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História Encontrando o amor - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Tripulantes. Tudo bem com vocês? Espero que sim.

Postei um pouco mais cedo pois tenho um leitor que é louco por essa história ksksksks e ele me ajudou a decidir a música. Vamos ter a participação da nossa querida Himawari, claro que não iria deixar ela fora de uma das minhas histórias.

Vocês irão ver esse ponto " • " ele vai significar que mudou de narrador, avisei antes para não ficarem confusos ksksksks

Sem mais enrolação e boa leitura

Capítulo 9 - Capítulo IX - Visitante


Fanfic / Fanfiction Encontrando o amor - Capítulo 9 - Capítulo IX - Visitante

— Parece que ela não gostou de mim


Comentou a mulher olhando para mim.


— Por que será?


A respondi confuso, ela me olhou dando um longo suspiro.


— O que foi? 


Olhei para ela esperando sua resposta, jogou seus cabelos para trás e colocou as mãos na cintura.


— Nada


— Então… o que está fazendo aqui? Pensei que estava em outro país, quando voltou?


Questionei animado com sua presença.


— Uma pergunta de cada vez


Levantou o indicador a frente do meu rosto.


— Agora eu estou ocupada, não tem como responder essas perguntas agora 


— Certo, vamos marcar de nos encontrarmos


Sorri colocando as mãos atrás da cabeça.


— Vou pensar nisso


Saiu de perto de nós caminhando em direção ao elevador, mas antes de entrar acenou para Akira e para mim. Olhei para o pequeno do meu lado.


— Vamos? O Kuromaru está com saudades


— Sim! 


Levantou os braços para eu o pegar no colo, sorri de lado fazendo o que pediu, ele passou o braço envolta do meu pescoço para se segurar. Passei pelas portas de vidro reconhecendo um carro estacionado na frente do prédio, uma Lamborghini branca que sabia exatamente de quem era. O homem saiu do carro ajeitando seu terno preto, passou por mim me analisando de cima para baixo. 


— Espera


Escutei ele me chamar, virei para olhar seu rosto, ainda estava com o corte no lábio inferior.


— O que um cara como você está fazendo por aqui?


Se aproximou de mim abotoando seu paletó. 


— Isso não te diz respeito


Ele riu colocando a mão nos bolsos da calça, diminuiu a distância entre nós ficando perto o bastante para me olhar por cima, já que é um pouco mais alto que eu.


— Não pense que eu não esqueci o que fez comigo


Tirou uma de suas mãos do bolso a colocando em minha bochecha, como segurava Akira não teria como afastar ele o empurrando, dei alguns para para trás tentando recuar para sair de seu toque, mas ele segurou o meu braço. Senti meu filho apertar mais o meu pescoço.


— O que você quer?


Encarei ele que sussurrou algo em meu ouvido.


— Que fique longe da Sarada


Olhei para ele que sorriu ainda mais com minha reação, ele estava nos perseguindo? Como ele sabe sobre nós dois?


— Se eu não fizer isso, o que vai fazer?


Forcei um sorriso tentando me manter firme.


— Não acho que vai querer que algo aconteça com ele


Olhou para Akira e acariciou seus cabelos, ele se encolheu e fechou os olhos. A raiva logo tomou conta de mim, tirei uma das mãos que apoiava o pequeno loiro. Agarrei seu pulso afastando sua mão do cabelo dele apertando com força.


— Sei qual é o seu ponto fraco, lembre-se do meu recado


Tirou minha mão e deu dois tapas de leve na minha bochecha.


— Além disso… ela não vai ficar com alguém como você


Se afastou sorrindo indo em direção ao elevador. Acenou para mim apertando o botão, as portas de fecharam fazendo eu olhar para o Uzumaki que olhava para suas mãos.


— Papai… quem era ele?


Olhou para mim preocupado, pude notar sua respiração ficar um pouco acelerada.


— Ninguém importante, respire fundo para se acalmar 


Ele escondeu o rosto colocando em meu ombro, o levei até o carro e voltamos para a casa. Destranquei a porta recebendo Kuromaru que correu em nossa direção assim que nos viu, preparei um jantar rápido para nós dois, Akira não tocou no assunto do homem. Terminamos de comer e vi que o pequeno bocejava, o levei até sua cama. Cobri com o cobertor beijando sua testa.


— Boa noite


Sai do quarto esperando o filhote sair também para fechar a porta, andei até a sala me sentando no sofá, peguei o pequeno de quatro patas e o coloquei ao meu lado.


— Esse desgraçado me ameaçou usando o meu filho


Falei comigo mesmo olhando para frente, passava a mão nas costas de Kuromaru que escutava o que eu dizia. A raiva voltou a tomar conta, tentava me acalmar pensando que o que ele disse não passou de uma mentira, que fez isso para me assustar e me afastar de Sarada.


— Será que ele seria capaz?


Pensar nisso me fez ficar apavorado só de imaginar ele fazendo alguma coisa com o Akira. A preocupação tomou o lugar da raiva, não sei se o que disse pode ser totalmente uma mentira. Ele tem dinheiro, não precisa sujar as mãos para nada, pode contratar alguém para fazer o trabalho sujo no seu lugar. Está apaixonado por ela que não quer que outro se aproxime? Ou apenas a quer como um troféu?. Olhei para os olhos escuros, ele latiu e subiu em minhas coxas. Colocou suas patas da frente no meu abdômen tentando subir, ajudei ele que começou a lamber meu queixo quando eu o aproximei do meu rosto. Soltei uma pequena risada tirando seu focinho de perto.


— Obrigado por me acalmar


Beijei o topo de sua cabeça vendo seu rabo abanar, apaguei as luzes da sala e fui para meu quarto. Coloquei Kuromaru na sua cama e fui para a minha, deitei tentando não pensar no que o homem me falou.


Acordei com o filhote arranhando a porta deixando claro que quer sair do quarto, levantei abrindo a porta para ele que saiu correndo para a sala. Olhei para o relógio da sala.


— Nove e trinta 


Bocejei vendo o cachorrinho tomar água, ele andou para se afastar da ração, aproximou a parte inferior do corpo quase tocando no chão. Imediatamente o peguei nas mãos o levando para o lado de fora, ele andou cheirando o chão até finalmente se aliviar.


— Tem que começar a mijar aqui fora 


Agachei e ele veio correndo até mim abanando o rabo.


— Será que eu consigo te treinar?


Latiu em resposta, voltamos para dentro com ele tentando me atacar. Desviei para não pisar em uma de suas patas, preparei um café para mim me sentando na cadeira. O desenho continuou no mesmo lugar que deixei, na mesa. Peguei para olhar o nosso trabalho em conjunto, a tinta tinha secado e a pintura estava finalizada, um lindo pôr do sol com um golfinho saltando do grande mar com um barco ao fundo. 


Tomei mais um gole apreciando a imagem, parece que Akira gosta mesmo do mar, deveria levar ele para a praia. Nunca fomos a praia antes, costumo levar ele para cidades que tenho interesse em conhecer, acho que nunca perguntei para qual lugar ele gostaria de ir. Como amo história, vou a lugares que contém um fato histórico ou algo similar, o pequeno me acompanhou em todas as viagens que eu fiz sem reclamar. Acho que está na hora dele decidir onde será a nossa próxima viagem. Escutei alguém bater na porta me tirando dos meus devaneios, Kuromaru correu até a porta latindo. Abri a mesma revelando uma pessoa que conheço muito bem.


— Bolt! 


Se jogou em meus braços me dando um abraço apertado, passei a mão em sua cintura inalando o seu perfume doce. Apoiei meu queixo em sua cabeça sentindo um cheiro suave saindo das suas longas madeixas escuras.


— Hima! Que surpresa você estar aqui!


Ainda continuamos abraçados, minha irmã mais nova apertava cada vez mais o seu abraço em meu pescoço. Dei umas batidas em seu braço para ela afrouxar um pouco o aperto.


— Como é bom ver você!


Soltamos sorrindo um para o outro. Uzumaki Himawari, minha irmã mais nova com quatro anos de diferença, ou seja, ela tem dezenove anos e já é grande o suficiente para estar morando sozinha. Isso é o que as pessoas dizem, mas eu acho que ainda é cedo para ela, talvez eu seja um irmão muito protetor. Está fazendo faculdade de artes aqui na cidade para poder ficar mais próxima de nossos pais, e por motivos financeiros também. Mas ela não fica triste com isso contanto que vire uma artista de verdade. Levei ela para se sentar no sofá, entreguei uma xícara com café e me sentei ao seu lado.


— Como sempre


Pronunciou depois de tomar um gole.


— O que?


Questionei olhando sua beleza. Hima puxou o tom de pele e cabelos da nossa mãe, sem contar seu jeito meigo e doce da mulher. Sua espontaneidade e animação foram herdadas do nosso pai. O que nós dois temos em comum são os nossos olhos azuis, marcas nas bochechas e o nosso jeito Uzumaki de fazer amigos facilmente. 


— Seu café é uma delícia!


Tomou mais um gole fechando os olhos para sentir mais o sabor.


— Muito obrigado, maninha 


Baguncei seus cabelos que estavam soltos. 


— Você está ainda mais bonita


Continuei acariciando seus cabelos, eles estão bem grandes chegando no meio de suas costas.


— Você também, irmão


Colocou a xícara na mesinha perto do sofá sorrindo. Estava com uma mochila quando chegou, o que me fez perguntar sobre as suas aulas.


— Como vão as aulas? 


— É muito divertido! É tanta coisa para aprender e técnicas a usar


Falou animada não percebendo a presença do Kuromaru que se aproximou de seus pés. Olhou para baixo quando sentiu algo peludo a tocar.


— Que lindo! Não sabia que tinha cachorro


Pegou ele colocando em suas coxas. Hima vestia um short rosa, camiseta de mangas curtas branca e uma sandália preta.


— Adotei ele recentemente


Acariciei ele que recebia atenção da garota.


— Sério? Onde?


Questionou esperando eu responder. Hima sempre gostou de animais, assim como Akira.


— Os meus alunos acharam ele na entrada da escola, ele foi abandonado 


— Por sorte ele encontrou você! 


Sorriu me fazendo fazer o mesmo.


— Tem razão


— Qual o nome que deu para ele?


— Kuromaru


Depois de responder ele latiu e pôs a língua para fora olhando para mim.


— Ele gostou muito do nome 


— Parece que sim


— Ele é tão fofo!


Aproximou ele perto do seu rosto o abraçando.


— Por falar em fofo


Colocou novamente em suas coxas.


— Como está o Akira?


Perguntou enquanto acariciava os pelos dele.


— Está dormindo ainda, ele está muito bem


Olhei para o quarto dele e ela fez o mesmo.


— Ele teve outro ataque? 


Olhou para mim preocupada. Se referiu ao ataque de asma do Akira, isso aconteceu em uma pequena excursão da escola, a professora levou eles para conhecer mais a natureza. Eles iriam fazer uma caminhada até uma floresta, na hora de subir uma pequena trilha, Akira não conseguiu subir e começou a sentir muita falta de ar e dor no peito. Foi levado ao hospital e depois disso eu comprei bombinha de asma para ele.


— Está bem, ele não está fazendo muito esforço como a professora me disse. E eu sempre coloco uma bombinha em sua bolsa


Ela balançou a cabeça entendendo o que eu dizia.


— Tenho uma no carro, no quarto dele e no meu. Acho que também tem uma no-


Hima colocou a mão na frente do meu rosto para me calar.


— Eu entendi, você é um pai muito cuidadoso e protetor


Sorriu para mim.


— Obrigado


Me gabei fazendo ela rir da minha expressão.


— Ele vai adorar ver você 


Comentei imaginando a reação de Akira.


— E eu vou adorar ver o pequeno Uzumaki


Colocou Kuromaru no chão e pegou a bolsa que tinha colocado do seu lado, tirou algo da bolsa com cuidado.


— Trouxe o seu favorito!


Me entregou um pacote. Abri para ver o que tem de dentro, três taiyaki fresquinho. 


— Só de sentir o cheiro me dá água na boca, você é a melhor


Beijei a sua testa fazendo ela abrir o maior sorriso. 


— Devia ter me avisado que viria, assim eu iria preparar alguma coisa para você


Levantei indo em direção a cozinha para deixá-los em um local melhor.


— Queria te fazer uma surpresa


Comentou rindo.


— Pretende ficar para o jantar?


Perguntei lá da cozinha.


— Claro! Eu pensei se poderia dormir aqui. Faz tempo que não converso com meu irmão mais velho


— O que quer me contar? 


Me aproximei sentando novamente do seu lado.


— Primeiro, quero que se acalme 


— Eu estou calmo 


— Segundo, não precisa perder a cabeça


Me olhou nos olhos, percebi que queria falar algo sério comigo. Respirei fundo dando pra ela um sinal para prosseguir.


— Eu estou namorando 


Sorriu animada. Fiquei parado sem mover nenhum músculo, ela se aproximou tocando em meu ombro.


— Bolt? 


— Isso é… verdade?


Encarei seu rosto. 


— Sim!


Respondeu sorrindo.


— Quem é ele? Qual o nome dele? Quando o namoro começou? Ele já te magoou? Fez alguma coisa que você não queria? Vocês já-


Parou minhas perguntas quando soltou uma gargalhada, colocou as mãos na barriga tentando se acalmar. 


— Por que está rindo?


— Nunca pensei que você reagiria assim 


Recuperou o fôlego.


— Assim como?


— Com várias perguntas! Você é igualzinho o papai


— Contou a ele?


— Sim, e a reação foi a mesma


Se ajeitou no sofá.


— Bem eu não estava esperando isso


Comentei coçando a nuca.


— Só me responde uma coisa


Encarei ela que ficou séria com a minha expressão.


— Vocês… bem como vou dizer isso… ainda não chegaram a…


Ela percebeu sobre o que estava tentando dizer.


— Não fizemos


Respondeu envergonhada. Esse é o segundo namorado da minha irmã, ela terminou com o primeiro por causa desse assunto. Ele queria fazer logo e ela ainda não estava pronta para isso, iria completar um ano de namoro.


— Eu só quero que… olha a única coisa que… 


Tentava formular a frase.


— Só tome cuidado, promete para mim que vai se cuidar e se ele fizer algo que não goste vai contar direto para o seu irmão? 


Estendi a mão em direção a ela, levantei o dedo mindinho. Entrelaçou o seu dedo com o meu, balançamos para cima e para baixo. 


— Eu prometo


Sorrimos um para o outro, percebi que Akira estava parado na porta de seu quarto.


— Papai… estou com fome 


Depois de bocejar ele esfregou os olhos para se despertar, olhou para frente e abriu um sorriso ao ver sua tia.


— Tia Hima!


Correu em direção a ela que se ajoelhou no chão para o receber.


— Akira! Como você cresceu desde a última visita


Abraçou o pequeno que colocou a cabeça na curva de seu pescoço.


— E-está mais b-bo-bonita!


Ficou envergonhado ao dizer o que pensava.


— Obrigada! E você ficou mais fofo


Bagunçou os cabelos dele deixando suas bochechas mais vermelhas.


— Bom dia para você também, Akira


Olhou para mim e abriu um sorriso.


— Bom dia! Papai


Saiu do abraço dela e fez carinho no Kuromaru.


— Vou preparar algo para os dois comerem 


Me levantei e fui preparar algo na cozinha. 


— Vai escovar os dentes, Akira 


Falei antes dele começar a brincar com o cachorro. Ele foi para o banheiro fechando a porta, Hima olhou para a mesa notando o quadro pintado.


— Que pintura linda! Foi você que pintou, irmão? 


Pegou o quadro em mãos olhando cada detalhe. 


— Fui eu e Akira, ele quem quis pintar o mar e um pôr do sol 


Respondi enquanto preparava a nossa comida. 


— Ficou muito lindo! Falta só registrar seu nome e data 


Tirou da mesa e colocou no meu quarto. Sentamos todos na mesa para comer o café da manhã, ainda estava cedo para o almoço e não queria fazer muita coisa, o suficiente para saciar o pequeno loiro. Os dois conversaram até terminar de comer, foram para a sala brincar junto com Kuromaru. Mexia no celular vendo a brincadeira deles, recebi uma mensagem de Sarada sobre a nossa visita ao aquário, escreveu como tinha gostado muito da nossa companhia e que adorou conhecer Akira. 


Enviei uma mensagem falando sobre ele ter gostado muito da visita e de sua mais nova amiga, fiquei um pouco receoso de usar a palavra "amiga". Me respondeu também usando essa palavra, sorri para a tela do celular e eles me chamaram para participar da brincadeira. Mandei mais uma mensagem para ela dizendo que iria me ausentar por um tempo, inclui também que minha irmã estava em casa. Demorou pouco tempo para responder, me juntei a eles guardando o celular. Eles brincavam de adivinhação, ficamos brincando até o horário do almoço. Preparei o favorito do pequeno que devorou a comida, voltamos para a sala dessa vez escolhemos jogar um jogo de tabuleiro.


— Agora é minha vez


Peguei o dado e arremessei, caiu no número três me fazendo andar essa quantidade de casas.


— Ah não! De novo não


Minha peça parou no quadrado da Hima me obrigando a pagar o aluguel daquele lugar.


— Está começando a falir, irmão


Riu vendo a quantidade de dinheiro subir, eu estava muito ruim no jogo, perdia minhas casas e prédios um por um. Akira jogou os dados parando no número seis, ele andou até chegar em um dos seus quadrados. Aumentou mais uma casa passando o dado para Hima, ela jogou parando em minha casa restante. Minha vez novamente de jogar, parei em no quadrado mais caro do jogo e seu dono é o Akira.


— Não acredito nisso 


Olhei o preço suspirando.


— Tem que pagar, papai


Estendeu a mão sorrindo. Hima caiu na gargalhada vendo meu filho me falir por completo.


— Estou fora


Guardei minha peça colocando de volta na caixa, coloquei uma música esperando o jogo finalizar. 


“Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro


Mas a ausência da luz é uma parte necessária


Apenas saiba, que você nunca está sozinho


Você sempre pode voltar para casa


Toda a estrada é uma ladeira escorregadia


Há sempre uma mão que você pode segurar


Olhando bem fundo pelo telescópio


Você pode ver que o seu lar está dentro de você


Apenas saiba, onde quer que vá


Não, você nunca está sozinho


Você sempre voltará pra casa


93 milhões de milhas do sol


As pessoas preparam-se, preparam-se


Porque lá vem, é uma luz


Uma linda luz, além do horizonte


Dentro dos nossos olhos.”


Não prestava atenção no jogo, essa música me fez lembrar dos momentos de família. Meu pai, mãe e irmã na sala conversando sobre o dia que cada um teve. Ela tocava nas tardes que passávamos todos juntos, senti um aperto no peito, a saudade dos meus pais e dos velhos tempos. Tenho que visitar eles, devem estar com saudades minha e do seu neto. Que tal passar o final de semana lá? Passar o dia e noite. O jogo prolongou mais algum tempo até ter um vencedor.


— Eu ganhei! 


Akira se levantou sorrindo. Hima tinha caído mais de três vezes no lugar mais caro, e começou a pegar as cartas ruins. Tirei a atenção da música e voltei a olhar a reação deles.


— Perdemos para uma criança de quatro anos 


Himawari comentou rindo, guardamos o jogo e decidimos ver televisão. Akira escolheu o filme, peguei algo para nós beber durante o filme. Terminamos e o próximo a escolher foi a Hima, um filme que gostávamos muito de ver quando criança. Depois da sessão de filmes, o pequeno foi brincar com Kuromaru.


— Eu adoro esse filme


Sorriu olhando para mim.


— Tinha me esquecido de como acabava


Passei a mão em seus cabelos.


— Seu cabelo está bem grande, deve ser cansativo cuidar dele


— Está certo


Comentou rindo fechando os olhos. Passava meus dedos como se fosse uma escova, fazer isso me fez lembrar da minha mãe. Comecei a entrelaçar seus cabelos um com o outro para formar uma trança, quando era menor eu costumava mexer nos longos cabelos de minha mãe, agora eles estão na altura de seus ombros. Terminei de fazer o penteado e segurei a ponta para não se soltar.


— Me fez lembrar de quando fazia isso para ir a escola 


Comentou segurando a ponta de seu cabelo, pegou um elástico da bolsa e amarrou a ponta.


— Não perdeu o jeito


Colocou a trança de lado sorrindo.


— Aprendi com a melhor


Respondi sorrindo, Akira se sentou no chão para recuperar o fôlego, fiquei preocupado ao ver isso e coloquei a mão em seu peito. Me disse que estava tudo bem e sorriu. Jogamos outro jogo, esse era de adivinhar a frase usando desenhos. Pegamos um caderno e fazíamos os rabiscos, o vencedor da brincadeira foi Himawari.


— Esse é minha especialidade


Fechou o caderno, vi o pequeno bocejar e esfregar os olhos. Era quase quatro horas da tarde, fizemos bastante coisa. Minha irmã percebeu e o levou para o quarto para descansar, voltou e se sentou no chão junto comigo. Olhei para ela e toquei sua barriga com a ponta do dedo, se assustou e me deu um tapinha no braço. Me joguei no chão simulando uma dor de braço, ela sorriu e se deitou ao meu lado no chão da sala.


— Akira é um ótimo garoto, está cuidando muito bem dele


Virou o rosto em minha direção.


— Obrigado 


Sorri para ela e voltamos a encarar o teto. Conversamos sobre o meu trabalho e seus amigos de faculdade, Hima é muito gentil com todos e isso acaba fazendo os garotos se interessarem por ela e as garotas a odiarem. Contei para ela sobre a viagem que quero fazer com o Akira, falei também sobre ter ajudado uma garotinha que furou o pé com caco de vidro. Terminei de contar até chegar a parte do soco, falar sobre isso me fez pensar no que ele me disse ontem.


— Bolt? O que foi?


— Não foi nada


Dei um sorriso amarelo voltando a contar a história daquele dia. Ela percebeu eu sorrir ao pronunciar o nome de Sarada, a acompanhante do homem.


— Quem é essa Sarada? 


Olhou para mim curiosa.


— Uma médica que conheci 


— Parece gostar muito dela 


Deu um sorriso para mim me fazendo puxar os lábios levemente.


— Talvez eu esteja gostando muito dela, mas ela não sente o mesmo por mim


Comentei me sentando.


— Ela te rejeitou?


Fez o mesmo e pôs a mão no meu ombro.


— Não, eu não pedi nada sério 


— Como pode dizer que ela não gosta de você? 


— Um palpite meu 


— Tá mais para uma conclusão precipitada


Me empurrou levemente com seu ombro.


— Vocês ainda não se conhecem direito, com o tempo ela pode começar a se apaixonar nesses seus olhos azuis e sorriso que só os Uzumaki podem oferecer  


Brincou me fazendo rir também.


— O que quer comer hoje no jantar?


Mudei o assunto da conversa colocando as mãos para trás apoiando meu peso nelas. Minha irmã está certa sobre isso, talvez eu esteja pensando muito no que aquele babaca me falou.


— Estou com vontade de comer curry


Respondeu depois de pensar por alguns segundos.


— Tudo bem 


Me levantei do chão.


— Se bem que pode ser qualquer coisa, meu irmão é ótimo na cozinha!


Se levantou animada. Fui até a cozinha ver os ingredientes, eu tinha tudo o que precisava. Hima ligou a televisão e conversamos um pouco sobre nossos pais, ela passou na casa deles antes de vir me visitar. O pequeno despertou da soneca e se juntou a ela no sofá. A noite chegou e escutamos alguém bater na porta.


— Está esperando mais alguém?


Hima se levantou para abrir a porta enquanto eu começava a preparar a comida.


— Não estou 


Respondi alto para que ela consiga escutar.


— Tsubaki! 


Minha irmã pulou de alegria e deu um abraço rápido nela, se distanciou pedindo desculpas sobre estar a abraçando.


— Tudo bem, você pode me abraçar


Respondeu olhando para mim.


— Falando assim até parece que me odeia


Me juntei a elas que trocaram sorrisos.


— Quem sabe


Comentou entrando na minha casa me pedindo licença, se sentou no sofá junto com a Himawari. Mas antes me entregou uma sacola, tirei de dentro pequenos potes de sorvete. Meu sabor preferido e o favorito do Akira. 


— Obrigado, agora está mostrando que gosta muito de mim 


Comentei guardando os potes de sorvete.


— Gosto mais da Hima e do Akira 


Respondeu e se desculpou sobre ter comprado só dois sorvetes para minha irmã. Ela vestia uma calça cinza escura, camiseta branca e um pequeno salto prateado.


— Espera… eu fiquei em terceiro lugar? 


— Isso sem incluir as outras pessoas


Comentou acariciando o cabelo do loiro.


— Eu mereço o primeiro lugar na sua lista de amigos


Cruzei os braços fingindo estar bravo.


— Somos amigos?


Perguntou fazendo os dois rirem.


— Como você é cruel, Tsubaki 


Coloquei a mão no peito fingindo ser atingido no coração por uma faca. Eles sorriram da minha péssima atuação. Preparei o jantar colocando mais um prato na mesa, distribuí uma porção para cada um e os chamei para comer. Por sorte a mesa possui quatro cadeiras. Hima e Tsubaki conversavam com Akira e eu conversava com Sarada pelo celular, ela me contou sobre seu domingo e eu contei o meu. 


— É a Sarada?


Hima aproximou o rosto para ver a tela do celular.


— Sim 


— Falou de mim? Manda uma foto para ela mostrando o que estamos fazendo


— O que? Não vou mandar uma foto do nada para ela 


Pegou o celular da minha mão mostrando a conversa.


— Isso ajuda as pessoas a ficarem mais íntimas, trocando fotos dos momentos. Ela pode mandar uma para você também 


Foi na câmera do celular e me puxou para ficar perto da Tsubaki e Akira.


— Para que vai tirar uma foto, Hima?


Questionou Tsubaki olhando seu rosto pela tela do celular.


— Para gravar esse momento


Respondeu sorrindo. Bateu a foto e mandou para Sarada antes que eu falasse alguma coisa, me entregou o celular e voltou a conversar com os dois. Olhei para a foto que tirou, ela mostrava um sorriso com o braço pelo meu pescoço e o outro com a câmera. Akira estava no colo da Tsubaki, Hima pediu para ela colocar ele no colo para aparecer na foto. Ele ficou tímido ao perceber a câmera, Tsubaki mostrou um pequeno sorriso e eu olhei para o lado para não aparecer meu rosto. Minha irmã tirou três fotos, duas eu olhei para o lado e uma eu coloquei a mão na câmera tentando pegar meu celular dela.


Escutei o toque do celular ficando nervoso com o que ela poderia dizer sobre a foto, abri a conversa vendo sua mensagem. Disse para eu aproveitar as visitas e mandou uma foto do que estava fazendo, um livro e uma xícara postos um ao lado do outro em uma mesa de vidro. Himawari se aproximou olhando a foto.


— Viu? Já é um começo mesmo que ela não mostrou o rosto


Desliguei o celular e fiz o que Sarada me falou, aproveitei o tempo para conversar com minha irmã mais nova e minha amiga.


— Hora de ir para a cama


Peguei Akira no colo. Ele confirmou com a cabeça e acenou para Himawari antes de eu entrar no quarto. Tsubaki foi embora depois de passarmos tempo conversando, fazia tempo que não a via. Conheci ela na faculdade, sempre a via sozinha na entrada, saída e intervalo. Sua única companhia eram seus livros, um dia eu fui até ela para conversar. Não pensei que teríamos tanto em comum, foi difícil no início puxar assunto com ela por causa do seu jeito quieto. Mas depois de entender melhor como ela é nos tornamos amigos. 


— Tsubaki ficou mais linda 


Comentou Himawari se ajeitando na cama.


— Ela sempre foi bonita


Arrumava meu futon para dormir.


— Sempre achei que vocês iriam namorar ou que iria rolar algo entre vocês 


— Por que achava isso? 


Entrei debaixo da coberta.


— Porque foi a única pessoa que foi conversar com ela, o único que tentou ser amigo dela 


— Por esse motivo que somos muito amigos


— E por isso achava que ela sentia algo por você, até torci para que ficassem juntos 


Comentou rindo.


— Não acho que ela me veria como parceiro romântico


— Você é um pouco tapado em relação a mulheres, irmão


Caímos na risada com seu comentário sobre mim. 


— Tudo o que temos é amizade, ela sempre vai poder contar comigo 


Himawari se virou para um lado e adormeceu profundamente, fiz o mesmo caindo no sono pensando no que ela disse. Sorri para mim mesmo imaginando eu e Tsubaki em um relacionamento.



— Bom dia, Akira 


Papai e tia Hima estavam no quarto abrindo as janelas.


— Bom… dia 


— Vai se arrumar para a escola, vou preparar o seu café da manhã


Papai saiu do quarto arrumando sua gravata listrada. Tia Hima me tirou da cama e me levou para o banheiro, ela ficou me olhando sorrindo.


— Tia… o q-que f-fo-foi?


Ela estava me olhando muito e isso me deixa com vergonha, ainda mais pessoas como ela que são muito bonitas.


— Nada, estou aqui para te ajudar 


— N-não precisa, e-eu s-se-sei fazer i-isso sozinho


Ela saiu do banheiro rindo de alguma coisa. Falei algo estranho? Coloquei a roupa que papai deixa na cama para mim, segui o cheiro da comida deliciosa que papai faz. Ele faz comidas deliciosas igual a vovó! 


— Está tudo pronto


Colocou a comida na minha frente, tia Hima pegou um pouco da comida com minha colher e parou com ela na minha frente.


— O que está fazendo, Hima?


— Dando comida para o Akira, irmão 


— Ele já é grandinho, não tem mais um ano de idade


Meu pai começou a rir junto com minha tia, ela me devolveu a colher pedindo desculpas.


— Ainda me lembro dele devolvendo a comida enquanto ria de nós 


— Era bem difícil fazer ele comer 


— Bateu uma saudade agora 


— Você ficou com a parte fácil


Eles conversavam rindo sobre o passado. 


— Me dê outro sobrinho para matar a saudade 


— Não peça algo assim de mim


Papai soltou o ar pela boca com o que minha tia disse. 


— Não gostam mais de mim?


Papai quer ter outro filho? Não gosta mais de mim? Ele está bravo comigo?


— O que? Claro que gostamos de você!


— Estava brincando com o seu pai, Akira


Tia Hima passou a mão na minha cabeça e meu pai passava a mão nas minhas costas. 


— Nós te amamos, Akira


Papai levantou da cadeira e bagunçou o meu cabelo. 


— Posso levar o Akira para a escola? Fica no caminho  


Tia Hima estava bem arrumada, mudou a roupa que estava ontem. Papai como sempre procurava as chaves do carro.


— Claro que pode 


Ele se aproximou de mim e se despediu depois de eu apontar para a chave que estava no meu quarto. Tia Hima e eu entramos no ônibus, cheguei na minha escola vendo os meus amigos na entrada.


— Posso ver se está com sua bombinha?


Ela pegou minha bolsa procurando a minha bombinha, às vezes eu sinto falta de ar depois de brincar com meus amigos. A professora sempre fica de olho em nós e isso me faz sair da brincadeira bem rápido, as vezes fico sozinho no recreio e vejo meus amigos brincando de pega pega com a nossa turma. Essa coisa que papai comprou para mim serve para eu respirar melhor, ele sempre disse para eu tomar cuidado. 


— Está aqui! Tenha um ótimo dia de aula


Beijou minha testa me fazendo colocar as mãos no meu rosto. Fazer isso aqui é muito vergonhoso.


— Akira! Bom dia 


Meus dois melhores amigos correram até mim. 


— Bom dia!


Entramos na escola e eu falei bom dia para a nossa professora. Ela é muito gentil, me faz lembrar muito da mamãe e minha vovó. Chegou a hora em que todos nós vamos ao parquinho do lado de fora, a professora sempre fica com uma coisa na sua mão e quando aquela coisa estranha apita ela me tira da brincadeira.


— Por que não posso brincar mais?


— Você não pode se esforçar muito, Akira.


— Por que não? Tem algo errado comigo?


— Isso é algo complicado de explicar, mas resumindo tudo… seu corpo não pode chegar ao limite, se chegar você vai sentir uma dor aqui 


Colocou a mão no meu peito. Sentei debaixo da árvore, faz uma sombra muito grande e posso ver a brincadeira deles. Voltamos para a nossa sala, meus amigos respirava de forma diferente.


— Quer minha bombinha? 


Eles balançaram a cabeça recusando.


— Nós estamos bem


— Akira, como foi na escola?


Papai me pegou no colo depois de entrar na minha sala, ele me busca quando saí mais cedo do seu trabalho, às vezes o nosso vizinho me leva para casa de carro. 


— Foi legal! Aprendemos outros Kanjis hoje


Chegamos em casa e fui brincar com Kuromaru. Papai estava na cozinha e me chamou para comer, seus olhos estavam diferentes de ontem. Por que os olhos dele estão diferentes? Terminamos de comer e ele se sentou no sofá, seu celular tocou e ele sorriu olhando a tela. O que será que tem nesse celular que deixa papai feliz? Subi no sofá ficando do lado dele.


— Papai, o que te deixa feliz?


Ele me olhou e colocou a mão na boca, acho que ele está pensando sobre isso. Sorriu para mim deixando o celular de lado, a tela continuou com uma luz.


— Um dos motivos é você


Bagunçou meus cabelos como sempre, meu vovô faz isso toda vez que papai me leva para a casa dele. Papai passou a mão no rosto e fechou os olhos.


— Papai?


Ele falou baixo e pegou no sono, eu acertei sobre seus olhos. Papai estava muito cansado por isso seus olhos estavam diferentes, peguei a coberta da minha cama e cobri ele igual faz comigo. Seu celular ainda estava ligado, fiquei curioso para ver o que fazia papai sorrir. Parece uma conversa, mas não consigo entender direito.


— U...chi...ha... Uchiha Sa… ra… da. É a Sarada! 


Não consegui entender as outras mensagens, a professora está nos ensinando o Katakana. As mensagens mistura o Hiragana, Katakana e Kanji. Apertei na parte branca do celular do papai, mostrou todas as letras. Consegui encontrar o Kanji que aprendemos na escola, ela apareceu na barra branca e uma coisa me chamou a atenção. Apertei de novo na tela e o celular mudou, apareceu muitas carinhas diferente.


— O que é isso?


São tantos desenhos diferentes! Gostei de uma bolinha amarela que estava sorrindo e apertei nela, não aconteceu nada.


— Será que tem que apertar aqui?


Toquei do lado e a bolinha amarela sumiu da linha branca e foi parar em cima das outras. Procurei outra e gostei de uma que tinha coração e uma bolinha que tinha pequenas mãos. Fiz a mesma coisa de antes e as duas mudou de lugar, apertei em outra que parece um gatinho amarelo, apertei também nos corações vermelhos que tem. De repente o celular do papai tremeu e mostrou na tela um balão branco com alguma coisa escrita. Não entendi o que estava escrito e desliguei o celular do papai, coloquei na mesa e deitei junto com ele pegando no sono.



Acordei com meu despertador, olhei em volta percebendo que não estava no meu quarto. Olhei para baixo vendo Akira dormir ao meu lado no sofá, estávamos cobertos com seu cobertor. Apertei meu ombro doloridos, ficar nessa posição não é tão confortável assim. Peguei meu celular para desligar o alarme, notei que recebi mensagens da Sarada. Abri a conversa vendo as mensagens, ela estava se questionando o porque eu mandei aquelas coisas e que se estava entendendo errado o que eu quis dizer.


— Que mensagem ela está falando?


Subi a conversa percebendo mensagens curtas que enviei ontem a noite. Parece que mandei emoji de coração, carinha tímida sorrindo, gatinho com olhos de coração e um rosto tapando a boca envergonhado.


— Espera… esses emojis e essa palavra em específico… eu nunca mandaria isso para ela!


— Papai


Akira acordou com o meu pequeno grito.


— Akira, bom dia


— Bom dia, o papai está melhor?


Colocou a mão no meu antebraço sorrindo.


— Sim, mas por que a pergunta?


— Papai estava muito cansado ontem que caiu no sono  


Sorriu e olhou para meu celular.


— É a Sarada! Olha só isso, é o Kanji que eu aprendi na escola 


Apontou para o símbolo ao lado do emoji. O Kanji que significa Amor.


— Akira… por que justo esse que você foi aprender? 


Baixei a cabeça rindo. Ele me olhou confuso, levantei do sofá sorrindo para ele.


— Ainda está cedo para usar essa palavra 


Comentei olhando para o pequeno que não estava entendendo, peguei ele no colo beijando sua testa. 


— Melhor explicar tudo para ela 


Mandei mensagem para Sarada explicando o que aconteceu ontem a noite. Espero que ela não tenha ficado desconfortável com o que o suposto "eu" enviei.



Notas Finais


Música: 93 Million Miles - Jason Mraz

Espero que tenham gostado <3

O que acharam do capítulo nove? Gostaram do Narrador Akira?

Obs* Taiyaki é um tipo de doce com um formato de peixe, sempre vejo em alguns animes e parece ser uma delícia ksksksks

Até o próximo capítulo tripulantes <3


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