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História Encontros cósmicos em Los Angeles - Capítulo 1


Escrita por: e cseresznye


Notas do Autor


A nova autora convidada: @cseresznye estará trazendo para o Loonamoon, junto com o novo ciclo da segunda equipe, histórias diferentes ao redor do mundo, passeios por Hong Kong, visitar monumentos históricos em Taiwan curtir uma praia em Los Angeles e correr por um castelo na Hungria. 4 países, 4 viagens e 4 semanas. Apreciem a viagem!

Capítulo 1 - Surpresa cintilante


— Seguinte, Yerim, a gente vai dizer que é um passeio de bicicleta, sabe? Tipo, passeio normal, entendeu?

— Entendi, capitã Jungeun!

— Shh! Lá vem ela, eu sinto! Senta na cama, vai!

A porta abre, faz aquele rangido característicos de portas de madeira, branquinha e limpa, porque é de hotel. Jinsoul aparece em seguida, com aquele sorriso bobão que ela costuma carregar, Jungeun e Yerim com rostinhos sapecas.

— Ok… Qual é a da posição nada suspeita? — Jinsoul diz porque, claro, é muito natural que as duas estejam lendo cartas de tarot, quando elas não sabem que estão de cabeça pra baixo. Muito natural, ha-ha-ha.

— Não é nada, eu só quis aprender um pouco mais sobre essa carta aqui… Sodarowpue so… Essa de nome esquisito — Yerim responde, com muito gosto, como se realmente soubesse o que diz. — Kim tava me ajudando, né, Kim Jungeun? 

Hoje, especificamente, é um dia muito especial, mesmo que não exatamente para elas: mais cedo, Jinsoul ficou muito animada porque júpiter e vênus se encontrariam essa noite e, coincidentemente, elas estão em Los Angeles, onde há o observatório mais visitado do mundo todinho. Daí, como um daqueles agrados especiais de amigas, as duas decidiram levar Jinsoul para ver o encontro dos dois apaixonados do sistema solar, mas em segredo! Afinal, que graça ia ter se não fosse um desafio?!

— Yerim, — Jinsoul cai na gargalhada, enquanto vira a carta na mão de Choi — 'tava de cabeça pra baixo. É "Os enamorados", tá vendo?

— Oh, faz todo sentido… — Choi responde — Ei, Jinsoul, eu e a Lippie vamos ver a cidade de bicicleta, vem com a gente?

Jinsoul senta, finge pensar com uma cara bem séria e fala com uma convicção que deixaria o tal júpiter no chinelo:

— Por mim, a gente já tava com o pé na estrada faz tempo. Vocês vão pedalar tanto que vão dizer “piedosa Jinsoul, por favor, nos dê cinco minutinhos”!

[...]

Com um risinho de lado, daqueles bem discretos e ligeiramente presunçosos, Jinsoul quase não nota quando Jungeun e Yerim aproveitam-se de sua distração e começam a pedalar na frente. Para acompanhar as duas amigas, que parecem muito apressadas hoje, coloca os pés no pedal e deixa-se ir o mais rápido que consegue, a bicicleta azul correndo tão rápido quanto a vermelha de Kim Jungeun e roxa de Choi, sob a sombra das árvores esguias do Griffith Park, daí elas pedalam, e pedalam mais, acabam pedalando tanto que, em certo ponto, as nuvens do céu desdobram-se até só ser possível ver um azul ciano profundo. “Calanga maneira!” alguém grita — em inglês.

— O que ele disse? — Jungeun pergunta.

— Ele disse que gostou das bicicletas — Choi Yerim responde, apontando pras calangas deitadas na grama. As três estão sentadas, bem inclinadas, quase como se fossem deitar também, ao lado das bicicletas, pegando o sol das quatro e meia. Tem uns cães brincando, grupos conversando, casais fazendo piquenique e uns jovens pingados como elas, na mesma posição.

— Ah… A gente tá pertinho do letreiro de Hollywood, vocês vão querer uma foto? Só não contem comigo pra subir até lá — Jungeun fala, espreguiçando-se, enquanto tenta fugir de um pedacinho de sol que insiste em em iluminar o seu rosto.

— Eu quero. Quero me enrolar na grama e ir dormir! Amanhã a gente tira de perto, hoje a gente faz alguma outra coisa, mais simples e rápida, de preferência — Jinsoul diz, levanta e limpa as gramíneas nas pernas com batidinhas. — Vou caçar um fast food, vocês querem?

— Se você pagar… Humildemente aceito três cachorros quentes no capricho — Yerim responde aos risos, com uma das mãos apoiada na barriga, enquanto encara a cara de tacho de Jung Jinsoul.

— Vai sonhando, cachinhos arroxeados. E você, ilustríssima Lippie?

— Dois churros, um pra mim e outro pra você, não se preocupa que eu pago — Kim Jungeun responde, enquanto Yerim rola na grama de tanto rir.

— Cara… Você é muito apaixonável. Vê se aprende, Yerim, com uma verdadeira madame!

— Aprender a ser bobona como a Lip, que vai pagar o seu lanche? Nem vem, eu sei que vocês me amam demais e pagar três dogões não vai matar nenhuma das duas. Vai lá, a gente espera aqui, Jung Peixinho Jinsoul.

Aos pouquinhos, a silhueta de Jinsoul se torna menor, até que é só um pontinho multicolorido entre tantos outros, ao lado de vários carrinhos metálicos com fontes chamativas vermelhas e amarelas.

— Ei, agora que a Jinsoul já foi, como a gente vai enrolar mais duas horas? Será que já dá de pegar estrada pra lá? Tipo, tem o lanche, e eu confesso que tirei uma casquinhas, mas… a gente consegue segurar ela por mais esse tempo sem ela perceber algo fora do comum? — Yerim pergunta.

— Relaxa, ela não vai reparar, a gente pode dar voltas ao redor do parque, fingindo que sabe pra onde tá indo, deve funcionar, a gente não conhece a cidade direito, de qualquer forma — Jungeun responde. — Hm… talvez tenha algum rio aqui perto, daí a gente pode atravessar a ponte perto do pôr do sol?

— Boa! Mas antes, comida.

— Fala sério, eu não acredito que essas três montanhas em forma de comida cabem no seu estômago, Yerim — Jinsou diz, assim que volta, senta-se num banquinho de madeira, entre Jungeun e Choi — Seu rostinho engana, que prejuízo você me deu...

Umas manchas enxeridas de alaranjado começam a aparecer no céu, enquanto as três comem. A sombra das bicicletas ficam um tanto mais profundas e, aos pouquinhos, surgem senhoras com saquinhos de papel com alimento para os passarinhos; não podemos esquecer os vovôs que buscam seus assentos em mesinhas de xadrez e as crianças que já rumam o caminho de casa. A atmosfera toda muda, e é algo que se sente no ar, na pele e até nos pêlos do braços, já que a temperatura também cai.

— Eu preciso que vocês… — Choerry fala, enquanto mastiga os pedaços do último cachorro-quente — que vocês sejam as madrinhas do meu casório!

Casório? QUE CASÓRIO?! — Jungeun desencosta a cabeça do ombro de Jinsoul e as duas perguntam, assustadas, ao mesmo tempo.

— Meu casório com esse cachorro quente. Carambolas, isso é bom demais.

— Yerim, eu vou te dar um cascudo… — Diz Lippie.

Muitas risadas depois, zarpam as três em suas magníficas bicicletas alugadas, mergulhadas naquela luz que antecede o pôr do sol, especialmente bonita naquela tarde, radiante, como se as nuvens desenhadas em cordeirinhos sorrissem alegres, gritassem “Hoje Júpiter irá encontrar Vênus, e hoje Jinsoul será a convidada dos astros para assistir!”, ainda que ela mesmo não saiba.             E elas dão muitas voltas, de longe, até conseguiram ver o letreiro de Hollywood, viram artistas de rua, pessoas com estilos completamente diferente e um mundo veloz, mesmo que não tão quanto em cima de um carro. É um mundo veloz e vivo, mas que tem espaço pro borbulho dos peixes em lagos e o céu roseado do fim do dia.

Não tão por acaso assim, elas encontraram uma pontezinha de madeira clara e corrimão vermelho, numa posição que permite ver perfeitamente a lua engolindo o sol, deixando só os restos enegrecidos que pintam o céu de noite, do tipo que inspira poetas e une casais.

Em seguida, Jinsoul é gentilmente arrastada pela explosão de sensações que despertam dentro de Yerim e Jungeun, animadas e ansiosas por algo que Jinsoul não consegue adivinhar, ainda que queira. Na sua cabeça, existe a pequenina possibilidade de ser o encontro dos tais planetas, mas a noite vibrante e neon de Los Angeles passando rápido por seus olhos faz com que ela esqueça e siga às cegas o caminhos traçado em roxo e vermelho, em aros metálicos e risadas inexplicáveis.

E então elas param.

Jinsoul percebe que é muito próximo do monte Hollywood e fica sem entender, ela nem sabe como chegou lá, mas já é bem tarde. Jungeun pega sua mão esquerda, Yerim a direita, e as duas guiam ela por um caminho escuro demais pra se diferenciar as sombras. Subitamente, há um céu cintilante na frente de Jinsoul, e ela ouve das duas:

— Surpresa! Uma pequena estrela nos contou que a nossa grande estrela queria presenciar o encontro de Júpiter e Vênus.


Notas Finais


Não deixei isso explícito porque não saberia como acabar sem estragar o fluxo que criei enquanto escrevia, mas as três acabam em frente ao Observatório Griffith que, sinceramente, é de tirar o fôlego. Como é fanfic, tem umas coisas sobre o ambiente que eu não segui tão a risca nessa história, mas ainda tentei manter semelhança com a realidade. Coincidentemente (eu só percebi depois que acabei), o parque que eu usei na história também se chama Griffith, Griffith Park, na verdade.


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