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História Emotions, Interativa - Capítulo 2


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Notas do Autor


Hey!

Então, isso aqui não é necessariamente um teaser. É a prévia de um dos teasers que eu irei postar ao longo desses meses, com o intuito de dizer que “estou viva”. Já se passaram 10 dias e eu não fiz nenhuma atualização desde que a interativa foi postada, logo, quis dar essa satisfação a vocês junto com a prévia.
Assim que eu postar o primeiro teaser ‘verdadeiro’, essa prévia será devidamente apagada.
Peço que tenham paciência com eventuais demoras. Eu tenho 3 fichas urgentes para entregar; afinal, a autora também é gente. Quero finalizar elas logo, para finalmente ficar somente com as minhas estórias.

Agradeço a compreensão, e boa leitura.

Capítulo 2 - Níveo e Carmesim.


AJA COMO O FILHO DE UM REI,

E SE TORNARÁ UM REI. 

 

Um sofá de veludo carmesim prostrava-se ao centro daquele cômodo; uma sala, provavelmente. Uma sala revestida de ouro e belíssimas pinturas que retratavam os deuses; sendo, portanto, tudo do mais alto luxo. 

O sofá encontrava-se ocupado por uma figura descontraída e pouco formal, algo que não deveria estar a ocorrer, visto ser uma sala do palácio real. Estava estirado de qualquer forma, descansando tranquilamente. Uma taça de vinho encontrava-se majestosamente em sua mão, que estava apoiada em seu peito. Em sua outra mão, estava uma belíssima rosa de coloração branca. 

Os cabelos loiros brilhavam à luz do Sol de fim de tarde, dando-lhe um aspecto parecido ao ouro — o que particularmente não desagradaria o homem —. Os olhos, escarlates como o próprio sangue, fitavam com ironia as figuras de Deuses presentes no teto. Os lábios, curvados num sorrisinho que acompanhava seu olhar. Trajava uma simples camisa branca; no entanto, não era tão simples assim. Fora tecida com os fios mais caros que existiam no reino de Lyuben, atribuindo-lhe grande qualidade e valor. 

As grandes e pesadas portas do cômodo abriram-se com um ruído de reclamação, logo revelando que uma mulher adentrava a sala em passos rápidos. Seus cabelos loiros estavam presos num coque, deixando somente a sua franja de fora. Dera somente três passos, antes de curvar-se numa reverência enquanto as portas fechavam-se atrás de si. 

— Vossa Majestade... — Cumprimentou, a cabeça ainda baixa e os joelhos no chão. 

— Vir até o seu rei, incomodá-lo numa hora já quase tardia, enquanto ele desfruta de um magnífico e caríssimo vinho totalmente desprovido de preocupações... É de minha espera que haja um ótimo motivo para tal insolência, Inquisidora. 

As palavras de Guinevere, mesmo que aparentassem irritadas, não faziam jus ao seu tom de voz. Cada palavra proferida possuía um tom calmo, talvez até mesmo descontraído. Ele não desviou o olhar das gravuras acima de si, como se estivesse a ignorar a Inquisidora ali. Tal característica particularmente incomodava a mulher profundamente. Ela suspirou, contendo esta pequena raiva. Não era comum que sentisse algo ruim com relação a Vossa Majestade, mas não é sempre que todos possuem paciência para o temperamento difícil dele. 

— Sim, Majestade. Imagino que soubeste a novidade? A respeito de Boudica e Wynafryd? — Indagou com um tom cauteloso, as mãos suando. Nunca se sabe o que o rei fará: a matará, rirá ou qualquer outra coisa. Mesmo aquela mulher temível possuía medo do rei. 

O sorriso zombeteiro somente alargou-se, emoldurando o seu belo e maldoso rosto. Girou a rosa entre seus dedos por alguns segundos, aparentando grande entretenimento com aquela ação. A Inquisidora ergueu uma das sobrancelhas, ainda aguardando a sua resposta. Os olhos vermelhos viraram para si lentamente, como uma cobra rastejando. 

— O que vistes de fato fazer aqui, Inquisidora? — Perguntou calmo. 

— Como?

— Não finja-se de idiota. — Seu tom de voz tornou-se uma nota mais frio. — Nunca que irias vir aqui somente para perguntar-me tal besteira. É mais do que óbvio que eu saberia. Portanto, termine este suspense e diga-me logo o que desejas. Não percebes que está incomodando-me?

A Inquisidora sentiu-se confusa. O coração acelerou-se subitamente, o medo de que Guinevere fizesse alguma coisa preenchendo-lhe com angústia descomunal. Ela abaixou a cabeça, sentindo seus dedos gelados começarem a tremer. 

— Peço-lhe meus mais encandecidos perdões, Majestade. Não fora de minha intenção incomodar-lhe. Somente quis informá-lo, no caso de que não soubesse. No entanto, os soldados almejam respostas. Soube hoje mesmo que alguns estavam destruindo pequeninas vilas e casas ao longo da fronteira com Estienne. 

Um barulho agudo preencheu a sala. Os cacos de vidro caíram no chão com estrépito, e o vinho manchou sem cerimônias o tapete. A Inquisidora assustou-se, dando um passo involuntário para trás. Guinevere sentiu uma imensa raiva surgir dentro de si, ao ponto em que acidentalmente acabou por quebrar a taça em sua mão. Respirou fundo e lentamente, tentando recuperar a compostura. 

— Não deverás se preocupar, Inquisidora. Estes homens já foram devidamente punidos por mim mesmo pessoalmente, e as vítimas do ataque, ressarcidas. — Disse com a voz um tanto abalada, mas já mais calmo. 

— Senhor... Algumas vítimas eram do reino de Estienne...

— Achas que não sei? Essas pessoas em nada tem a ver com o fato de que alguns idiotas que possuo o grande desprazer de governar, resolveram sair para brincar de destruir famílias. Ainda não estamos em guerra declarada, Inquisidora. Aqueles animais selvagens estavam sob minha responsabilidade; logo, fez-se necessária uma medida como tal. 

— ...

A Inquisidora permanecia sem palavras. Esperava que os soldados houvessem sido enviados por Guinevere; todavia, parece que ele não era esse tirano por inteiro. 

— E que fizestes com os vinte soldados?

Nenhuma resposta. 

O rei encarou novamente a rosa em sua mão com grande interesse. Passou a ponta de seu dedo indicador direito sobre um espinho generoso, e logo uma gota de sangue escorreu solitária pela extensão de pele. 

— Conheces as rosas ‘albinas’ de Estienne, Inquisidora? — Indagou com divertimento, novamente um sorriso perpassando pelos seus lábios. 

— Conheço. Ao possuir as pétalas tocadas com sangue, toda a sua extensão tornará-se igualmente vermelha. — Respondeu com certa curiosidade. — Por que fazes esta pergunta?

Guinevere encostou o próprio sangue numa das pétalas da rosa. Imediatamente a mancha escarlate começou a aumentar e espalhar-se pela flor, tornando-a inteiramente da mesma coloração do líquido que tocou-a. 

— Aproxima-se. Observe por detrás do sofá, Inquisidora. 

Com relutância, assim ela o fez. Espiou atrás do sofá onde o rei estava. Várias rosas encontravam-se coloridas de vermelho, jogadas de qualquer forma, espalhadas pelo belo piso. 

— São vinte rosas albinas a que tu enxergas. Cada qual, pintada com sangue de diferentes pessoas. 

— Matou-os. — Concluiu. 

— E eu espero que isto sirva de lição a todos os outros que ousarem sequer pensar na ideia de desobedecer-me. 

Na arena de treinamentos dos soldados da Guarda Real, vinte homens encontravam-se empalados ao centro.


Notas Finais


Percebi que tem muita gente reservando magia de Encarnação, a qual foi dita ser um tanto rara. Eu gostaria que maneirassem um pouco com relação a isso, reservando somente caso seja necessário ao plot em si.


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