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História Encontre (Namjin, Yoonmin, Taekook) - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Volteeeeeeeeei!!!
Estão bem? Espero que sim
Só pra constar, planejo att todas as quartas, se não der certo, postarei assim que possível, ok?
Boa leitura e até lá embaixo.

Capítulo 2 - Apenas, descubra


Fanfic / Fanfiction Encontre (Namjin, Yoonmin, Taekook) - Capítulo 2 - Apenas, descubra

 

 

Hotel Chairmen – Doha, Catar

13.02.34

07:00hs

 

 

Sossegado e em meio a assobios. Era assim que o loiro de grande porte, trajando seu típico terno de trabalho, seguia por entre as diversas portas enumeradas do corredor, procurava por uma em específico.

Após dobrar mais uma esquerda, chega ao seu destino: quarto 71.

Pára em frente ao objeto de madeira, coloca o ponto no ouvido e, após respirar fundo, dá quatro batidas na superfície. Aguarda alguns segundos, e nada. Repete o ato mais uma vez. Nada novamente. Leva a mão para a maçaneta e gira. A porta estava trancada. Começando a imaginar o pior, ele dá meia volta e vai em direção aos elevadores que é exatamente onde havia visto uma zeladora.

Chegando no local, suspira aliviado ao encontrá-la no mesmo lugar.

- Com licença – chama a atenção da moça – Você por acaso não teria uma cópia das chaves dos quartos?

- Porque? Perdeu a sua? - pergunta um pouco confusa.

- Não – responde – Mas um garoto que eu estou acompanhando está no quarto 71, ele não responde e além disso, a porta tá trancada – explica demonstrando preocupação na voz.

A mulher pensa por um momento. Apesar de ter acesso a todos os quartos, era proibido invadir o espaço privado dos hóspedes, a não ser em caso de emergência.

- Tudo bem, vamos – aceita o pedido e segue a caminho do quarto mencionado sendo acompanhada pelo outro – É esse certo? - pergunta recebendo um sim como resposta.

Ela pega um dos vários molhos de chaves e passa uma por uma, até que enfim encontra a que procurava. Coloca na fechadura e gira abrindo assim a porta. O homem não perde tempo e invade imediatamente o local olhando para cada canto com máxima atenção. Tudo estava perfeitamente arrumado. Ele entra no banheiro, vazio. Vai para o guarda-roupas, limpo. Só então ao analisar melhor o cômodo, nota a presença de uma mala ao lado da cama devidamente arrumada e pronta pra viagem.

- Talvez tenha saído – sugere a empregada ao notar o pavor na face do outro.

- É… talvez tenha sido isso mesmo – passa uma das mãos pelo cabelo e sorri para a mulher na intenção de não lhe causar estranheza devido ao seu comportamento. - Obrigado.

- Por nada – ela sorri de volta e se retira do lugar.

O homem fecha os olhos e respira fundo. A bronca que iria levar por ter sido tão descuidado não ia ser pequena. Se recompõe e ativa o seu ponto.

- Kol… temos um pequeno problema.

 

 

 

[…]

 

 

 

07:50hs

 

 

O momento do café da manhã poderia já ter passado, mas o restaurante ainda assim permanecia lotado.

Pessoas ainda comiam, conversavam, dormiam na cadeira, e o resto era só pra enfeite mesmo.

De repente, o elevador pára e as portas se abrem. De lá, um homem careca e costumeiro terno sai com uma feição nada boa. Através das lentes escuras do seu óculos, consegue avistar àquele que procurava. Se aproxima do mesmo que sequer nota sua presença.

- Senhor, precisa saber de algo – fala seriamente.

- E o que seria? - pergunta enquanto fechava o jornal que lia e o colocava em cima da mesa.

- O garoto – pausa – Ele sumiu.

- O que? - grita alto o bastante ao ponto de todos ali presentes olharem para sim – O que tá me dizendo? - abaixa o tom de voz para não provocar mais atenção, porém não conseguindo esconder sua fúria diante daquilo.

- Exatamente o que o senhor ouviu – responde não desmanchando a sua pose – O Finn foi atrás dele há alguns minutos, mas não o achou.

- Já revistaram o hotel?

- Sim, nenhum sinal.

“Tava demorando”, pensou o homem ainda sentado. Respira profundamente com o intuito de reunir a paciência que talvez sequer existisse mais.

Coloca o pagamento de sua refeição sobre o belo objeto de madeira e se põe em pé.

- Reúna os outros e revirem cada centímetros dessa cidade, não importa quanto tempo isso leve, mas não voltem sem trazê-lo junto – dá a ordem friamente deixando claro a sua irritação – Entendeu?

- Sim senhor – o homem assente com a cabeça e se retira.

“Tava bom demais pra ser verdade”. Suspira e tira o seu celular do bolso discando um número qualquer rapidamente.

- Oi, sou eu… tivemos um pequeno imprevisto.

 

 

 

~~~~~~

 

 

 

Rua Comercial

12:50hs

 

 

- Esse lugar tá urgentemente precisando renovar o estoque fashion – faz careta em direção as vitrines – Que horror!

- Se for pra ficar falando sobre moda, por favor, desligue – diz alguém pelo ponto de comunicação que a mulher usava – Esse assunto não me interessa Yeri, além do mais, porque você me ligou se está de férias?

- Só tô entediada – bufa – Viajar sozinha não tem muita graça.

- É, mas interromper o trabalho dos outros também não!

- Falou o exemplar trabalhista – debocha rindo logo em seguida.

- Boa tarde – diz por último encerrando o contato de vez.

- Hoseok! - chama o outro mas sem resposta – Idiota – ela tira o objeto da orelha e o guarda na bolsa enquanto continuava a andar pela calçada.

Sem olhar pra frente, acaba por esbarrar em alguém levando assim ambos ao chão no mesmo instante.

- Ai!!! essa doeu – reclama a pessoa com uma das mãos nas costas – Ai meu Deus!!! Você tá bem? - pergunta preocupado ao se dar conta de no que havia batido.

- Porque que eu inventei essa viagem mesmo?! - questiona a si mesma passando a mão no braço esquerdo que provavelmente tinha ralado um pouco.

- O que disse? - pergunta confuso.

- Hm? - ergue o olhar àquele que lhe dirigia a palavra. “Mas que obra de arte é essa?” pensou arregalando levemente os olhos para o moço à sua frente – Ai não! Eu te derrubei! Me desculpe!!! - fala se levantando rapidamente ao perceber o que tinha acontecido – Realmente eu sinto muito mesmo.

Ele pisca algumas vezes e solta uma risadinha fraca antes de se colocar em pé novamente.

- Tudo bem, não foi nada – diz ajeitando seu casaco. Sua roupa não estava muito diferente das outras pessoas, 15º era a temperatura ali no momento – Eu também tenho uma parcela de culpa, afinal, não olhei pra onde andava – ele ri sendo acompanhado pela mulher.

- Se é assim que quer deixar, por mim não tem problema – dá de ombros.

- Tá – sorri – Tenha uma boa tarde – fala voltando a caminhar pela calçada.

- Igualmente – ela suspira e antes que volte a fazer o mesmo, algo toca em sua bolsa – O que? - questiona surpresa ao pegar o objeto em mãos.

Semelhante a uma bússola, o aparelho piscava uma pequena luz verde enquanto o ponteiro mirava para a direção oposta em que andava, mas na mesma que o rapaz havia ido.

Sem entender muito bem do que se tratava, resolveu ir pela trilha indicada. Dobrou umas três esquinas até o momento em que o ponteiro aponta para a esquerda. Ao olhar, nota uma pequena praça vazia, exceto pela única pessoa ali presente, o desconhecido com quem trombou alguns minutos atrás.

Ele estava sentado em um balanço se movimentando levemente enquanto observava o lago quase que congelado. De costas para a rua e um pouco afastado, não notou a presença da mulher.

- Não pode ser – diz notando que o objeto tinha parado.

Sem muita demora, ela se esconde atrás de uma árvore distante o suficiente para ninguém lhe ouvir e pega o comunicador o acionando logo em seguida.

- Já disse, não quero sab…

- Eu encontrei – interrompe – Hoseok, eu encontrei!

- Encontrou o que?

- A pedra verde – ri animada – O peridoto

- É o que? - grita atraindo a atenção dos dois homens consigo naquela sala.

- Ai! Não grita! - diz sentindo seu ouvido doer.

- Como você me diz que encontrou o peridoto e quer que eu aja normalmente?

- O que? - dessa vez são os outros que gritam surpresos. O mais velho ali com fios um pouco já brancos, pega o ponto e o coloca na orelha – Yeji, o que é que você tá dizendo?

- É Yeri senhor Luk – corrige – E… eu acho que encontrei uma das pedras.

- Tem certeza disso?

- Na verdade, não sei ao certo – suspira – Mas de repente a bússola começou a apitar, quando via a luz verde acendeu e o ponteiro apontou pra algo.

- E assim chegou a pedra?

- Não, mas em alguém

- Quem?

- Também não sei – pega o celular em mãos – Mas posso lhe enviar uma foto.

- Certo, faça isso – ordena tirando o comunicador e conectando no computador para usá-lo como se estivesse no modo viva-voz.

- Dá pra explicar agora o que é que tá acontecendo? - o terceiro homem se pronuncia deixando evidente toda a sua confusão.

- É simples Namjoon – fala Hoseok – A Yeri encontrou o peridoto.

- Não necessariamente – o de mais idade afirma – Deixe-me ver - diz abrindo o arquivo de fotos recém enviados pela mulher.

Um total de dez imagens dividiram a tela. Nelas, um rapaz de tênis, calça, casaco e gorro de cor preta, a única peça distinta era a sua camisa de gola alta branca.

- Quem é ele? - pergunta Namjoon

- De acordo com a Yezi, a bússola acompanhou os passos desse garoto.

- Yeri, tio – corrige o outro que apenas dá de ombros.

- Hm… - Hoseok dá zoom nas fotos para analisar melhor – Ele parece asiático – deduz fazendo os dois lhe olharem no mesmo instante.

- Tem certeza? - pergunta o de cabelo grisalho.

- Ele tem cara de sul coreano – Yeri entra na conversa – Isso explicaria muito toda a beleza.

- Ih… já tá babando.

- Quieto Namjoon!

- Vamos parar vocês dois!!!

- Luk tá certo, isso não é hora – diz Hoseok seriamente – Precisamos nos concentrar aqui – aponta para a tela.

- Certo – Namjoon concorda – Acha que dá pra fazer um escaneamento facial e procurá-lo pelos registros do país?

- Posso tentar – começa a digitar rapidamente.

- O inglês dele é perfeito demais pra morar na ásia – fala enquanto ainda o observava.

- E como sabe disso? - pergunta Luk.

- Nos esbarramos agora pouco – dá de ombros – Pela força do nosso impacto, certamente estava correndo.

- Correndo? - sussurra.

- Terminei!

- Encontrou algo? - questiona o mais velho saindo de seus pensamentos.

- Bom… - Hoseok se vira para os dois – Yeri tá certa, ele não tem residência no país – Namjoon suspira.

- Tava sendo fácil demais – o loiro puxa uma das cadeiras para sentar-se.

- Espera!!! - diz a mulher atraindo a atenção.

- O que foi? - pergunta Hoseok.

- Alguém se aproximou dele, e pelo jeito, é algum tipo de segurança.

- Segurança? - falam os três ao mesmo tempo.

- Sim, parece que quer levá-lo para algum lugar mas ele se nega – relata a cena acontecendo bem na sua frente.

- Ok! Isso tá ficando um pouco estranho – comenta Namjoon ouvindo tudo atentamente.

- Estranho ficou foi agora.

- Como assim?

- Chegou um outro homem, tá bem vestido, tem cara de gente importante – descreve para os outros cada detalhe – Não dá pra ouvir direito, mas parece que estão discutindo.

- Tire fotos – sugere Luk.

- Um segundo – diz Yeri – Pronto.

- Abrindo… - fala Hoseok clicando nas imagens – Esse daqui também tem cara de asiático.

- Hm… - Namjoon olha as fotografias com cuidado – Realmente, com todo esse porte, deve mesmo ser um segurança, já o outro…

- Vou averiguar – fala o moreno repetindo o processo anterior.

- Eles tão indo embora – avisa a mulher que observa a bússola mais uma vez – E o indicador continua nele.

- Se há toda essa reação do aparelho – Luk cruza os braços – É porque alguma coisa esse rapaz tem.

- Mas e se estiver errado?

- Meu avô foi quem fez essa invenção e ela sempre se mostrou ser eficaz – diz com orgulho – Não tem como estar errada.

- Aqui! - avisa Hoseok – Park Bogum, trinta anos. Já foi eleito o melhor soldado do país na época em que serviu ao exército sul coreano. É casado, não tem filhos e atualmente integra uma equipe de segurança máxima especializada em vigilância e auto disciplina – pausa – Ele mora em Londres.

- Soldado… - fala Luk pensativo com uma mão no queixo – Isso não ajudou em nada – demonstra sua frustração.

- Equipe de segurança… - dessa vez é Namjoon quem pensa alto – Será que estariam protegendo o tal garoto?

- Protegendo? - Hoseok questiona – Porque fariam isso? E principalmente, porque seriam logo especialistas?

- Porque provavelmente ele estaria com a posse de um pedacinho de rocha brilhante, raro e valioso que o mundo se estapeia para ter? - Yeri é quem responde como se fosse óbvio – E vou ter que concordar com o Luk… não acho que esse bichinho esteja falhando – se refere ao aparelho.

- Só tem um meio de descobrir – fala Namjoon – Seguindo-os.

- Ah, nem vem! - Yeri nega no mesmo instante – Eu tô de férias.

- Estava, agora vai lá.

A mulher bufa irritada. Ela não tinha folga nem na sua folga.

- Vou desligar – avisa – Qualquer novidade eu conto depois de amanhã quando voltar pra Coreia.

- Tá certo – diz Hoseok por fim encerrando o contato – Se isso for mesmo comprovado, quer dizer que chegamos um pouco atrasados então – fala se escorando na cadeira.

- Não sabemos se eles tem noção do com que estão lidando – supõe Luk – Nesse caso, toda opção é válida.

- Tudo bem, mas se realmente… digamos… que use a pedra? - indaga Namjoon.

- Aí, é rezar para que seja apenas como um enfeite.


Notas Finais


E aí? Gostaram? O que acharam?
Quem será nosso fugitivo hein? hihihi
Qualquer dúvida podem deixar nos comentários
Obg por virem até aqui e até a próxima, bjs!!!A


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