1. Spirit Fanfics >
  2. Encantado >
  3. Dois; Doçura.

História Encantado - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Era p ser dois caps, mas né KKK

melhor de três carai

espero que gostem!
boa leitura!
perdão por qualquer errinho! <3

Capítulo 2 - Dois; Doçura.


— Mas que merda, Alya!!

Marinette chiou irritada num tom ranzinza e estridente que fez a cabeça – já dolorida – de Alya latejar.

Marinette estava terrível naquele dia.

Ela tentava dar descontos para a princesa. Ela se casaria em breve, e isso deveria estar consumindo sua mente e remoendo-a por estar começando a aproximar-se de Adrien com passos de bebês. Ficava curiosa pelo fato de Marinette ainda não ter começado a tagarelar sobre seus pensamentos sobre o noivo, e sua parte fofoqueira não se mantinha quieta com a vontade de perguntar.

Contudo, a Cesaire não seria invasiva daquele modo.

— Por que está chiando se foi você quem pediu que eu apertasse esse espartilho?!

— Porque pedi para que apertasse, não para que me sufocasse! É diferente!

— Ai, Marinette! — Alya terminou de lacear a vestimenta e se afastou com uma revirada de olhos. — Você está insuportável esses dias! Anda, desembucha sobre o que está te deixando desse jeito!

A aia cruzou os braços de maneira intimidante. Marinette acanhou-se por um momento, as bochechas tornaram-se encarnadas e ela levou os braços as costas como uma criança que aprontara.

— Marinette...

— Eu acertei uma bofetada em Adrien sem querer, e estou em frêmitos de medo que ele conte para meus pais.

Alya arregalou os olhos.

— Mas... raios! Como assim?!

Marinette sentou-se na cama.

— Eu esqueci que estou noiva! Ele se aproximou, pensei que fosse algum guarda atrevido e zás! Cinco dedos foram certeiros no rosto dele!

Alya levou as mãos até o rosto, meneando a cabeça em negação.

— Você, ao menos, se desculpou? — Marinette negou. — Você deu a entender que estava arrependida ou que foi um acidente?

Marinette cruzou as pernas.

— Eu saí correndo.

— Sem mais nem menos?

— É!

A aia ganiu, sentindo uma pequena vertigem de desespero. Marinette não tinha modos! Ela ainda levá-la-ia a loucura!

— Ai, Marinette! Você não tem um pingo de juízo na sua cabeça oca! Adrien...

— Adrien nem mesmo deve ter sentido dor! Foi um tapinha de nada! — Então, a mestiça se levantou. — E se me der licença, vou para minha aula de costura.

[...]

Marinette havia passado bons longos minutos sentada em seu banquinho em uma das salas do palácio. Costurava com graça, perdendo-se naquele hobby atrativo. Os dedos brincavam com a agulha e ela mal se espetava com ela. Já era – de fato – experiente com aquele objeto.

Porem, perdeu toda a concentração quando ouviu a porta amadeirada sendo arrastada sobre o piso polido.

— Já disse, Alya! Não gosto de ser atrapalhada quando estou...

— Não sou Alya.

A voz masculina fê-la saltar.

— A-Adrien! — Riu com um nervosismo mascarado pela graciosidade de seu tom adocicado. — O-Olá.

O loiro se aproximou, após fechar a porta com delicadeza. Parou alguns metros longe dela e sorriu de modo atrevido.

— Está seguro para que eu me aproxime?

Marinette fechou a cara.

— Foi um acidente, mas saiba que não temo em fazer por querer.

Adrien acabou rindo.

— Não seja maldosa, não hoje que vim chamá-la para darmos uma volta pelos jardins. — Ele deu de ombros. — Está um belo dia...

Marinette sentiu-se um pouco pensativa. Aceitar ou não? Era uma questão um tanto difícil.

Mas acabou estendendo-lhe a palma, que ele segurou com firmeza e de modo amável.

Saíram da sala, passaram pelos corredores e desceram pela escadaria enorme. Cumprimentavam a todos com sorrisos graciosos e extasiantes enquanto caminhavam lado a lado por toda aquela parte do castelo

Não tardaram em chegar no amplo campo florido do castelo, onde rosas vermelhas despontavam entre os arbustos esverdeados. O pátio cimentado e pintados brilhavam naquela hora do dia. Adrien andava de modo calmo e ela o seguia, com o braço entrelaçado ao dele.

— Sua mãe me disse que esse jardim fora criado para você.

— É verdade... eu vivia correndo por aqui quando era menor.

— Deveria ser uma adorável visão.

Ela sorriu.

— Tem algo específico que queira saber?

Adrien a encarou, curioso.

— Uh... como assim?

— Você não me chamou aqui para nada, então pergunte logo!

O loiro sorriu, com um acenar de cabeça.

— Só quero passar um tempo com você. — Ele deu de ombros. — Vamos nos casar em breve, e quero... que tenhamos um tempo juntos para não ser estranho.

— Será estranho de qualquer forma. — Marinette bufou.

Adrien ficou repentinamente tímido.

— Sei que não era de seu desejo estar se casando comigo, mas quero que... ao menos possamos nos entender um pouco. Não sou uma má companhia, e juro que tentarei ao máximo ser uma boa companhia e um bom rei ao seu lado.

Marinette estalou a língua.

Ela duvidava um pouco. Adrien era um mero camponês, ela tampouco sabia se ele era letrado. Como poderia ser um bom rei?! O povo estava louco!

— Com certeza. — Ela fingiu um sorriso doce. — Você vai ser um ótimo rei.

— Está sendo irônica?

— Vamos mudar de assunto? — Marinette desviou o olhar. — O que acha das flores?

— Belas, como você.

— Está sendo galanteador.

— Estou te elogiando, não se pode?

Marinette suspirou, girou e olhou-o.

— Não precisa me elogiar a cada momento, não é assim que vai ganhar minha amizade ou algum afeto. Seja sincero e seja você, sem precisar de todas as falsas formalidades que alguém te ensinara para vir até mim. — Marinette deixou que o ar saísse por suas narinas de um modo pesaroso. — Se quer manter um bom relacionamento comigo, é bom que comece sendo honesto em suas atitudes.

Adrien bufou.

— Estou sendo, princesa, acredite. — Ele cruzou os braços. — Te acho bela, e quem não acharia? Você é divina, e tenho certeza que os príncipes tinham um penhasco por você. Sei que não me acha capaz e que não dá nada por mim, mas fui ensinado por um dos anciões da vila, que me ensinou sobre a escrita e leitura. Não sou um ignorante, pode ficar tranquila.

Marinette mordiscou o lábio ínfero.

— Não achei que fosse.

— Não minta, você não sabe mentir.

A frase a fez cruzar os braços com uma careta marrenta.

— Desde quando você sabe o que sei ou não sei fazer?

— Desde quando comecei a prestar atenção em você.

— Humpf, nos conhecemos faz menos de um mês!

— Isso é o suficiente pra que eu descubra se gosto ou não de você... — Adrien se aproximou com cautela. — E eu gosto, muito.

Marinette percebeu veracidade nos olhos do maior. Sentiu-se atraída e deixou o corpo aproximar-se do dele. Não percebeu o limite que ultrapassaria, afinal, ela queria.

Por isso, deixou que os lábios roçassem aos dele em um selo suave, que foi atrapalhado quando ouviram passos. Marinette olhou assustada, vendo que era apenas uma serva que ia apressada para dentro do castelo.

— Marinette...

— Eu preciso ir. — Ela murmurou e se afastou, com a mão tocando os lábios.

Aquilo havia sido doce.


Notas Finais


HEEEEEEEEEEEHEEEEEEEEE

o ultimo cap eh a pegação fds q

espero que tenham gostado!
obrigada por lerem!
comentáriox sempre bem vindox!
beijão! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...