História "Encontrada: a espera dos felizes para sempre" delena - Capítulo 15


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Categorias Perdida, The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Klaus Mikaelson, Stefan Salvatore
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Palavras 2.770
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Chapter XLII


Fanfic / Fanfiction "Encontrada: a espera dos felizes para sempre" delena - Capítulo 15 - Chapter XLII

*P.O.V Elena*

Eu sacolejava na cabine da carruagem enquanto observava Damon dormir. Eu tinha mesmo muita sorte. Meu marido era lindo.

E, depois de um dia na praia, um suave tom rosado começava a se acentuar em um bronzeado muito sutil que me fazia suspirar. Já estávamos a caminho de casa, bem perto agora.

Stefan deixara sua mãe em casa, preparara uma pequena maleta de mão e, após selar um cavalo, rumara com uma pressa insana ao caminho que o levaria a Teodora.

Damon obviamente recusou-se a se hospedar na casa da tia. Devido ao não planejamento — e à falta de bagagem —, nossa viagem de lua de mel durou apenas um dia. E eu nunca teria imaginado que seria uma viagem a três.

Quatro, se contasse Isaac.

No entanto, ainda assim tinha sido melhor do que nada. Nós nos hospedamos numa pensão de dois andares, que mais parecia uma casinha holandesa, perto da praia.

A família Schultz nos recebeu com muita alegria, e, por conta do friozinho do começo de junho, havia quartos vagos para nos acomodar por uma noite.

A senhora Schultz, uma mulher grande e corpulenta vestida em cores sóbrias, fez questão de nos preparar uma cesta de mantimentos, e, mesmo sem os trajes adequados, fomos curtir a praia.

Caroline parecia pouco à vontade sem a crinolina, remexendo nas saias o tempo todo e olhando por sobre o ombro, temendo que alguém a estivesse observando, mesmo só havendo nós quatro ali. Imaginei que ela estivesse se sentindo praticamente nua.

— Você pode usar uma daquelas anáguas especiais que a madame Georgette faz para mim — tentei animá-la. E pareceu funcionar.

Isaac estava eufórico com o passeio; ele nunca tinha visto o mar e, a todo momento, apanhava um pouco de areia e brincava, admirando sua textura. Ele se recusara a nos acompanhar, dissera ser inapropriado, mas acabei convencendo-o de que talvez precisássemos dele para algum serviço.

Tipo distrair Caroline enquanto eu arrastava Damon para trás de alguma pedra e o enchia de beijos indecorosos até para o século vinte e um.

A praia era linda e muito limpa, não pude deixar de notar. Nada de guimbas de cigarro, latas de cerveja ou ossos de frango abandonados pelos turistas.

Meu marido parecia mais do que satisfeito ao me conduzir pela areia fofa e admirar minhas ondas douradas ricochetearem em várias direções.

— Será que um dia vamos planejar alguma coisa e ela vai sair do jeitinho que a gente queria? — perguntei, chutando um morrinho de areia.

Eu estava descalça — era a única — e enrolara a ponta do vestido numa das mãos.

Damon carregava minhas botas e a cesta de comida. Minha pergunta o fez rir.

— Eu sinceramente espero que não. Uma das muitas alegrias de tê-la em minha vida é a garantia de um futuro incerto e surpreendente.

— Não tenho muita certeza que isso é uma coisa boa — fiz uma careta.

Ele interrompeu os passos e me surpreendeu com um beijo. Não que eu fosse reclamar, claro. Ouvi os risinhos de Isaac e Caroline logo atrás.

— Acredite em mim, é uma coisa muito boa.

Corada e feliz, seguimos andando, e eu puxei Damon mais para perto da água, suspendendo um pouco mais a saia à medida que a onda fria encontrava meus pés.

Uma casinha preta com rodas puxada por um cavalo cinza atravessou a praia e estacionou na faixa úmida de areia. O senhor Schultz acenou animado, depois de colocar uma pedra embaixo de uma das rodas dianteiras. As traseiras ficaram parcialmente imersas no mar.

— Legal! Já inventaram os quiosques! — exclamei.

Damon franziu a testa.

— Não sei ao certo a que se refere, mas aquilo é uma cabine de banho.

— Uma o quê?

— Onde as damas trocam os trajes de passeio pelos de banho — explicou Caroline. — E é como elas são levadas até a água.

— Como é que é? — A Jane Austen nunca mencionou uma cabine de banho.

Continuei ouvindo horrorizada Damon e Caroline explicarem mais sobre ela. Ao que parecia, ninguém deveria ver uma mulher em traje de banho, de modo que a cabine a transportava até a água e depois a trazia de volta, e a dama só voltava à areia fofa depois de ter trocado as roupas molhadas por secas.

Tudo bem, se fosse um biquininho fio dental eu até poderia entender todo aquele carnaval, mas o traje de banho de 1830 consistia em uma camisa de mangas longas, espartilho, saia comprida e um vestido por cima. Eu me perguntei como é que elas conseguiam flutuar com tudo aquilo...

— Ah, não. Não mesmo! — reclamei. — Chega de casinhas pra mim. Não vou entrar naquela coisa!

— Imaginei que diria isso. — Damon colocou a cesta e meus sapatos na areia e me encarou por um instante. — Mas foi você quem insistiu para que viéssemos ao litoral, e eu ficarei muito decepcionado se não se banhar.

— Bom, eu tinha planejado mesmo dar um mergulho, mas, se pra isso tenho que usar uma casinha, então tô fora.

— Há outra forma. — Ele abriu aquele sorriso malicioso que fazia minhas entranhas bailarem.

Dei um passo para trás, adivinhando o que ele pretendia.

— A água tá bem fria — alertei. — E você ainda está de botas.

— Está com medo, Elena? — desafiou, dando um passo à frente.

Recuei de novo.

— Com medo? Eu? — E saí correndo.

Ele veio atrás. Suspendi até os joelhos as saias já meio úmidas para ser mais rápida.

Damon se deteve na metade do caminho para se livrar das botas. Pensei que com a dianteira eu me safaria, mas em poucas passadas ele alcançou minha cintura e me puxou para trás. Pegando-me no colo como se eu não pesasse quase nada, ele me aninhou em seu peito e fomos juntos para a água.

Uma onda se aproximou, ele se abaixou. A temperatura fez meu coração disparar e minha pele se arrepiar.

Quando emergimos, afastei os cabelos do rosto. Damon me colocou sobre meus próprios pés, mas manteve as mãos em minha cintura.

— Maluco! — Espirrei água nele.

— Oh, que lástima! Você está tremendo — disse, se esforçando para soar preocupado.

— Não tô nada! A água tá uma delícia — respondi sem entender.

— Não me contradiga, minha senhora. A água está gelada, congelante, e você está tremendo, quase convulsionando! Agora terei de aquecê-la. Não há outra maneira. — Ele me puxou, travando minhas pernas submersas ao redor de seus quadris e beijou minha testa, meus olhos, meu nariz.

Ah! Aaaaaah!

— Oh, o senhor tem razão, senhor Salvatore. — Entrei na brincadeira. — Mal consigo vê-lo de tanto que chacoalho. Pode se apressar em me esquentar?

— Certamente. — Ele sorriu antes de aquecer os meus lábios.

É claro que não fomos além disso. Caroline e Isaac estavam ali — além do senhor Schultz—, e nem eu nem Damon éramos exibicionistas.

Contudo, o que acontecera naquela noite na privacidade de nosso quarto poderia muito bem ter incendiado a pensão.

[...]

Um solavanco me tirou do devaneio, me trazendo de volta ao presente. Damon se mexeu ao meu lado e lançou um olhar pela janela. Caroline permanecia adormecida.

— Já estamos em casa — constatou, surpreso. — Quanto tempo eu dormi?

— Não muito. Estou ansiosa pra saber se tudo correu bem. Acha que o Stefan vai fazer a coisa certa?

— Tenho certeza de que já fez.

— Caroline vai sofrer muito com a ausência da Teodora.

Damon assentiu uma vez, preocupado, observando a irmã em seu sono. A carruagem parou, e ele se apressou em descer primeiro. Toquei de leve o braço de Caroline. A garota piscou os imensos olhos azuis.

— Chegamos — avisei.

— Ah, que alegria. Nunca estive longe de casa por tantos dias. Mas devo confessar que foi uma aventura sem igual. Tenho tanto para contar a Teodora! — Ela se precipitou porta afora e eu fui atrás.

Não sei se me levantei rápido demais, se toda a agitação dos últimos dias cobrou sua conta ou se foi por não comer desde o início da manhã, mas a verdade é que a tontura me encontrou com força e me tirou dos eixos.

O mundo começou a se inclinar de um jeito esquisito enquanto eu tentava me manter na vertical.

— Elena! — o grito atormentado de Damon foi a última coisa que ouvi.

[...]

Ah, cara, aquela coisa de ficar desmaiando era um saco!

Como se não bastasse o mal-estar que se seguia, me deixando molenga e enjoada, Damon praticamente me obrigava a virar uma inválida.

Recobrei os sentidos já no quarto, para onde Damon me levara. E depois colocou os empregados num frenesi louco, dando ordens tanto a eles quanto a mim.

Ele não permitia nem que eu me sentasse, temendo que eu pudesse estar muito fraca. O que era mais ou menos verdade.

— Por que o dr. Almeida está demorando tanto? — resmungou ele, sentado ao meu lado na nossa cama, olhando para o relógio pela milésima vez.

— Damon, já passou. Estou bem — eu lhe garanti. De novo.

— Não sairá desta cama até o médico dizer que está bem para isso.

— Que saco! — Cruzei os braços e fechei a cara.

Madalena entrou no quarto e se aproximou com uma bandeja nas mãos.

— Eu lhe trouxe um pouco de café e bolo. Talvez ajude a recuperar suas forças.

Meu estômago se agitou quando o aroma do bolo de fubá atingiu meu nariz. De um jeito não muito bom.

— Nossa, não! Leva isso daqui, ou eu vou vomitar. — Cobri o nariz com a mão.

— Mas a senhora adora o meu bolo! — argumentou Madalena, magoada. Então algo em seu olhar mudou e de repente seu rosto se iluminou como uma árvore de Natal. —Oh!

— O quê? O que esse oh significa? — eu quis saber.

— Nada. — Mas ela olhava para Damon com um sorriso imenso e um brilho úmido nos olhos. — Vou levar o bolo para a cozinha. Que tal um refresco de limão?

— Pode ser. Só tira o bolo daqui — falei, estranhando sua atitude.

— Claro, senhora. Agora mesmo.

Damon e eu observamos desconfiados Madalena se retirar.

— Ela nunca me atende assim, sem reclamar — assinalei.

O V entre suas sobrancelhas se acentuou.

— Sim, é de fato muito estranho. — Damon tirou o relógio do bolso e o examinou de novo. — Onde diabos está Almeida?

— Bem aqui, meu caro amigo — avisou o homem magro ao passar pela porta com sua inseparável maleta na mão esquerda.

— Graças a Deus! — Damon se levantou. — Elena desmaiou outra vez. — E, sem dar tempo para o sujeito respirar, narrou a ele o que acontecera. Nos mínimos detalhes. —Não pode ser outra queda de pressão. O senhor precisa descobrir o que está afetando a saúde de minha esposa!

— Farei o melhor que puder.

— O melhor que puder não é o bastante para Elena.

— Damon! — censurei.

— Não é! — Ele nem ao menos piscou.

— Permita-me examiná-la, minha querida. — O médico se aproximou da cama e colocou a maleta aos pés do colchão. — Ou seu marido terá uma síncope. Sente algum desconforto?

— Só um pouco de enjoo, mas doutor... — Aproveitei que Damon estava dois passos afastado e me sentei na cama. — Eu descobri por que as meninas estão sendo atingidas por raios!

— Descobriu? — ele me olhou espantado.

— É por causa daquela gaiola. A crinolina é feita de metal e crina de cavalo. Tanto ferro funciona como para-raios. A gente tem que fazer alguma coisa! Alertar a mulherada. Caroline não vai mais usar as dela. Não falei ainda com a Teodora, mas ela vai ter que desistir nem que seja na marra.

— Isso é certo? — ele me perguntou de olhos arregalados.

— Sim — Damon confirmou. — Eu mesmo presenciei a cena. — Então, muito apressado, explicou o que acontecera na estrada. O médico ouviu tudo com uma expressão perplexa e maravilhada ao mesmo tempo. — Será que podemos deixar para discutir esse assunto em outro momento? — insistiu meu marido.— Elena precisa de seus cuidados agora.

— Espera um pouco, Damon! — Eu me voltei para o médico. — Pensei em ir até a vila mais tarde e, sei lá, falar num megafone — Isso é, se megafone já existisse. — Mas acho que ninguém vai me escutar porque... bom, todo mundo me acha uma maluca. Mas, se o senhor me ajudar, pode dar certo. Todo mundo ouve o que diz.

— Nem todo mundo. — Damon me lançou um olhar acusatório.

— Acalme-se, minha cara — disse o médico. — Quero ouvir mais sobre esse assunto, todos os detalhes, e certamente pode contar com a minha ajuda. Mas agora me deixe examiná-la, ou será seu marido quem precisará dos meus cuidados.

Eu revirei os olhos, mas assenti. Damon soltou um suspiro aliviado.

E, é claro, se recusou a sair do quarto, assistindo ao exame.

— Sente alguma dor? — perguntou o médico.

— Não.

— Teve febre?

— Não.

— Tontura? — Ele segurou meu pulso para checar a pulsação.

— De vez em quando.

O dr. Almeida sorriu de leve.

— Enjoo?

— Humm... às vezes. Mais pela manhã.

— Ganhou peso, Elena?

— Acho que não. Minhas roupas são todas novas, então não tenho como comparar, já que minha única saia tomou chá de sumiço. — Olhei feio para Damon.

Ele riu de leve e levantou as mãos espalmadas para frente.

— Não sei absolutamente nada sobre o suposto desaparecimento.

O médico olhou para Damon.

— Notou alguma mudança em sua esposa, Damon?

— Não... — meu marido falou devagar, me olhando pelo canto dos olhos — exatamente.

— O que quer dizer? — perguntou o médico

— Como assim, não exatamente? — falei ao mesmo tempo.

Corando, Damon desviou os olhos para a janela.

— Algumas partes... — ele limpou a garganta — bastante femininas de Elena me parecem um pouco maiores.

— Entendo. — O médico reprimiu mais um sorriso.

— Quais partes? — perguntei, ofendida. Porém, antes que eu pudesse gritar com ele por insinuar que eu estava (ou que partes de mim estavam) gorda, me lembrei da conversa de dias antes com Madalena. — Ah, você tá falando dos meus seios, não tá?

Damon enrubesceu ainda mais, lançando um olhar rápido e aflito para os próprios pés, mas assentiu.

— Eles estão inchados por causa da TPM — continuei.

— TPM? — os dois homens perguntaram em uníssono.

— Tensão pré-menstrual.

— Ah! — O médico franziu a testa. — Então creio que me precipitei. Para quando são suas regras?

— Para... humm... — Fiz as contas meio por alto. — Tô um pouquinho atrasada. Mas viajar no... aaaaah...— Eu ainda não tinha conseguido contar a Damon sobre a barganha que fizera com o médico. Tenso como ele estava, achei melhor esperar um pouco mais.— Tanta mudança me deixou meio desregulada. No começo fiquei meio preocupada, mas tá tudo em ordem, porque meu busto está inchado e dolorido. E ando tendo cólicas. Deve vir nos próximos dias.

Damon levantou a cabeça no mesmo instante.

— Quanto tempo de atraso?

— Bom, a última vez foi pouco antes de voltar pra cá. Então... uns quinze dias, mais ou menos.

Damon franziu a testa.

— Duas semanas, Elena? E você só me diz isso agora?

— É que tá tudo bem. A tensão e o estresse podem desregular o ciclo menstrual. Tenho todos os sintomas da TPM. Não precisa pirar!

O médico apalpou minha barriga de um lado para o outro, em seguida pegou o cone metálico, posicionando a parte ampla sobre o meu ventre e encostando o ouvido no orifício pequeno.

— Ah! — Ele sorriu e voltou os olhos rodeados de vincos em minha direção. — Acho melhor escolher outro nome, querida.

— Pra TPM? — perguntei, confusa.

O médico riu.

— Venha, senhor Salvatore! Venha ouvir o que anda fazendo sua amada esposa ter esses desmaios.

Damon ficou meio paralisado, me olhando fixo, antes de dar dois passos, se inclinar e encostar o ouvido no orifício, apreensivo. Seus olhos se arregalaram e encontraram os meus.

Devagar, como que em câmera lenta, ele moveu a mão, que subitamente tremia, e tocou minha barriga.

Ai. Meu. Deus.

A adoração, a perplexidade, o amor nos olhos de Damon, aliados ao toque carinhoso em meu ventre, revelaram tudo e muito mais.

Eu estava grávida.

Grávida e no século dezenove!

Merda.



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