História Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker, Wade Willson (Deadpool)
Tags Heróis, Marvel, Spideypool
Visualizações 397
Palavras 2.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo light depois de tantas emoções.
Amo todos vocês, meus leitores!! Obrigada por toda a positividade que tem me enviado!

XOXO

Capítulo 29 - Tudo que eu te peço


Fanfic / Fanfiction Empire of Blood (Spideypool) - Capítulo 29 - Tudo que eu te peço

Apenas me dê uma razão

Apenas um pouco é o suficiente

Só um segundo, não estamos quebrados só fora do eixo

E podemos aprender a amar novamente

P!nk/Nate Ruess, Just Give me a Reason

 

POV WW

 

O braço de Peter passava por cima da minha perna enquanto a cabeça descansava sobre minha parte íntima. Separados por um fino cobertor e a boca tão perto da minha fonte de prazer. Agitei a cabeça jogando o pensamento para bem longe. O celular tocou uma versão em piano de “Sucker for Pain”.

-Alô?

-Está feito, Wade. – a voz do demônio de Hell’s Kitchen soou do outro lado da linha.

-Relatório completo, por favor.

Peter se moveu se esfregando em meu membro. Prendi o gemido entredentes e acariciei os cabelos de meu amado para que ele retornasse a um sono confortável. Segundo Matt, Rei do Crime queria tomar Peter como seu aprendiz, o induzindo a entrar em um mundo de marginalidade, mas ele não contava que Harry Osborn nunca concordaria com seu plano e tentaria matar seu futuro pupilo. Então a ordem nunca veio de cima e sim foi algo tomado individualmente. Isso era bom para o pescoço de Wilson Fisk, no entanto não amenizava o fato do desgraçado ameaçar minha sogrinha. Poderia chama-la assim? Depois de ontem, penso eu que sim. May fora resgatada e retornou para sua casa, apesar de não compreender a situação, já que para ela era somente um emprego. Luke e Jessica tiveram de convencê-la de que aquela firma estava envolvida com atividades ilegais para que ela cedesse.

-Liguei a televisão aqui e vi o estrago que você fez ontem. – disse Murdock.

Agora era a hora do meu relatório. Expliquei toda a situação e o Demolidor foi até compreensível em uma parte.

-E onde você está agora?

-Estou em uma casa que mantenho em um lugar afastado da parte boa de New York.

-E quanto a Peter?

Olhei para baixo encarando um garoto pacífico esfregando os olhos com as mãos e procurando a fonte do barulho que o acordou.

-Está a salvo.

Finalizei a ligação.  

-Bom dia, flor do dia! – disse alegremente já que literalmente a minha felicidade estava embaixo de meu nariz.

Ele veio até mim e mordeu a ponta da minha barba repuxando os fios. Depois massageou os pelos provocando um barulhinho gostoso.

-Eu amei isso. Tão rústico.

-É algo que nós podemos manter.

-Falando de si como “nós”? Wow, estamos nesse nível.

-Santo livro de biologia, unindo pessoas desde 2017.

-Agora só falta à camisa xadrez vermelha, as botas e o machado e você irá se tornar meu lenhador.

-Oh, eu já sou seu lenhador. Te dando lenha para manter esse seu fogo acesso...

Tomei um tapa leve no peitoral enquanto ele encenava a cara de ofendido. Quem imaginaria que eu voltaria a rir? Nunca tive dúvidas de quão tóxicos éramos um para o outro. A confirmação disso veio no dia em que ele deferiu um golpe físico contra mim enquanto eu fazia isso de forma verbal. Nos destruímos inúmeras vezes e retornamos das cinzas como se nada houvesse ocorrido. O motivo era simples: sozinhos éramos fracos, mas juntos éramos fortes a ponto das ações do passado se tornarem sussurros inaudíveis para virem nos assombrar no presente.

Estapeei uma de suas nádegas e a apertei. Inteiramente meu, usando roupas minhas e tendo olhos somente para mim.

[Inteiramente nosso]

As Vozes disseram juntas.

-Tenho uma missão para você.

-Qual seria, senhor Wilson?

Fomos até o banheiro. Peguei suas coxas, o elevando até que ficasse da altura do balcão da pia e o fiz sentar ali. Cacei nas gavetas uma toalha de rosto branca, uma embalagem de creme de barbear e por fim uma navalha afiadíssima do meu acervo.

-Nossa, já vai tirar?

-Já fez a barba de alguém antes?

-Não, mas será interessante testar o nível de seu fator de cura. – sorriu travessamente. – Apesar de estar te amando com a barba.

-É a mesma coisa que ter pentelhos, só que no meio da cara.

Manhoso como sempre, ele fez um beicinho e aquele olhar de cachorro perdido. Vendo que era uma batalha perdida, pegou o frasco, despejou a espuma branca e espalhou por suas mãos. Delicadamente passou sobre a superfície até atingir minha pele. Saiu da frente do espelho para que eu me visse.

-Papai Noel, o que você traz para mim? – gracejou.

-Segundo minha lista, você anda se comportando muito mal ultimamente.

-Diga-me mais sobre isso. – disse aproximando-se de meu rosto, desafiando eu a tomar seus lábios.

Então eu avancei sobre ele e Peter fugiu de mim rindo de nervoso.

-Pare! Vamos voltar para o foco.

Colocou a toalha em cima de sua coxa para facilitar quando fosse limpar a navalha. Pousou a o fio do instrumento contra a carne de minha bochecha e puxou delicadamente para baixo cortando o mau pela raiz. Apesar de essa ser a primeira vez dele, não houve acidentes. Depositou os resíduos na toalha branca e voltou absorto ao serviço. Chegando à parte da garganta, as mãos dele ficaram trêmulas e um corte profundo se abriu. Um pouco de sangue vazou antes que o fator de cura agisse. Peter soltou uma respiração de alívio e os olhos se fecharam devido ao choque.

-Merda! Acho que nunca me adaptarei a isso.

-Trate de se acostumar.

-Até onde vai esse fator?

[Vai até eu ver você envelhecendo]

{E depois morrendo}

-Vai se foder! – gritei exasperado com as Vozes.

Peter se assustou com minha reação inesperada. Balancei a cabeça em um gesto negativo.

-Desculpa, elas estão me perturbando. – apontei para a cabeça.

Metade do meu rosto estava com barba e a outra lisa. Peter, que estava com um humor exacerbado hoje, tampou com as mãos o lado sem barba.

-Homem. – depois ocultou a metade barbeada. – Menino. Homem. Menino. – e fico repetindo isso umas mil vezes enquanto sorria.

-Seu homem, seu menino. – completei sério e as risadas cessaram.

Eu amo nosso silêncio hoje, pois ele não traz consigo um mistério, mas sim uma tensão sexual entre dois seres que dividem uma paixão desenfreada. Encontrei naqueles olhos de chocolate derretido a calmaria que aquietou o meu coração que costumava viver a mil, hoje ele vive só a uns 180. Após finalizar, passou delicadamente uma loção pós-barba com cheiro de “qualquer perfume de homem” já que todos pareciam tão iguais. Ele veio até mim esfregando seu rosto contra o meu sentindo a maciez da minha pele. Me trouxe para perto, prendendo-me em um abraço apertado e me deixando a mercê de todos os seus desejos. Conduziu um beijo com uma ternura capaz de apagar toda violência a qual eu fui exposto e os estragos que um dia causei aos outros. Meu desejo era congelar aquele momento e ficar ali para todo o sempre, mas como isso não seria possível implorei para que minha memória guardasse isso com carinho.

-Existe comida nessa casa? Sabe, estou faminto.

-Faminto em que sentido, senhor Parker?

Ergueu suas sobrancelhas e sua boca fez um arco para baixo.

-Bem... De comida, já que de você eu nunca terei o suficiente.

-Ótima resposta.

Trocamos mais alguns beijos e carícias. Vesti uma calça qualquer para não deixar exposto a minha vontade de devorar aquele garoto. De mãos dadas fomos em direção à cozinha. Passamos pela sala e eu senti que Peter parou no meio do caminho soltando minha mão. Apesar da falta de luz, a iluminação do sol refletia justamente ali, como se quisesse nos incriminar. O seu olhar estava perdido no lençol imundo de sangue que cobria o sofá que fizemos amor ontem. Isso o abalaria profundamente, então o abracei para mantê-lo aqui no presente e nunca permitir que ele vislumbrasse o horror.

 

POV PP

 

Tolice a minha achar que tudo estaria bem. Haviam contas a serem acertadas. Rei do Crime, Tia May, Harry Osborn e até mesmo Deus iriam me cobrar pela responsabilidade de meus atos. Fechei os olhos e suspirei ao sentir os braços aquecidos de Wade me envolvendo. O apartei de mim indo para longe.

-Eu preciso ir, agora. Tenho assuntos pendentes...

-Peter, me ouça.

-Não posso.

-Peter...

-O que você quer de mim, Wade?! O amor de um hipócrita que apontou o dedo na sua cara e depois se tornou aquilo que mais odiava?

A expressão dele foi como se houvesse levado um soco na face. Eu tinha de fazer isso. Afastá-lo para que ele ficasse bem longe da mira de Fisk e da pessoa que eu havia virado. Tomei o lençol na mão e trouxe para bem perto da face de Wade.

-Sabe o que isso significa? – perguntei balançando o pano. – É a prova cabal daquilo que eu me tornei.

-Eu não ligo...

-Para mim importa! – gritei tentando sanar o ódio dentro de mim. – Por que quando descobri o que você era, eu não vou negar que eu agi com raiva, pois você era tudo aquilo que eu repudiava. Agora olhe para mim... – abri os braços me expondo inteiramente para ele.

Wade me freou pegando em meus braços.

-Eu estou olhando e eu não vejo nada demais. Eu estou acostumado com a sanguinolência? Sim! No entanto nada me prepararia para ver você naquele estado de ontem.

-Eu matei...

-Você se defendeu!

Um nó se formou em minha garganta dificultando que eu engolisse. Meus olhos ardiam em uma tentativa vã de não piscar para que as lágrimas se mantivessem presas, mas elas já haviam caído assim como o lençol se soltou indo ao chão.

-Deixe-me ir...

-Para se encontrar com o Rei do Crime? Acho que não.

Abaixei os braços e ele me soltou. Sacou do bolso o celular e digitou alguma coisa. Mostrou-me na tela uma manchete do Clarim Diário onde dizia “Reino Destruído” acompanhado de uma foto de Wilson Fisk algemado e sendo escoltado por policiais. Um homem como aqueles não iria tão fácil para a prisão. A justiça não conseguiu segurar Harry, por que o seguraria? Tomei o celular e li melhor à notícia. Acusado de assassinato, fraudes e atuava em diversos tipos de tráficos, incluindo o humano. Alguém soube amarrar muito bem as coisas para que Fisk ficasse enjaulado por longos anos. Olhei para o meu salvador de pé perante a mim. Ele olhava para baixo, com a mão na nuca e a outra dentro bolso. Esperando qual seria a minha decisão. Ir embora era realmente uma opção? Uma vibração veio da cozinha. O segui até achar meu celular tocando no bolso da calça jeans abandonada no piso da cozinha.

-Tia May? – perguntei surpreso.

-Peter, que furada eu fui me meter! Você nem sabe, aquele emprego era ótimo, mas estava envolvido com tantas coisas erradas e...

Fiquei entorpecido a ponto de todas as palavras dela não fazerem sentido. Ela estava a salvo.

-E o que você andou aprontando quando eu não estive por ai? – perguntou.

Olhei para um Wade apreensivo.

-Eu me apaixonei perdidamente, tia. – vi o alívio tomando conta do rosto dele. – E eu não faço a menor ideia de como proceder.

Parecia que eu estava conversando mais com Wade do que realmente com Tia May.

-Oh, querido! Meus pêsames.

Não pude evitar de rir.

-Faça o que você acha ser certo e me apresente à garota.

-Se eu fizer o certo não vou poder apresentar ele para você.

-Ele? Como assim?

-Tia, preciso ir...

-Não desligue!

E eu desliguei apesar do tom ameaçador dela.

-Vai fazer o certo, Parker?

Hora de enfrentar a verdade.

-Defina certo. – ergui uma sobrancelha, o desafiando.

-Algo que não é errado...?

-O que você acha que irei fazer então?

-Ir embora.

Fui me aproximando lentamente dele, cercando a presa antes de partir para o ataque. Deslizei as mãos do seu torso até encaixar nas curvas de seu quadril. Apertei os lábios, pesaroso antes de dizer aquelas palavras.

-Vou te pedir um tempo...

-Não faz isso comigo, Parker. – disse ele balançando a cabeça enquanto olhava para seus pés. – Talvez tenhamos passado muito tempo na cama do que conversando para você não saber como eu sou. É sim ou não, nada de talvez. Pedir tempo é um talvez gigantesco do tipo “talvez eu volte, talvez não” e eu não suportaria algo do gênero.

-Não existe talvez, pois eu vou voltar. – disse com certeza para passar confiança para ele. – Só preciso de um único dia. É tudo que eu te peço antes de voltarmos para esse relacionamento. Preciso acertar meus ponteiros, rever meus conceitos, anotar os erros que eu não quero cometer e os acertos que eu quero aprimorar nessa nova fase. Por favor?

Ele pareceu pensativo por um momento então mordeu seu lábio para tentar conter a felicidade.

-Malfeito, feito, meu caro Potter!

Nossos olhares se prenderam por um fio invisível, acho que chamam isso de amor à primeira vista. Agora enxergamos o interior e exterior. A paixão deixou de ser platônica e se tornou algo mais concreto que as fundações da Terra. Poderia nos comparar a duas placas tectônicas se chocando, estremecendo o mundo um do outro. Ele abraçou meu quadril e ergueu-me do chão. Rodopiamos pela sala, ele gritando e eu rindo sem o menor medo de cair, pois pela primeira vez eu soube que alguém estava ali e me seguraria. 


Notas Finais


Conectando algumas pontas para que nada fique solto no meio do caminho. Então... Malfeito, feito!


XOXO


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