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História Emily Potter - A filha do Lorde das Trevas - Capítulo 20


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Notas do Autor


Boa noiteee.

Espero que gostem do capitulo de hoje.
Boa leitura <3

Capítulo 20 - Minha garota


Fanfic / Fanfiction Emily Potter - A filha do Lorde das Trevas - Capítulo 20 - Minha garota

Percebi que Nott estava certo, eu ia me ferrar muito na mão do Draco, pois ele estava encarando o lufano com muito ódio. 

– O que está fazendo Malfoy? – Cedrico perguntou, parecendo irritado. 

– Não toque na minha garota novamente, Diggory, eu só vou avisar apenas uma vez – Draco falou sério e me xinguei mentalmente por ficar arrepiada com sua voz dizendo que eu era dele. 

– Sua garota? Pensei que eram amigos – Cedrico disse em tom de provocação.  

– Não pensou não, pois assim que me viu vindo não perdeu tempo para tentar beija-la – Draco disse com raiva, dando uns passos até o lufano. Eu parei na frente de Draco, colocando minha mão em seu peito, impedindo que ele continuasse. 

– Não, Draco – Mandei, não queria que os dois brigassem. Sem nem mesmo me olhar Draco segurou minha cintura de forma possessiva. 

– Vamos sair daqui – Draco falou me puxando para longe. 

– Emy, espera – Cedrico pediu e eu parei, me virando para o lufano. Eu não estava gostando dessa situação, não mesmo. Ced não merecia isso e eu me senti mal por ter provocado o sonserino, pois nunca pensei que ele se meteria assim no encontro. 

Draco suspirou irritado e segurou minha mão. 

– Só me diga uma coisa – Pediu e eu assenti – O cara que você falou... Que disse estar apaixonada, é ele? – Perguntou. 

Eu conseguia sentir tristeza em sua voz. 

– Sim, é ele – Eu respondi baixinho. Draco apertou levemente minha mão e me sentir envergonhada assumindo meus sentimentos dessa forma – Eu sinto muito – Pedi. E eu realmente sentia. Ele assentiu. 

– Tudo bem – Ele disse apenas – Conversamos mais tarde, ok?  

Eu concordei com a cabeça. 

Draco voltou a me puxar pela mão. Mantivemos o caminho em silencio até o topo da torre de astronomia, que eu já tinha percebido ser o local favorito do loiro.  

Eu me sentia envergonhada e confusa com a atitude drástica do Draco. Eu tinha deixado explicito que estava apaixonada por ele e ele não falou nada o caminho todo. Isso tinha me deixado triste e acanhada. Até que chegamos no alto da torre. 

Onde Draco me empurrou para uma pilastra. 

E me beijou. 

Então eu percebi a diferença em beijar alguém por quem está apaixonada. Por que por mais que os beijos de Fred e Cedrico fossem bons, nenhum foi tão intenso, tão necessitado e tão bom como o do Draco.  

Assim que nossos lábios se tocaram, meu corpo ficou em chamas, meu estomago se revirou e aquilo parecia ter virado uma necessidade para viver. Minhas mãos foram para seu rosto, o trazendo mais perto de mim. Mais perto do que ele apenas abraçar minha cintura, mais do que seu corpo colado completamente no meu, me prensando contra a pilastra de ferro. Eu precisava de mais. 

E quando sua língua passou pelos meus lábios, iniciando uma dança com minha, eu gemi baixinho de prazer, sem nem mesmo acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. Passei meus braços em torno da sua nuca, decidindo que não iria solta-lo tão cedo.  

Ele apertou minha cintura, tentando me puxar mais para ele, mostrando que ele estava tão necessitado quanto eu. 

Não sei dizer quanto tempo aquilo durou, mas quando o ar fez falta e tivemos que nos separar, a primeira coisa que reparei foram os lábios avermelhados no Draco, que sorriam pra mim. 

Eu olhei em seus olhos, sorrindo também, sem acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Apoiei minha testa dele, fechando meus olhos e tentando assimilar tudo que havia acontecido. 

Mas no final, só conseguia pensar na felicidade que eu sentia e na vontade que tinha de beija-lo novamente. 

– Merlin, eu estou perdidamente apaixonada por você – Falei baixinho. 

Ele desencostou nossas testas e colocou as mãos em meu rosto me fazendo encara-lo, vendo um brilho em seus olhos. 

– Isso é bom, não queria ser o único apaixonado aqui – Disse e eu sorri de orelha a orelhas. 

– Está apaixonado por mim? – Perguntei, toda boba com a situação. 

– Eu sempre fui apaixonado por você, Emy, você é a minha garota, sempre foi – Confessou e eu senti meu coração parar de bater por alguns segundos.  

– Sempre? Desde pequenos? – O questionei e ele assentiu, me deixando embasbacada. 

– Eu não compreendia antes. Mas depois que tudo aconteceu e eu vim pra Hogwarts, eu fiquei muitas garotas e mesmo que eu tentasse, nunca deu certo. E eu não entendi o porquê... Até ver você de novo. Nenhuma delas deu certo porque nenhuma era você, porque eu nunca te esqueci e eu só percebi isso a pouco tempo – Explicou. 

Draco passou o polegar pelas minhas bochechas, limpando uma lagrima e eu notei que eu estava chorando.  

Por mais que eu tivesse percebido que Draco gostava de mim, eu nunca imaginaria isso, nunca mesmo. E nem sabia o que falar, nada que eu dissesse ia ser tão bonito quanto o que ele tinha me dito.  

Eu aproximei nossos rostos, juntando nossos lábios. Suas mãos desceram pra minha cintura e ele aprofundou o beijo. 

– Por favor, não saia para mais encontros ou beije outros caras – Pediu se afastando. Eu sorri, porque nunca mais eu faria isso se eu tivesse ele. 

– Só se você nunca mais sair beijando garotas por aí – Retruquei.  

– Quem precisa delas agora que eu tenho você? – Perguntou me fazendo rir. A cara do loiro se fechou levemente – Não acredito que saiu em um encontro com aquele idiota, nem que deixou ele te beijar – Ele resmungou irritado. 

– No dia que a gente combinou de sair eu estava triste, eu tinha visto você beijando uma garota da corvinal, nós tínhamos brigado fazia algumas semanas, nunca imaginei que isso – Falei olhando para seus braços que cercavam minha cintura – poderia acontecer. Eu só achei que deveria tentar seguir em frente – Expliquei dando de ombros. 

– Eu só fiquei com aquela garota porque eu estava irritado, porque você estava com Fred – Disse, o que me fez rir, pois eu percebi que se a gente tivesse sido sincero desde o início estaríamos juntos a muito tempo. 

– Eu e Fred só ficamos juntos porque não estávamos com as pessoas que gostávamos e acabamos nos distraindo um com o outro – Falei. 

– Você já gostava de mim em dezembro? – Perguntou e eu senti meu rosto corar. 

– Sim – Respondi baixinho. 

– Se alguém tivesse falado o que sentisse antes, já estávamos juntos a muito tempo – Disse como se tivesse lido minha mente. 

– Eu pensei a mesma coisa – Confessei. Suas mãos apertaram minha cintura e ele me deu um sorriso malicioso que me fez derreter ali mesmo. 

– Temos que compensar o tempo perdido, então – Disse juntando seus lábios em um beijo demorado. Suas mãos desceram lentamente minha cintura até as minhas coxas, me fazendo arrepiar por completo. Ele afastou meu corpo da pilastra para me dar mobilidade e segurou minhas coxas, me puxando para cima.  

Dei eu levei gritinho, supressa, o que o fez rir, voltando a me beijar em seguida. Minhas pernas abraçaram seu quadril e meus pés se entrelaçaram em suas costas, me dando um certo apoio enquanto meus braços cercavam seu pescoço. 

Draco encostou minhas costas novamente na pilastra, nos apoiando e suas mãos percorreram minhas coxas nuas, descendo indo até a polpa da minha bunda, por debaixo da saia. 

Meu corpo todo começou a queimar com seu toque e eu o abracei com mais força, o que o fez gemer. Suas mãos apetaram meu corpo, me fazendo resmungar contra seus lábios. Eu queria poder ficar ali pelo resto do dia, mas o ar fez falta novamente e nós tivemos que nos afastar. 

– Melhor irmos, temos que jantar daqui a pouco – Falei descendo do seu colo. Ele resmungou, não muito contente – Continuamos isso amanhã, depois do quadribol com o Harry – Sugeri. 

– Tudo bem – Aceitou juntando nossos lábios em mais um beijo.  

Escutamos um resmungo baixo que nos fez encerrar o beijo. Tronquilho estava perto da escada, nos olhando. Não sei em que momento ele desceu do meu ombro, mas bom que ele fez, porque se não teria sido esmagado em algum momento. 

– Eu já estou indo – Falei pro animal. Draco juntou nossos lábios e o Tronquilho resmungou novamente – Está bem, você venceu – Eu disse me afastando de Draco contra minha vontade.  

Fui até o animal e o peguei delicadamente, o colocando em meu ombro. Me virei para o loiro, vendo o mesmo me encarar. Ele continuou no mesmo lugar, com as mãos nos bolsos e um sorrisinho no rosto. 

– Até amanhã – Falei. 

– Até – Respondeu. Eu sorri para o garoto e logo em seguida comecei a descer as escadas, antes que eu simplesmente me jogasse em seus braços.  

Eu segui para a comunal da grifinoria com um sorriso no rosto e meia aérea. Merlin, preciso contar isso pra Gina e Hermione. Entrei no salão e o primeiro a se virar para mim foi Fred. Assim que ele olhou minha cara, deu um sorriso malicioso. 

– Calado – Mandei sem nem mesmo conseguir tirar o sorriso da minha cara.   

O resto do pessoal notou que eu estava ali e antes que alguém comentasse alguma coisa eu fui até minhas duas amigas, peguei suas mãos e as puxei escada acima, parando somente quando estávamos dentro do nosso quarto. Elas se sentaram animada na cama, me encarando, esperando que eu contasse tudo que havia acontecido.  

– Draco me beijou – Falei soltando a bombo de uma vez.  

– O que!? – Gina exclamou, quase berrando.  

– Mas você saiu com o Cedrico, como que acabou beijando o Draco? – Mione perguntou confusa. 

– Porque enquanto eu estava com o Ced, ele me beijou, daí o Draco chegou irritado, falando que eu era a garota dele. Então ele me levou pra torre de astronomia, me beijou, se declarou pra mim – Falei rapidamente de forma ansiosa.  

– Merlin, calma – Mione falou rindo de mim.  

– Vai do início, devagar – Ginny falou, também rindo.  

Eu respirei fundo e contei tudo que aconteceu, agora de forma detalhada e calma. 

– Merlin, eu quero um garoto desses pra mim – Gina resmungou, me fazendo rir. 

– Então vocês estão juntos? – Mione perguntou. 

– Sim – Respondi dando um sorriso. Eu simplesmente não conseguia parar de sorrir. 

Escutei um barulho atras da porta que me chamou a atenção e logo imaginei o que poderia ser... Me levantei da cama irritada e fui a até a porta, a abrindo. 

Harry, Ron, Fred e Jorge que estavam apoiados na porta, caíram dentro do quarto. 

– Idiotas, vocês estão brincando comigo né? – Falei irritada para os quatro. 

– Você que é uma idiota! – Fred falou irritado – Você só chamou as duas para conversar, eu quero saber também! –  Explicou. Jorge deu uma cotovelada no irmão gêmeo – Nós... nós queremos saber – Disse concertando a frase. Tive que me segurar para não rir do ruivo e do seu drama. 

– Eu ia contar pra vocês depois – Falei mais calma do que antes.  

– E porque não conta agora? – Harry me questionou, tão emburrado quanto Fred. 

– Porque acabou de acontecer, e eu não sabia que queriam me ver falar detalhes do beijo e me ver surta como uma garotinha apaixonada – Respondi meu irmão. 

– É, a parte do beijo eu não quero saber – Harry confessou fazendo uma careta. 

– Eu já te vi chorando por garoto, o que diferença faz te ver surtando apaixonadinha? – Fred retrucou – E sobre os beijos, duvido que seja melhor que o meu, então pode falar à vontade – Concluiu me fazendo revirar os olhos.  

– Entrem logo – Falei para os garotos parados na porta. Eles sorriram e entraram animados, se jogando na minha cama. 

– Não acredito que você está com o lufano idiota – Ron falou, deixando eu e as garotas confusas. 

– Você tinha dito que não gostava dele – Harry disse – Pensei que gostasse do... 

– Pera aí – Falei atraindo a atenção de todos – O que vocês escutaram? 

– É horrível escutar por trás daquela porta sabia? – Fred falou – Pelo que entendi, vocês estavam na torre de astronomia, Cedrico te beijou e se declarou – Explicou –E depois ouvi você falando que estavam juntos. 

Gina começou a rir, fazendo eu e Mione rirmos também.  

– Merlin, nunca mais tentem escutar algo por trás da porta – Gina falou – Escutaram tudo errado. 

– Não teríamos entendido tudo errado se a Emily simplesmente nos chamasse pra vir também – Ron resmungou e eu revirei os olhos.  

– Conta logo – Fred falou. 

– Vocês escutaram pela metade, foi Draco que me beijou e se declarou – Falei deixando os quatro boquiabertos – É com ele que estou. 

– O que? – Ron e Harry exclamaram ao mesmo tempo. 

– Você saiu com o Diggory e voltou namorando o Draco, é uma... – Fred começou a falar e eu o cortei, tacando um travesseiro em sua cara. 

– Mais respeito aí, Weasley – Resmunguei, já sabendo que ele não ia falar nada bonito. 

– Como que isso aconteceu? – Jorge perguntou. 

– Cedrico tentou me beijar e Draco surtou. Chegou empurrando o lufano e falando para ele não encostar em mim. Então ele me levou pra torre de astronomia me beijou e se declarou. 

– Não vou mentir e dizer que não esperava que isso acontecesse – Fred comentou – Inclusive, passa a grana Ronald – O ruivo falou e seu irmão entregou alguns galões. 

– Vocês apostaram! – Falei irritada. Não acredito que eles apostaram sobre o meu encontro. 

– Jorge – Harry resmungou e Jorge estendeu umas moedas para ele. 

– Até você Harry? – O questionei, abismada.  

– Depois do que você falou durante a tarde e a cara que ele fez, era meio obvio que ele iria fazer alguma coisa – Meu irmão se explicou.  

– Vocês são uns idiotas – Afirmei irritada. 

– Pensa no beijo do Draco que seu humor volta rapidinho – Jorge falou zuando com a minha cara. Eu sorri para ele, mostrando meu dedo do meio. 

– A Emily estava toda feliz e agora vocês a irritaram, estão contentes? – Gina falou cruzando os braços – É por isso que a gente não chama vocês para essas conversas.  

– Está bem, na próxima a gente não aposta – Jorge falou, erguendo os braços como estivessem se rendendo. 

– Na frente de vocês – Fred completou e eu suspirei.  

– Agora que já sabem, podem fazer o favor e saírem do nosso quarto? – Perguntei apontando para a porta.  

– Que mau humor, Emy – Fred falou se levantando e parando na minha frente – Quer que eu chame o Draquinho pra vim te dar uns beijinhos – Disse enchendo o meu saco. 

Eu estendi minha mão e minha varinha, que estava na minha cabeceira, voou até minha mão e eu a apontei para o pescoço de Fred. 

– Não enche meu saco, Fred – Falei. Ele fez o mesmo sinal de redenção e se afastou. 

– Como fez isso? – Mione me perguntou arregalando os olhos. 

– Isso o que? – Perguntei confusa.  

– Sua varinha, ela voou para sua mão – Mione respondeu. 

– Eu usei accio – Falei, tentando entender onde ela queria chegar. 

– Sim, mas utilizou magia não-verbal e sem varinha! – Ela disse ainda exaltada – Magia não-verbal eu entendo, mas são poucos bruxos, somente os mais poderosos e disciplinados que conseguem fazer magia sem varinha – Ela disse e eu compreendi a onde ela queria chegar. 

– Ah, isso, não é tão difícil, posso ensinar se quiser – Falei dando de ombros. 

– Pera, você pode usar magia normalmente, sem varinha? – Harry perguntou, erguendo as sobrancelhas. 

– Sim, não muito mais consigo. 

– Então se alguém tirar sua varinha numa luta, vai conseguir se defender? – Ron perguntou 

– Depende – Respondi – Isso exige muita disciplina e concentração, é mais difícil do que apenas feitiços não-verbais. Caso foi um duelo, pode até ser, mas no meio de um ataque, onde há muitas coisas acontecendo é difícil se concentrar – Expliquei. 

– Lestrange te ensinou isso? – Gina perguntou. 

– Só no início, depois tive que me virar sozinha – Respondi – Podemos ir jantar? 

– Finalmente! – Ron falou se levantando – Estou morrendo de fome faz horas. 

Eu revirei-os olhos pelo drama do Ron e logo saímos do quarto, indo jantar. 

•••••••• 

No dia seguinte, a primeira coisa que eu e Harry fizemos foi irmos procurar o diadema na sala precisa, mas não tínhamos achado ainda. Depois descemos para tomar café e fomos direto para o campo de quadribol. Depois de algumas horas treinando e nos divertindo, voltamos para o castelo. Passamos na cozinha para comer alguma coisa, ficamos conversando com o Dobby. 

Quando satisfeito, subimos para a comunal e fui tomar um banho. Coloquei uma roupa confortável e desci o pátio, ansiosa para encontrar Draco novamente. 

Assim que pisei no pátio, busquei o loiro com o olhar, o encontrando conversando com um grupo de alunos da casa verde. Entre eles, estavam Theo, Pansy e Blaise. Draco sentiu meu olhar e se virou pra mim. Ele deu um sorriso quase imperceptível e se despediu do pessoal. Nott me viu também e fez o mesmo, vindo até mim junto do Draco. 

Isso fez com que os outros sonserinos me olhasse, e eu vi que todos daquele grupo pareciam nutria ódio por mim, pois pareciam me fuzilar com os olhos. Inclusive Pansy e Blaise. 

E quando Draco parou na minha frente e me deu um selinho, poderia jurar que eles adorariam me tacar a maldição da morte. 

– Seus amigos não gostam de mim – Comentei baixinho par ano loiro.  

– Ignora eles – Disse apenas, abraçando minha cintura.  

– Eles acham que você enfeitiçou Draco – Nott falou – Mas entendo o lado deles, de um dia pro outro Draco passou a ficar abraçado e grudado com você, uma Potter, irmã do cara que Draco mais odeia e incomoda, quer dizer, odiava, porque você conseguiu fazê-los se falarem – Ele disse – A sonserina toda está surtando.  

– Não é melhor nos mantemos afastados então? – Perguntei me afastando um pouco, mas o loiro apetou minha cintura sem me deixar sair. 

– Não mesmo – Ele resmungou. 

– Você não me falou nada do seu pai – Comentei. Ele suspirou, sem querer conversar sobre isso. 

– Pra ele ter alguma coisa pra falar, ele tem que abrir uma das setenta cartas que Lucius mandou – Nott falou e o loiro o encarou com raiva. 

– Está o ignorando? – Perguntei.  

– Não estou com saco pra aguentar os dramas do meu pai – Ele respondeu.  

– Não é melhor conversar com ele? As férias vão chegar daqui a pouco Dray, você vai ter que voltar pra casa – Comentei. 

– Não se preocupa com isso, Baby, vou dar um jeito – Ele disse e eu assenti, sabendo que ele não iria entra mais nesse assunto. 

– “Ai Dray” – Nott tentou imitar minha voz – “Não se preocupe, Baby” – Agora imitou a voz do Draco – Vocês são insuportáveis. 

– Ninguém te chamou aqui, Theodore – Draco falou, mas eu apenas revirei os olhos. 

– Por que não vai conversar com seus amigos? – Sugeri gentilmente.  

– Até você Emily? –  Ele resmungou fazendo cara de triste – Vocês são os meus amigos, eu não quero conversar com outas pessoas. 

– Você não fala com Pansy e com Blaise? – Perguntei meio confusa. Draco se mexeu um pouco, parecendo desconfortável. 

– Eles mudaram muito desde que vocês conversavam, baixinha – O moreno falou. 

– Mudaram como? 

– Aprecem ter virado cópia dos pais – Draco respondeu. 

Eu revezei o olhar entre os dois, chocada. 

– Eles viraram seguidores do meu pai? – Perguntei baixinho.  

– Eles não têm a marca, obviamente, mas sim – Nott falou. Somente Tom poderia fazer a marca em alguém – Adoram incomodar e xingar os sangues ruins e sempre tentam trazer mais sonserinos para o lado deles. 

Abri a boca para falar, mas eu não sabia o que dizer. Tinha ficado triste com isso, eu adorava os dois, e estava esperando ansiosamente o dia que eu pudesse falar quem eu sou e voltar a ser amiga dos dois. 

– Uma hora eles devem perceber o que estão fazendo, Emy – Theo falou e eu assenti, não querendo falar mais sobre isso. 

– Vocês querem fazer alguma coisa? – Perguntei mudando de assunto.  

– Eu vou achar alguém pra conversar, não quero ficar de vela – Nott disse – Se divirtam – Disse com um sorriso malicioso e saiu pelo pátio. 

– Finalmente – Draco falou me fazendo rir. Ele se aproximou para me beijar e eu me afastei, o deixando confuso – O que foi? 

– Estamos no pátio, Dray – Falei, vendo o lugar razoavelmente cheio – Não é melhor evitar fazer isso em público? Eles desconfiarem é uma coisa, mas ter certeza é outra, não quero gerar problemas pra você. 

Draco revirou os olhos e rapidamente juntou nossos lábios, ignorando tudo que eu tinha dito. Dessa vez minhas mãos foram para seu pescoço, em vez de empurra-lo para longe.  

O beijo foi rápido, mas mesmo assim foi maravilhoso. 

– Estou nem aí pro que os outros estão falando ou achando, Emy – Disse após o beijo, me olhando – Além do mais, é melhor assim antes que algum outro aluno decida dar em cima de você de novo – Completou e eu tive que rir. 

– Você é ciumento demais, sabe disso né? – Falei. 

– Tenho que cuidar do que é meu – Ele respondeu com um sorriso discreto. Ele ainda tentava manter a pose de sonserino durão perto dos outros alunos 

– Ah, e eu sou sua? – Perguntei com um sorriso inocente.  

Ele me encarou sério, com um brilho no olhar. Ele soltou minha cintura e pegou em minha mão, me puxando para fora do pátio. Ele me leveou pelo corredor e entrou na primeira sala vazia que encontrou. 

Draco me empurrou contra a parede e colocou sua mão em meu pescoço, me beijando com intensidade. Meu corpo pegou fogo e senti minhas pernas fraquejarem pelo jeito intenso que ele me agarrou. Draco deve ter percebido seu efeito em mim, pois sorriu durante o beijo e abraçou minha cintura com o braço que sobrava. 

– Você gosta de me provocar né? – Ele resmungou contra meus lábios. Abri meus olhos, o encontrando olhando dentro dos meus olhos. 

Eu sorri. 

– Você nem faz ideia – Respondi, juntando nossos lábios novamente. 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
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Muito obrigada por ler <3


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