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História Encontrando a Autoestima - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capitulo 1- Doce infância


Em um dia qualquer de minha vida, durante uma aula de filosofia do segundo ano do ensino médio em 2019, enquanto a professora falava sobre um slide que estava passando e cujo tema era ética e moral, eu acabo me recordando (por mais que não tão claramente assim) de quando um dos garotos da minha sala de aula, durante o primeiro ano do Ensino Fundamental, começou a encher o meu saco apenas por eu estar em sua frente e barrar sua visão acidentalmente.

Foi então que ele, em um ato revoltado, olhou para mim e esbravejou:

- Carne de burro não é transparente. Sai daí, sua gorda!

Eu que até então estava calma, perdi a paciência e rebati seu comentário com um “e você é magrinho, né?”. Ele com sua ignorância voltou com seus comentários:

-Eu sou. Bem diferente de você, que parece uma bola.

Mais uma vez, na tentativa de me defender, eu o contrariei com um “magrelo! Palito de dente!”, porém sua última frase foi a que fez com que eu me calasse por não saber mais o que dizer.
 

-Cala a boca, baleia. - E eu me calei, tão chocada e triste quanto foi possível no momento em que aconteceu.

Eu sei o que você está pensando agora, deve pensar que não é nada de mais, mas isso mexeu muito comigo. Sim, eu sei. A questão é que eu era apenas uma criança. Uma criança que já tinha problemas com a família, principalmente pai e irmãos e que, além de tudo, era excluída do resto da escola por estar acima do peso.

Eu demorei um pouco, uma semana mais ou menos, para finalmente contar para alguém o que havia acontecido. E como até hoje acontece, só contei porque fui flagrada pela minha avó materna, dona Gina, enquanto chorava em um canto qualquer da minha casa. O resultado disso obviamente só poderia ser ela me perguntando o porquê do choro. 

Eu, como uma boa neta, lhe contei tudo o que havia acontecido no fatídico dia da discussão com o menino. Ela, muito calma e paciente, ouviu com atenção meu relato e disse:

-Não liga pra ele, não, filha... Da próxima vez, você diz assim: "minha avó me disse que o animal mais bonito do mundo é a baleia, então muito obrigada pelo elogio”. - Voltou a me encarar com seu olhar convencido e ao mesmo tempo cuidadoso.

-Você acha?... - timidamente eu perguntei. 

A resposta veio em um balançar de cabeça e tudo terminou com um abraço e um carinho na cabeça.

Eu sei que não foi de tanta ajuda e nem de longe o melhor conselho do mundo, mas pelo menos suas palavras me deram coragem o suficiente para ir à escola de cabeça erguida outra vez e, claro, dizer o que minha avó mandou dizer a ele. Eu era uma criança muito pura e inocente, então fui burra o suficiente pra encarar o moleque e dizer aquela besteira. Claro que as ofensas continuaram, mas desde aquele dia eu aprendi a bloquear qualquer tipo de ofensa e bullying que poderiam me direcionar.

A questão é que... aquilo nunca parou, e como as turmas da escola são sempre formadas pelas mesmas pessoas, ano após ano, a situação só foi piorando. E eu ignorava, vivendo apenas dentro da minha própria bolha, onde todas as pessoas eram boas e onde poderia existir magia (eu avisei que era iludida). Ao menos eu tinha uma pessoa com quem podia contar, a Lala, minha melhor amiga. Nós estamos juntas desde o primeiro ano do fundamental, quando ainda éramos pequenas e, acreditem, foi difícil para que nós duas ficássemos juntas, mas a minha teoria é que, todos os que são excluídos em suas turmas escolares se aproximame viram melhores amigos.

Os dias passaram, consequentemente os anos também e, cerca de dois anos depois do ocorrido, eu sofri novamente um ataque de meus colegas de sala. Porém, dessa vez o bullying veio por parte de duas garotas. Uma delas se chamava Carol e a outra, Julia. As duas eram melhores amigas uma da outra e faziam tudo, tudo juntas, até se diziam e consideravam irmãs apenas por terem o mesmo sobrenome, Granado. 

Um dia, quando minha escola estava fazendo mais um daqueles "dias do brinquedo", elas levaram maquiagem e estavam com um grupinho de meninas, incluindo Larissa e eu. Foi então que Carol soltou a frase:

-Meninas, a gente tem uma proposta. Vocês querem que a gente maqueie vocês?- disse ela com a paleta de sombra infantil nas mãos.
 

No mesmo instante, todos desceram do playground em que estávamos.  Lala foi a última, porém, vendo que eu não havia descido, virou para trás e disse para eu não ficar e ir embora com ela. 

Diferente de mim, Larissa conhecia as duas havia muito tempo, pois desde que nasceram elas moravam no mesmo bairro, onde todos se conheciam. Por isso já sabia que o que estava por vir não era boa coisa. Porém, eu fiquei com pena das duas meninas na minha frente e resolvi ficar mesmo assim. Então eu deixei que elas me maquiassem e, assim que terminaram, o sinal da escola bateu e tivemos que voltar para a sala. Quando eu entrei, todos os alunos já estavam sentados em suas cadeiras com seus respectivos grupos e todos pararam o que faziam para olhar para mim. Eu, então pensei o que poderia haver de errado mas continuei meu caminho e me sentei ao lado de Lala. Ela olhou para mim com a mesma cara que todos os outros e me disse:

-Ana Laura... Tá horrível...

Não demorou muito para que todos na sala começassem a rir de mim e falar sobre a minha “linda” cara. A verdade é que eu nem mesmo fui olhar no espelho para ver o que elas tinham feito em mim, apenas confiei nas duas por serem as populares da escola. Assim que eu percebi que a sala inteira tinha rido de mim, eu me debrucei sobre a mesa e comecei a chorar em silêncio, um choro que durou cerca de um minuto, apenas, porém tempo suficiente para ver Carol e Julia rindo como se tivessem visto a coisa mais engraçada do mundo, seguido de um hi-five.

Então, quando me levantei já enxugando as lágrimas, Carol disse:

 

-Você é muito burra... Acha mesmo que a gente ia te deixar bonita igual a nós? - mais risos altos vieram e finalmente fui notada pela professora, que me perguntou se eu estava bem. A resposta não veio tão rapidamente, porém o que disse foi:

-Posso sair para lavar o rosto?...

Ela respondeu com um "vá, mas não demore", e assim eu segui correndo para o banheiro enquanto mais lágrimas desciam. Entrando lá, eu vi o que elas tinham feito em meu rosto e, de fato, estava horrível. Eu fui rápida em tirar tudo com água e sabonete, lavando bem os olhos para retirar a cor escura e  fiquei no banheiro por mais algum tempo, até que a Lala veio atrás de mim e me encontrou parada, apoiada sobre a pia com os olhos vermelhos e disse:

-A professora mandou eu te chamar..... Eu te disse pra não deixar que elas fizessem isso com você.- com tom pesaroso, seguiu: - vem…

Ela me acompanhou até a sala e o resto do dia seguiu normalmente até as 18 horas, quando meu avô Renato me buscou na saída como fazia todos os dias. Chegando a casa, é claro que eu contei tudo o que havia acontecido a minha mãe, Samira, mas ela não deu ouvidos para o que eu dizia, como sempre fazia. Não tenho o que reclamar dela, mas naquela época ela trabalhava para a prefeitura, então estava sempre ocupada e sempre trabalhando. Quando chegava em casa estava sempre muito cansada e por isso não me dava tanta atenção quanto eu gostaria de ter dela. Ainda assim, eu a amava muito.

Minha familia nao era das melhores que se podia ter. Meu pai, Alberto, era muito ausente por conta de seu trabalho na polícia e quando estava em casa também não me dava atenção, além de só ajudar a pagar o aluguel e nada mais. Sendo assim, eu praticamente fui criada apenas por meus avós maternos que moravam conosco. Além deles, eu tenho mais dois irmãos chamados Eloá e Guilherme, que era próxima tanto pela diferença de idade quanto pelas brigas diárias.

Era sempre uma guerra dentro de casa mas ainda sim eu conseguia manter alguma esperança de um mundo mágico e de ter meus pais bem um com outro, assim como minha avó não brigando e reclamando tanto de tudo e de todo mundo e meus irmãos não ficassem brigando tanto comigo. Muitas das brigas eram bobas, porém enquanto o tempo passava e eles cresciam,começavam a entender o conceito de feio e bonito na escola, com isso, começou também o bullying dentro de casa.




Notas :
 

POR FAVOR NAO PULA AS MINHAS NOTINHAS. THANKS!


Ola jovem leitor ou leitora. E digo jovem por que pressuponho que assim como eu você seja um kkk, mas se não for tudo bem também por que este livro é feito para pessoas de qualquer idade ler.Qualquer um que queira ou precise de um meio para achar a sua autoestima e assim ter amor próprio e ao mesmo tempo se entreter um pouco com a história narrada(que é uma história real, que fique bem claro). 

Eu gostaria de me apresentar, e explicar um pouco do por que este livro está sendo criado. Muito prazer, meu nome é Vitória Leal Sanchez Cavalcante (ou como vocês já viram mais cedo a querida Ana Laura kkk) (minha mãe quem escolheu o nome) e atualmente eu tenho 17 anos indo para 18. Estou no 3° ano do ensino médio e tenho um projeto de pré iniciação científica a dois anos que se chama padrões de beleza e suas vertentes sociais. Mas pode chamar só de padrões de beleza mesmo kk. Este projeto foi e é muito importante para mim e esse livro faz parte dele. O livro é uma forma de experimento social para ver se contando a minha experiência eu consigo ajudar nem que seja uma pessoa, e por isso, é de fundamental importância que vocês comentem se caso eu esteja conseguindo ajudar vocês a superarem medos e se amarem mais.

Só para encerrar, gostaria de dizer que estou muito feliz em estar aqui e se v
ocê chegou até aqui, obrigado!

Ultimo aviso, (último mesmo juro!) os capítulos saem a cada 3 semanas mais ou menos no whattpad, spirit e amazon, então não perca nenhum capítulo para poder saber os 10 passos que você precisa seguir para obter sua preciosa auto-estima.

Bjs amores.



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