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História Emma Swan e os segredos da Rainha - Capítulo 31


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Notas do Autor


Cap pequenininho só pra explicarmos as Maldições Imperdoáveis. Mas isso não quer dizer que não seja importante. Prestem atenção viu?!!

Capítulo 31 - Maldições Imperdoáveis.


Na manhã seguinte Emma acordou animada para olhar os horários, mas se desanimou um pouco ao saber que alguns não seriam com a Sonserina. Ela gostava de estudar com Regina e observar ela compartilhar de seu conhecimento respondendo às perguntas difíceis que só ela e Zelena sabiam responder. 

A aula com Hagrid não havia sido nada animadora nem para os três amigos que gostavam tanto dele. Havia sido chata, e cuidar dos explozivins, animais que Hagrid pediu que alimentassem, não foi nada agradável. Espremer um tipo de “lesmas” para tirar seu pus que pudesse ter algum efeito curativo na aula de Herbologia tinha sido muito mais interessante que aquilo. 

A aula de Adivinhação foi sem comentários, a Grifinória a fazia com a Sonserina, mas para Emma não adiantou de nada já que, juntamente de Zelena, Regina havia tirado essa matéria de sua grade. Emma e August desejaram ter feito o mesmo quando a Prof. Sibila começou a falar que Emma morreria em breve. Aquele papo já estava ficando chato.  

Na aula de poções Emma matou a saudade que estava do conhecimento de Regina, mas de Cora como professora ela não sentia muita falta. A mulher colocou Belle French em uma detenção de arrepiar os cabelos quando a garota explodiu o caldeirão quanto tentavam preparar a poção que a professora ensinava. Como sempre, Cora era um doce com Regina, educada com os alunos da Sonserina, mas se tratando da Grifinória... Ela não era nada empática, mesmo sendo sua madrinha.  

No mesmo momento em que Cora foi grossa com ela pela milésima vez, Emma se perguntou porque seus pais não haviam escolhido uma madrinha melhor. A essa altura ela já sabia que eles conheciam milhares de pessoas, haviam diversos amigos... Por que logo Cora Mills? A pessoa que mais lhe maltratava naquele castelo? Mesmo que lhe mandasse presentes no fim do ano letivo, como o álbum de memórias que Hagrid havia lhe entrego. Por que ela? 

E por que Regina estava tão estranha? Emma realmente gostaria de saber. 

— Finalmente teremos aula com o Alastor! — August exclamou animado enquanto caminhavam para a sala. Seus irmãos mais velhos haviam lhe dito como gostaram da primeira aula do ex-Auror biruta. Disseram que ele realmente entendia das coisas. Talvez fosse até por isso que Cora estava tão brava ultimamente. Não era segredo para ninguém que ela queria o cargo de Professora de Defesa contra as Artes das Trevas, e pelo quarto ano seguido não o conseguia. E talvez sua infelicidade estivesse se transferindo para Regina. 

Emma não respondeu August, deixou o amigo falar e falar, só acenava em concordância e como sinal de que estava ouvindo. Quando se sentaram nos seus lugares o silêncio na sala era absoluto. Emma queria se sentar longe de Elsa e perto de Regina, e felizmente a parceira da morena não era sua prima. 

Já inquieta sentada na fileira ao lado porem duas carteiras a frente da de Regina, Emma percebeu todos ansiosos. Talvez August não fosse o único a saber das qualidades do Professor Moody, todos pareciam sedentos para que a aula começasse. 

O som metálico do professor pisando firme no chão não demorou a ecoar pelo local. Todos o olharam e observaram ele, de cara fechada, pedir que fechassem e guardassem todos os livros pois não precisariam deles. O contraste nas expressões de August e Zelena fez Emma sorrir, um estava feliz e o outro completamente contrariado. 

— Sou Alastor Moody. Ex Auror e novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas. Estou aqui porque Dumbledore me pediu e ponto final. — Disse de forma firme não deixando espaço algum para perguntas a respeito de seu passado. — Lupin me contou que vocês têm um bom embasamento para enfrentar criatura das trevas, mas percebi que estão muito, muito atrasados em maldições. Segundo o Ministério vocês são jovens demais para aprender sobre elas, mas eu e Dumbledore discordamos. Vocês têm sim idade o suficiente e o quanto antes aprenderem sobre, melhor... Dito isto, quem sabe me dizer quantas Maldições Imperdoáveis existem?? 

— Três, senhor. — Zelena respondeu antes que Regina pudesse. 

— E por que se chamam assim? 

— Por que são imperdoáveis! — Zelena continuou e parecia com dor, ou receio, ao dizer. 

— O que acontece se usar qualquer uma delas? — Perguntou. 

— Você ganha uma passagem direto para Azkaban. — Regina respondeu quando Zelena se manteve calada. 

— Correto! Isso mesmo! — Disse enchendo Regina de orgulho. — E você precisa encontrar outro lugar se não em baixo da carteira para colar o chiclete Sr. Finnigan! — Gritou fazendo todos os alunos olharem para Finnigan. 

— Ah, não acredito que ele pode ver por trás da cabeça. — Reclamou. De repente um giz passou voando entre a cabeça de Emma e August, indo na direção do menino. 

— E POSSO OUVIR O QUE DIZ AÍ ATRÁS TAMBÉM! — Berrou. Embora muitos quisessem rir, maior parte dos alunos ficaram tensos. — Então... — Recomeçou calmo. — Algum de vocês sabem quais as maldições mais severamente punidas pelas leis da magia? 

Vários braços se ergueram inclusive o de Belle e August, o que deixou Emma surpresa. Eles quase nunca se atreviam a responder algo. 

— Você... Deve ser o Sr. Wayne. Pois bem, diga qual você sabe! — Alastor pediu e gaguejando August se pôs a falar. 

— Hum... Meu pai um dia me falou sobre uma, a Maldição Imperius. — Disse. 

— Ah... O seu pai sabe tudo sobre essa! Ela deu muito trabalho ao Ministério algum tempo atrás, vou lhes mostrar porquê!  

Alastor caminhou até sua mesa onde dispunha de alguns animais presos em jarros de vidro. Ele abriu a que continha aranhas e enfiou as mãos lá dentro, fazendo tanto Emma quanto August tremerem até a unha do dedinho do pé. Eles não gostavam de aranha, e desde o “pequeno incidente” quando quase foi devorada por uma aranha gigante com Regina, Emma as evitava bastante também. 

— Engorgio. — O professor disse e todos os alunos viram a aranhar tomar medidas muito maiores, assim ficava visível para todos os de trás. — Imperio! — Sussurrou com a varinha direcionada para a aranha e começou a movimentá-la no ar. Jogou para cima, para baixo, a fez dançar, e amedrontou alguns alunos chegando-a extremamente perto de seus rostos enquanto alguns outros riam. — Engraçado, não é? — Perguntou sério. — CONTROLE TOTAL. — Gritou e as risadas pararam instantaneamente. — Se eu quiser posso... Joga-la pela janela. — Disse sugestivamente jogando a aranha diretamente o vidro. — Ou fazê-la se afogar. — Acrescentou pairando o animal sobre um balde cheio d’água. Os alunos observaram sem fôlego. 

— Caracas. — Emma ouviu alguém sussurrar.  

— Muitos bruxos e bruxas alegaram que só obedeceram às ordens de Você-Sabe-Quem por estarem sob efeito da maldição Imperius. Mas tem um problema... Como descobrimos os mentirosos? Vamos, digam outra maldição! — Pediu e novamente muitos braços se levantaram. Ele escolheu Belle French. 

— Você deve ser a French... A Professora Sprout me disse que você tem talento para Herbologia. 

— Anh... Obrigada. — Disse tremendo pela proximidade do professor e por estar falando em público. — Eu ouvi falar da Maldição Cruciatus. — Disse num fio de voz, mas todos conseguiram ouvir e entender devido ao silêncio mortal que se fazia. 

— Correto, correto! Vou colocar a aranha em minha mesa para que todos possam ver, sim?! — Perguntou como se pedisse licença a Belle e a garota apenas assentiu. — Crucio! — Disse. No mesmo instante a aranha passou a se contorcer, encolhendo as pernas e balançando de um lado para outro, soltando pequenos esguichos aterrorizantes. 

— PARE! POR FAVOR, PARE! — Zelena gritou e Emma olhou para a amiga. Seguindo seu olhar, Emma viu Belle, quase se contorcendo de dor junto da aranha. — VOCÊ ESTÁ FAZENDO MAL A ELA. POR FAVOR PARE! — Gritou outra vez e, como se voltasse a si, Alastor olhou para Zelena, para Belle e depois para a aranha, colocando fim ao feitiço.  

— Dor. É a maldição da tortura. — Explicou. — Muito bem, senhorita Greenger. Talvez possa nos dizer a última? — Pediu, levando a aranha em sua mão. Zelena negou com a cabeça e fechou os olhos, virando seu rosto para o outro lado. Não queria ver. — Muito bem, alguém sabe? — Perguntou. — Senhorita Mills... — Falou ao passar os olhos pela sala e ver a única mão levantada. Emma olhou para a colega de classe e a pegou abaixando o braço. Moody levou a aranha até Regina e a colocou sobre sua mesa. 

— Avada Kedrava. — Disse firme com os olhos fixos na aranha. Ela brevemente subiu o olhar para o rosto do professor quando não ouviu nenhuma resposta e ele a observava curioso. Talvez pela coragem que ninguém mais teve.  

— Avada Kedrava. — Repetiu as palavras de Regina e uma espécie de raio verde saiu da ponta de sua varinha ao encontro do inseto. No mesmo segundo ela estava morta, estirada sobre a mesa da morena. Emma sentiu uma sensação estranha naquele momento. Na verdade, todos sentiram, inclusive Regina, mas o coração da loira acelerou mais que os outros. — A Maldição da Morte. — Explicou. Todos engoliram em seco. — Só existe uma pessoa, de conhecimento público, que sobreviveu a ela. — Acrescentou caminhando até Emma. — E está aqui na sala. — Finalizou, focalizando os seus dois olhos na loira. Emma sentia todo o seu corpo quente com os olhares de todos alunos da Grifinória e da Sonserina sobre ela. Mas um a incomodava mais.  

Regina a olhava como olhou nos primeiros dias de aula no primeiro ano e como vinha olhando há algum tempo desde o início do quarto também. Não era um olhar simples, um olhar qualquer. Emma não sentia energias e vibrações boas ou positivas vindo dali. Regina a olhava num misto raiva, desgosto e desconfiança. Não era a mesma menina que havia lhe comprado tortinhas no trem. 


Notas Finais


Vejo vocês aqui nos comentários e em breve no próximo capítulo chamado "A escolha dos campões". <33


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