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História (Emo)tional-Jookyun. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Alô alô, finalmente eu decidi tirar essa fanfic do bloco de notas e postar. Espero que vocês gostem ♡

Capítulo 1 - Red light.


Observava o clima pela janela da lanchonete, estava úmido, e a noite já tomava conta. As árvores estavam secas, e eu agradecia mentalmente por ter aquecedor dentro do estabelecimento, devido ao frio.

— Ei, Changkyun. Ouviu o que eu disse? — Shownu ditou rindo parecendo se divertir com a situação. Estávamos sentados em uma mesa ao lado da janela, Minhyuk estava ao meu lado e Kihyun ao lado de Hyunwoo. O local era iluminado por uma luz vermelha e estaria vazio se não fosse por uma pessoa sentada na cadeira que dava pra bancada.

— Eu não prestei atenção. — Me ajeitei no estofado vermelho, apoiando o meu pé no mesmo e encostando meu braço em meu joelho.

— Tinha perguntado se você vai querer mais cerveja. — Falou já se preparando para levantar, com Kihyun se encolhendo pela falta de espaço para Shownu passar.

— Não, obrigado. — Son assentiu e foi em direção ao balcão pegar cerveja para ele e os meninos. E voltou com as cervejas em mão e Kihyun levantou para o ajudar a colocar as cervejas na mesa e enfim se sentaram.

— Changkyun, adiciona o contato de um amigo meu aqui no meu celular, eu tava tentando mas não consegui. — Shownu pediu me estendendo seu celular.

— Você ainda não aprendeu a adicionar contato no celular? — Kihyun perguntou indignado para seu namorado.

— Eu já tentei ensinar, mas ele não aprende nunca. — Respondi para Yoo, e em seguida peguei o celular da mão de Hyunwoo. Adicionei o número do amigo dele em seu celular, mas antes de clicar em salvar Minhyuk pegou o telefone da minha mão e tacou na mesa, ouvindo o mais velho reclamar em resposta.

— Garoto? — Repreendi Lee que estava ao meu lado.

— Não é possível que vocês não repararam o que está acontecendo — Respondeu e ao ver que não estávamos entendendo nada, continuou. — Aquele homem não para de olhar pra cá. — Apontou. — Provavelmente pro Changkyun.

— O do cabelo loiro?

— Ele é o único que está sentado na bancada, não entendi a pergunta. — Respondeu arqueando as sobrancelhas e rindo em completo deboche.

— Tá, e o que eu tenho haver com isso? — Disse indiferente.

— Vai lá, eboy. — Minhyuk tentou me fazer levantar mas foi uma tentativa falha, pois eu me mantive firme no estofado.

— Dúvido que eu vou.

Havia cedido ao Lee, e lá estava eu, indo em direção ao completo estranho que eu nunca havia visto na minha vida. Sentei na banqueta ao lado do mesmo, e vi ele dirigir seu olhar para mim. Fiquei em silêncio por um tempo, me perguntando se eu deveria dizer alguma coisa, mas para a minha surpresa, ele se pronunciou antes.

— Trás uma cerveja para ele, por favor. — Falou com o barman.

— Eu não estou bebendo hoje. — Me pronunciei rápido. — Uma água está bom.

— Entendi — riu.

A luz vermelha refletia levemente em seu rosto, e ele não era feio como eu imaginava. Na verdade, era bem bonito, quando ele sorriu eu vi covinhas se formarem em suas bochechas e tive que tomar cuidado para não ficar admirando o mesmo por muito tempo.

— Então. — Pigarreou. — Qual o seu nome? — Ele me olhou novamente e de repente eu fiquei tímido com o seu olhar sobre mim.

— Im Changkyun. — Respondi já com o meu copo de água em mãos. — E o seu?

— Belo nome. — Elogiou. — O meu é Lee Jooheon.

E então ele bebericou um pouco de sua cerveja, e subiu as mangas do casaco preto que ele usava, deixando á mostra suas tatuagens que cobriam quase seu braço inteiro. Eu me sentia como uma criança perto dele, pois vestia uma blusa preta de manga, junto de uma calça jeans rasgada e um colar com cadeado.

— Gostei das suas tatuagens. — E quase involuntariamente eu toquei seu braço. — Ah, desculpa. — Falei após perceber o que eu havia feito.

— Tudo bem — riu e antes de pronunciar outra coisa, seu celular que eu nem tinha notado a presença até então, vibrou em cima do balcão, avisando a chegada de uma mensagem. Ele pegou o dispositivo e pareceu digitar algo rápido antes de guardar no bolso.

— Era o meu chefe. — Suspirou.— Eu odeio ter que me despedir assim, mas eu tenho que ir, já está tarde. Quer uma carona pra casa? — Me encarou e então apoiou sua mão na minha coxa, parecendo não perceber o que estava fazendo. Eu conseguia sentir seus dedos gelados mesmo estando sobre minha calça, o que me fez estremecer. E eu nunca quis tanto morar longe para pegar uma carona com ele, mas infelizmente eu morava em cima da lanchonete e inclusive havia conhecido meus amigos por eles serem meus vizinhos.

— Ah, não precisa, eu moro perto. — Tentei parecer casual tendo sua mão em minha coxa. — Mas posso te acompanhar até o carro se você quiser. — Jooheon assentiu e o vi tirar a mão da minha perna para procurar a carteira no bolso da sua calça preta jeans. Assim que achou, pagou o barman e levantou da banqueta e seguiu até a porta comigo em seu encalço.

Assim que chegamos ao lado de fora, eu senti um vento frio me atingir em cheio e me amaldiçoei mentalmente por não ter pego meu casaco, e involuntariamente me encolhi como uma tentativa falha de me aquecer. Jooheon andava na frente indo em direção ao seu carro que estava estacionado em frente á lanchonete, e eu me sentia como um cachorrinho abandonado que estava o seguindo.

— Você está com frio? — Comentou meio arrastado parecendo ter bebido mais do que o indicado. Ele havia encostado no carro e estava me olhando indo até ele.

— Um pouco. — ri sem graça — O meu casaco ficou lá dentro. — Fiquei de frente pra ele e vi o mesmo dar um sorriso de canto.

Eu te esquento então. — E então senti Jooheon colocar suas mãos em minha cintura e me puxar até ele, estávamos tão próximos que eu podia sentir a respiração dele. Ele tinha um cheiro amadeirado que estava me causando reações estranhas.

Seu olhar era tão intenso que fez meu corpo arrepiar e sem pensar duas vezes, coloquei a mão em sua nuca e encostei nossos lábios. Jooheon pareceu surpreso mas logo pediu passagem, que eu cedi rapidamente, o beijo era calmo e era um tanto viciante, senti Lee apertar minha cintura durante o beijo o que causou uma descarga elétrica no meu corpo. Ele finalizou o beijo com um selinho e quando achei que eu finalmente teria um momento para respirar, ele foi trilhando os selinhos até o meu pescoço e senti que isso estava tomando um rumo um tanto perigoso. Ele cessou os beijos e voltou a me encarar.

— Eu realmente preciso ir.

— Tudo bem. — Assenti meio decepcionado por ele ter cortado o clima desse jeito. Ele desvencilhou a mão da minha cintura e me afastei dando espaço para ele passar.

Observei seu carro sair e entrei na lanchonete, indo em direção á mesa que estavam meus amigos. Eles estavam me encarando curiosamente, e eu estava tentando ignorar todos eles.

— Eai? — Perguntou Minhyuk enquanto recolhia suas pernas para eu conseguir passar e sentar no canto do estofado.

— Eai o quê?

— Pegou o número dele pelo menos? — Kihyun se pronunciou enquanto enchia a mão de batata e comia, essa que tinha uma porção no meio da mesa, mas só fui notar quando ele pegou.

— Foi só uma ficada, não teve nada demais. — Tentei ser simplista.

— Você não me engana, Changkyun. — Lee alfinetou.

— Cala a boca. — ri e peguei uma batata para tacar no mesmo.

— Ei, não desperdiça comida assim. — Minhyuk comentou manhoso.

A nossa amizade era estranha, mas de alguma forma dava certo.

                      ♡

E lá estava eu, acordado cedo porque tinha horário marcado no dentista. Havia pensado em desmarcar, mas já seria a segunda vez, então só desisti dessa ideia e resolvi começar a me arrumar. Meu celular tinha tocado várias vezes avisando que uma nova notificação havia chego, e eu peguei o mesmo correndo achando que eu finalmente tinha ficado famoso no Tiktok, mas era só o grupo dos meninos. Não entendia como eles conseguiam ter tanto assunto assim logo cedo.

A luz led azul se refletia em torno do meu quarto, enquanto eu me olhava no espelho que ficava em frente á minha cama, tentando analisar minha roupa. Eu tinha colocado uma blusa branca de manga, um short preto solto, um tênis branco e um colar aleatório.

Suspirei irritado, já estava na sala de espera do dentista há um bom tempo, e nada de ser chamado. Não passava de um check-up, então não tinha porque demorar tanto. E enquanto isso, eu estava perdendo o meu tempo no twitter.

           @Changkyunn

"Sou muito legal, engraçado, inteligente, eboy. Mas seria facilmente trocado por um loiro de odonto."

— Im Changkyun? Pode vir. — Ouvi uma voz familiar me chamar, e quando olhei em direção a voz que me chamou, eu senti meu corpo estremecer e congelar.

Eu conheço esse loiro odonto, e conheço tão bem que até beijei ele.


Notas Finais




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