eu não faria isso.

— Claro que não, nem por dinheiro alguém iria querer você. — Bruce diz se levantando. — Bom café, vou para perto da minha namorada sabe. Isso aqui é uma reunião de casais…

Donghyuck bufou. Ele queria chorar, era tão humilhante. A cafeteria estava fechada apenas para a turma e seus casais, o único sozinho era o Lee. E nada o deixava mais irritado, pois Mark tinha un acordo com ele. Ajudava o Lee em sua mentira, mas ele não retribuia? Era tão mesquinho à esse ponto? O Lee abaixou a cabeça e continuou a comer seus bolinhos. Aos poucos ia ficando pior, seus colegas o cumprimentavam com maldade e perguntavam sobre seu parceiro.

As seis horas da tarde, Donghyuck desistiu. Com o orgulho ferido o Lee levantou-se indo em direção a saída mas teve seu braço segurado por Bruce.

— Oh você já vai? Só por que seu namoradinho de mentira não veio? — Diz rindo — Fica só mais um pouco, quem sabe você não fecha a cafeteria para nós.

— Olha… — Donghyuck ia falar mas sua cintura foi abraçada e o Lee engoliu seco ao sentir o perfume de Mark próximo a ele.

— Você pode soltar o meu namorado, por favor? — Mark diz empurrando sem grosseria a mão do mais baixo de perto de Haechan, virou o mais novo para si e beijou sua testa — Desculpe o atraso, meu amor…


Notas Finais


/grita fino.

Mds ebuqbpfubj1epbu0d


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...