História Empire of villains - Interativa - Capítulo 5


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Bnha, Boku No Hero, Interativa
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Palavras 2.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Confusões e sombra


Uma das poucas (se não muitas) coisas que 001 detestava era ser acompanhado em qualquer tipo de missão. E o agente desde o primeiro minuto já estava odiando suas companhias enquanto eram transportados para o local de encontro do próximo individuo. Gyako Kurotsuki ocupava o assento do lado esquerdo e Rin Kosei do direito.

- Me digam mais uma vez porque vieram comigo. – 001 pediu logo depois de esfregar os olhos. Visivelmente irritado por Gyako ficar subindo e descendo o vidro. – Faça isso mais uma vez e jogo você para fora do carro. –

- Sem nada para fazer naquele lugar. – Rin o respondeu e não tirou os olhos de Gyako que ficou nervoso com aquela ameaça.

- Você não conseguiu hackear nosso sistema ainda. – 001 olhou para a garota. Um olhar de superioridade. – Além disso, nossa biblioteca não tem os melhores conteúdos para uma artista. –

- Não, não consegui. – Rin respondeu visivelmente chateada. Mas era o esperado com uma organização como a Majest.

001 exibiu um sorriso de canto para a jovem e até pensou em colocar uma das mãos em seu couro cabeludo e fazer um carinho, mas mudou de ideia quando ouviu pela vigésima vez o vidro descer. E como prometido, Gyako foi jogado para fora do carro a uma velocidade de 100 km/h. O motorista inclusive dirigiu sua atenção ao agente, mas o olhar de 001 dizia muita coisa (uma delas possivelmente seria para voltar e atropelar o desgraçado).

Quinze minutos depois o carro por fim estaciona frente a um restaurante e o agente junto da artista saem e depois de arrumarem suas roupas que tinham se amassado eles entram no restaurante, a artista era a única com uma bolsa. Já de inicio 001 é recebido por um funcionário.

- Fiz uma reserva há alguns minutos. – 001 informou o homem.

- Senhor M? – O funcionário perguntou depois de checar.

- Sim. – Ele respondeu.

- Não eram três pessoas? – O funcionário voltou a perguntar enquanto guiava 001 e Rin até uma mesa.

- O outro caiu do carro. – Rin respondeu e recebeu a atenção dos cavalheiros para si. 001 fez um gentil aceno de aprovação.

- Piadista a garota. – 001 respondeu e fingiu uma risada. – Não queremos cardápio. Vamos querer Camarão Grelhado. –

- Muito bem, a especialidade do vice-chefe. – O funcionário informou. – Algo para beber? –

- Não. – 001 continuou. – Se um cara mal afeiçoado aparecer naquela porta com alguns machucados não o deixe entrar. Ele...flertou com minha irmãzinha e não gostou do que aconteceu depois. – Ele olhou para Rin. – Tão nova e já tem rapazes atrás. –

- Compreendo. Não se preocupe, temos seguranças. – O funcionário falou com um sorriso despreocupado.

- Muito obrigado. – 001 falou por fim.

E o funcionário foi embora. 001 cruzou seus braços e pôs uma das pernas em cima da outra enquanto Rin retirava de sua bolsa um caderno e uma caneta e ficou desenhando enquanto passava os minutos. Até que o prato estivesse pronto levaria alguns minutos por isso ocupava seu tempo criando.

- Hora essa. – 001 sussurrou. – Que maldita sorte. –

- O que? – Rin perguntou.

- No bar. – O agente acenou sutilmente numa direção. – Outro que iria recrutar depois que saísse daqui. – 001 olhou depois para a garota. – Acho que uma mulher seria mais útil nessa ocasião. Que tal convida-lo para uma bebida? –

- Você é podre. – Rin murmurou.

- Não sou eu que possuo um boneco de meu irmão. – 001 cutucou a ferida, mas manteve um sorriso desafiador. – Vamos lá, encha a cara da realeza britânica. –

001 tinha certeza que se um copo de água, vinho ou refrigerante estivesse na mesa, o liquido agora estaria em seu rosto no final de seu comentário. Ele sentiu quando apertou a ferida emocional, mas preferiu ignorar (inclusive fez o mesmo com uma ofensa da artista), no entanto Rin mordiscando profundamente seus lábios aproximou-se da pessoa que 001 tinha apontado com um aceno de sua cabeça. Um rapaz de cabelo branco e pele clara, olhos heterocromáticos (vermelho e preto), aquele era Kin Vlad Vur. A artista sentou-se ao lado da realeza e acenou para o barman que servisse outra dose.

- Olá. – Rin comentou tremula. Diferente de 001 ela não tinha sequer uma informação a respeito daquela pessoa. – Gostaria de beber comigo? –

- Não. – Kin olhou para a garota. – Quantos anos você tem? Não é jovem demais para beber? –

- Sou. – Rin deu de ombros. – Mas meu amigo naquela mesa não é. O fígado dele é mais resistente que qualquer coisa que eu já tenha visto. Que tal uma aposta? Vocês dois competem. Quem perder paga e cumpre um pedido do outro. –

- Desculpe, mas não gosto de a três. – Kin respondeu e deu mais um gole em sua bebida.

- O que? – Rin perguntou.

- Nada. – Kin comentou envergonhado. – Chame ele. –

Rin olhou na direção do agente e acenou para que ele se aproximasse. 001 não demorou a sair da cadeira e chegar ao lado da artista e se informar do que aconteceria. Claro, um restaurante como aquele não era o mais apropriado para uma disputa como aquela, mas até que valeria a pena se ele não tivesse que explicar as coisas como fazia todas às vezes. E, além disso, o prato iria demorar a ficar pronto.

- Tá pronto? – Kin perguntou para o agente.

- Nunca estive mais pronto. – 001 respondeu.

Graças a Hemocinese ele não ficaria bêbado. Os dois viravam um copo depois do outro e murmuravam alguma coisa quando a bebida descia por suas gargantas. Rin assim como muitos outros clientes se juntavam para assistir aquela competição entre homens, e pouco a pouco uma torcida organizada se formou, e alguns cientes espertos formaram uma pequena mesa de apostas, a maioria apostava no agente. 001 virava um copo e erguia um braço como um sinal de vitória e as pessoas gritavam ansiosas. Fazia muito tempo que o agente não sentia aquele bom humor nas pessoas, desde que o genocídio os civis em geral mostravam uma ausência de sentimentos fora o medo constante da morte. 001 já tinha 67 copos virados e Kin estava com 45 quando virou seu rosto para um lado sem ninguém e vomitou tudo que tinha em seu estomago, se escutou um “eca, ugh” da multidão. Rin ficou entre os dois e ergueu o braço de 001 que terminava seu 68 copo.

- O grande vencedor. – Rin gritou para o publico que aplaudiu.

- Boa sorte pagando, realeza. – 001 falou. Mesmo não estando bêbado ele fedia a álcool.

- Co- Kin não concluiu sua pergunta. Ele vomitou assim que abriu a boca.

- Depois de uma noite de ressaca eu te respondo. – 001 sorriu e colocou uma das mãos frente à boca. – Apenas cumpra o acordo. Tem um carro preto sem placa lá fora. Entre e o motorista vai leva-lo para um lugar. E evite vomitar lá dentro. – 001 comentava com esforço como se evitasse alguma coisa. – Rin, pode leva-lo? –

- Sim. – Rin respondeu e apoiou o rapaz nos ombros.

Enquanto os dois saiam do restaurante, 001 vomitou duas vezes. Ele até podia não ficar bêbado, mas aquilo já era outra história. Ele saiu de seu banco e retornou para a sua mesa e assim que se acomodou a artista retornou e se juntou a ele. E como se observassem, finalmente trouxeram o camarão grelhado.

- Aproveitem. – Um funcionário falou.

001 e Rin não responderam e apenas aproveitaram o prato. Degustando um camarão depois do outro. Vez em quando uma pessoa passava pelo agente e tocava seus ombros e sussurrava um “parabéns” por sua grandiosa vitória na bebida. E depois de vinte minutos não sobrara nenhum camarão, Rin esfregava sutilmente sua barriga enquanto 001 chamava por um funcionário. Como se ele não soubesse o que aconteceria.

- Fui informado que foi o subi-chefe quem prepara este prato. Gostaria de falar com ele se possível. Elogia-lo pessoalmente pelo prato. Só preciso de alguns minutos. – 001 pedia educadamente.

- Verei se ele pode. – O funcionário informou e se afastou.

Minutos depois um homem de cabelo loiro com uma franja no lado direito do rosto, olhos escuros e uma barba saia da cozinha com o típico traje de cozinheiro. Ele dirigiu-se até a mesa que 001 e Rin estavam enquanto esfregava suas mãos em um pano limpo. Com um simples olhar o agente soube que se tratava de Makoto Ishimaru.

- Vou encurtar a história. – 001 murmurou. – Sou membro de uma organização e ela precisa de você. Se não nos ajudar, o coração de cada um aqui vai explo- 001 se interrompeu. Ele vomitou horrores. - ...merda. –

- Desculpe o meu amigo. – Rin falou visivelmente envergonhada. – Ele é membro de uma organização que está recrutando pessoas especiais. Pessoas que não tenham nada mais a perder. Mas ele... – apontou para o agente abatido. -...vai entender se você não quiser, afinal é cozinheiro de um restaurante. –

- Ok. Estou de acordo. – Makoto disse com total tranquilidade. – Tem muitas mulheres nesse lugar? –

- Sim. E qualquer uma tem licença para matar. Inclusive eu. – Rin respondeu com um olhar considerado mortal.

- Vamos...embora. – 001 disse se pondo em pé.

Claro que o agente pagou pela refeição. Makoto entrou em um segundo carro preto e 001 e Rin o acompanharam. Quando o carro já estava em movimento Gyako apareceu na frente a uns seis metros.

- Atropele. – 001 murmurou ao motorista.

E isso foi feito. O lutador foi atropelado e Rin olhou para trás e viu o corpo caído do rapaz, mas soltou um suspiro de alivio quando o braço dele se mexeu. Ao menos estava vivo.

Katrina Black, uma mulher de longos e belos cabelos negros, uma franja reta que no momento incomodava em sua leitura, e olhos tão escuros quanto o próprio carvão, como dito a russa estava lendo. A mulher tinha abdicado de um dia de trabalho para aproveitar longas horas de leitura em uma biblioteca que ficava entre seu trabalho e sua casa. Ela acabará de virar uma página quando 001 se aproximou dela com um livro que tinha acabado de pegar.

- Boa noite. – 001 murmurou se sentando a alguns metros e abrindo o livro em qualquer página.

- Boa. – Katrina olhou para o livro que agente carregava. – Porque um homem estaria interessado no desenvolvimento de bebês no período gestativo? –

- Curiosidade. – 001 respondeu e sussurrou. – Mesma curiosidade em saber o porquê da filha de heróis russos se encontrar no Japão. –

Em segundos sombras saiam do chão e tomavam a forma de estacas e arranharam suavemente a garganta de 001, um arranhar tão suave que não fez sequer um corte.

- Não sou ameaça. – 001 se corrigiu. – Bom, não para você. –

- O que você quer? – Katrina perguntou.

- Recrutar você. – 001 respondeu e com uma caneta escreveu na pagina e entregou para a mulher o pedaço anotado.

“A certas informações que não posso dizer em um lugar publico. Você pode saber que sou membro de uma organização que está atrás de pessoas certas para um trabalho.”

Katrina escreveu e entregou.

“Que trabalho?”

001 escreveu.

“Trazer a era dos heróis de volta. Você é filha de heróis. Deve sentir falta de seu pai. De pessoas como seu pai.”

Katrina olhou para o agente enquanto lia e anotou.

“Como sabe sobre meu pai?”

001 suspirou e escreveu.

“É meu trabalho saber as coisas. Informação é vital em meu trabalho. Se a minha organização existisse antes e sua tia tivesse os conhecidos certos ela estaria viva hoje.”

Katrina voltou a olhar o agente.

“O quanto sabe sobre mim?”

001 murmurou um xingamento.

“Mais do que deveria. Katrina Black, 18 anos. Mãe morreu no parto. Sua individualidade é Umbracinese, mas você não consegue criar uma sombra, apenas manipular de fontes. Porque acha que me sentei perto de uma fonte de luz?”

001 apontou para a lâmpada fraca um pouco acima da cabeça dele. A luz não era muita, mas foi responsável pelo uso da individualidade da mulher que continuava anotando.

“Porque eu?”

001 suspirou.

“Porque você não tem nada a perder. Todos seus parentes estão mortos. O que você teria a perder além de sua vida?”

Katrina olhou para o agente que virava uma página.

“Serei parte de um esquadrão suicida?”

“Sim”

“Que organização?”

“Majest”

“Sou a primeira a recrutar?”

“A última”

“Tudo bem.”

001 pegou os papeis e os guardou no bolso de sua calça. Queimaria todos quando tivesse a chance. Ele se levantou e acenou sutilmente para a mulher que não demorou a segui-lo. Finalmente todos os membros haviam sido recrutados. Como em muitas vezes já tinha um carro ao aguardo e o automóvel partiu quando adentraram. O silêncio durou por minutos.

- Como sabia que estava lá? – Katrina perguntou olhando para o agente.

- Câmeras de segurança com reconhecimento facial. – 001 respondeu como se aquela informação fosse quase inútil. Mas com um pouco de ódio por toda aquela tecnologia não ajudar em nada para encontrar membros do Metal Death. – Motorista, passe por cima sem dó. – 001 enquanto falava apontou para um rapaz que passava na faixa de pedestre.

E bom...o rapaz era Gyako Kurotsuki. E o motorista obedeceu. 001 sorriu com um prazer medonho quando o carro atropelou o lutador. Katrina gritou e inclusive olhou para trás para saber se o rapaz estava bem e depois para o agente com intenção de saber o motivo.

- Ele me irritou vinte vezes hoje. – 001 respondeu.


Notas Finais


Devo me desculpar se seus personagens não estão de acordo com suas fichas.
-
E hoje encerra os capítulos diários. Até semana que vem (não faço a menor ideia de quando) com mais um capítulo inédito.
-
Até mais.


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