História Empire of villains - Interativa - Capítulo 7


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Bnha, Boku No Hero, Interativa
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Palavras 2.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 7 - Espirito de Vingança


001 com Katrina e William viam juntos ao incrível final (sangrento) da última luta. Para quem achou que o lutador mais machucado, com manchas de sangue em sua blusa e que escorria por seus braços musculosos, com dezenas de hematomas no rosto, nariz quebrado e um pedaço da orelha faltando (que o outro lutador engoliu) perderia a luta pelo desgaste estava enganado, o homem com as forças que ainda lhe restava e qualquer experiente poderia afirmar que eram poucas, agarrou o outro pela cabeça e meteu-lhe uma joelhada, mas ele não acabou com aquilo e deixou que a gravidade fizesse efeito no adversário, e assim que foi ao chão o mais ferido inspirou fundo e depois soltou o ar acumulado como uma fumaça esverdeada que o que estava caído inspirou. Segundos se passaram e o que estava no chão começa a berrar enquanto seu tórax queima, corroendo, como se um poderoso ácido estivesse em seus pulmões. 001 sorriu admirado com aquela vitória nada limpa, mas naquele lugar não havia regras quanto ao uso de individualidades, que ele lembre não tinha visto ou ouvido nenhuma regra fora “sem câmeras”.

- Animais. – 001 murmurou para os dois acompanhantes. – Trogloditas para simplificar. – O agente olhou para o russo e bateu suavemente em seu ombro. – Vou inscrevê-lo. Se quiser usar sua outra parte, use, mas o ajudarei da arquibancada. –

- Porque eu deveria participar? – William perguntou. Visivelmente surpreso por aquele comentário.

- Se não quiser, eu participo. Aqui tem muitas fontes de luz e como não tem regras quanto a individualidades. – Katrina que falou e pareceu animada com a ideia de participar.

- Porque pode ser interessante. E como vocês falaram mais cedo, é nos lugares menos amigáveis que nossos inimigos podem estar. – 001 voltou a bater no ombro de William. – Vamos lá. –

- Tudo bem. – William por fim se entregou.

Havia um brilho nos olhos do agente que poderiam sugerir uma felicidade por trás de toda aquela violência gratuita. Talvez 001 se sentisse como uma criança em um parque de diversões sangrento? Possivelmente. O agente andou até um banco de madeira próximo aos quatro containers e fitou um homem razoavelmente gordo com uma camisa de botões bege e uma bermuda preta com um charuto acesso em sua boca, ele estava acompanhado por um gorila usando pele de homem com roupa de segurança.

- Pois não? – O gordo perguntou parando de contar o dinheiro que ganhou até aquele momento com apostas.

- Eu queria registrar um lutador. – 001 apontou para o russo a alguns metros que ignorou ser vigiado. – E não precisa me explicar nada. Em minutos aqui já entendemos que é matar ou morrer. –

- Me poupa tempo. – O gordo retirou o charuto da boca. – 500 para registro do seu cara. Se ele morrer para o campeão da casa nós não somos os responsáveis. –

- Certo. – 001 olhou para o teto e coçou o queixo. – Teria uma jaula para tornar mais emocionante? –

- Sim. – O gordo deixou um sorriso escapar. – Se quiser uma luta na jaula são mais 500. –

- Fechado. – 001 retirou a carteira do bolso e entregou a quantia exata para o homem. Tudo enquanto eram vigiados pelo gorila.

- Qual nome do seu garoto? – O gordo perguntou.

- BeeJay. – 001 respondeu.

O agente ignorou um riso do segurança e depois de tudo concluído deixou a dupla e foi para onde Katrina o aguardava com dois hot-dogs. Os minutos se passam até finalmente um novo lutador ser avisado pelo locutor. E assim que foi chamado, William com sua roupa de motoqueiro caminhou uma aura fria e mortal ao seu redor, um olhar de poucos amigos e uma forma de caminhar que arrepiou os pelos de qualquer um. O russo sem esforço subiu nos containers e tomou um dos lados e esperou pelo primeiro adversário daquela noite. Um olhar discreto na direção de Katrina e do agente e ele permitiu que um sorriso escapasse quando notou que assim como o publico, estavam bem ansiosos para o acontecimento.

- Do lado direito, BeeJay! – O locutor no centro comunicou com um microfone em suas mãos. – E do lado esquerdo, JJ. –

William já encarava seu primeiro adversário assim que ele ocupou a posição. Era um homem relativamente mediano, mas com músculos o suficiente para causar inveja até mesmo no segurança gorila, uma evidente falta de cabelo e um olhar destemido e violento, no seu pescoço uma plaqueta de identificação. Um soldado que não conseguia ainda encontrar o rumo de casa, alguém que podia estar fisicamente ali, mas mentalmente, espiritualmente, estava em outro lugar. BeeJay e JJ finalmente avançam contra o outro quando o locutor permitiu. E logo de inicio o russo acerta seu adversário com um soco de esquerda com força suficiente para apagar alguém com despreparo. Mas o soldado era bem diferente. Ele aguentou aquele soco e ainda retribuiu com um de direita com a quantidade exata de força. William não esperou e novamente golpeou JJ, mas agora com um chute em seu abdômen jogando o soldado a alguns metros, e não parou com algo tão simples como aquilo, BeeJay diminuiu a distância e pulou e no ar girou seu corpo e acertou o lado esquerdo do soldado com um chute de cima para baixo, acertando a nuca de JJ que foi ao chão, inconsciente.

- Que incrível primeira vitória de BeeJay! – O locutor extasiou a plateia. – Um golpe finalizador magnifico! –

Enquanto o russo massageava a área atingida pelo golpe de JJ, o segundo adversário subiu nos containers, mas diferente dele ou do outro aquele era magro e quase não tinha músculos, seus braços e pernas eram tão finos que William acreditou que aquele homem poderia ter menos de 30 quilos com muita facilidade, ao redor dos olhos era evidente olheiras, seu cabelo ruivo talvez fosse a única coisa boa naquele sujeito. BeeJay deu de ombros quando a luta recebeu permissão, no momento aquele sujeito era seu único inimigo. O russo com uma força razoável socou o adversário e foi justamente ele quem sentiu o impacto daquele golpe, mas com o dobro da força. William recuou alguns metros e sentiu a dor de seu próprio golpe na onde acertaria o rapaz.

- Que interessante. Uma individualidade de Counter. – 001 murmurou na plateia depois de morder o hot-dog.

- Counter? – Katrina perguntou fitando o agente.

- Sim. Imagine um espelho e você de frente para ele. O que vê? – 001 olhou para a manipuladora de sombras.

- Meu reflexo. – Katrina respondeu.

- Essa individualidade é igual. William está acertando seu reflexo e a força no retorno é dobrada. Aquele magrelo é um espelho. – 001 olhou para o lutador. – A falta de músculos ou o cansaço devem aumentar a força de retorno. Tudo que William fizer contra aquele cara, não vai acontecer nada, mas nele sim. – 001 comentou e sorriu , ainda mais ansioso com aquela luta.

William novamente experimentou socar seu adversário, mas como na vez anterior foi ele quem recebeu aquele golpe e com mais força. Ele esfregou o nariz por onde escorria um pouco de sangue. Será que o ataque voltava com mais força ainda com uma sequência de golpes? Ele deveria tentar já que não teria nada a perder. Aproveitando do máximo de sua velocidade ele socou o tórax do magrelo algumas vezes e depois girou no ar e atacou o adversário na orelha com a sola do pé. Sim, ele caiu, mas não sofreu sequer um arranhão e William segundos depois se incomodou pela recente dor que chegará em seu corpo em regiões semelhantes as feitas no outro corpo.

- Tentando encontrar um limite dele? – 001 murmurou novamente. – Será que vai conseguir? –

- Esse tipo de individualidade tem um limite em dano físico? – Katrina perguntou.

- É a primeira vez que vejo. – 001 respondeu e sorriu. – Mas posso ajuda-lo um pouco como disse que faria. –

001 se concentrou somente no adversário de William e pouco a pouco conseguiu sentir sua corrente sanguínea, cada veia do corpo magro daquele homem, quanto mais se esforçava mais algo fazia naquele corpo. O que o agente fazia naquele corpo com a Hemocinese? Ele estava alterando o funcionamento do coração, ou seja, causando pressão baixa e esperando o eventual desmaio daquele lutador. Se dano físico não funcionava, porque não o afetando com o próprio sistema do corpo? O russo percebeu uma mudança na forma que o adversário agia e olhou para a plateia. Na direção que o agente e Katrina estavam e notou uma fixação de 001 no magricelo. Ele estava fazendo algo com sua Hemocinese? Mesmo a contra gosto o russo aceitou aquela ajuda e voltou sua atenção ao inimigo que estava cada vez mais agindo diferente, como se passasse mal. William respirou fundo e diminuiu a distância que o separava do outro lutador e pôs uma das mãos em seu tórax (e jurou sentir as costelas) e sem muita força o empurrou, e o que quer que 001 fazia, a gravidade ajudou e o lutador magricela caiu inconsciente.

- Nossa! O que foi isso senhoras e senhores? – O locutor perguntou, e como a multidão, com surpresa. – O que você fez BeeJay? –

- Ele...estava no limite. Só fiz o que a gravidade faria. – Mentiu o russo, envergonhado.

- Bem, então vamos para a terceira e penúltima luta! – O locutor falou e apontou para o lado vazio. – Abram alas para o animal dessa luta, Insane! –

Ao fim do comentário alguém caiu do teto e afundou a parte do container em que caiu. O corpo era coberto de pelos marrons com pernas grossas e cascos no lugar dos pés, braços seis vezes mais musculosos que do russo, e os dedos eram completos com garras longas, o tórax exposto coberto de cicatrizes de diferentes formas e tamanhos, mas a mais chamativa ocupava 70% da área e ia de um lado a outro como se algo laminado gigantesco tivesse feito aquilo, o rosto era de um touro com enormes chifres escuros e qualquer um com olfato sensível sentiria a fragrância de sangue seco e da morte, o novo lutador ergueu seus braços e urrou, um eco daquele som ameaçador causaria pesadelos naquelas pessoas. O novo lutador fixou seus olhos vermelhos como rubis no russo e abriu sua boca em um sorriso mostrando seus dentes e um brilho em especial nos caninos.

- É. Perdemos. – 001 murmurou enquanto olhava para o atual adversário. Imaginando se na mente daquela coisa teria uma consciência que raciocinava ou apenas um intenso desejo assassino.

Era evidente que aquele adversário possuía uma individualidade com mutação. E sua aparência lembrava bastante ao minotauro da mitologia grega. Insane, como era chamado o atual lutador, desde que se revelou ao publico não moveu um musculo sequer além do tórax (mostrando ao menos respirar). William foi o primeiro a agir quando o locutor autorizou o inicio daquela luta, ele experimentou socos rápidos no tórax daquele touro humanoide e depois pulou, girou seu corpo e com força máxima chutou a nuca, como havia feito com o primeiro adversário, mas aquilo não deu em nada. Insane esfregou a nuca quando o russo tomou maior distância. Não por sentir dor naquela região, mas para retirar um pouco de poeira que a queda juntou.

- Mosca. – Insane, com um tom de voz rouco, falou.

William recuou mais alguns passos e pôs sua mão direita no braço esquerdo e segurou firme. O membro foi encoberto por fogo e iluminou mais ainda o ambiente. O russo inspirou e por fim socou o ar e nisso liberou uma rajada de fogo no adversário, as chamas acertam seu abdômen e o lutador começa a gritar. BeeJay cessa aquele poder de pirocinese, mas os punhos ainda estavam em chamas, ele se aproxima de Insane e sem demonstrar piedade soca seu tórax, o adversário abaixa um pouco sua cabeça e seus joelhos se dobram um pouco. 001 xingou em sua mente aquela coisa movida pelo desejo de lutar e matar.

- Cocegas. – Insane sussurrou no ouvido de William.

O adversário de BeeJay tinha fingido dor. Tudo para dar uma falsa esperança em seu inimigo que naquilo se aproximou. William até mesmo tentou recuar, mas sua cabeça foi segurada e depois prensada no chão do ringue de metal com tanta força e velocidade que o container afundou. O russo do chão via a área que suas chamas tinham acertado naquele corpo, mas não havia sequer uma queimadura de 1° grau, somente aquelas cicatrizes. Ou ele tinha uma imensa imunidade a fogo, ou sua individualidade de mutação era acompanhada por uma de Super Regeneração. Talvez aquelas cicatrizes fossem seus troféus? Insane segurou a perna esquerda do russo e o ergueu no ar, mas não demorou mais do que o necessário para derrubar o corpo de William contra o container mais uma vez, mas desta com ainda mais força, o metal como nas vezes anteriores afundou.

- Fraco. – Insane murmurou.

Assim que ele soltou a perna de William, o mesmo girou para o lado direito e liberou de suas mãos uma forte rajada de fogo com o máximo que conseguia sem tomar sua outra forma, as chamas acertam o rosto de Insane, mas o mesmo apenas ri enquanto sua pelagem queimava. O adversário estica seus braços e ergue um pouco mais seu corpo permitindo que as chamas alcancem seu tórax. Ele fazia jus ao seu apelido. O lutador por fim com os braços abertos e com uma força exorbitante bate uma mão na outra, aquilo foi mais do que o suficiente para a rajada cessar e uma pressão de vento jogar o russo para vários metros, mas não o suficiente para derruba-lo do ringue. 001 sabia que se aquele lutador quisesse matar, BeeJay já estaria morto antes do primeiro soco, talvez na sua queda do teto pudesse ter matado o russo, aquela coisa estava apenas se divertindo com a falsa esperança de vitória de William. Se aquela coisa estivesse mesmo interessada em lutar para matar teria ao menos dado um passo, mas desde o inicio daquela luta ele não saiu de seu lugar. BeeJay não iria desistir daquela luta, era o filho do Cometa Carmesim e da mãe Rússia, ele não se permitiria ser derrotado. Ele correu na direção de Insane para mais outro soco, mas desta vez o adversário o agarrou pelos braços e sem misericórdia o jogou de um lado a outro, seu corpo se chocando incontáveis vezes no container. Por fim o lutador touro humanoide utilizou um pouco mais de sua força e jogou o russo não contra o container, mas numa das paredes do cargueiro, seu corpo ficou prensado por segundos até a gravidade fazer efeito e ele ir para o chão. Um silêncio reinou por toda a plateia, mas no ringue Insane urrava comemorando sua vitória. 001 suspirou, aquela luta já tinha sido perdida a muito tempo, ele por um minuto cogitou se levantar, mas Katrina agarrou seu braço e ele a encarou, e ela tinha sua atenção fixa na onde BeeJay estava caído, no entanto o homem colocava-se de pé. Mas aquele com certeza não era o William Joseph que tinha entrado no ringue. Não, aquilo era algo diferente. A cabeça do russo explodia em chamas de dentro para fora com o crânio exposto, não havia pele alguma, duas orbes brilhantes imitavam seus olhos. A plateia continuou em silêncio, apreensiva com o desenvolvimento daquela luta. 001 recostou sua bunda no assento e cruzou seus braços permitindo um sorriso com a amostra da individualidade de William, o Espirito de Vingança. O próprio lutador conjurou uma espécie de corrente flamejante que o mesmo girou para cima algumas vezes e criou um pequeno vórtice de fogo, mas aquilo era somente uma exibição de suas capacidades. O lutador por fim utilizou a corrente e a mesma se enrolou em volta do pescoço de Insane, mas William não puxou o adversário para próximo dele, em vez disso foi ele quem se aproximou. Em segundos o russo retornou para o ringue e apresentava uma maior disposição para a segunda parte daquela luta.


Notas Finais


Eu já desisti. Não é mais minha palavra que comanda quando vai ter capítulo. Sapoha vai ser quando minha imaginação estiver afim.
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