História Emperor of the Dragons - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Demonios, Épico, Fantasia, Romance
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Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Objetivo Definido



Não imaginava que terminaria assim.

Quando ele veio em minha direção empunhando aquela espada mágica, eu não estava conformada. Não pela morte em si, não me importaria se minha vida fosse tirada pelas mãos dele, mas, pela situação. Eu queria ajuda-lo mais, fosse quaisquer suas intenções, seus objetivos… Enfim, tínhamos um acordo e ele o estava cumprindo.

Achei que seria um fim rápido quando a espada transpassasse meu pescoço, provavelmente nem iria senti-la e estaria morta.

Eu estava preparada para o golpe, mas o que encostou em mim não me machucou. Uma mão quente e gentil afagou minha cabeça. Foi um misto de alegria e surpresa.

“A partir de agora você deve sua vida a mim. Certo?”

“C-certo.” Uma alegria imensa estava me preenchendo por dentro. Ergui a cabeça e o observei, ele estava sério e me olhava nos olhos.

“Aliás, acredito que não só você…”

Eu tinha poupado a vida dela, no último instante. Aquela coisa que me incomodava fez com que eu desse uma chance a ela.

E, agora, ainda tinha mais uma…

Saki não tinha percebido, mas, sua paciente já havia acordado e estava querendo sair de fininho.

“Garotinhas que acabam de se curar deveriam, ao menos, agradecer antes de ir embora.”

A garota olhou para mim assustada. Ela tinha cabelos ruivos, olhos da mesma cor, uma feição bondosa e… presas!

Ela tentou correr, por alguns metros obteve sucesso, mas por fim caiu. Ainda não estava totalmente recuperada.

Saki correu para ajudá-la.

“Ei! Você ainda não está em condições de correr por aí.’’ Me descuidei, ela ainda tinha alguns ferimentos leves, entretanto, a maioria dos machucados, e principalmente os mais graves já haviam se curado.

“Acho que a vampira aí não gostou de nós…”

“Vampira? Como assim?” Eu não tinha percebido antes e, reparando melhor agora, ela tinha pequenas presas se projetando de sua boca. “Ah…”

“Agora você viu?” Estava sentindo que tinha algo de errado no jeito que ela me olhava.

Enquanto Saki a examinava mais uma vez, a garota não parava de me olhar assustada. Até que por fim ela falou.

“V-você… É um deles!”

“Do que você está falando?”

“Eu ouvi uma parte da conversa. Você fazia parte de um clã das sombras!”

“Isso é passado garota. Agora não tenho nenhuma relação com isso.”

“Mesmo assim. Foi um clã das sombras que nos atacou e levou meu irmão!’’

“Como assim?”

Ela não respondeu.

“Se me contar o que aconteceu prometo que vamos ajudar.” Olhei para a Saki que concordou.

“Vamos fazer o possível para encontrar seu irmão.”

Ela ficou em silêncio por alguns instantes ponderando sobre o assunto, até que por fim falou.

“Eu estava fugindo com meu irmão, quando apareceram alguns soldados. Eles pareciam saber exatamente onde estávamos e conseguiram nos levar e prender no forte. Mas na noite do mesmo dia, um clã das sombras atacou a fortificação. Houve uma luta, mas os atacantes eram muitos e, seus poderes, muito maiores que o dos soldados do império. Terminada a batalha com a vitória do clã das sombras eles vieram até nós, meu irmão lutou contra eles, porém no fim, eles o levaram. Tentei impedi-los, mas um deles, que deveria ser algum comandante, tinha um poder maligno enorme, e eu não tive chance.”

“Hm… Pra começo de conversa, por que você e seu irmão estavam fugindo?”

“Desde que me lembro eu e meu irmão fugíamos. Ele nunca chegou a me dizer o porquê, mas sempre evitávamos outras pessoas… Sempre nos escondíamos.”

Saki resolveu perguntar também.

“Você saberia dizer quem atacou você e seu irmão no forte?”

A vampira parecia prestes a chorar, mas, respondeu.

“Não sei dizer… Só lembro que no brasão tinha uma coroa e um cavalo vermelho. E quando eu estava lutando contra aquele demônio comandante, escutei alguns outros o chamando de Olivier ou algo parecido.”

“Entendo…” Troquei olhares com a Saki. “Isso é uma boa informação, pra começarmos.” Sentei em um tronco caído e comecei a pensar nos fatos. Já poderia imaginar o porquê do Império estar atrás dela. Então revisei em minha mente todos os brasões que eu conhecia, tentando lembrar do qual a garota disse em especial.

“Vocês vão me ajudar a encontrar meu irmão?”

Ela estava olhando para a Saki.

“Se depender de mim sim. Mas, antes qual seu nome?”

“Akane.”

“Prazer em conhecê-la! Sou a Saki.”

Kaos resolveu acordar pra cumprimentar sua nova amiga.

“Que dragãozinho mais lindo!’’

“O nome dele é Kaos.” Saki disse.

O dragão parecia ter gostado da vampira.

Logo em seguida ambas ficaram em silêncio me encarando. Estava perdido em pensamentos e demorei alguns instantes para notar.

“Ahn… pode me chamar de Tatsuo…”

“Conto com vocês! Ah… e mais uma coisa. Eu tenho 20 anos, entendeu novato?

Não respondi. Saki caiu na gargalhada e Akane deu um sorriso. Ela parecia estar à vontade e, apesar de o recente ocorrido, feliz.



Ao cair da noite, encontramos uma clareira e fizemos uma pequena fogueira. Akane, já tinha encontrado um lugar confortável no meio das folhas e adormeceu, e como sempre, Kaos também estava adormecido ao seu lado.

Saki encontrou um lugar ao meu lado, ela parecia um pouco preocupada. Ficamos presos em nossos pensamentos por um longo tempo até que resolvi perguntar.

“Você sabe de quem é o brasão que a Akane falou?”

“Não tenho a mínima ideia.”

‘’Berith.” Só poderia ser dele. “Ele tem grande influência em vários clãs das sombras. Há relatos que ele possui um castelo nas Montanhas de Kelten.”

“Sempre ouvi que aquelas montanhas eram amaldiçoadas… Poucos tem coragem de ir lá.”

“Sim, pouquíssimos tentam ir, não lembro de ninguém que tenha retornado e isso me faz desconfiar ainda mais que essas histórias sejam verdade.”

“Pensando bem, faz sentido ele ter um castelo lá, já que nem pessoas comuns e nem o Império se arriscam de escalar aquelas montanhas.”

“Bom, acho que se quisermos encontrar o irmão da garota ali, vamos ter que verificar esse local.”

“Não podemos esquecer também que Olivier está com eles.”

“Ah. Pode ter certeza que isso eu não me esqueci, temos contas para acertar com ele.” Elas poderiam não saber, mas eu também tinha meus assuntos a tratar com Olivier.

“E então, qual seu plano?”

“Odeio fazer isso, mas, teremos que ir para a cidade de Aman. Preciso coletar mais informações sobre essa montanha.” Aman era talvez uma das maiores cidades do interior, ficava próxima da Cordilheira da Desarmonia que era a divisa do Império com os Reinos do Oriente.

“Seria bom se pudéssemos comprar algumas provisões.”

“Isso veremos quando chegarmos lá.”

“Sabe, mesmo você tentando parecer frio e com essa aparência, na verdade é uma pessoa muito gentil.”

“Isso era pra ser um elogio?”

Saki abriu aquele sorriso que me fazia sentir algo diferente, talvez fosse um sentimento que eu ainda não compreendia.

“Isso você decide.”

Soltei um suspiro de cansaço.

“O melhor a se fazer agora é dormir. Deixe que eu fico com esse turno.”

“Estou sendo dispensada, então?’’

“Pode-se dizer que sim, a não ser que você queira passar a noite em claro e viajar amanhã morta de cansaço.”

Saki fez uma careta.

“Está bem, boa noite, Tatsuo.”

“Boa noite, Saki.”

Ainda fiquei algum tempo tentando entender a relação entre Olivier e Berith, se por um acaso encontraria um velho conhecido entre eles. Esse pensamento me deixou ansioso ao mesmo tempo que com um certo receio.

Olhei para as duas novas companheiras de viagem que o destino me deu. Dormiam tranquilas. Olhei para o Kaos adormecido ao lado da vampira.

“Acho que as coisas irão ficar interessantes daqui pra frente.” Coloquei a mão no tapa olho. “Ah… com certeza irão…”



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