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História Encontro - Capítulo 1


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Notas do Autor


Ainda estou eufórico por causa do Oscar e pensando nas posibilidades de um possível Coringa 2, eu escrevi essa história. Espero que gostem.

Capítulo 1 - A Conversa


A noite estava chuvosa, deixando toda a cidade sofrendo um díluvio. Era uma noite como todas as outras, pessoas indo de lá pra cá e alguns carros na rua. Mas um deles se destacou. Um grande carro preto passou pela cidade em alta velocidade, um carro conhecido por todos. Ele parou em frente ao enorme lugar, seu motorista suspirou, havia se preparado mentalmente para essa noite mas ainda sim não sentia que estava pronto.

Ao sair do carro, viu o velho comissário acender um cigarro enquanto esperava, logo se juntou a ele e juntos adentraram o lugar. Não trocaram uma única palavra pelo caminho, passando pela cela de todos ali.

Todos que o homem havia prendido.

E enfim pararam em frente aquela cela. A cela do seu maior inimigo. Agradeceu por sua face estar escondida pelo capuz, estava ansioso. O comisário tocou em seu ombro, em um sinal silencioso de calma.

Um médico e um guarda se aproximaram deles.

- Ele anda quieto esses dias. Não ri, não causa problemas... - Disse o médico. - Só fuma constantemente, chegou até a pedir uma carteira de cigarros para a psicóloga.

- Tem certeza que quer fazer isso? - Pergunta o comissário.

- Eu preciso. Chegou a hora de termos essa conversa. - O comissário sorri. Sabia da teimosia do homem quando se tratava desses assuntos. - Preciso da sua carteira de cigarros.

- Merda. - Praguejou. - Acabei de comprar essa.

O homem encarou a placa de identificação da cela, o nome tão falado e temido por todos.

"Coringa"

- Abra. - Ordenou o homem. O guarda abriu destrancou a cela.

- Boa sorte, Batman.

- Obrigado, Gordon.

Batman entrou na cela, a porta atrás de si acabou sendo fechada. O local estava escuro mas tinha uma pequena lâmpada que iluminava pouca parte do ambiente, graças a ela, viu a mesa abaixo dela mas onde ficava a cadeira na ponta oposta estava imersa no escuro.

Escuro esse onde via a ponta luminosa de um cigarro. A fumaça subia até a lâmpada e conseguiu ver um pouco do uniforme branco do lugar.

- Ora mas vejam só quem veio me visitar. - Sua voz carregada de melancolia soou. - Já faz um tempo desde a última vez que nos vimos. - Ele ri com fraqueza. - Precisa de mim para algo?

- Não. - Batman responde friamente enquanto se senta. - Eu vim aqui para conversar. Sobre tudo, sobre nós.

- Sobre mim. - Corrige.

- Eu temo todas as vezes que nos encontramos. É sempre assim, você foge, faz um plano louco, usa pessoas nele, eu te impeço e te mando para cá mas tudo se repete. Temo como isso vai acabar.

- Teme o óbvio não é? Que vamos acabar nos matando.

- Eu não quero que isso aconteça. Meu dever é impedir isso.

- Uma hipocrisia. Ninguém vive nesse mundo sendo bonzinho igual você pensa. Todos eles pisam em você como se fosse lixo. Você pode querer impedir mas não vai mudar o final, todos vão acabar se matando uma hora. - Ele ri baixo. - É só olhar por aí e verá que a bondade é algo pequeno.

- Está errado. Gotham ainda tem muitos cidadões de bem e por mais que o mal exista, muitos ainda impedem.

- Por quanto tempo?

- Pelo tempo que precisar. - Suspira. - Eu não sei o que aconteceu para pensar dessa forma mas...

- Merda. Acabou o cigarro. - Ele joga os restos do cigarro pelo chão. O Batman deixa a carteira em cima da mesa. Ele pega e acende outro.

- Mas ainda acredito que você tem salvação. Me deixe te ajudar, poderá ter uma vida nova, ser feliz. Não precisamos acabar desse jeito.

- Essa é uma bela piada mortal.

- Por favor, Arthur.

Arthur ri, dessa vez mais alto. Encarando o homem a sua frente.

- Claro que você sabe. Por que eu acharia que não? - Perguntou para si mesmo.

- Sim, eu sei sobre você. Sei de seu passado, a carreira no Stand Up, Penny...

- Penny... faz um bom tempo que não penso nela. - Deu uma tragada no cigarro. - Sabia que ela me contou algo engraçado? Ela me contou que Thomas Wayne era meu pai.

O homem estremeceu. Não deixou abalar sua pose mas por dentro estava suspreso.

- Thomas Wayne? O que fez?

- Fui até sua mansão. Eu conheci o Bruce, era triste e não sorria. Fui expulso por um homem.

- Você encontrou Thomas?

- Sim, ele me deu um soco na cara. Um belo soco. Penny era louca, eu só dei um jeito de dar o que ela merecia.

Batman estava sem palavras. Isso era louco até mesmo para Arthur.

- Quando fui ao Murray, eu percebi uma coisa

- O que?

- Que a vida é uma grande piada sem graça. Eu só a torno mais engraçada.

- Não tem graça em matar inocentes.

- Então por que veio até aqui? Não tenho mais saída, nada mais vai me fazer mudar de ideia. O mundo não é esse grande conto de fadas que você acha que com simples palavras mágicas fará todos ficarem felizes.

- Você tem uma chance de se redimir. Mudar quem você é. Todos merecem uma chance Arthur.

- Arthur morreu em cima daquele carro a muito tempo. Sinto muito mas não tem salvação pra mim.

Arthur se inclinou e Batman pôde ver seu rosto enrugado, com uma barba já crescendo e um sorriso amarelo. Muito diferente de quando estava com maquiagem. Batman se levanta e segue em direção a porta.

- Não desistirei de proteger a todos, a vida é cruel mas farei o máximo para proteger a todos. Tornar este conto de fadas mais agradável.

- Eu sei que vai. Por isso você me completa.

Ao sair da cela, Batman andou ao lado do comissário sem falar nada. Ainda pensativo, sabia que ele fugiria alguma hora. Estava pronto para lutar de novo com ele, mesmo que fosse impossível terminar um dia.

Afinal, alguns homens não tem mais nada a perder.


Notas Finais


Espero que gostem. Esse é a minha comemoração ao Oscar e ao grande filme que Coringa é. Obrigado por lerem e That's Life.


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