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História Empire Vendetta 1898: A Primeira Vendetta (Amostra) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 2: Nos Becos de Smokes


Manuel acordou cedo e desligou o ventilador, após ficar quase cinco minutos para descobrir como se desligava aquilo. Ele se trocou e desceu até a cozinha, notando que na mesa havia um tipo de bolo que lembrava um panetone e alguns pães, com o cheiro do café se espalhando pela cozinha. Manuel se sentou e logo Bruno veio a mesa, com a velha Maria trazendo o café em um delicado bule.

- Como dormiu Manuel? Perguntava Bruno.

- Bem, apesar de demorar para pegar no sono, devido ao barulho daquela geringonça de ferro! Respondia Manuel, cortando um pedaço do bolo de frutas.

- O ventilador? Demora para você se acostumar, mas é uma mão na roda! Dizia Bruno, passando geleia em um pedaço de pão.

- Isso é uma barulheira degradante! O Bruno só não liga para isso, porque é cheio de ideais igual o pai dele! Como se já não bastasse ter os olhos iguais aos dele! Reclamava Maria.

- Até ontem você dizia que não vive sem mim, mamãe! Completava Bruno.

- Talvez? Agora coma meu Bruninho, para ficar bem gordinho e não questionar os gostos de sua mãe! Dizia a velha, passando a mão no rosto de Bruno.

- Achei que ela era inofensiva Bruno! Cochichava Manuel.

- Achou errado. Essa velha está sempre à frente de meus pensamentos! Terminava Bruno, colocando um pouco de café em uma xícara.

Após terminar a refeição, Bruno mandou Manuel se trocar e encontrar ele na frente do prédio. Manuel saiu da mesa, vestiu a melhor roupa dele e seguiu até Bruno, que estava o esperando na frente da porta do prédio.

- Está pronto Manuel? Dizia Bruno, acendendo um charuto com um fósforo.

- Estou Bruno!

- Então vamos até o outro lado da rua, dizia Bruno, soprando a fumaça do charuto.

Bruno e Manuel começaram a atravessar a rua de pedra a passos lentos, com Bruno fumando o charuto.

- Nesse serviço você não deve só confiar na sua arma, deve aprender a lutar! Dizia Bruno.

- Entendo!

Sem perceberem, uma carruagem veio na direção deles, quase atropelando Bruno e Manuel, irritando o condutor dela.

- Saiam da frente seus bastardos! Gritava o homem na carruagem.

Bruno encarou o condutor, jogando o charuto no chão e assustando o homem da carruagem, assim que reconheceu Bruno. O condutor guiou os cavalos e a carruagem para a pista contrária e despareceu de vista.

- Malditas carroças, charretes, carruagens e cavalos! Vamos ignorar esse ocorrido e continuar, Manuel. Dizia Bruno pisando em cima do charuto acesso e o recolhendo do chão.

Bruno levou Manuel até o outro lado da rua, jogando o charuto em uma lixeira e seguindo com o rapaz até um beco, onde alguns homens apostavam algum tipo de jogo, jogando grãos de milho em um buraco.

- Ei vocês, estão a fim de ganharem dinheiro? Gritava Bruno para os homens apostando.

- O que você pretende italiano estúpido? Retrucava um dos homens, irritado.

- Se quiserem um pouco de dinheiro, basta lutarem com meu amigo aqui! Respondia Bruno, apontando para Manuel.

- Não estou afim de lutar com ele e eu tenho uma faca! Gritava um dos apostadores, pegando uma faca do bolso e apontando para Bruno.

- Não há escolha "amigo"! Reclamava Bruno, tirando de dentro do paletó uma espécie de um pequeno cano de ferro.

- Vá para o inferno! Gritava o apostador da faca, partindo para cima de Bruno com a arma branca.

Bruno desviou do golpe, pegou o cano de ferro e acertou o joelho do apostador com força, o machucando e fazendo a faca cair no chão, recolhendo-a do chão.

- Maldito! Gritava o apostador machucado.

- Se não fizerem o que eu mando, estarão nadando no canal de Industrial Suburbs até o fim do dia! Gritava Bruno.

- Não faça nada conosco! Reclamava o terceiro apostador.

Bruno olhou para os apostadores, que estavam assustados, e se virou para Manuel.

- Manuel, vou lhe ensinar o básico para sua defesa!

- Entendi Bruno!

- Então vamos começar do início!

Bruno passou todo o conhecimento de luta dele para Manuel, o ensinando verbalmente golpes de ataque e defesa.

- Ótimo Manuel, agora me mostre o que você aprendeu! Dizia Bruno, cruzando os braços e esperando Manuel lutar contra os apostadores.

Manuel foi para cima dos apostadores e nocauteou os dois apostadores rapidamente, sem levar nenhum arranhão e usando tudo o que tinha aprendido com Bruno. Após Bruno ver que os apostadores estavam fracos, ele parou Manuel, segurando o jovem pelo ombro.

- Aqui o dinheiro rapazes! Dizia Bruno, jogando várias notas de dólares elbraerianos no chão, próximo aos apostadores.

- O que faço com esse último Bruno? Questionava Manuel.

- A arte de luta nobre! Pegue essa faca que ele deixou cair e utilize-a contra esse bastardo! Dizia Bruno, entregando a faca do apostador para Manuel.

Manuel pegou a faca das mãos de Bruno e seguiu as instruções dele, acertando vários golpes não letais no homem machucado. Quando Manuel ia acertar um golpe mais forte no apostador, Bruno decidiu intervir naquela luta.

- Chega Manuel! Gritava Bruno.

- Entendido! Dizia Manuel, jogando o homem ferido no chão.

Bruno então tirou um maço de dinheiro do paletó e se virou para o homem ferido, jogando o dinheiro nele.

- Pegue essa grana escória e desapareça daqui! Gritava Bruno.

- Que... Que seja! Reclamava o apostador ferido.

- Vamos levar Silas ao médico! Gritava um dos apostadores para o outro.

Os dois apostadores pegaram o dinheiro e colocaram no bolso de Silas, apoiando-o nos ombros e se afastando do local. Bruno então os esperou sumirem de vista e se virou para Manuel.

- Manuel, se precisar de outras facas ou punhais, você pode sempre pegar mais no meu apartamento, já que tem milhares dessas armas brancas em Empire Italy!

- Obrigado Bruno!

- De nada Manuel. Agora, vamos até o outro quarteirão, você vai dirigir!

- Tem algo para me dizer sobre os veículos?

- São iguais carroças ou carruagens, só que sem cavalos e com alguns comandos a mais!

- Entendo.

- Vamos logo Manuel, não tenho a manhã inteira! Terminava Bruno, saindo do beco.

Manuel e Bruno atravessaram a rua e foram até a garagem do prédio, entrando no veículo de Bruno. Ele ensinou Manuel a como dirigi-lo e após o jovem pegar a prática, Bruno deu à direção para onde eles iriam. Manuel guiou o veículo até os dois um bairro com prédios meio descascados e precários, com uma estradinha de terra e calçadas esburacadas, com o nome de Latina.

- Pare o carro atrás daquela charrete cinza Manuel! Dizia Bruno, apontando para uma charrete em frente a um prédio de tijolos.

- O que é esse bairro Bruno? É horrível!

- É um bairro de pessoa pobres que vieram de El Braer. Tem alguns mexicanos ou cubanos de American também!

- Entendo. E o que vamos fazer? Perguntava Manuel, descendo do carro.

- Vamos cobrar um dono de uma loja de móveis que deveria ser obediente a meu chefe, porém acabou por trair nossa confiança e vendeu a alma para os Tantinos!

- Tantinos?

- Uma das nove famílias que comandam essa cidade. São um bando de gordos que dominam o abatedouro em The Docks, as docas em que os imigrantes ilegais chegam!

- Se eu soubesse disso...

- Se o passado lhe interessa tanto Manuel, eu acho que você deveria ter ido para El Braer, ao invés dessa cidade!

- E o que isso tem a ver?

- Pois assim que você chegasse no porto e tivessem visto seus documentos, os oficiais corruptos iriam pedir um tributo para mandarem você para cá!

- Não querem imigrantes no continente, não é?

- Imigrantes em El Braer é só motivo de guerra e de se envolverem em grupos de foras da lei, roubando até mesmo mulheres e crianças! Mais alguma pergunta tola?

- Sim. O que você faz não é fora da lei?

- O que eu faço está acima da lei! Nós auxiliamos as camadas populares e acabamos com esses arruaceiros "foras da lei"! Então se você acha que está fazendo algo errado Manuel, na próxima vez, não tente vir para Empire Italy e não tenha seus documentos vistoriados. Vá para El Braer e vire refém da corrupção humana de lá!

- Obrigado pela dica Bruno, mas o que passou, passou!

- Então já que deixou seu passado morto, vamos falar com o El Jegue e resolvemos a situação!

- Quem é El Jegue?

- El Jegue é um mexicano em que posso confiar! Dizia Bruno, abrindo a porta do prédio e subindo nas escadarias.

- E qual o problema com os mexicanos? Indagava Manuel, seguindo Bruno.

- "Todo mexicano que vive em Empire Italy e sabe fazer aqueles 'nachos', não são confiáveis"! Ou pelo menos foi o que a filha do prefeito disse! Respondia Bruno, subindo outro lance de escadas.

- Isso parece meio racista!

- Não é racista, a filha do prefeito está certa!

- E por quê?

- Porque segundo as notícias: um mexicano que vendia nachos nesse bairro, matou a própria namorada por simplesmente ela não saber lavar roupas como a mãe dele! E outro que também vendia nachos, matou o filho e a esposa justamente por que a criança disse para mãe que o pai dela estava sem roupas com outros dois homens no Lago Sujo do porto, onde nasce o canal!

- Que horrível!

- Sim. Agora chega de conversa fiada Manuel! É aqui onde mora El Jegue. Dizia Bruno, batendo na porta do apartamento no terceiro andar.

Bruno bateu na porta duas vezes e um homem gordo, de bigode grosso, aparência mexicana e olhos castanhos atendeu.

- Bruno Burginne, o que lhe traz a "mi casa", hoje? Perguntava El Jegue,

- Bom dia El Jegue. Eu quero conversar com você a respeito da loja de móveis de Pedro Peacake! Quero saber de tudo o que notou de estranho nos arredores da região recentemente! Dizia Bruno.

- Si, si! Entre, mande seu amigo ficar à vontade, Brunito! Dizia El Jegue, apontando para o sofá da sala.

- Entre Manuel e como ele disse, fique a vontade! Dizia Bruno, entrando no apartamento e se sentando na ponta do sofá.

- Obrigado senhor! Dizia Manuel, entrando no apartamento logo atrás de Bruno, se sentando na outra ponta do sofá.

El Jegue olhou para os dois lados da porta de entrada e a fechou. Ele então se sentou em uma cadeira de madeira, em frente ao sofá onde Bruno e Manuel estavam sentados, e passou a encarar eles.

- E então, quem é esse "cabrón", Brunito?

- Sou Manuel Bersotti. Muito prazer! Dizia Manuel, dando a mão para El Jegue cumprimentar.

- Enrico Juarez. Mas como notou, pode me chamar de El Jegue! Dizia El Jegue, cumprimentando Manuel.

- Haham... Vamos aos negócios El Jegue! Interrompia Bruno.

- Claro, só estava tirando umas informações! Mas a respeito de negócios: recentemente notei alguns homens dos Tantinos rondando a área com algumas maletas. Alguns deles entraram em negócios locais e depois disso só vi coisas quebradas e pessoas feridas, entre eles o Pedro Peacake, da loja de móveis! Dizia El Jegue.

- Entendo, minha hipótes sobre os Tantinos estava certa! Dizia Bruno.

- Isso não é o pior Bruno. Tem homens dos Tantinos rondando toda a área e ainda para piorar, minha esposa disse ter visto um confronto entre homens armados perto do armazém de secos e molhados! Dizia Manuel.

- Será que os Tantinos estão quebrando o código das nove famílias? Mas por que? Indagava Bruno.

- Seu chefe não sabe de algo Bruno? Perguntava El Jegue.

- Vou ligar para ele e ver o que eu faço! Posso usar o telefone El Jegue? Perguntava Bruno.

- Pode sim! Respondia El Jegue.

Bruno se levantou e foi até a cozinha, pegando o telefone e ligando para alguém. Ele conversou com a pessoa por um tempo e reportou a situação, desligando o telefone assim que terminou a conversa.

- El Jegue, estamos de saída, aqui está um pequeno agrado pela informação! Dizia Bruno, entregando um envelope que tirou do paletó para El Jegue.

- Muchas Gracias Bruno! Deixe-me levar vocês até a saída?! Indagava El Jegue, se levantando da cadeira.

- Claro El Jegue. Terminava Bruno, seguindo El Jegue até a porta do apartamento.

El Jegue levou os dois até a saída do apartamento, se despedindo de Bruno e Manuel. Os dois homens desceram as escadarias e saíram do prédio, entrando no veículo. Bruno pegou o volante do carro e Manuel foi para o acento do carona, e assim que Bruno ligou o motor do carro, eles seguiram viagem.

- E agora Bruno? Perguntava Manuel, no meio do caminho.

- Meu chefe disse que está chegando a hora de "abrir os livros" novamente! E eu informei a ele sobre um certo "picciotto" que estou treinando. E além do mais, ele deu carta branca para pegarmos o que pertence à família de volta, já que levou muito tempo para mim fazer meus ossos nesse negócio e não quero perder nenhum comércio que eu conquistei para os Tantinos!

- "Picciotto", não é? Então vamos resolver isso Bruno e ensinarmos uma lição aos Tantinos!

- Sim Manuel. Você agora vai aprender a como ter comerciantes trabalhando para você!

Bruno guiou o veículo até a loja de móveis com a fachada Peawood Móveis, onde haviam dois homens de terno preto e sapatos sociais marrom na frente. Ele estacionou o veículo em um local próximo, observando a loja de longe.

- Esse lugar é um desrespeito por inteiro! Ele nunca deveria ter trocado nossos móveis por qualquer coisa que os Tantinos ofereceram para ele! Reclamava Bruno.

- O que vamos fazer Bruno?

- Vamos para os fundos da loja! Pegue esse garrote e se esconda em um canto escuro, assobie ou jogue um objeto qualquer para chamar atenção de um dos cavalheiros e o enforque com isso! Dizia Bruno, entregando um garrote para Manuel.

- Enquanto a você Bruno? Perguntava Manuel, pegando o garrote e o guardando no paletó.

- Vou fazer o mesmo, porém na direção oposta!

- Entendido!

Bruno guiou o veículo até a saída lateral do beco, parando-o e descendo do veículo. Manuel o seguiu e se esgueirou, ficando com o primeiro mafioso. No momento em que Bruno se afastou, Manuel se posicionou em um canto escuro, onde havia alguns tijolos soltos de alguma obra. O rapaz então pegou um dos tijolos e mirou próximo ao mafioso, em uma distância que ele ouviria e se direcionaria até o barulho. Ele então jogou o tijolo e chamou a atenção do homem, que se aproximou da direção do barulho. Após o mafioso chegar no local onde o tijolo foi lançado, Manuel assobiou para atrair a atenção do homem para próximo a ele e assim que o mafioso chegou bem perto, Manuel o esperou virar de costas e se preparar para sair, pulando no pescoço dele e enrolando o garrote no homem. O pobre mafioso desavisado agonizou por um bom tempo, tentando arrancar do pescoço aquele fino arame que o enforcava. Após alguns segundos o homem sucumbiu ao chão, com Manuel checando o pulso dele e comprovando a morte do mafioso. Após algum tempo Bruno foi até ele, levando o corpo do outro mafioso nos ombros.

- Bom trabalho Manuel. Agora pegue esse entulho no chão e o esconda-o nesse canto escuro! Dizia Manuel, jogando o corpo no local escuro onde Manuel deveria esconder o corpo do outro mafioso.

Manuel arrastou o homem e o escondeu, seguindo Bruno até a loja e aproveitando para observar se não havia mais nenhum soldado dos Tantinos na área. Os dois entraram na loja, assim que confirmaram a segurança deles, e Bruno se aproximou do balcão, onde havia um homem gordo, de cabelo e bigode grisalhos.

- Bom dia senhor Peacake, vejo que está com um estoque novo de móveis aqui! Dizia Bruno ao homem.

- Bruno Burginne, o que está fazendo aqui? Não quero fazer negócios com você! Reclamava Pedro Peacake, o dono da loja.

- Olhe a educação Pedro! O velho oeste elbraeriano foi fraco nessa ilha e acabou a quase vinte anos atrás!

- Que a história vá para os quintos dos infernos! Eu não vou negociar com você e ponto final! Reclamava Pedro.

- Seu desejo é uma ordem Pedro! Manuel, ensine para esse cavalheiro as boas maneiras, se necessário for, quebre a loja dele ou uma ou duas costelas dele! Dizia Bruno, se retirando do balcão e conversando no ouvido de Manuel.

- Entendo Bruno.

Manuel se aproximou do balcão, olhando toda a loja. Ele então se direcionou a Pedro, que parecia zangado.

- Já disse que não vou negociar com Bruno! Reclamava Pedro.

- Não é com Bruno que você vai negociar senhor Peacake, é comigo! Retrucava Manuel.

- Tente!

Manuel observou a loja novamente e pegou uma cadeira de valor alto nas mãos, quebrando-a com uma pisada.

- Pode quebrar minha loja inteira, eu faço outro estoque! Dizia Manuel.

- Então se é assim senhor Pedro Peacake, o que acha das suas costelas? Dizia Manuel, entrando no balcão e dando um chute nas costelas de Pedro.

- Seu demônio italiano! Reclamava Pedro, segurando as costelas no chão.

- Ou você abandona os Tantinos ou eu te chuto até quebrar suas costelas! Reclamava Manuel, pegando Pedro do chão pela gola da camisa e o erguendo, ameaçando dar um soco nele.

- Chega por favor! Eu acabei de voltar da clínica por causa dos ferimentos causado pelos Tantinos no meu lindo corpo! Reclamava Pedro.

- Não estou nem...

- Chega Manuel! Pegue o veículo e coloque em frente à loja enquanto eu termino com Pedro! Dizia Bruno, interrompendo Manuel.

Manuel soltou Pedro e saiu do local, pegando o veículo de Bruno e o guiando até a frente da loja, esperando Bruno terminar os negócios com Pedro. Após um tempo, Bruno saiu da loja e se direcionou até o carro.

- Ótimo Manuel. Aos fundos da loja de Pedro tem um caminhão, vá até lá e coloque os corpos nele e os tampe com a cobertura que ele usava no antigo carroção dele! Pegue o veículo e leve-o até o bairro de Junk City e os jogue dentro de uma carruagem abandonada qualquer. O resto a natureza cuida!

- Certo Bruno! Mas o que é um caminhão?

- Ah sim: é um tipo de carruagem similar a um vagão de trem, feito para puxar cargas. É feito de madeira e aberto nas laterais, você deve conduzir ele como um carro!

- Entendi e depois?

- Depois você estará livre para fazer o que quiser! Amanhã nós vamos resolver outros negócios!

Manuel saiu de perto do veículo de Bruno e se direcionou para a parte traseira da loja. Ele então encontrou o caminhão e Pedro parado próximo a ele. Manuel pegou e arrastou um dos corpos por primeiro e o deixou perto do caminhão, se direcionando até Pedro.

- Irei usar o seu caminhão, se você não se importar!

- Bruno já me disse isso, pode usar! Eu vou colocar esse homem dentro do veículo e você traga o outro corpo antes que a polícia apareça e Bruno me degole! Reclamava Pedro.

- Certo.

Manuel saiu de perto de Pedro e foi recolher o outro corpo, notando que Pedro já havia posicionado o primeiro corpo dentro do caminhão. Manuel e Pedro ergueram o outro e os cobriram com a cobertura de carroção, amarrando-a nas laterais do veículo com cordas, para evitar que ela saísse voando.

- Ótimo, só traga o veículo de volta para mim inteiro! Dizia Pedro.

- Irei fazer isso senhor.

Manuel subiu no caminhão e o guiou em direção a Junk City. Assim que Manuel alcançou o bairro, uma bicicleta se aproximou do veículo pedindo par Manuel parar: era um policial. Manuel decidiu parar o veículo e esperou o policial se aproximar dele.

- Bom dia senhor. Por obséquio, você poderia descobrir a carga para vistoria?

- Claro senhor policial!

Manuel desceu do veículo e se dirigiu até a traseira, abrindo a porta que dava acesso ao compartimento de carga. O policial então subiu em cima da cobertura, sentindo que estava pisando em algo estranho, decidindo imediatamente arrancar a cobertura, o que revelou os dois corpos dos mafiosos.

- Isso aqui são corpos!? Você está pre...

Antes do policial terminar de falar e pegar a arma, Manuel pegou e perfurou a garganta do policial com a faca. O policial caiu agonizando em cima dos corpos. Manuel então recolheu a arma do policial e guardou no paletó. Após isso ele se aproximou do policial e cortou a artéria carótida dele, assim como Bruno o ensinou. O policial havia falecido e Manuel então o cobriu com a cobertura de carroção. Manuel desceu do veículo e trancou a porta traseira do caminhão, jogando a bicicleta do policial na carroceria, em cima dos corpos, e indo até Junk City, guiando o veículo até um cemitério de charretes de luxo.

Manuel desceu do veículo e retirou a bicicleta, a guardando dentro de uma charrete maior, que após se livrar dela, Manuel descarregou os corpos do caminhão e os arrastou para dentro de outra carruagem cheia de vinhas. Ele então pegou a cobertura do carroção e limpou o sangue da faca, das mãos e do caminhão, a jogando junto aos corpos. Após isso ele saiu a toda a velocidade do local, indo até Latina para devolver o veículo de Pedro. Manuel então parou o caminhão na frente da loja e esperou por Pedro, que veio correndo ao notar o veículo.

- Está inteiro! Graças a Deus! Dizia Pedro, olhando minimamente o veículo.

- Como pediu Pedro. Agora se me der licença, eu vou indo!

Manuel saiu do local e seguiu a pé até o apartamento de Bruno. Ao entrar no apartamento Manuel subiu até o banheiro e tomou um banho. Após isso, ele pegou as roupas sujas e desceu até a cozinha, onde Maria preparava o almoço.

- Dona Maria, onde eu posso lavar minhas roupas? Perguntava Manuel.

- Deixe que eu as lavo! Estou acostumada a limpar as roupas cheias de sangue de animais das caçadas de Bruno!

- Sangue de animais, não é? Cochichava Manuel.

- Disse algo?

- Não dona Maria! Obrigado, mas eu acho que eu mesmo lavo minhas roupas!

- Então tá. Pode usar o tanque lá atrás, na porta dos fundos!

Manuel lavou as roupas e as colocou para secar na janela do apartamento. Após isso, ele foi chamado para o almoço, comendo o risoto de Dona Maria, sendo apenas ele e ela naquela refeição, já que Bruno não estava lá. Após o almoço, Manuel dormiu um sono durante a tarde e após isso, passou o dia inteiro lendo alguns livros que tinham na sala de estar. Manuel ficou tão entretido nos livros que nem notou o anoitecer, restando para ele seguir para o jantar assim que sentiu o cheiro de comida. Manuel então foi até a sala de jantar e percebeu que Bruno havia voltado e estava sentado na mesa.

- Decidiu aparecer Bruno? Nem vi quando você chegou! Dizia Manuel, se sentando na mesa.

- Estava resolvendo uns negócios e quando voltei não quis atrapalhar a sua leitura! Mas de qualquer modo, você deu conta do serviço?

- Sim.

- Ótimo. Pegue esse dinheiro pelo serviço! Dizia Bruno, entregando trezentos dólares elbraerianos para Manuel.

- Obrigado Bruno.

Manuel pegou o dinheiro de cima da mesa e guardou no bolso. Após um tempo dona Maria chegou com o jantar, com os três jantando e indo dormir logo após isso. Manuel se lavou e se deitou na cama olhando para o dinheiro e refletindo se o que estava fazendo era certo ou errado. Manuel deixou o dinheiro na mesa de canto, afofou o travesseiro de penas e se deitou de lado, até pegar no sono.


Notas Finais


Loteria de Histórias: Parabéns, você encontrou um bilhete literário premiado, por favor comente para dar baixa nele!

Obrigado pela leitura. Se você gostou dessa amostra, por favor comenta! Levarei a história que tiver comentários na frente das outras, tendo os capítulos escritos e postados por primeiro. Agradeço desde já!

Obs: O sistema de sorteio pode ser meio preguiçoso, você tem o direito de cobrar quantas vezes desejar, só não deixe de ler por isso.


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