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História Encontro com o Diabo - Capítulo 1



Notas do Autor


Mais uma fanfic da sua escritora preferida 🙌😔
Só que não, mas eu relevo. Ksksksksksks
Hoje tem bakutodo! Irra!
Espero que gostem e comentem sobre :3
Boa leitura!

Capítulo 1 - Lembranças Odiosas


Sua falta de consciência fazia Bakugou esbravejar mentalmente. Por que raios ele estava tão fraco? Isso era inadmissível!

Olhava para os cantos daquele cubículo em que foi colocado, respirando fundo e contando até dez. Bakugou era, e ainda é, claustrofóbico, e parece que quem o sequestrou, sabia disso e usou a seu favor. E antes fosse apenas esse detalhe, mas o local, além de tudo, cheirava mal, deixando-o louco e não do jeito que ele gostaria de estar. 

De repente, após parar de reclamar tanto mentalmente — se fosse para sequestrar Bakugou Katsuki, o melhor assassino da cidade, que fosse com estilo, não o pondo numa sucata qualquer de algum lugar —, uma luz acendeu-se em cima de si, o fazendo ver o cubículo com mais clareza: as paredes eram cinzas, e Katsuki frisou bem essa parte, pois as paredes já não tinham a coloração acinzentada como principal, e sim, o musgo, que estava por toda parte, fazendo o cérebro dar voltas de tanto nojo. Por que…? Apenas queria saber o porquê de toda aquela situação. Tudo bem que era alguém odiado, e que já tinha dado, muitas vezes, a cara a tapa, o que fazia o ter muitos inimigos e pouca segurança. Mas quando Bakugou ia pensar que alguém ia conseguir pegá-lo? Ele era profissional!

Uma risada ecoou no cômodo, que agora, com seus olhos se acostumando à escuridão, parecia maior. Porém, não enxergava o dono da voz — constatou ser um homem, pelo tom grave.

— Finalmente eu consegui te pegar, não é, Katsuki? — perguntou o desconhecido, rindo mais um pouco, dessa vez, era uma risada vazia, sem emoção. — Três anos se passaram e você já não lembra mais de mim… Porra, eu me sinto ofendido — disse, irritando Katsuki.

— Você tem a audácia de me sequestrar, mas não tem para mostrar a cara? Vamos, seu filho da puta! Aparece e me mostra o rosto que eu vou queimar com a minha lâmina! — ameaçou, a primeira coisa que conseguiu enxergar, sendo o sapato de qualidade do homem à sua frente.

Lentamente, o que era uma sombra, saiu da escuridão, fazendo Bakugou perceber a calça social azul marinho, a camisa branca, a gargantilha de couro preta e a cabeleira metade ruiva, metade albina. Não era possível, e Katsuki não queria acreditar no que estava presenciando. Ele havia voltado. Todoroki Shouto, bem ali, na sua frente.

[...]

Bakugou acelerava o carro, com mais pressa que o necessário, fazendo Midoriya rir sem limites no banco do passageiro.

— Que merda, Deku! Não é você que está atrasado para o próprio casamento, merda! — resmungava o loiro, vendo Izuku se esforçar para parar de rir.

— Desculpa, Kacchan! Eu só queria dizer, antes de ter um ataque de risos, claro, que é normal um dos noivos se atrasarem, tá? Não fica pilhado, vai dar tudo certo — disse, fazendo Katsuki suspirar e concordar, mesmo que a contragosto.

— Eu só espero que Shouto não me bata ou algo do tipo, no meio do casório. — Encolheu os ombros, sorrindo bobo depois de algum tempo. — Eu vou casar… Caralho, Deku! E você tá aqui! Que loucura… — murmurou, o esverdeado rindo.

— É, você vai casar, a gente se acertou… e eu tô com o Mirio? Eu nunca pensei que a gente daria certo, sabe? — Sorriu, Bakugou lhe deu um tapa. — Ai! Qual é o da violência desnecessária? — resmungou.

— Tu tá me deixando mais boiola, chega! — pediu, revirando os olhos, evitando ao máximo o sorriso que queria surgir.

Logo, Bakugou estacionou na frente do local alugado para a cerimônia, e a festa de casamento. Seu coração estava a mil, e cada lembrança boa com Shouto, passava na sua mente. Quem diria, que uma paixonite de escola se tornaria algo tão sólido e, talvez, eterno? Katsuki estava feliz e ansioso. 

Saiu do carro, ajeitando seu paletó e o resto da roupa, avistando sua mãe na porta do salão de eventos. Talvez se sentisse culpado por escolher sua mãe invés de seu pai, porém, o senhor Bakugou havia entendido que a afinidade de Katsuki era maior com a senhora Bakugou, então não contestou. Afinal, Katsuki era a cópia fiel de Mitsuki, não tendo quase nada de Masaru.

Midoriya, como dama de honra junto a Mirio, Tsuyu e Uraraka, entrou primeiro, escutando “Demons” de Imagine Dragons começar — a banda favorita do casal. Bakugou também escutou, o que fez seu corpo suar frio e seu coração saltar, em batidas descompassadas.

Katsuki e Mitsuki entraram no local, ambos de braços dados, a adrenalina pulsando nas veias de ambos — Mitsuki, admitindo ou não, estava orgulhosa. Os passos pelo tapete vermelho eram devagar demais para Shouto, que se sentia em êxtase. Seria idiota demais o Todoroki pensar apenas na lua de mel? Lá, era onde teria seu amor só para si.

“Don’t wanna let you down

But I am hell bound

Though this is all for you

Don’t wanna hide the truth”

[...]

Bakugou não evitou rir, o puro deboche saindo no som irritante para Todoroki.

— Tsc… você? Eu sabia que era burro por se casar comigo, mas não tanto ao ponto de voltar que nem um cachorrinho abandonado. — Bakugou relaxou sua postura, não se importando com o quanto as algemas poderiam doer.

Todoroki apenas riu, voltando ao escuro, pegando o que Bakugou descobriu ser uma cadeira, e sentando em sua frente.

— Eu não vim aqui para rastejar até você, pedindo para voltarmos e toda essa merda. Eu vim aqui para acertar as contas, Bakugou. Você lembra como foi nosso término? Me lembre, Katsuki, do porquê que nosso casamento terminou, por favor — pediu, sua voz mais parecendo rosnados. Apenas faltava Katsuki ter uma adaga em seu pescoço.

— E se eu não estiver afim, detetive Todoroki? — disse, o sarcasmo presente no ar.

— Eu tenho todo o tempo do mundo.

[...]

— Que merda é essa, Katsuki?! — gritou o bicolor, seu corpo tremendo ao ver tal cena: Bakugou em cima de Shinsou, seu melhor amigo, aos beijos.

— Calma, amor, eu posso explicar! — O loiro correu, pegando suas roupas. Todoroki nem chegou a ver quando seu, agora, ex-melhor amigo foi embora, apenas tendo olhos para o traidor do ano.

— Você vai explicar isso na casa do caralho, seu merda! Eu quero você fora dessa casa agora. Não vou dividir o mesmo teto com um… sem noção que nem você. Some da minha vida! — dizia entre dentes, fazendo a culpa corroer mais e mais Bakugou.

— Por favor, Shouto, foi um deslize, eu não… eu não queria isso. — Bakugou tentou tocar Todoroki, recebendo um tapa na cara em troca, o que o fez se afastar, respirando fundo.

— Não. Se. Atreva — pediu Todoroki, pausadamente, Bakugou engolindo em seco, seu coração parecendo querer sair de sua boca.

— Você estava ocupado demais, e toda hora seu amigo aparecia aqui se insinuando, como eu poderia recusar? Sabe quanto tempo nós não fazemos sexo? Por favor, Todoroki! Me entende! — Todoroki apenas não deu outro tapa em Bakugou, porque o próprio agarrou sua mão.

— Caralho, Bakugou, vai se foder! Eu não tenho culpa se meu trabalho é corrido. E ainda bem que não conclui a ideia de me demitir por sua causa. Você tem meia hora antes que eu comece a jogar suas coisas do prédio, entendeu? Vaza daqui. Eu mando os papéis do divórcio pelo correio. — Se soltou do menor, indo para o quarto de hóspedes.

— Vai deixar um casamento de anos ir fora, assim? — indagou Bakugou, Todoroki rindo sarcástico.

— E faço questão de pisar em cima.

[...]

Todoroki ria, limpando sua faca enquanto a botava no lugar, Bakugou choramingando silenciosamente. Seus braços latejavam pela dor e não lutavam mais contra a situação.

— Eu sei que eu fui um merda, mas você também era, vamos ser francos, Todoroki. — O loiro cuspia as palavras, junto ao sangue que chegava em sua boca. — Chegava tarde em casa, sempre diminuindo tudo que eu fazia… Você estava se tornando tão tóxico quanto seu pai.

— Cala a boca! Eu não tenho culpa, eu já disse! Meu trabalho me fez frio, e eu cheguei em um limite que não sabia mais distinguir o que era o que, apenas isso — respondeu, jogando a cadeira que havia arrastado até a frente de Katsuki para longe, o barulho sendo ensurdecedor. — Caramba… — Riu. — Eu tinha tanta coisa para jogar nessa sua cara estúpida, mas não consegui… Bom, é o que dizem, a paixão cega, e quando ela morre, a gente enxerga quem está do nosso lado. — Deu de ombros, voltando a escuridão, abrindo uma porta.

— Onde você vai?! Eu não vou ficar aqui! — gritava o de olhos carmesim.

— Eu vou embora. Uma noite deve ser o suficiente para você implorar meu perdão. — Sorriu.

— Você tá de brincadeira. É isso que você quer? Que eu peça perdão? Nem fodendo, Todoroki! Se você viesse atrás de mim há três anos, talvez eu considerasse isso, mas agora, eu me vi feliz por ter me livrado de você — resmungava, apenas o ódio restando em seu tom de voz.

— Até amanhã, Katsuki. 

A porta foi fechada e mais rápido do que Bakugou pôde notar, a escuridão tomou conta do local de novo, só se podendo escutar os gritos de revolta do menor.

Todoroki seguia pelo pequeno corredor, passando por três portas antes de sair do prédio, o mesmo prédio por onde morou por sete anos com Katsuki. Suspirou, avistando quem procurava por entre a multidão. O loiro sorriu, indo até Shouto. O beijo foi rápido, apenas como cumprimento.

— Ele vai cooperar? — perguntou Hawks.

— Ele não está disposto, mas talvez com o tempo, ele aceite seu final. — Sorriu mínimo, pegando a mão do namorado, a beijando carinhosamente.

— Espero que sim. Não vejo a hora de prender o maior assassino de Tóquio.

— A vida é cheia de surpresas, não é? — murmurou baixinho, Hawks até perguntando o que havia falado, mas Todoroki disse que não valia a pena repetir. Não quando a surpresa era Bakugou Katsuki.

E assim, com interrogatórios e discussões, se passou uma semana, sendo o prazo que Shouto tinha. Ele não havia conseguido seu perdão. Mas, afinal, era para alimentar seu ego? Ou para humilhar Katsuki como se sentiu naquele dia?

— Por que você entrou no mundo do crime? — perguntou o bicolor para o loiro, de repente, fazendo ele arquear as sobrancelhas.

— Bom, você queria limpar o mundo dos malfeitores, eu queria ser a pedra no seu sapato, simples assim — disse, estalando a língua no céu da boca.

— Se tornou o melhor assassino de Tóquio, e talvez do mundo, por minha causa? — indagou, surpreso.

— É, Shouto, o mundo gira ao seu redor, e aqui nessa merda tem várias borboletinhas azuis, batendo as asas, felizes com como você não evoluiu merda nenhuma no meu caso. — Sorriu falso, revirando os olhos. — Foi por sua causa, mas depois, eu achei divertido.

— Você é louco — constatou, Bakugou rindo divertido. 

— Você só notou agora? — Todoroki levantou, batendo exatas quatro vezes na porta ali presente. — Que porra ‘cê tá fazendo? — perguntou, franzindo o cenho. Logo teve sua resposta, quando dois guardas entraram ali, um deles falando em alto e bom tom:

— Você está preso, Bakugou Katsuki, e sua sentença é prisão perpétua.

O loiro não teve reação, algo que aprendeu em seus anos de crime. Mas, mesmo assim, aquilo incomodou Shouto.

— Você não vai falar nada?! Não vai pedir perdão, nem fazer um barraco?! — perguntou, parando Katsuki, junto aos guardas.

— E faço questão de pisar em cima. — Repetiu a frase que martelou todos os dias na sua cabeça, sendo levado pelos guardas.

A única coisa que preocupava Katsuki, era seu trabalho que não acabara e nada mais. Não valia a pena, foi o que Shouto lhe disse há anos atrás. Estava apenas concordando.


Notas Finais


OBRIGADA, MALU, SUA LINDA POR ESSE PLOT GASOSO VIU? Amei demais produzi-lo ❤️❤️
Moça citada: @Maluzinha9021
Gostaria de agradecer a @gold_on_ice pela betagem caprichada e maravilhosa (até me surpreendi por ela não achar mais erros 😔❤️). Obrigada, meu anjo!
Quero agradecer também, ao @flamme, que fez essa capa muito chique, que eu tô babando! Obrigada, amor!
E também, agradecer você, leitor, por ler até o final!
Ah! Eu nunca agradeço essa pessoa que eu amo muito, mas você vou! Obrigada, @CecySazs! Pelo trabalho duro e por... Tudo?? ❤️
Eu amo vocês!

Kisses de morango :^


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