História Emison - I Still Love You - Capítulo 7


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jason Dilaurentis, Jessica DiLaurentis, Lorenzo Calderon, Mona Vardewaal, Paige McCullers, Pam Fields, Personagens Originais, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Wayne Fields
Tags Alison, Emily, Emison
Visualizações 44
Palavras 2.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capitulo VII


Fanfic / Fanfiction Emison - I Still Love You - Capítulo 7 - Capitulo VII

Alison se levantou assim que o sol raiou. Não tinha conseguido pregar o olho; sua mente estava muito ativa e caótica.

A primeira coisa que vez foi jogar seu celular na privada. Compraria um depois  Pensou. Depois tomou um banho quente, e bebeu três xícaras de café forte, na esperança de clarear as ideias. Andou nervosamente pelo apartamento, fumando sem parar. Decidiu-se: tinha que sair de Rosewood o mais rápido possível. Mas, para onde?

Não se tomaria amante de Emily. Ela não a usaria de novo, como tinha feito na noite anterior, porque Alison não lhe daria outra chance. E, se não pretendia lhe dar outra chance, tinha que fugir imediatamente. Desprezava-se pela própria fraqueza. Era só Emily abraçá-la e beijá-la, para Alison se entregar sem concessões. Seria fácil se controlar se não a amasse.

Foi então que teve uma ideia: ela iria para a Cornualha. Emily jamais a encontraria lá, mesmo se a procurasse.

Tirou o fone do gancho, mas depois lembrou que era cedo demais e seu avô ainda não estaria acordado. Seria melhor arrumar as malas primeiro.

Foi para o quarto, e tirou as malas de cima do armário. Guardou todas as suas roupas com cuidado e lentidão. Trabalhava com uma calma fria e desconhecida. Depois, pegou alguns objetos pessoais e os guardou.

Deu uma olhada no relógio: oito horas. Ligaria para John Wilson as nove em ponto, e até lá era melhor escrever um bilhete para Spencer. Alison escreveu com brevidade, explicando que tinha terminado com Emily e que iria passar uns tempos na Cornualha, com o avô. Telefonaria para a prima assim que ela chegasse da Filadélfia. Pediu para Spencer não dar qualquer informação sobre o seu paradeiro para Emily, caso ela perguntasse. Também pediu que conversasse com Hanna, e Aria e explicasse o ocorrido, pois ela mesma não conseguiria se despedir das melhores amigas. Assinou o bilhete e deixou-o sobre a mesa.

Alison não quis ligar para seus pais, sabia que eles ficariam preocupados, então resolveu ligar apenas quando chegasse à casa do seu avô, e explicaria apenas que queria tirar umas férias em um lugar mais calmo que Rosewood.

Telefonou então para a Estação, perguntando o horário dos trens para a Cornualha. Estava surpresa com a própria frieza. Esgotada e vazia, a dor e a humilhação tinham sido insuportáveis, e ela havia se descartado de todos os sentimentos de maneira estranha. Mais tarde ia doer muito, Alison sabia, mas no momento estava fria e insensível.

Fez mais café. Fumou um cigarro. Nove horas. Ligou para a galeria, e John atendeu.

— Sou eu. Alison. Sinto muito, mas tenho que lhe pedir uma folga. Não sei de quanto tempo. Um parente meu faleceu esta madrugada, e eu preciso ir para a Escócia.

Odiava ter que mentir para ele, mas não havia escolha. Escreveria uma carta depois, dizendo que não voltaria mais, mas no momento valeria uma desculpa qualquer. Assim não explicaria nada.

Notando a tristeza e a calma daquela voz inexpressiva, John imediatamente concordou:

— Claro, Alison, fique fora quanto tempo quiser. Telefone-me quando voltar. Sinto muito.

Alison desligou com o coração apertado. Estava se odiando por mentir e trair as pessoas que confiavam nela. A três meses atrás ela era apenas uma garota comum, que levava a vida alegremente. Agora passou a ser a amante de uma mulher casada. Uma mulher que ela amava com todo o coração. Uma Mulher que não correspondia a seu amor, que a tinha enganado.

Recompondo-se, foi para o quarto, se vestir. Embora o tempo estivesse ameno, ela sentia muito frio. Vestiu calça preta e botas, e enfiou uma camiseta também preta. Começou a escovar os cabelos; eles estavam bagunçados e cheios de nós, pois Emily linha corrido os dedos entre eles. Prendeu-os num coque bem-feito, resolvendo que, assim que chegasse à Cornualha, os cortaria. Eles a faziam pensar em Emily.

Alison colocou um casaco curto e carregou as malas até o hall. Deu uma olhada no espelho da entrada. Seus olhos estavam fundos, o rosto pálido. Mas ela não se importava. Tudo o que queria era partir o mais rápido possível. Ligou para o táxi, marcando para dali a quinze minutos.

Buscou a bolsa no quarto, certificando-se de que não estava esquecendo nada, e fechou a porta, despedindo-se em silêncio. Fez o mesmo com cada aposento do apartamento. Tinha sido um tempo maravilhoso com Spencer, mas tudo terminou... O telefone tocou enquanto ela lavava a louça do café. Instintivamente sabia que era Emily, e não atendeu. No momento em que parou de tocar, tirou o fone do gancho e ligou para o avô.

Foi um alívio quando escutou a voz dele.

— Vovô, sou eu. Como vai?

— Alison! Estou ótimo, pequena e você? Está ligando cedo, aconteceu alguma coisa?

— Não, não, mas posso ficar com você por uns tempos? — Ela perguntou suplicante.

— Claro, minha querida, sabe muito bem que ficarei muito feliz. Vai vir hoje?

— Sim, chego essa tarde. Explico depois. Oh, a campainha... é o táxi. Tenho que ir agora. Um beijo, vô, até mais tarde!

Alison bateu o fone no gancho e correu para a porta. O telefone recomeçou a tocar. Um sorriso cruel curvou seus lábios, enquanto pensava: Emily pode telefonar a vida toda. Mas jamais me verá novamente.

O motorista do táxi pegou a bagagem e pôs no carro. Com uma última olhada, Alison fechou a porta do apartamento. O táxi estava pegando a avenida quando ela viu o carro de Emily. Alison prendeu a respiração enquanto Emily passava, rezando para que ela não a visse. Depois, olhou sorrateiramente pela janela, a tempo de vê-la entrar na sua rua. Soltou um profundo suspiro de alívio.

Mesmo assim só ficou completamente aliviada depois que o trem partiu. Sentia-se uma fugitiva. No fundo, estava um pouco surpresa com a persistência de Emily. Devia ser seu orgulho, que não admitia tê-la perdido. Imaginou-a esmurrando a porta do apartamento, e riu baixinho. Depois Emily provavelmente iria para a galeria. Alison esperava que Emily sofresse muito.

A viagem foi longa e cansativa, apesar da bela paisagem que desfilava pela janela. O ritmo balanceado do trem acabou por levá-la ao sono.

Foi acordada peia senhora a seu lado, mais tarde, e deu um pulo, imaginando que Emily a tivesse encontrado. Alison mesmo tinha pedido para a senhora acordá-la quando estivesse chegando.

— A próxima parada é a sua, querida — a senhora falou bondosamente.

Alison sorriu e agradeceu polidamente, pegando as malas. Quando saiu do trem, e pôs os pés na plataforma daquela velha e pequena estação, sentiu-se absurdamente livre e feliz. O sol brilhava, e os pássaros cantavam alto, A distância seria difícil de suportar mais tarde, ela bem o sabia, mas naquele momento estava tudo perfeito. Foi a pé para a casa do avô, mal sentindo o peso das duas grandes malas.

Seu avô, como sempre, fez uma festa ao vê-la chegar. Preparou chá e cortou fatias de um bolo que tinha comprado na vila especialmente para ela. Colocou tudo bonitinho sobre a bandeja, e levou para a sala, onde Alison foi praticamente forçada a ficar sentada.

Quando ela viu a bandeja, o bule fumegante sobre a toalha rendada, o bolo apetitoso, pulou e abraçou o avô.

— Oh, vovó, eu o amo — Ela falou comovida. — Obrigada por ter sido tão bom e compreensivo. . .

Então caiu num choro descontrolado. A tensão e pressão sob as quais vivera as últimas vinte e quatro horas desmoronaram de uma vez,

Sam DiLaurentis a abraçou em silêncio, sem perguntar nada. Ele sabia que, quando chegasse a hora, Alison lhe contaria tudo. Alison chorou até que as lágrimas se esgotassem, e depois se sentou lívida e trêmula. Bebeu o chá quente de bom grado quando o avô lhe estendeu a xícara.

— Sinto muito — Alison sussurrou.

— Não se desculpe pequena. Sei que algo ruim aconteceu, mas me parece que o que precisa é de um bom descanso. Está exausta. Vou levar suas malas lá para cima, e você vai descansar assim que terminar o chá. Depois, se estiver se sentindo melhor, e quiser falar, tudo bem.

— Obrigada, vô, estou mesmo muito cansada.

Depois do chá, ela subiu para o quarto. Sam DiLaurentis tinha fechado as cortinas do quarto forrado com papel de parede florido. Para os olhos cansados de Alison, aquilo era o paraíso. Ela jamais conseguiria agradecer por tudo que seu avô havia feito por ela naquele dia.

Arrancou as botas, deitou-se na cama macia, e depois de alguns minutos tinha caído num sono profundo. Dormiu sem sonhar por longo tempo, até seu avô acordá-la para o jantar. Alison se arrastou para a sala, ainda sonolenta. O guisado que o avô preparara estava delicioso, mas, apesar de ela não ter comido nada nas últimas vinte e quatro horas, não tinha fome. Mesmo assim, procurou comer bem.

Depois do chá perfumado, fumegante, eles se sentaram em frente ao fogo que crepitava convidativamente, e Alison viu que tinha chegado a hora de explicar tudo. Ela não queria pensar naquilo, a dor era muito recente, e por isso foi bastante breve, omitindo detalhes importantes. Mas os olhos atentos do avô compreendiam as frases ditas pela metade, e os longos silêncios.

Sam DiLaurentis não julgou nem criticou seus atos, pelo contrário, confortou-a carinhosamente. Quando as lágrimas incontroláveis começaram a descer pelo rosto de Alison, ele disse que ela poderia ficar quanto tempo quisesse, acariciando-a no rosto, dizendo palavras de esperança.

Logo depois, abençoando a sua compreensão, ela voltou para a cama. Dormiu profundamente até as onze horas do dia seguinte.

Gradualmente, sua vida na Cornualha foi entrando nos eixos, tomando ritmo, embora não tenha sido fácil. Muitas vezes Alison se viu tentada a voltai para Rosewood, entregar-se a Emily, submeter-se a tudo. Seus dias e noites eram perseguidos pela sombra da mulher que amava. Durante o dia, em pensamentos; à noite, nos longos, infinitos sonhos de amor.

Via suas fotos no jornal com frequência. Sua fama se espalhava. Ela ficava horas contemplando seu rosto nas fotos mal impressas, ansiosa para saber como Emily estava vivendo.

Emily nunca a tinha procurado, jamais procurou entrar em contato com ela. Sem razão, talvez, Alison se sentia solitária e machucada por isso. Era a prova de que Emily não a amara.

Ela começou a emagrecer o rosto se tornou pálido. O amor tinha se transformado numa doença que aos poucos a consumia, e Alison acabou por passar alguns dias na cama. Foi nesse período que sua mente começou a clarear.

O verão tinha passado, e ela nem notara, ela pensou, olhando a paisagem outonal da janela. Esse único e positivo pensamento foi o começo de sua lenta convalescença. Começou a comer com mais vontade, afastando Emily Fields para longe da mente. Logo tinha se recobrado, embora as cicatrizes ainda ficassem no coração.

Alison jurou não voltar para Rosewood, mas após um ano morando em Cornualha, um acontecimento terrível fez Alison voltar as presas para sua cidade natal: Sua Mãe acabará de falecer devido um câncer no estomago da qual Alison se quer sabia. Sua Mãe havia escondido a doença de todos até sua morte. Foi difícil voltar a pisar os pés naquela cidade que trazia tantas lembranças de Emily e agora da sua Mãe que partira sem que Alison pudesse dizer Adeus. Recebeu o conforto dos familiares e amigos. Hanna que havia se mudado para Paris, após o casamento com Caleb, um rapaz que tinha conhecido na cafeteria do Erza, estava no enterro. Sua prima Spencer também estava ao seu lado naquele dia trágico. Spencer morava com Toby na Alemanha e tiveram uma linda filha, a única que ainda estava na cidade era Aria, e está logo se prontificou a morar com Alison quando ela decidiu que voltaria para Rosewood e moraria na casa que pertenceu a sua família. Após alguns meses o Pai de Alison não aguentou tantas recordações de sua esposa na casa que por muitos anos dividiriam juntos, e resolveu se mudar para cidade vizinha. Jason seu irmão vivia viajando pelo mundo, e decidira voltar a Rosewood apenas para passeio, e visitar a irmã.

Já fazia 2 anos desde que Alison voltará para Rosewood, e ela começou a trabalhar temporariamente como datilógrafa, em bibliotecas e escritórios. Passava os dias limpando a casa, fazendo as compras, cozinhando, dando longas caminhadas. Alison dizia que assim não teria tempo para pensar nos coisas ruins que tinha lhe acontecido nos últimos tempos.

  Construiu sua vida de novo lentamente, conseguindo se manter firme, e sentia-se forte e orgulhosa pelo que tinha feito.

Flashback Off


Notas Finais




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