História Encarnado (One-shot) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Necrofilia, Violencia
Visualizações 13
Palavras 930
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Violência
Avisos: Adultério, Necrofilia, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Um pequeno conto escrito em uma madrugada de insônia e tédio. Espero que gostem da história, boa leitura à todos!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Albert  acordava às 06:00 da manhã todos os dias de segunda à sexta para trabalhar na portaria da escola primária, fazia isso há 20 anos desde que chegou na cidade. Tinha 40 anos e morava sozinho no final da rua ao lado de uma casa abandonada. Era um homem amável e prestativo com todos, tanto pais ou crianças. Um dia quando saía de casa para seu trabalho percebeu que a casa abandonada, chamada de assombrada pelas crianças, estava sendo reformada. Duas semanas depois numa sexta-feira, as suspeitas de Albert se concretizaram: um novo vizinho, mais precisamente uma nova vizinha. Ela era uma mulher que aparentava ter seus 35 anos, bonita, alta, ruiva e solteira. Quando chegou em casa do serviço, Albert decidiu dar às boas-vindas a nova vizinha e foi até a sua casa. Chegando lá, depois de três toques na campainha ela abriu a porta e perguntou de forma doce:
- Pois não, em que posso ajuda-lo?
Albert reparou que ela estava elegantemente vestida como se fosse a um encontro, porém ela era recém-chegada e não conhecia ninguém na cidade. Isso o fez lembrar de seu propósito em estar parado em frente a casa dela admirando sua beleza.
– Boa noite, eu sou Albert seu vizinho e vim lhe dar às boas-vindas - Enquanto falava, Albert  era hipnotizado pelo olhar sedutor da mulher. Ela respondeu:
- Ah, boa noite. Obrigada Albert por ser tão prestativo. Eu me chamo Mary Ann, é um prazer te conhecer.
- O prazer é todo meu - disse Albert tentando desviar o olhar do decote que ela tinha em seu vestido preto.
– Oh Albert, você me pegou desprevenida. E estou realmente ocupada hoje, será que poderíamos conversar amanhã?
– Mas é claro - disse Albert entregando a ela o bolo que ele havia comprado a tarde.
– Obrigada mais uma vez, tenha uma boa noite e amanhã nos falamos – terminou ela antes de lhe dar um beijo na bochecha que o deixou envergonhado, surpreso, maravilhado, tanto que não saberia dizer com certeza o que sentiu no momento. Antes da porta ser fechada, Albert percebeu que a mesa estava posta como se fosse acontecer um jantar à dois.

Mais tarde em sua cama, Albert pensou nela e ao mesmo tempo lhe veio a imagem de sua esposa falecida há 20 anos, que era muito parecida com Mary Ann. A lembrança lhe trouxe um furor e ele começou a ler para esquecer e adormeceu. Na manhã seguinte ele a viu na janela de sua casa quando ia para a escola e se cumprimentaram apenas com acenos de mão. Durante a tarde ela foi até a casa dele e o convidou para tomar um lanche como agradecimento e passaram a tarde conversando e se conhecendo. Albert se encantava cada dia mais com Mary Ann. Dois meses se passaram depois de tantas saídas ao cinema, e ela o beijou quando estava para entrar em casa. Albert ficou espantado de início mas retribuiu o beijo e os dois se despediram. Em casa ele pensou no acontecido e ficou com uma dúvida: Porque ela o beijou se toda sexta-feira ela se veste com o mesmo vestido preto e prepara a mesa para um jantar à dois ?

Na semana seguinte todas as noites eles saíram juntos, exceto na sexta-feira. E Albert continuava a pensar no que ela fazia ou com quem ela se encontrava. Abert estava gostando dela, mas decidiu que na próxima sexta iria descobrir o que ela fazia pois, se estava se envolvendo com ele, porque da mesa posta para um jantar romântico?
E na sexta enquanto se despediam na porta da casa dela, ele forçou a entrada e ela não pôde impedir. Era a primeira vez que ele entrava na casa dela depois de quase três meses. Chegando lá a casa tinha um estranho cheiro, que o deixou enjoado, mas ele precisava saber o que acontecia ali.
– Vamos Mary Ann, me diga o porque de me iludir se você tem um encontro todas às sextas? - Disse ele com uma fúria que não sentia há 20 anos.
– Deus, por quê esse cheiro tão forte? - Mary Ann estava parada à sua frente com seu jeito enigmático e encantador, então ela disse: - Se eu te contar você não irá entender.
– Como sabe que não vou entender se você não me conta? - Disse ele ao mesmo tempo em que lembrava da noite que sua esposa morreu.
– Pois bem Albert. Eu sou viúva há 3 anos, mas ainda tenho um amor muito grande por meu marido, e todas as sextas eu janto com ele, como costumávamos fazer quando ele era vivo.
Albert sentiu um estranho calafrio percorrer a sua espinha e quando ia começar a falar ela continuou:
- O cheiro vem do tanque de formol onde eu guardo o corpo do meu marido. E sim, se você não notou eu sou amante da necrofilia. Terminou ela de um jeito sarcástico: - Está satisfeito agora?

Por um momento Albert não soube o que fazer, então quando percebeu estava com uma faca na mão avançando contra ela e gritando: - Então você tem outro? Fique com ele no inferno.
As mesmas palavras que ele disse na noite em que matou a esposa e o seu melhor amigo, depois de flagrar os dois juntos em sua própria cama. Apunhalou três vezes o coração de Mary Ann, assim como fez com sua esposa 20 anos atrás e fugiu. Sabia que iria ter que se mudar, para um lugar bem longe como fez da última vez e conviver com mais um assassinato em sua vida.



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