História Emperor - Capítulo 1


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Murasakibara Atsushi
Tags Akakuro, Akashi, Imperador, Kuroko, Kuroko No Basket
Visualizações 317
Palavras 2.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Esporte, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie <3
Primeiramente, apresento a você minha nova fic: Emperor
Eu fiquei muito ansiosa pra escrever ela, por isso acabei postando logo, mas essa fic só era pra ser postada em dezembro. Então, provavelmente, o próximo capítulo só saia daqui a um mês.
Segundo, não abandonei Desired Death. Vou ficar postando as duas <3
E é isso aí! Boa leitura, espero que gostem, pois eu tô amando essa fic que comecei <3

EDIT: Um comentário mencionou, então achei importante citar.
Kakegurui e Castle Heaven me deram inspiração para essa fic, mas já ressalto que NÃO PLAGIEI. Inspirar-se é diferente de plagiar, logo, a fic não seguirá a história desses anime/mangá. Obrigada.

Capítulo 1 - Seja bem-vindo, novato.


Fanfic / Fanfiction Emperor - Capítulo 1 - Seja bem-vindo, novato.

As gotas de chuva que caíam no vidro da janela do trem, de certa forma, relaxavam Kuroko. Era inegável que sua parte favorita era observá-las deslizar pela superfície transparente, ouvindo alguma música clássica de piano com seu headphone azul.

Os arrepios que passavam pelo seu corpo eram relaxantes e o deixavam menos nervoso, enquanto via a paisagem da cidade que morou por quatorze anos da sua vida sendo substituída por espaços desconhecidos naquela segunda-feira.

Naquele momento, uma nova fase da sua vida estava começando. Havia conseguido passar na tão almejada Escola Teiko, internato masculino que oferecia um dos maiores sistemas de ensino médio do Japão. Desde pequeno, sonhou em passar em seus exames conhecidos por serem impossíveis entre os estudantes normais, e para isso havia estudado e se esforçado a níveis absurdos. Agora, ficava ansioso só de se imaginar na escola de tamanho prestígio social.

Por outro lado, sentia-se triste em deixar sua família para trás. Os pais de Kuroko haviam ficado muito felizes com a conquista do filho, tanto que o incentivaram a seguir em frente, mesmo morando praticamente no outro lado do país.

“Já sinto falta deles…” pensou, dando um pequeno sorriso de lado. Realmente, amava muito seus pais.

Não demorou muito para que chegasse ao seu destino final, ou pelo menos foi o que pareceu, visto que dormiu a viagem toda, que durou cerca de doze horas de trem. Quando as portas do veículo abriram, ele pegou sua mala e se levantou, andando para fora e olhando ao redor da estação, que estava praticamente vazia para uma manhã de segunda-feira.

Estranhando o local, Kuroko confirmou se era ali mesmo o destino desejado com um guarda, recebendo uma resposta positiva. Sendo assim, seguiu andando, enquanto arrastava a mala de rodinha e ajeitava o casaco preto, que o deixava muito atraente, por sinal. Só percebeu a fome quando sentiu o estômago roncar e pedir pelo café da manhã, resolvendo parar em uma lanchonete próxima e pagar por alguma refeição.

[...]

Alguns minutos de caminhada após pegar um táxi e descer no final de uma rua foram o suficiente para que Kuroko se encontrasse em frente ao enorme portão da Teiko. Era uma entrada cheia de árvores poldadas e um gramado incrivelmente bem cuidado, com um chafariz e bancos de madeira.

Mais ao longe, avistou alguns prédios alinhados e estudantes andando com seus uniformes escolares, constituídos de blusa azul clara, calça preta e sapatos sociais, além da gravata vermelha e o casaco branco que os deixavam elegantes. O céu, que antes estava fechado, iluminava o cenário de modo a deixá-lo ainda mais fantástico.

— Parece uma cidade… — sussurrou, maravilhado pela beleza do lugar.

Certamente, aquela escola era um lugar para estudantes ricos. Não que Kuroko fosse pobre, pois a condição financeira de seus pais era altíssima, mas não o suficiente para pagar a mensalidade de uma escola como aquela. Graças à sua inteligência, havia conseguido a bolsa para estudar ali, sonho que tinha desde pequeno.

— Ei, garoto — um homem o chamou, atrás do portão. Provavelmente, era o porteiro do lugar. — Você é transferido? — perguntou.

— Ah… Sim! — Kuroko respondeu, assustando-se pela aparição repentina dele. Normalmente, quem assustava as pessoas era ele.

— Mostre-me sua identidade.

— Sim, aqui… — ele pegou o objeto no seu bolso, mostrando ao homem, que em seguida confirmou seu nome em uma prancheta e abriu o portão para que passasse.

— Pode entrar, seja bem-vindo — disse o homem, apontando para uma estrada de terra que levava para os prédios. — Seguindo esse caminho, entre no primeiro prédio à sua esquerda, lá será a diretoria. Boa sorte.

— Obrigado… — agradeceu com uma pequena reverência, seguindo pelo caminho indicado. Realmente, ali era outra realidade da que tinha vivido por tanto tempo.

Enquanto caminhava, começou a apreciar a paisagem ao seu redor. Alguns alunos começaram a notar sua presença, olhando-o de cima a baixo. Outros apenas o ignoravam, achando ser um visitante ou algo do tipo. Raramente havia estudantes transferidos, e isso chamava a atenção de alguns.

“Sinto que estou sendo observado…” pensou.

Quando chegou ao prédio indicado pelo porteiro, adentrou. O lugar era bem formal, com uma recepção. Ele foi caminhando até uma moça sentada em um balcão, que parecia digitar alguma coisa em seu computador. No momento em que percebeu a presença dele, parou o que fazia e direcionou-lhe sua atenção.

— Bom dia — disse, exibindo um sorriso.

— Bom dia — respondeu. — Sou o estudante transferido, Kuroko Tetsuya…

— Ah! Kuroko-san, estávamos o esperando! — exclamou, aliviada. — Você deveria ter chegado há quatro horas! Achei que tivesse acontecido algo! — ela estava preocupada. Aquela recepcionista era bem animada, pensou Kuroko.

— Sinto muito, peguei o trem atrasado…

— Tudo bem, tudo bem. Aqui está seus horários e o quarto que ficará — ela entregou um papel com algumas informações. — E também seu uniforme — entregou a roupa em uma caixa quadrada e fechada. — Seja bem-vindo à Teiko! — abriu um sorriso simpático.

— Obrigado — respondeu, devolvendo um meio sorriso inexpressivo.

Saindo do prédio, ele suspirou, aliviado. Seu atraso foi causado pela mãe, que o abraçou durante meia hora na estação.

Enquanto caminhava pelo campus da escola, com a caixa embaixo do braço, o papel em uma mão e a mala na outra, ele foi procurando o dormitório que ficaria. Entretanto, caminhou durante muito tempo e não o achou, parando em frente a uma árvore, confuso.

— Eu jurava que era aqui… — disse sozinho — Prédio 2, dormitório D…

Kuroko já estava desistindo, enquanto olhava a seu redor, quando sentiu uma mão tocar seu ombro de forma bruta.

— Você tá perdido? — o garoto perguntou, encarando-o.

— A-Ah… s-sim… — gaguejou, sentindo a aura ameaçadora que o outro passava.

— Eu te mostro onde é — ele abriu um sorriso meio forçado, desconfiando ainda mais Tetsuya. Na verdade, o pobre garoto estava apenas tentando ser amigável.

— Por favor…

O garoto o soltou e caminhou à sua frente, fazendo a menção de que o menor o seguisse. Kuroko correu para ficar ao seu lado e entregou o papel a ele, que leu e abriu um outro sorriso.

— Então você ficou no território D? Que azar… — comentou.

— Azar…? — indagou.

— Aham… Você vai descobrir sozinho, é… — ele deu uma pausa, olhando pelo papel. — Kuroko Tetsuya, né? Eu sou Kagami Taiga, prazer em te conhecer! — o ruivo estendeu a mão e Kuroko a apertou, cumprimentando-o.

— E você é de qual “território”, Kagami-san? — perguntou, curioso pelo termo que o outro usou antes.

— Não precisa ser tão formal, cara. E eu sou do B, o segundo território dominante atual. — falou, orgulhoso com o que dizia, porém ao mesmo tempo insatisfeito.

— Sinto muito, eu não entendi muito bem…

— Bora fazer assim, eu te explico tudo depois da aula. Vai já começar. — ele se apressou, parando em frente ao prédio com o número 2. — Quando as aulas terminarem, você me encontra na frente desse prédio aqui — apontou para a enorme construção em frente a que estavam, possuindo o número 1.

— Certo… — confirmou, meio confuso.

— Bem, já vou indo, falou — despediu-se e correu, sumindo da vista do menor.

Kuroko suspirou e entrou no prédio indicado por Kagami, vendo que mesmo menor que o 1, era incrivelmente enorme e espaçoso por dentro. Na entrada, havia uma sala com alguns sofás e mesas com vasos decorativos, além de uma escada que dava acesso a corredores com várias portas.

Depois de olhar o térreo, ele subiu à procura do quarto de número 201. Quando o encontrou depois de caminhar pelos corredores vazios, abriu com a chave dada pela recepcionista, entrando e fechando a porta novamente.

O quarto possuía duas camas em lados opostos. Era bem espaçoso e tinha uma janela entre elas duas, com uma grande cortina branca. Ao lado, outra porta dava acesso ao banheiro. Ainda, havia um guarda-roupa, que abriu e viu roupas variadas ocupando quase todo o espaço, além de relógios caros e sapatos de marca. Constatou que já possuía um companheiro de quarto, apesar do lugar estar bem arrumado.

Retirando suas coisas da mala, ele ocupou a cama que aparentava ser a sua, tirando algumas poucas roupas e guardando no lado direito do armário que estava vazio. Depois disso, suspirou, um pouco sonolento, sentando na cama e olhando para o teto. Viver uma vida repleta de experiências novas era algo excitante para ele.

— Me pergunto como será meu colega de quarto… — pensou, curioso.

A tarde foi tranquila para ele. Depois de tomar um banho, de vestir uma roupa limpa e de almoçar no refeitório da escola, onde aproveitou para comer antes que os alunos enchessem o local, ele passeou pelo campus para conhecer um pouco mais da Teiko. Visitou a grande piscina de água cristalina, o campo de futebol com um gramado impecável, as salas espaçosas e parecidas com as das grandes universidades de Tokyo, as salas de música com variedades de instrumentos… a cada lugar que visitava, mais Kuroko se impressionava.

Agora, encontrava-se na grande quadra de basquete da escola, cinco vezes maior que a da sua antiga escola. O chão brilhava tanto que ele conseguia ver o reflexo dele no chão. A arquibanda, certamente, poderia acomodar o colégio inteiro.

— Incrível… — falou sozinho.

— O que é incrível…? — uma voz rouca e sonolenta o assustou.

Ao olhar para o chão, o azulado se deparou com uma figura morena deitada no chão e com uma revista pornô.

— S-Sinto muito — desculpou-se ao ver que acordou o garoto que parecia estar bem mal-humorado.

— Hã…? — ele o encarou, levantando-se do chão para o olhar de cima e analisá-lo por completo. — Nunca te vi por aqui. Tu é novato?

— S-Sim, cheguei hoje… — Kuroko respondeu, meio incomodado pelo olhar avaliador.

— Entendi… “ele” vai ficar empolgado.

— Ele… ?

— E qual teu nome? — o moreno perguntou, ignorando a pergunta anterior.

— Kuroko Tetsuya…

— Muito grande teu nome, vou te chamar de Tetsu, beleza? — Kuroko confirmou, porém estava indignado com tamanha intimidade que o outro havia tomado com ele. — Mas e aí, tu sabe jogar basquete?

— Sim, eu jogava na minha antiga escola…

— Entendi, menos mal então. Tô indo, parece que hoje vai ter boas vindas. Falou, Tetsu. — o maior bagunçou seus cabelos, caminhando em direção à saída da quadra, quando foi interrompido por Kuroko.

— Espera, qual seu nome?

— Eh… Aomine Daiki. Fodão para os íntimos — falou, dando uma piscada, seguida de uma risada e saindo do lugar.

— Que cara estranho…

Depois da cena um tanto diferente para o azulado, ele resolveu sair da quadra e voltar para o dormitório, visto que já estava escurecendo. Diversas dúvidas ocupavam sua mente e ele queria saber mais sobre aquela escola, além de ter dúvidas sobre quem era o tal “ele” que Aomine mencionara. Talvez perguntasse para Kagami.

Chegando em frente ao dormitório 2, ele viu a figura de cabelos vermelhos conversando com Aomine, entre risadas e brigas. Eles perceberam sua presença e Aomine acenou, despendindo-se de Kagami e entrando no dormitório 1, enquanto o ruivo foi em direção ao menor.

— Aomine me disse que você joga basquete.

— Sim…

— Isso é bom, mas não acho que muda tua situação. Vem, vamos para a quadra — chamou, pedindo a Kuroko para segui-lo.

— Como assim? Eu acabei de voltar de lá…

— Não aquela, é outra. Só anda logo.

O menor estranhou as palavras do ruivo, mas decidiu segui-lo quando viu que ele não mudaria de ideia. Eles atravessaram algumas árvores atrás dos dormitórios, lugar onde Kuroko não havia visitado, encontrando uma quadra de basquete ao ar livre, cheia de alunos do primeiro ano reunidos. Os olhares de todos se direcionaram ao aluno novo, aumentando os sussurros, e Kuroko pôde jurar que ouviu frases como “ele não vai durar muito tempo” e “aposto que ele não sairá do zero”.

— Kagami-kun, o que está havendo? — perguntou, incomodado com a situação.

— Ah, esqueci de te explicar. — disse virando-se para ele. — Na Teiko, temos o primeiro, o segundo e o terceiro ano, como deve saber. Nesse campus, há apenas os alunos do primeiro ano, já que os outros anos ficam em prédios separados e mais longe daqui. Você viu que há dois dormitórios, o 1 e o 2, certo? — perguntou e Kuroko confirmou. — Pois bem, em cada um há três classes. No 1, ficam as classes A, B e C, e no 2 ficam a D, E e F. As classes são nomeadas como territórios, e cada uma tem seu candidato a Imperador. Atualmente, o território A é o dominante, enquanto o meu é o segundo.

— Espera, e o que isso de território e Imperador tem a ver? — ele interrompeu, não entendendo onde Kagami queria chegar.

— Certo, acho que você ainda não entendeu. Somos uma escola de jovens ricos, isso é fato… Mas aqui é um internato masculino onde podemos fazer o que quisermos, é um mundo sem lei. Portanto que não sejamos ruins nos estudos, tudo é liberado para fazermos. Por isso, tudo se torna uma hierarquia. Os mais fortes sobrevivem nessa escola. — ele fez uma expressão divertida. — O Imperador é a autoridade máxima entre os alunos, e o território dele é protegido por seu título. Depois do Imperador, fica o Conselheiro, o General, o Cavaleiro, o Camponês… E o Gado, nessa ordem. Eu sou um General.

— Gado…?

— Sim, são os que viram brinquedos dos demais. Olha só, somos todos garotos em plena puberdade, você já deve saber o que fazemos.

— E-Eu não sei o que você quer dizer… — disse, nervoso. — E os professores não falam nada?

— Eles não podem interferir. Essa é a lei da escola. Além disso, os alunos são obrigados a viver sob essas regras até se formarem, sair da Teiko significa sujar o nome de suas famílias. Ninguém quer se submeter a tamanha pressão.

Kuroko certamente não sabia nada daquilo antes de entrar na escola. Territórios, Imperador e Gado, tudo aquilo era muito confuso para entender, além de algo absurdo. Brinquedos? Kagami só podia estar brincando, não era possível que eles fizessem aquilo.

— K-Kagami-kun, e por que você me trouxe aqui? — indagou, ainda nervoso, vendo a impaciência dos alunos.

— Bem… Você é um aluno novo, e raramente aparecem transferidos assim, sem aviso. Consequentemente, você não tem uma posição na hierarquia, e isso será decidido agora.

— Como assim?

— Jogando basquete. Títulos são decididos por meio de partidas de basquete a cada três meses. Porém, você é a exceção hoje. Como pode ver, estão todos animados.

Ao olhar mais atentamente ao redor, Tetsuya percebeu que haviam alguns alunos com coleiras em seus pescoços, todos cabisbaixos e sob comando de alguém. Provavelmente eram os chamados gados. Aquilo era horrível, pensou. 

A atenção de todos foi direcionada a um trio que entrou na quadra, e um forte silêncio tomou conta do local todo. Na frente, uma figura ruiva e de olhos heterocromáticos era acompanhada de um garoto de óculos e um gigante de cabelos roxos. Atrás, o azulado pode ver que Aomine observava a tudo. Eles foram até Kuroko, parando em sua frente, enquanto Kagami estalou a língua com um olhar desafiador e um sorriso divertido.

— Então você é o aluno novo… — o garoto ruivo falou, o olhando de cima a baixo. — Parece que temos um ótimo brinquedo este ano — ele abriu os braços, levantando a cabeça para o olhar de cima com um sorriso malicioso nos lábios. — Eu sou Akashi Seijuro. Seja bem-vindo ao meu Império.

 



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