História Empire of villains - Interativa - Capítulo 8


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Bnha, Boku No Hero, Interativa
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Palavras 2.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 8 - Um campeão e uma ponte.


William não apenas retornou ao ringue como se aproximou do penúltimo lutador. Não havia medo ou receio no instante que o russo diminuiu sua distância. Insane era bem superior ao adversário quando se tratava de altura (William chegava até seu abdômen) e por isso abaixou um pouco seu rosto e assim um lutador observou o outro em um silêncio tanto do ringue quando da plateia.

Insane foi o primeiro a agir e em um violento golpe socou o queixo de William, um golpe de baixo para cima, erguendo no ar o suficiente o russo, mas ele parou com aquela demonstração de sua força. O minotauro fechou seu punho esquerdo e depois o segurou com a mão direita e com mais força ainda bateu sobre o crânio flamejante como se fosse um martelo batendo em um prego. A força exercida foi tamanha que o container não resistiu e se despedaçou, William ficou soterrado por metal. Insane mais uma vez urrou evidenciando sua vitória, não importava se o russo tinha mudado sua aparência ou não, se sangrava podia morrer. Mas sua comemoração durou muito pouco, um pedaço afiado de metal foi jogado dos escombros e passou raspando por seu rosto, e depois uma corrente flamejante que se enrolou nos chifres de Insane, mas não o puxou para baixo, o minotauro foi usado como apoio para que o russo subisse. William tomou outro container e as correntes desaparecem.

- Eu sabia que você sangrava. – William falou. Sua voz tinha um toque sobrenatural. E ele apontava para a bochecha esquerda.

Insane passou um dedo por sua bochecha e depois olhou e rosnou de raiva ao ver não muito sangue. Não era o suficiente para ser algo espetacular, mas era alguma coisa. O russo não parou e retornou a conjurar as correntes flamejantes e as enrolou no pescoço do adversário e o puxou, mas Insane não deu sequer um passo em sua direção. Aquilo se tornou um cabo-de-guerra quando o minotauro também puxou, mas o russo não se aproximou também. William suspirou ar quente e puxou novamente, no entanto desta vez conseguiu resultados, Insane se aproximou e não parou somente com aqueles passos, com uma força sobrenatural o russo fez com que seu atual adversário quebrasse a distância que os separava, ele jogou o minotauro contra a parede de ferro a qual tinha sido jogado momentos antes, mas não parou com aquilo. Segurou com mais firmeza a corrente e devagar começou a rodar, não só ele, mas Insane também rodava e a rotação ficava mais rápida e mais forte e mais alta até que o corpo do adversário se chocasse corta as paredes metálicas do cargueiro e destruindo algumas partes. O russo de certa forma fazia com que seu inimigo tivesse sua cara e corpo esfregados e humilhados. E por fim William soltou a corrente e Insane foi jogado para fora do cargueiro por um buraco recém-feito, a plateia continuou em silêncio até ouvir quinze segundos depois o som de algo grande e pesado se estatelando no chão. 001 sabia que com a provável Super Regeneração, Insane estaria vivo e retornaria em breve para aquele ringue. William liberou dos pés e mãos algumas rajadas de fogo que permitiriam que ele voasse e saísse pelo mesmo lugar que Insane saiu.

- Aonde ele vai? – Katrina perguntou.

- Para onde estamos indo também. – 001 respondeu se levantando.

Assim como a manipuladora das sombras e o agente, todos que estavam no cargueiro saíram a tempo de ver a continuação daquela luta. Ou pelo menos seu final. E para ver Insane com o braço esquerdo em uma posição que naturalmente não deveria ficar. Não estava apenas deslocado, mas a partir do cotovelo o osso era bem visível, a mão estava torta e os dedos quebrados. 001 imaginou como aquela dor poderia ser insuportável caso a pessoa não fosse...bem, aquilo. Mas ninguém sabia onde William poderia estar. O ambiente apesar de naturalmente escuro seria fácil encontrar uma cabeça explodindo em chamas. Todos escutaram o urro doloroso de Insane quando uma barra de metal (redonda) foi jogada com tanta força em seu pé esquerda que o atravessou, e mais foram jogadas prendendo o outro pé, seus joelhos, braços e mãos. Finalmente alguém encontrou o lutador e apontou em sua direção e todos os olhares foram para o russo que erguia facilmente em seus ombros uma viga de aço, bem acima do chão graças a alguns containers. 001 manteve seus braços cruzados enquanto assistia ao fim daquele combate, imaginando se William teria consciência de seu ato ou agiria como o adversário incapacitado e preso no chão.

- Não vai impedir? – Katrina murmurou.

- Não. – 001 respondeu.

O agente continuou assistindo. William ajeitou a viga e finalmente pulou e enquanto caia arrumava a viga para ir a uma posição certa e possivelmente mortal, que nem mesmo a Super Regeneração de Insane o ajudaria. 001 de braços cruzados assistiu ao esmagamento da cabeça do lutador, Katrina com um simples movimento protegeu ela e o agente com uma barreira escura de sangue, carne, cérebro e ossos esmagados. 001 não precisou olhar para trás para saber que tinham pessoas que vomitavam por causa daquele final. William ainda não estava satisfeito com aquele final e por isso com o máximo de seu poder pirocinético queimou o restante do corpo até que fosse apenas carne escura. O cheiro de pelo e carne queimada se tornaram destaque em alguns minutos, e serviu apenas para deixar as pessoas ainda mais enjoadas.

- E o campeão é... – O locutor começou, mas foi interrompido.

- Sabemos seu idiota. – 001 olhou para o homem. – A menos que a porcaria do campeão seja o cara que tá com um mingau de cabeça pelo chão. – E depois olhou para William que terminava de assar o corpo de Insane. – Vamos lá. Tem mais uma luta. –

- Sim. – William respondeu e andou ao lado do agente.

Em alguns minutos tanto a plateia quanto o locutor e o russo já estavam de volta ao cargueiro e sem muito esforço William substituiu o container destruído por outro, aquela forma sua força era sobrenatural.

- Pois bem... – O locutor começou. – E o último oponente da noite e o nosso atual campeão, Cloud! –

Um homem se levantou da plateia e com os braços em suas costas caminhou até um dos containers e pulou alcançando o ringue. O homem de longo cabelo castanho penteado para trás tinha uma cicatriz ou queimadura em seu rosto e sofria de heterocromia (um olho azul e o outro cinza), junto de uma altura bem acima da média com uma excelente estrutura muscular, mas nada que chegasse próximo de Insane. O locutor mal permitiu o inicio daquele embate e William avançou em seu inimigo com a única intenção de soca-lo com sua força sobrenatural, mas aquilo não deu em nada. Seu punho atravessou o corpo do homem e Cloud apenas exibiu um sorriso de canto mostrando seus dentes perfeitamente brancos. O novo adversário de William desapareceu como se seu corpo, cada grão de seu corpo, tivesse sido carregado por vento, Cloud não era mais visto por ninguém. 001 mesmo com sua Hemocinese não conseguia detectar qualquer sinal de vida daquele homem, nenhum batimento cardíaco dele.

- Que Aeromancia avançada. – Ele murmurou e percebeu que Katrina o observava com curiosidade. – O corpo dele se transforma em vento. Nem mesmo minha hemocinese é capaz de encontra-lo. Geralmente alguém com essa individualidade não é capaz de fazer isso. –

William procurava também pelo seu inimigo, mas como qualquer outro ele não o encontrava. E enquanto estava desatento foi levado pelo vento para cima depois de um golpe, e o mesmo ar que o levou para cima, o jogou no chão e o espremeu com uma ventania.

- Imune a dano físico e as minhas especialidades. – O agente murmurou e observou William se levantar depois do cessar dos ventos. – É com você. –

O russo conjurou mais uma vez as correntes flamejantes depois de procurar mais uma vez por aquele homem. As chamas que explodiam em seu crânio se intensificam, mas não era aquilo que ele estava querendo. William girou para cima suas correntes e pouco a pouco foi criando uma espécie de vórtice de fogo, semelhante ao que fez da primeira vez para demonstrar seus poderes. O fogo que explodia em seu crânio se espalham para o resto de seu corpo, o metal dos containers arde mais e mais e a derreter. Mas também não era a demonstração de sua piromancia que ele queria, era outra coisa, algo que todo aquele calor estava ajudando, o ambiente além de esquentar estava ficando cada vez mais difícil de respirar.

- Maldito. – 001 falou. – Queimando todo esse oxigênio. Vamos ver quem cai primeiro, ele, Cloud, ou nós. –

William urrou e liberou todo seu poder de fogo em um turbilhão de chamas controlado. Realmente o russo queimava todo o oxigênio com o máximo de seu poder. E finalmente o resultado que se queria, Cloud era visível e estava com novas queimaduras por seu corpo nu, o homem por fim cai no ringue fervente e William se aproxima dele depois de guardar sua corrente e pisa em seu tórax.

- Desista ou morra. – William falou.

- Eu de-des-desisto. – Cloud falou com esforço.

O fogo diminuiu depressa seu poder e o turbilhão desapareceu pouco a pouco. Algumas pessoas estavam inconscientes na plateia depois de não ter ar o suficiente para todas, mas ao menos estavam vivas. 001 esfregou sua testa ensopada e olhou para Katrina que fazia o mesmo e depois para William que caia de joelhos e as chamas depois de ficarem azuis cessavam e ele voltava a ter um rosto com pele. Ele utilizou demais sua individualidade. O locutor chegou próximo do russo e ergueu um dos braços dele o declarando vitorioso. 001 foi o primeiro da plateia a se levantar e comemorar e mais se uniram a ele em questão de poucos segundos. O agente saiu da multidão e foi para o ringue onde apoiou o russo em seus ombros e depois se aproximaram do homem gordo que estava um embrulho em suas mãos e jogava para 001 assim que o viu se aproximar. Lá continha o dinheiro da vitória (15000), mas mesmo assim o agente se aproximou e esticou seu braço para cumprimentar o outro homem.

- Muito obrigado. – 001 comentou. Havia animo em sua voz.

- Vão embora logo. Esse cara matou meu segundo melhor e ainda torrou o meu melhor lutador. – O homem continuou. – Mas ele até luta bem. Vocês são da onde? –

- De nenhum lugar. Só estávamos em um bar e um cara entregou um papel com o endereço desse lugar. – 001 respondeu. – Nós estávamos precisando do dinheiro. Enfim, muito obrigado novamente. –

- Que seja. – O homem disse por fim e cumprimentou 001.

O agente olhou para o braço do gordo e pode ver de relance algo como uma tatuagem gasta, mas a forma quase semelhante de um crânio, no entanto voltou a olhar nos olhos do homem e sorriu se despedindo dele. 001, William e Katrina saíram do cargueiro e foram para o carro estacionado, pelo cansaço do russo era evidente que ele não iria pilotar sua motocicleta. Assim que o agente girou a chave no contato o rádio ligou.

“É isso senhoras é senhores! Uma raposa gigante evitou o desmoronamento completo da ponte e os pedaços destruídos foram refeitos como gelo. Não sabemos quem são os responsáveis, mas eles desapareceram da mesma forma que surgiram. Obrigado desconhecidos por salvarem vidas. Hoje vocês foram heróis.”

001 esfregou seus olhos e olhou para os dois companheiros. Ao menos três pessoas eram certas no que ouviram no rádio, mas ele ao menos gostaria de ter confirmação visual para culpa-los. O agente entregou seu celular para a manipuladora de sombras e nos minutos que ficaram estacionados ainda no porto eles puderam ver o vídeo do salvamento, uma ponte bem movimentada com um dos pilares destruído um desmoronamento para acontecer e só piora quando um impacto acerta a ponte e destrói um pedaço dela, mas antes de algo pior acontecer, uma imensa raposa alaranjada de nove caudas surge do nada e evita a queda enquanto gelo refaz tudo o que é destruído, a raposa desaparece e fim do vídeo, 1.000.000 de views o vídeo original mesmo o upload tendo sido a possivelmente menos de dez minutos.

- Droga. – 001 murmurou.

O agente ignorou completamente a motocicleta de William, ele que voltasse outro dia para busca-la, e dirigiu depressa para a casa. 001 ignorou completamente faróis e sentido de esquerda e direita, ele manobrava e desviava com êxito. Em menos tempo do que esperado eles chegaram a casa e o agente foi o primeiro a sair do carro e entrar na casa. Estava um silêncio, mas ele sabia que aquilo era enganação.

- Alarme nível três, quartos cinco, sete e oito.  – Um comando de voz para a casa.

E com isso um alarme alto soou nos respectivos quartos, mas somente na casa. Cada integrante foi saindo de seu quarto e descendo depressa as escadas e estranharem um agente deveras sério. Cada um usava seu respectivo pijama ou a roupa do dia. O alarme se desligou com outro comando de voz. Makoto Ishimaru, Mikaella Takeda e Gyako Kurotsuki eram os únicos fora de seus quartos.

- Aparentemente vocês saíram desta casa e evitaram o desmoronamento de uma ponte salvando assim incontáveis vidas. – 001 deu detalhes. – Parabéns aos envolvidos. Vocês são noticia em todas as estações de rádio, telejornais e inclusive na internet. O que vocês têm a dizer? – Silêncio absoluto. – Minha individualidade me permite sentir seus batimentos cardíacos. Fui treinado para mentir e para descobrir verdades. Falem. – Mais silêncio, no entanto era evidente o medo. – Vocês se tornaram heróis por quinze minutos. O que acha que vai acontecer se o Metal Death se interessar por essa noticia? Assim como vocês eu perdi alguém também no genocídio. –

- Exatamente. – Gyako falou e deu um passo a frente. – O genocídio tirou muito da gente, todos os dias pessoas estão sofrendo para vilões. Aquela ponte era para cair e matar inocentes. O cara que estava destruindo a ponte podia explodir as coisas um toque. – O lutador comentou e continuou. – Não sou a melhor pessoa para salvar outra, mas ao menos fiz a minha parte. – O lutador olhou nos olhos do agente. – Me puna se quiser, mas deixe-os fora. –

- Fui eu que os levei. – Makoto também falou. – E concordo com Gyako. Civis estão sofrendo todos os dias. Essa formação pode ser para conter o Metal Death, mas não nos foi dito nada a respeito de agir para salvar inocentes. –

- Se pensar assim, eu ajudei na reconstrução da ponte. – Mikaella murmurou. – E tentei enfrentar o vilão, mas ele fugiu. –

- Não vou punir ninguém. – 001 respondeu e olhou de um para outro. – Fizeram certo salvando inocentes e não sendo descobertos. Apenas achei que estava muito cedo ainda para vocês. – O agente sorriu. Um sorriso verdadeiro. – É assim que o retorno dos heróis começará. Um ato de bondade, um ato heroico. É assim que a era dos heróis recomeçará. –


Notas Finais


Desculpa se as lutas estão fracas, mas foi isso que minha cabeça pensou.
-
A última luta me inspirei no filme do Motoqueiro Fantasma.
-
É isso ai. Ainda to com dor de cabeça, mas não quero deixar a história parada.


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