História Encontrei o amor nos olhos de um estranho - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Bts, Fluffy, Jungkook, Taehyung, Taekook
Visualizações 25
Palavras 861
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Isso é muito pessoal porque aconteceu comigo, então...
Tô me despindo aqui.

Capítulo 1 - De agora em diante andarei encarando o chão


O relógio parou. A brisa que segundos atrás bagunçava os cabelos, dissipou-se. Não existe mais nenhum ruído. Só há eu e você, nossos olhos encarando-se, e uma magia estranha entre os corpos; a mesma que paralisou o mundo ao redor. Não é outra ilusão platônica minha, consigo perceber que você também reparou em como tudo estagnou. Entretanto, diferente de mim, você continua andando, mas sem quebrar a conexão; a troca de olhares.

  Estávamos num corredor escolar, mais especificamente o de matemática. Eu havia saído da sala e ido ao banheiro, e não esperava que, na volta, encontraria você com seus amigos andando sem compromisso e matando aula como quem não precisa de um futuro. Naquele momento que aconteceu essa cena estranha quis vomitar de nervosismo, mas ela ficará cravada nas minhas memórias. Sabe porquê? Foi absurda, foi igual aos filmes!

  Eu não te conheço, nunca trocamos sequer um olá, porém já trocamos tantos olhares; mais você do que eu. Digo isto, Taehyung, porque percebi que durante o almoço você me encara quando passo, se nos encontramos sem querer nos corredores, faz questão de olhar-me diretamente (às vezes, até me atrapalho com os pés!). Eu quase nunca devolvo, mas quando retribuí… Que Deus me tenha! Amor à primeira vista, eu diria.

 Temos aula de química juntos. No meu primeiro dia de aula, você foi quem notei de princípio; barulhento, sorridente e muito, muito bonito. Tenho certeza que não demorou para perceber minha presença também porque na aula seguinte, quando cheguei, você estava parado na porta… Nesse dia, confesso que fiquei com um pingo de medo. Sua seriedade ao me olhar foi misteriosa, ficou assim durante dez segundos até que eu tomasse coragem e fosse para meu lugar. Depois disso tive receio de encarar qualquer coisa na sua direção. Eu não sei exatamente do quê temia.

  Talvez estivesse com medo do mundo parar para nós dois... E eu fui pego de surpresa ao sair do banheiro, você sabe disso porque viu como fiquei assustado. Havia um vestígio de sorriso puxando seus lábios, acho que gostou da ideia de ter me deixado sem rumo. Você continuou andando e quando sumiu de vista, o mundo voltou ao normal. Mas, a partir daquele dia, eu não era mais eu.

  Estava obcecado com a ideia de um estranho garoto que me lança olhares sem compromisso. O mais engraçado é que antes de você, eu tinha um relacionamento complicado com alguém mais complicado ainda, porém desapareceram tão rápido da minha vida. Eu dei um fim nisso quase de imediato. Meu coração só conseguia pensar no mundo que parou e queria, mais que tudo, reviver aquele momento várias e várias vezes.

  Então, fui atrás da sua identidade. Quis saber quem era você, quis saber tudo. Fiz das redes sociais minha mais fiel aliada. Descobri que era mais estranho do que eu, tinha gostos absurdos, porém faziam sentido com a minha personalidade. Daí em diante, danou-se tudo! Eu sabia que seria um relacionamento bom, mas não tinha coragem para iniciá-lo. Lembrando: nunca havia nos falado e, pelo visto, dependendo de mim, nunca iríamos.

 Antes dessa cena toda acontecer, no início das aulas, eu havia seguido seu perfil no Instagram, mas você não tinha devolvido o follow. Isso aconteceu dois meses mais tarde, quando curti uma foto sua num show e, de repente, além de um seguidor, ganhei um like a mais numa selfie de semanas atrás. Mas você não veio falar comigo e nem eu contigo.

  Mas eu sigo a vida, claro, ainda obcecado com a ideia de um garoto que parou meu mundo na entrada de um banheiro. Tudo isso na espera que minha vergonha suma e eu possa, finalmente, dizer olá.

 Eu acho que não tenho vergonha, porém um medo descomunal que aconteça algo pior; pior do que estagnar o mundo, muito mais terrível… Tenho medo de me apaixonar porque aquilo não foi normal. Talvez seja algo que aconteça uma vez na vida, você precise agarrar a oportunidade e não largar mais.

 Talvez você esteja sentindo o mesmo medo que eu, mas nunca saberei.

 Mas eu só não me conformo com a ideia de um estranho…

 Num corredor de matemática, matando aula…

 Ter me mostrado tanto sentimento que não ouso compreender. Tanta coisa que não consigo descrever, mas que me dá vontade de berrar.

 É absurdo, sobrenatural. Eu só clamo por uma explicação do quê foi isso. Tive tantos relacionamentos, tantos… Mas essa cena me assustou demais.

 Taehyung, você não tem noção de como foi ruim perder controle de absolutamente tudo durante alguns segundos. Logo eu, que sempre quis estar no comando da minha vida.

O amor é o monstro debaixo da minha cama. Ele é um dos piores vilões que existe porque você não o escuta chegar, mas percebe quando o amor joga tudo para o alto e diz:

 ‘‘Esqueça o oxigênio, esqueça a água… Comida? Esqueça! Eu sou o combustível agora.’’

  Esse é um pedido de socorro. Alguém, pelo amor de Deus, tire esse maluco de dentro de mim. Não aguento mais o bendito do Amor. Ele é um absurdo, uma entorpecente ridícula que nos torna escravos.

  A culpa é totalmente sua, Taehyung. Assuma a responsabilidade.

 



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