História Empire of villains - Interativa - Capítulo 9


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Bnha, Boku No Hero, Interativa
Visualizações 36
Palavras 2.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Sakura


Era madrugada, mas do mesmo dia que o trio se aventurou no cargueiro. Era por volta de três e meia da manhã e bem possivelmente 001 fosse o único acordado naquela casa, o agente em seu quarto estava sentado em uma cadeira e com as mãos apoiadas em uma mesa com dezenas de documentos e uma pistola Smith & Wesson calibre 22 do lado e o pequeno abajur acesso para iluminar, e também uma garrafa de vodca pela metade e um copo em sua mão esquerda. O homem esfregou seus olhos com a mão direita e xingou mentalmente os deuses antigos e novos, seu celular ligado na cama soava um alarme baixo enquanto apontava para uma data que 001 considerava a mais importante de todas, mas também a mais dolorosa.

Era um dia depois do genocídio. O agente se encontrava em uma casa velha no meio do deserto já há algumas horas e com apenas uma garrafa de dois litros de água já pela metade com o único conforto sendo uma televisão, mas a imagem de qualquer que fosse o programa poderia ser considerada um verdadeiro lixo, no entanto quando se tratava do áudio ai já era outro nível.

- ... e não saiam de suas casas desacompanhados. Se sentirem que estão sendo seguidos ou observados vocês devem ligar para a policia. Os bancos de todo o mundo estarão suspendendo suas atividades a partir de sexta feira até a segunda ordem, guardem o máximo que puderem em suas casas. O governo liberou o uso de individualidades, mas não é por isso que podem usar sempre que quiser, a condição de uso é somente para proteção. –

E finalmente o áudio foi perdido. O agente esperando por algum acontecimento arrumava a única arma que tinha em sua disposição no momento, uma AWM com cartuchos o suficiente para matar seis dúzias de pessoas. Ele só parou porque sentiu algo em sua calça vibrar e mexeu no bolso e de dentro dele retirou seu celular pessoal e desbloqueou a tela e exibiu um sorriso verdadeiro com a ligação, a imagem da pessoa era de uma mulher de cabelo na altura dos ombros com a mesma cor que os olhos, ou seja, escuros e uma pele quase pálida e usando um tradicional quimono, acima da imagem estava escrito “Sakura” e o agente demorou a aceitar a ligação afinal ficou apreciando a foto tirada recentemente, mas ele atendeu mesmo assim.

- A pessoa que você procura não se encontra. Deixe um recado e em breve o amor de sua vida retornará. – Ele murmurou sem ao menos ousar sentir vergonha.

- Bobo. – A mulher do outro falo falou. – Onde você tá? –

- Segredo. Sabe como funciona. – 001 respondeu.

- Sei. Pode ser segredo, mas depois de um bom macarrão com um excelente vinho e um pouco de chantilly você me dirá tudo. – A mulher comentou. O jeito que ela falava deixou o agente ansioso, mas também envergonhado.

Sakura nada mais era que a esposa de 001. Mas devido a sua saúde frágil a profissão de heróis seria impossível para ela. Não que ela por um tempo durante seu crescimento não tenha cogitado ser uma heroína, mas como dito, sua saúde era frágil demais, seu corpo era fraco depois, até mesmo a primeira gravidez era um risco, mas tanto Sakura e 001 seguiam em frente.

- Você tá segura? – 001 perguntou.

- Estamos seguras. – Sakura respondeu. – Finalmente desempacotei tudo em casa e como senti vontade estou saindo para comprar um abacaxi para misturar com chocolate. –

- Eca. – 001 murmurou. – Cuidado na rua. Use a arma de choque em qualquer homem, mulher ou criança que encostar com muita força em você. – 001 mudava seu tom adotando uma seriedade, mas também uma preocupação e carinho evidentes.

- Tá bom papai. – Sakura respondeu. – Ah, mas antes de ir ao mercado estou a caminho do hospital, parece que nossa Amai-chan pretende chegar alguns dias antes. –

- Não brinca. – 001 disse com um tom tremulo.

- Nunca. – Sakura disse. Em sua voz havia um pouco de dor. – E parece que vai ver brava que nem o papai. –

- Assim espero. Não quero homem nenhum com ela pelos próximos 30 anos. – 001 se corrigiu. – 50 anos. – Ele olhou pela janela da casa e sorriu. – Meu trabalho tá a caminho querida, mas não desligue. Só cubra seus ouvidos. –

Houve silêncio, mas ele sabia que foi obedecido. 001 carregou sua AWM e depois mirou no primeiro carro que se aproximava a quase dois quilômetros, ele mirou no motorista que mantinha apenas uma das mãos no volante, e apertou o gatilho. Ele sorriu e enquanto a bala viajava partiu para outro alvo que era o motorista do carro de trás. Em segundos um a um foi morrendo e um a um os carros foram perdendo sua direção e batendo contra objetos fora da pista.

- Ainda não. – 001 falou no telefone. Em pouco menos de quarenta segundos não havia sequer um sobrevivente. Todos seus alvos naquela tarde eram de um grupo de vilões que no dia anterior assaltara um banco levando quantidades exorbitantes.

- Pronto? – Sakura perguntou do outro lado.

- Sim. – 001 respondeu. –O que acha de um foço com um jacaré? Ou metralhadoras com detectores de movimento nas árvores em volta da casa? –

- Para que? – Sakura perguntou.

- Para que eu impeça as impurezas do mundo de se aproximarem de Amai-chan. Não duvide de mim, eu posso escondê-la da humanidade por 60 anos. – 001 respondeu.

- Não faria isso. – Sakura falou.

- Um pai faria de tudo para proteger seu maior tesouro. – 001 murmurou. – Sua voz me da paz, sabia disso? – 001 comentou e continuou. – Mesmo que a gente não vá para o mesmo lugar depois de morrer, eu sinto que sua voz me dá um pedaço de um lugar que eu nunca terei. – 001 não esperou resposta. – Te vejo no hosp.-

- Sai do carro. –

001 ficou em silêncio. E com sorte conseguiu mudar para uma ligação em vídeo e viu o rosto amedrontado de Sakura, uma mistura de dor e medo, com uma arma apontada para sua cabeça em uma rua que o agente conhecia muito bem, a poucas quadras da casa que comprou com sua esposa. O resto que via era um braço com uma tatuagem de águia com uma caveira nas garras.

- Cara, ela tá vendo seu rosto. Mata ela. –

- Fica quieto. –

- Eu não farei nada. – Sakura murmurou.

Tudo aconteceu tão rápido. Ao virem que Sakura conversava com alguém por vídeo o mesmo homem com tatuagem não pensou mais de uma vez e atirou. O peito de 001 doeu quando a mulher caiu para o lado do banco com sangue escorrendo por seu peito, e depois outro tiro em sua cabeça e em sua barriga, e mais outros até um pente ser descarregado. O agente conteve ao máximo suas lágrimas, mas por fim falou.

- Eu vou matar vocês. – 001 do outro lado da linha. Do outro lado do mundo. Falava para os assassinos. – Sou agente especial e tenho licença para matar. Eu vou caça-los com reconhecimento de voz em cada maldito banco de dados dessa merda de mundo. Mas não vou mata-los primeiro, eu vou tortura-los e não será por alguns dias, será até o dia que eu me cansar de vocês, e eu não me canso de ninguém. – O agente dizia enquanto lágrimas escorriam de seu rosto sombriamente sério. – Vocês irão implorar pela morte. Isso eu garanto, mas não vou dá-la a vocês até que eu queira. Em nome de Sakura Ichiko e Amai Ichiko, eu vou matar vocês dois. Eu juro que vou atrás de vocês. – 001 terminou de falar justamente quando o celular de Sakura foi quebrado.

001 abriu seus olhos justamente quando o copo em sua mão caiu. Nem se preocupou em pegar o copo, mas sim levou a mão desocupada para o rosto e secou as lágrimas. Ele olhou para o celular e a dor de tempos atrás retornou em seu peito.

“Aniversário de Sakura”

O agente desviou seus olhos para a pistola Smith & Wesson calibre 22 na mesa e confirmou que nela havia somente uma bala. Mas ainda não era hora para fazer aquilo, os culpados pela morte dela ainda estavam vivos possivelmente. Não, tinham que estar vivos para que ele torturasse e matasse cada um deles. Ele murmurou uma ofensa para o mundo inteiro e depois de arrumar os papeis em sua mesa ele se ajeitou na cama e com o celular pessoal no peito tentou dormir.

Já passava do meio dia quando 001 se apresentava na Majest. Seu terno estava desarrumado e o agente fedia a álcool e a lamento e carregava em sua mão um pacote, o mesmo que recebeu do gordo no cargueiro. Assim que chegou na ala com maior número de cientistas ele jogou o pacote para o primeiro que olhou em sua direção e cogitou dizer um bom dia.

- Analise as digitais. Uma é minha, a outra eu quero saber de quem é. – 001 olhou no fundo dos olhos do cientista. – E eu quero saber onde Shinz tá. –

- Ok. –

- Não, eu quero mesmo saber onde aquele babaca tá. – 001 falou e se aproximou do cientista. Era evidente que a falta de uma ressaca servia apenas para deixa-lo furioso com tudo. – Onde ele tá. Fale-me ou você vai sangrar pelos olhos. –

- Lado errado da cama? –

001 olhou para trás. O cientista que ele procurava entrava na sala com um copo de café quente e um sorriso.

- O que foi? Dor por causa dos nano robôs? – Shinz perguntou.

- Não. – 001 respondeu. – Sua equipe tem hackers? – 001 perguntou.

- Tem um ou outro. Somos cientistas, não vândalos. – Shinz respondeu.

- Ótimo. Avise que eles têm trabalho a fazer. Peça que eles invadam cada site e apaguem todas as informações que possa ter a respeito de um vídeo da minha equipe. A raposa e o gelo e o desaparecimento foram às individualidades de alguns. Eu quero que o vídeo e qualquer outra coisa a respeito suma da internet. – 001 continuou. – E como tá aquilo que te pedi? –

- É difícil com apenas umas frases e uma vaga imagem de tatuagem. Deve saber que leva tempo. – Shinz respondeu. – Agradeça ao seu time, estive na ponte. Eles são heróis e você tá fedendo a álcool. –

- Minha vida não é da sua conta. – 001 disse e repetiu. – Encontrar e apagar. E encontrar e me informar para que eu apague. Entendido? –

- Sim capitão. – Shinz disse de uma forma que parecia brincadeira.

001 murmurou alguma coisa que o cientista preferiu ignorar. Naquele dia não tinha intenção alguma de socializar com qualquer ser vivo. Sua parte na porcaria da Majest já estava em processo. Ele deixou a agência e não retornou para a casa com inúmeros jovens, não, ele foi para outro lugar. 001 em quarenta minutos estava de frente para o tumulo de sua esposa e deixava algumas rosas azuis (já que são o símbolo do amor) e apoiava suas costas no concreto e conseguia por um momento sentir como se estivesse ao lado de sua mulher.

- Oi. – Ele sussurrou. – Até gostaria de falar algumas coisas, mas você sabe como é, é sigilo absoluto. – O agente olhou para cima enquanto falava. – Nossa casa foi bem alterada. Eu acho que você não gostaria do resultado final, mas eu também não gosto por não ter seu jeito fofo. – Ele esfregou o cabelo arrepiado. – Mas lá agora tem mais gente do que prevíamos. Os quartos de hospedes que seriam para seus pais e irmãs pelo visto vieram a calhar. Desculpe-me Sakura, ainda não encontrei aquelas pessoas. – Ele esfregou os olhos secando o que quer que fosse escorrer deles. – Minha vida tá corrida. Mas como eu disse não posso falar nada, nem mesmo por um bom macarrão ou um excelente vinho. – O homem abraçou seus joelhos ao fim daquele comentário. – Droga, um dia tão perfeito e logo agora começa a chover. –

Mas não estava chovendo. Eram as lágrimas de 001 que não conseguia mais conte-las.


Notas Finais


Ai um pouco do passado do seu agente favorito.
-
A frase final me inspirei totalmente em FMA onde Roy Mustang chora por Maes Hughes, meus dois personagens favoritos.
-
Desculpe se o capítulo tá fraco ou seus personagens não tiveram presença.
-
Para quem quiser saber, a esposa de 001 tem a aparência de Shizune (Naruto).


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