História Emma Swan e os segredos da Rainha - Capítulo 19


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Cruella De Vil, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
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Palavras 3.811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello! Sinto muito por não ter voltado domingo, mas eu fiquei fora todo o fim de semana e segunda e ontem minha internet ficou caindo o tempo inteiro, como eu escrevo online isso dificultava muito as coisas, mas anyway, aqui estamos!! Não deixem de prestar atenção nos detalhes ou vocês vão se perder hushshh. Boa leitura anjos!!

Capítulo 19 - Seguindo as Aranhas


{Narrador} 

Quanto mais Emma e Regina adentravam a densa Floresta Proibida, mais escuro ficava. As aranhas sempre fugiam da luz, então era difícil manter o caminho iluminado e segui-las ao mesmo tempo, não foram poucas as vezes que perderam o rastro enfileirado delas. 

Emma constantemente fazia perguntas que eram completamente ignoradas por Regina, como por exemplo por onde a morena havia andado durante os dias que ninguém a via pelo castelo ou nas aulas e até mesmo o que ela sabia sobre a Câmara Secreta, afinal ser filha de Cora provavelmente lhe dava alguns pontos de vantagem e Emma poderia jurar que Regina não era inocente o bastante para deixar de ouvir as conversas da diretora da Sonserina com algum outro professor ou até mesmo com Dumbledore.  

— Será que você não sabe andar calada, Emma? Você é muito irritante! — Regina disse tentando pular um galho de árvore caído no meio do caminho, contorná-lo daria muito trabalho e passar por baixo, rolando sobre aranhas, estava completamente fora de cogitação para as duas.  

— E você não sabe falar nada que não te faça soar completamente arrogante e sem educação? — Emma devolveu no mesmo tom da morena, ela colocou sua varinha sobre o tronco e o pulou também, a essa altura sua varinha já a ajudava a iluminar o caminho com o feitiço Lumos, já que Regina não fazia a mínima questão de esperá-la. Regina revirou os olhos em resposta e Emma prosseguiu. — Eu só quero conversar com você.  

— Por quê é tão importante para você conversar? As vezes as pessoas não querem dizer nada. — A morena respondeu com o tom mais suave e Emma sorriu convencida, aquilo já era alguma coisa.  

— Mas por que você é tão fechada? — Emma perguntou após correr para alcança-la, Regina estava parada e Emma se quer teve tempo de pensar que era apenas para esperá-la. O olhar da menina estava completamente preso ao chão, Emma imediatamente se arrependeu de tê-lo seguido. — Anh.... Eu acho que, acho que é melhor voltarmos.  — Emma gaguejou enquanto sentia o controle esvair de seu corpo e a tremedeira tomar lugar, antes tivesse ouvido August e não seguir aranha nenhuma. 

As aranhas estavam ficando cada vez maiores, era isso que Regina estava observando e o que fez Emma tremer, querendo mudar de ideia. Regina queria rir debochadamente da cara de espanto assumida por Emma, mas ela mesmo já estava assustada o bastante e queria logo sair dali, porém não sem antes descobrir alguma coisa.   

Emma e Regina continuaram seguindo as aranhas floresta a dentro por mais ou menos 10 minutos, elas passaram por uma espécie de túnel feito por uma árvore, como se atravessassem por dentro dela e se depararam com um enorme buraco onde as aranhas entravam. A partir dali o cão de Hagrid não quis mais seguir, principalmente quando um alto estralo foi ouvido.  

Emma estava potencialmente se escondendo atrás de Regina quando mais estalos foram ouvidos, mais altos e mais fortes. Regina estava tensa, sim, mas Emma estava com a boca aberta e os olhos completamente esbugalhados. Se suas pernas permitissem, ela começaria a correr no momento em que viu 2, 4, 6 e mais pernas gigantes subirem pelo buraco e se firmarem no chão a sua frente. Lhe faltou força para gritar quando as pernas fizeram um impulso e o corpo da enorme aranha se elevou diante delas. 

— Quem são vocês? — O bicho perguntou e Regina gaguejou.  

— S-so-Somos amigas de Hagrid. — Emma custou, mas respondeu. — Você é Aragog, certo? 

— Sim. Hagrid nunca mandou humanos aqui antes... — A aranha respondeu e Regina estranhou a demora de Emma ao continuar a conversa. Ao ver que a loira estava completamente imóvel e sem fala enquanto olhava ao redor, para as enormes aranhas que se aproximavam, ela revirou os olhos e continuou por si mesmo.  

— Hagrid está preso. Em Azkaban! — Regina disse firme. — Aconteceram alguns ataques na escola e acham que ele abriu a Câmara Secreta, como antes. — Concluiu.  

— Hagrid nunca abriu a Câmara Secreta.  — Aragog rebatou como se alguém houvesse lhe ofendido.  

— Então você não é o monstro que está atacando os alunos?  

— Não! O monstro nasceu no castelo e eu vim de bem longe, no bolso de um viajante. Hagrid era bem novo quando me ganhou numa troca. 

— Reginaa?! — Emma choramingou, sua mão agarrava o fortemente o uniforme da Sonserina. 

— Shiii! — Regina pediu e ignorou Emma, prestando atenção em Aragog.  

— Então o que matou a garota há 50 anos? — Perguntou realmente curiosa. Por um momento Emma parou de tremer para pensar como Regina sabia daquilo, isso era uma informação rara que tinha conseguido no diário de Riddle.  

— Nós não falamos sobre isso. É algo que todas as aranhas temem, uma criatura antiga.  

— Mas você já viu? — Insistiu. Enquanto isso, Emma olhava para cima e ao redor com o coração na mão, sem saber como se mantinha em pé. 

— Eu nunca vi nada do castelo além da caixa em que Hagrid me mantinha. Ele me trouxe para cá quando a garota foi achada no banheiro. — Respondeu. Regina parou para pensar mas foi interrompida por Emma.  

— Reginaaaaaa?! — Choramingou com a voz muito mais chorosa dessa vez. Um tanto irritada, Regina se voltou para ela.  

— Que foi?! — Perguntou. Emma apenas olhou e apontou para cima, fazendo Regina seguir seu olhar e ver centenas de aranhas enormes descendo da copa da alta árvore acima delas. Regina engoliu em seco e Emma apenas se segurava para não gritar.  

— Bom... obrigada... pelas informações. Nós já... Nós já vamos. — Regina disse, gaguejando pela primeira vez.  

— Já vão? — Aragog perguntou e Emma só conseguiu assentir juntamente de Regina. — Eu acho que não... — O aracnídeo acrescentou, se aproximando mais das meninas que davam cautelosos passos para trás. — Meus filhotes não fazem mal à Hagrid por ordem minha, mas não posso negar a eles carne fresca quando ela entra com tanta boa vontade ao nosso ninho. Adeus, amigas de Hagrid!  

Emma e Regina foram fácil e rapidamente cercada por todas as aranhas. Regina tentou espantá-las com a lamparina, mas aquela luz parecia ser fraca para as aranhas grandes, não as fez recuar nem um pouco. Emma pegou sua varinha e apontou para os animais, Regina fez o mesmo quando sentiu suas costas se chocarem com a da outra.  

— Você sabe algum feitiço? — Emma perguntou trêmula.  

— Um. Mas não é forte o bastante para todas. — Regina respondeu com certo pesar.  

— Eu sinto muita falta da Zelena! — Emma disse e, novamente, Regina revirou os olhos, tentando pensar em uma solução. Em poucos segundos seus pensamentos foram interrompidos por um alto ronco de motor, e uma luz forte ao longe que se aproximava a cada segundo afastou todas as aranhas de perto delas.  

— Vamos, vamos!! Entrem logo! — August gritou apavorado de dentro do velho, sujo e arranhado carro da família quando as portas se abriram automaticamente. 

Emma, Regina e até mesmo o cão não se demoraram um segundo, eles correram até o carro e o primeiro a entrar foi o cachorro. Regina impacientemente empurrava Emma para dentro do carro, mas ela não queria entrar.  

— Vai atrás, Regina. Entra logo! — Disse, invertendo a posição com a morena e empurrando-a para dentro do carro essa vez.  

— Eu não vou com esse cachorro babão, Emma. Entra logo. — Regina novamente inverteu as posições e tentou empurrá-la para dentro do carro.  

— Andem logo!!! — August esbrevejou no banco do motorista e Emma entrou no carro no banco da frente. Regina bufou vendo aquilo, e empurrando Emma para o lado, entrou no mesmo banco que a loira.  

— Não cabe as duas, Regina. — Emma disse brava, mas Regina não se importou. Com o cão ela não iria. A morena parou de empurrar Emma e simplesmente se sentou em seu colo, puxando a porta com força antes que uma das aranhas a alcançasse. August olhou para os duas sem acreditar que Regina estava sentada no colo de Emma, Emma também encarava Regina da mesma forma, todos em silêncio, o único barulho era das aranhas na lataria do carro.  

— VAI! — Regina gritou alternando o olhar entre August e Emma, sem entender porque eles a olhavam tão perplexos.  

Sem que August precisasse fazer nada, o carro agiu por conta própria, dando uma ré acelerada para fora daquele ninho de aranhas. Apenas uma aranha tinha ficado presa ao carro e todos os três não sabiam se gritavam por aquele enorme animal estar encarando-os preso ao para-brisa ou por não saberem se a qualquer momento o carro bateria em uma árvore. 

Um completo minuto de silêncio foi feito quando o carro parou e a aranha presa ao para brisa voou longe. Emma, August e Regina se encararam, nenhum dos três percebeu que os braços de Emma abraçavam Regina como um cinto de segurança em sua cintura. August estava pronto para pronunciar algo quando aquela mesma aranha, anteriormente presa, os surpreendeu pela janela do motorista e o agarrou, tentando picá-lo. Regina mais que rapidamente pegou sua varinha e apontou para August, por um momento o menino preferiu a aranha, mas percebeu que ela pretendia ajudá-lo, não machucá-lo.  

 Arania Exumai. — Regina disse e um clarão saiu da ponta de sua varinha, jogando a aranha muito mais longe dessa vez.  

— Obrigado! — August disse ainda um pouco em choque, Regina deu de ombros e guardou sua varinha. Visto que Emma não falava nada, August e Regina viram a expressão da loira presa em algo a sua frente e prestaram atenção. O mar de aranhas que apareceu na frente do carro fez todas eles ficarem ser ar e sem reação, elas estavam paradas ali como se os desafiassem e faziam barulhos como se estivessem comunicando entre si.  

Dessa vez August não esperou o carro tomar a iniciativa, ele deu a partida ainda de ré e virou o carro assim que pode. Aos gritos de Emma para que ele fosse mais rápido eles fugiam das aranhas que os perseguiam arduamente e tentavam fazer o carro voar, com muito custa e sendo necessário o esforço dos três para puxar a alavanca que dava ao carro essa funcionalidade, eles conseguiram.  

August subiu tanto o carro que eles sobrevoaram acima da Floresta Proibida e Emma finalmente pode respirar aliviada ao verem os animais tão longe de onde ela estava, porem agora quem tremia de medo era Regina, aquele carro estava num estado tão deplorável que ela o imaginou caindo a qualquer momento e de qualquer altura. As aranhas definitivamente não a assustavam mais que aquilo.  

Felizmente para ela, assim que saíram da Floresta Proibida, o carro imediatamente se dirigiu para o chão, andou poucos metros em terra firme e não parou muito longe da cabana de Hagrid. Regina tentou sair do carro e percebeu os braços de Emma a prendendo forte, ela e a loira trocaram um olhar um tanto constrangedor por alguns poucos segundos e Emma a soltou.  

— Sigam as aranhas? — August gritou indignado. — Se Hagrid sair de Azkaban eu mato ele! Me digam que vocês descobriram alguma coisa!   

— Descobrimos que Hagrid é inocente, August. Isso é importante. — Emma respondeu. Todos já haviam saído do carro e agora ela ajudava o cachorro. — Você está bem? — Perguntou se voltando a Regina que insistentemente batia as mãos em seu uniforme, tentando limpá-lo. 

— Estou. — Se limitou a responder.  

As portas do carro batendo chamou a atenção dos três, já que estavam longe do automóvel. Eles ficaram observando enquanto o carro acelerava e voltava para a Floresta Proibida.  Canino voltou correndo e latindo para a cabana de Hagrid, era provável que nunca mais saísse de lá se levasse em consideração o susto que levou.  

— Nós podemos conversar? — Emma perguntou se aproximando de Regina novamente. — Sobre a Câmara Secreta? — Acrescentou e Regina lhe encarou por um tempo, ela hesitou, desviou o olhar de Emma e abriu a boca várias vezes. Ela queria ao menos negar o pedido de Emma, dizer que não podia ou qualquer coisa, mas ela apenas se virou para trás e correu. 

∷∷∷∷∷∷ 

Emma e August tinham retornado ao Salão Comunal da Grifinória sem nenhum problema e Belle já dormia quando Emma entrou no dormitório. O sono estava distante, então ela se sentou em sua cama e resolveu finalmente tentar assimilar tudo o que já tinha descoberto e o que estava acontecendo, porque Regina fugiria daquela forma quando ela perguntou sobre a Câmara e como ela sabia que estavam na cabana de Hagrid, ou o que ela estava fazendo fora do castelo aquela hora pra encontrá-los lá.  

Quando Emma acordou ela não tinha assimilado muita coisa, mas tinha decidido visitar Zelena quando se encontrou com August. Por ser fim de semana eles haviam tempo e poderiam adiar um pouco as lições para a próxima semana para darem um pouco de atenção a amiga petrificada.  

— Eu queria que estivesse aqui. Que estivesse bem. — Emma disse após colocar as flores que levara em cima do criado mudo ao lado da cama de Zelena. August permaneceu calado e Emma acariciou a mão da amiga, percebendo ter algo ali que não tinha antes. Ela franziu o cenho e delicadamente tirou o papel que Zelena segurava fortemente. 

 — O que é isso? — August perguntou rodeando a cama e se aproximando de Emma. 

 — “Das muitas feras e monstros medonhos que vagam pela nossa terra não há nenhum mais curioso e mortal do que o basilisco, o rei das serpentes. Esta cobra, que pode alcançar um tamanho gigantesco e viver centenas de anos tem os mais espantosos métodos para matar, pois além das presas letais e venenosas, o basilisco tem uma olhar mortífero, e todos que são fixados pelos seus olhos sofrem morte instantânea. As aranhas fogem do basilisco, pois é seu inimigo mortal.”  — Emma leu em um tom que só August pudesse ouvir. Assim que finalizou ela deixou August pensar por um tempo enquanto ela mesmo pensava mais. — Agora tudo faz sentido!  — Ela disse convicta. 

 — Por quê?  — August perguntou realmente confuso e curioso, e então, Emma se lembrou que ele não estava junto dela na conversa com Aragog.  

 — Aquele dia, quando eu ouvi a voz outra vez e Zelena correu para a biblioteca ela já sabia que o monstro era uma cobra! Por isso eu posso ouvi-lo, August. É um basilisco, e o basilisco é uma cobra. Eu falo com as cobras... Por isso ninguém mais conseguia ouvir e por isso Regina também pode!  

 — Então isso quer dizer que ela é realmente a Herdeira? 

 — Acho que não... Se ela fosse, porque se interessaria em ir atrás das aranhas com a gente?  — Emma perguntou e August novamente pensou, Emma se assustou ao ver o amigo assumir um semblante surpreso. 

 — As aranhas fogem dela não é?! Talvez ela estivesse procurando alguma coisa para alimentar o monstro.  — Ele disse, realmente fazia sentido.  

 — Mas... 

 — Emma, faz todo o sentido! Se você não é a Herdeira, ela pode ser. Você mesmo disse, ela também fala com as cobras, ela pode estar dizendo ao monstro o que fazer!  — Emma realmente acreditava no sentido que aquilo fazia, mas internamente ela confiava em Regina, ou ao menos queria poder confiar.  — Só tem duas coisas... A primeira coisa é: se ela mata só com o olhar, por que ninguém morreu ainda?  — Perguntou como se fosse óbvio que a teoria de Emma estava errada, mas a loira não se deixou levar por isso, ela se concentrou e voltou a ler o papel.  

 — Porque ninguém olhou diretamente para ela...  — Falou vagamente.  — É isso! Colin estava com a câmera, o basilisco olhou para a câmera e ela estragou. Na segunda vez, o basilisco olhou para o Nick e o aluno o viu através do fantasma, mas Nick não poderia morrer outra vez e Zelena... Zelena estava com o espelho! Ela já tinha descoberto isso e o usou para vigiar os cantos!  — Emma concluiu confiante. August assentiu, mas não estava completamente seguro. 

— E Madame Nora? Ela não tinha um espelho ou uma câmera...  

— Água, havia água no chão aquela noite. Ela só viu o reflexo. — Emma respondeu com o mesmo tom de antes e agora sim, August acreditava nela, mas ainda faltava uma coisa.  

— Mas como uma cobra tão grande circula pelo castelo, Emma? Alguém já teria visto. — August pontuou e outra vez Emma olhou para o pedaço de papel tentando pensar, felizmente não precisou muito de muito esforço, a resposta estava escrita num canto amassado da página. — Canos! — Ele falou apontando para palavra. — Zelena escreveu, olha! — Acrescentou pegando o papel de Emma, que o tomou de volta para olhar direito.  

— Essa letra não é dela. Não é da Zelena. — Emma disse depois de um tempo apontando para o papel. — É da Regina! 

— Como você sabe?  

— August, eu sentei com ela o primeiro ano inteiro. Por que você acha que insisti tanto em sentarmos perto da Zelena? Às vezes eu precisava olhar para o lado e de você não dá pra colar! Além de a caligrafia da Regina ser impecável, Zelena nunca rasgaria a página de um livro, não importa se fosse para algo tão importante assim. — Emma respondeu e August estava pronto para revidar quando Madame Pomfrey adentrou a enfermaria, o horário de visita de Emma e August tinha terminado e eles precisavam almoçar.  

Durante o almoço Emma e August estranharam ver Ruby conversando com Regina e suas seguidoras, na verdade já haviam visto elas juntas antes, principalmente depois de Regina ter voltado de seu breve desaparecimento, mas Ruby estava tão estranha ultimamente que eles não conseguiam arrancar nenhuma informação dela. Na verdade, ela não estava falando nada, nada mesmo, a não ser se fosse estritamente necessário.  

Emma estava pensando e concentrada em seu almoço quando percebeu o movimento a sua frente e ao lado de August, ela levantou o olhar e viu Ruby se sentando ao lado do irmão. De certo modo Emma se assustou com aquilo, era muita coincidência ela estar pensando nela e de repente ela se sentar lá, tão tensa e nervosa. Emma também espiou se Regina ainda estava onde tinha visto antes, e não, ela não estava. 

— Aconteceu algo? — August perguntou preocupado. Ruby olhou para todos os lados e respirou fundo.  

— Eu preciso te contar uma coisa. — Ela murmurou baixinho.  

— O quê? É sobre a Câmara Secreta? —  Emma e August perguntaram ao mesmo tempo. Ruby abriu a boca, mas nada saiu, ela tentou várias vezes, mas nada. Pela primeira vez ela levantou o olhar e encarou Emma por alguns segundos, a loira lhe incentivava com aqueles olhos verdes então Ruby tomou um grande fôlego e quando ia começar a falar uma voz a fez pular de susto.  

— Ruby! — Regina exclamou parada atrás da garota. A irmã de August trocou um rápido olhar amedrontado com Emma e o menino e se levantou, Regina também não disse nada além daquilo e olhou confusa para Emma e August que a olhavam com estranheza. 

Emma observou Regina perguntar a Ruby se ela estava pronta enquanto caminhavam para fora do Salão Principal lado a lado, a irmã de August assentiu e manteve sua cabeça baixa, fitando o chão. Os dois amigos trocaram um olhar sem entender absolutamente nada do que tinha acabado de acontecer e ficaram o resto do dia se perguntando o que Ruby tinha para dizer a eles naquele estado tão tenso. 

Já era segunda-feira e Emma e August estavam tentando escapar de algum professor durante o intervalo das aulas para irem ao banheiro feminino do segundo andar. Após pensar bastante e relembrar todas as palavras de Arargog, ela chegou a se perguntar se a menina que foi morta no banheiro ainda estava no castelo, e quais eram as chances de ela ser a Murta que Geme... Após a terceira aula do dia, Emma e o amigo estavam quase conseguindo chegar ao banheiro quando ouviram a voz da Professora McGonagall. 

— Todos os alunos devem voltar aos seus dormitórios agora mesmo e todos os professores dirijam-se ao corredor do segundo andar imediatamente. — Eles mal terminaram de ouvir e já ouviram os passos apressados de alguns professores no corredor ao lado. É claro que Emma e August correram em direção ao barulho. — Como podem ver, o Herdeiro de Sonserina nos deixou outra mensagem. — Eles ouviam escondido atrás de uma parede. — Nosso maior temor se concretizou, uma aluna foi levada para dentro da Câmara da Secreta... Acho melhor que todos os alunos voltem para suas casas, receio que este seja o fim de Hogwarts. — Ela completou com pesar e tudo ficou calado por alguns segundos, até que ouviram passos.  

— Sinto muito, eu cochilei por alguns segundos. O que eu perdi? — Eles reconheceram a voz do professor Lockhart, o tom de sua voz denunciava que ele não fazia ideia do que estava acontecendo.  

— Pelo o que podemos ler, uma aluna foi levada para a Câmara, Lockhart. Finalmente chegou a sua vez. — McGonagall respondeu. Lockhart ficou em choque e todo o sangue de seu corpo pareceu desaparecer devido a palidez de seu corpo. — Você mesmo não disse saber onde era a entrada?  

— Bom, e-eu... 

— Está decidido! Deixaremos que cuide do monstro, professor. Afinal suas habilidades e aventuras são uma lenda, não é mesmo? — A Professora McGonagall disse convencida, afinal, os livros de Lockhart não se vendiam do nada.  

— Pois bem... — O homem forçou um sorriso. —  Eu vou até minha sala... me preparar. — Ele disse num tom incerto e desconfiado antes de se retirar. Emma e August aproveitaram para espiar pela quina da parede e sentiram falta de alguns professores.  

— E quem foi a aluna que o monstro levou, Minerva? — Sra. Pomfrey perguntou. 

— Ruby Wayne. — Ela respondeu após respirar fundo e Emma observou o horror tomar conta da expressão de August.  

— O monstro.... levou minha irmã?? — Ele perguntou temeroso quando todos os professores se retiraram. Emma tentou pensar em algo para acalmar o amigo, mas não conseguiu. 

— O Professor Lockhart! — Ela disse de súbito. — Ele pode ser inútil para dar aula, mas ao menos vai tentar entrar na Câmara! Podemos dizer a ele o que sabemos e ajudá-lo a chegar em Ruby a tempo. — Ela completou. August se tranquilizou um pouco e assentiu. 

Os dois amigos dispararam pelo corredor tomando cuidando o bastante para não serem vistos por outros professores ou monitores, eles só diminuíram o passo ao chegarem do outro lado do castelo, próximo a sala de Lockhart. Porém, Emma ouviu algo que lhe chamou a atenção, principalmente por ser a voz de Cora e ela não ter a visto na breve reunião do segundo andar minutos atrás. 

— É claro que eu procurei ela por todo lugar, Henry! — Emma, agora já com o ouvido colado a porta fechada ouvia Cora dizer num misto de preocupação e irritação.  — Ela não está no castelo, ela não está em lugar nenhum! — Ela acrescentou cansada.  

Emma se afastou da porta e encarou August enquanto pensava, o amigo certamente não prestava atenção em nada e parecia longe do planeta terra, mas a mente de Emma funcionava a mil.  

— É ela, August! Ela é a Herdeira e ela levou a Ruby. 

— O quê? — Ele perguntou confuso quando voltou a si. 

— Regina é a Herdeira de Sonserina!  


Notas Finais


Quanto a palavra "Henry" citada por Cora aí em cima, consultem o capítulo 5. (Sim, leiam novamente e pensem um pouco na série, é importante). Provavelmente, tentarei conectar vocês assim, se não vocês vão ficar muito perdidos mesmo porque isso vai ser uma das partes originais da história.

O grupo da fanfic é este: https://chat.whatsapp.com/KqJmhyvb67Q4GDFEQF3100


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