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História Encontros e Desencontros. (ShikaTema) - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olá meu queridos, não esqueçam de ouvir a música. Divirtam-se...




Arctic Monkeys - Piledriver Waltz

Capítulo 8 - Cicatrizes


Fanfic / Fanfiction Encontros e Desencontros. (ShikaTema) - Capítulo 8 - Cicatrizes

Eu sempre tive alguma relação maluca com o deserto. Toda aquela imensidão, tudo e nada, é tão reconfortante, me faz perceber como sou pequena diante do universo absoluto, que nos abraça por pura piedade. Mas nunca me imaginei estrangeira. Tudo aqui no Japão é tão familiar que soa estranho a ideia de não pertence a esse lugar. Contudo, tenho que admitir que eu não pareço ser daqui. Loira, pele dourada, olhos verde-azulados, corpo voluptuoso. Tudo em mim diz que minhas origens abrigam outro espaço... Meu peito dói e minha cabeça está uma bagunça. Mas, pelo menos eu tenho a vista linda da estrada para o interior japonês pra me consolar e acalmar esse furacão de pensamentos na minha cabeça.

Olhar paisagem pela janela do carro do Nara escutando essas musicas ruins de adolescentes que anda não descobriram o que fazer com os corações partidos, sobre a luz laranja do sol, de alguma maneira me relaxam e me reconfortam, como as minha memórias da minha vida no Japão. Mas tudo que é bom dura pouco.

- Pensei que essa viagem seria mais animada, mas pelo jeito, um velório ofereceria mais entretenimento. - AFF...

- Se quiser posso te socar até você precisar de um velório. - retruquei ainda olhando a paisagem - Não tá vendo que estou pensando? Me erra coisa chata.

- Uau ! Nossa, ela fala. Achei que tivesse esquecido como fazer isso, e portanto estava calada, triste, encolhida no banco do carona. - foi a vez dele retrucar me deixando mais nervosa. - Eu não sou um monstro insensível e sem coração, sei que tudo isso deve está mexendo com muita coisas nesse coração de pedra e cheio de dúvidas. - afinal, oque ele está pretendendo com essa conversa? 

- Por que você tem que ser tão incoveniente? Não percebe que não estou a fim de falar com ninguém agora? - falei finalmente virando pro moreno que guiava o carro pela estrada quase vazia.

- E você acredita mesmo que ficar no silêncio remoendo um monte de coisa do passado vai ajudar ? - meu coração disparou. - Você já tentou essa opção tantas vezes e mesmo assim anda dói, não é verdade? - eu não esperava por essa, ele me desarmou - Acredite, eu sei o que você está passando, eu conheço esse olhar e consigo ler você e tudo que está penssando. - ele tirou uma das mãos do volante e procurou pela minha. - Vamos trabalhar nisso junto e acredite, eu vou revira e muito esse tijolos que você colocou em volta de si mesmo pra se esconder de tudo e de todos.

Na minha cabeça, eu analisei e calculei todo aquele comportamento estranho. Ele não era assim, era frio e estratégico, como um general no comanda da missão, nunca era emotivo. Com certeza havia algo por trás das sua ações.

- Você quer me perguntar alguma coisa, não é? Vá em frente e pergunte. Não precisa fingir que se importa com meus sentimentos só pra fazer a porcaria do seu trabalho. Não sou uma das suas clientes psicologicamente abaladas que você geralmente trabalha. - pela primeira vez me pergunto se não estou sendo muito fria, mas também né... Que saco! 

- Como anda seu tratamento psicológico ? Tem alguma memória do seu passado que tenha reaparecido ? - falou simplista, e me senti vitoriosa por sabe o que ele queria. 

- Como você sabe disso? - ele apenas sorriu.

- Sei tudo sobre os meus clientes, faz parte do meu trabalho. - ele diminuiu a velocidade e adentrou um posto de gasolina. - Já está escurecendo, tem um pousada barata aqui perto, podemos pernoitar por essa noite e continuar essa conversa lá. Pode ser ? - o que eu disse? Frio e estratégico.

- Tá bom. Vou até a loja de conveniência, você quer alguma coisa ? - perguntei soltando o cinto de segurança.

- Talvez camisinhas, se você for compra alguma bebida alcoólica. - olhei pra ele e sua expressão serena me contou que ele falava sério.

- Não se preocupe, você não vai precisar disso estando comigo sóbria ou alcoolizada, cretino nojento! - ele não se abalou novamente, e eu quis socár-lo até seus dentes caírem um por um. 

A loja tinha uma variedade grande de opções, runs, vodca, whisky, vinho... Não sei nem o que eu quero beber na verdade. Peguei um vinho tinto bordô e uma barra de chocolate. O vinho sempre foi meu companheiro de trabalho em casa, achei uma boa ideia compra agora. O engraçado foi que o moço do caixa deu uma risadinha safada, como se soubesse oque essa combinação pode fazer com um casal viajante. Sei lá. Voltei pro carro e os olhos negros como a noite me olharam com reprovação. Aí, que inferno eu não posso tomar o que eu quero agora? Tenho que ficar me preocupando com coisas absurdas por calça dessa patife arrogante? Saco!

- Eu não vou dividir com você, não é um programa a dois, entendeu ? 

- Sim senhorita, fique a vontade. - ele sorriu malicioso, sei oque ele pensou. Nosso encontro depois do bar antes do tiroteio... Não vou deixar nada acontecer dessa vez. 

- Você quer passa em algum lugar pra comer antes de ir pra pousada? - ele pensou.

- Não, o volume de trabalho é muito grande, quanto antes começarmos, melhor. 

Ele não estava brincando sobre ser uma pousada barata, não pediram nossa documentos, não perguntaram quanto tempo ficaríamos e nem olharam nossa cara. Melhor assim, sem rastro. Pensei. 

- Nosso quarto fica bem perto do estacionamento. Se precisarmos fugir ou qualquer coisa do tipo. Mas eu estou tranquilo sobre nossa estadia. - ele destrancou a porta. 

- Eu só gostaria de tomar um banho, antes de começar o interrogatório, tudo bem? - coloquei as coisas em uma mesinha e a mala no chão. 

- Ok, eu vou providenciar algo pra gente comer.

 

                                           (...)

 

- Qual sua última lembranças de infância? - pensei por um instante, isso era tão ... 

- Não tenho. A única coisa que me vem a mente é o dia que fui adotada pelos Fuuton. - odeio essas lembranças -Eu tinha uns nove anos, eu acho. Me lembro deles conversando no carro sobre como meu perfil era perfeito e que seria a primeira vez deles com uma "loirinha"... Até a vida no orfanato minha mente apagou. - ele me encarava sério e observava tudo que eu falava e fazia. - Tenho alguns flash mas não são memórias de fato. - eu mordi minha fatia de pizza, olhando seu caderno com varias anotações.

- Além da marca de nascença na mão, tem mais alguma marca pelo corpo com o mesmo padrão ? - sempre direto e inconveniente.

- Não. Isso é mesmo importante? - levei o vinho a boca e ofereci a ele por pura educação, ele me olhou desconfiado por um instante mas, por fim, aceitou. 

- São os pequenos detalhes que realmente importam.  - escreveu - Tem alguma cicatriz pelo corpo da época que era criança? 

- E como eu saberia algo assim ? 

- É simples. - ele se aproximou de mim na cama tirando sua camiseta preta. Seu perfume era amadeirado como amêndoas ou castanhas e um fraco cheiro de amaciante de lavanda. Os braços fechados de tatuagem, pareciam mas uma perna de tão fortes. Seu tórax era bem definido e cheio de cominhos, porém não foi isso que me chamou atenção. Ele tinha muitas cicatrizes. Várias. Meu corpo estremeceu com a visão mas eu me mantive em guarda esperando entender a natureza de seus atos. - Escolha qualquer uma delas. - ele pediu mas eu ainda estava meu desconcertada com a imagem. 

-  Porquê? Oque isso tem haver com nossa conversa? - ele manteve sua postura seria e profissional de sempre. Será que sou muito pervertida em pensar isso nesse momento? - Essa ! - eu coloquei um indicador sobre a pele marcada, ele colocou o queixo no pescoço procurando o deseno  indicado. - Mas continuo achando muito estranho tudo isso. - seus olhos me perfuraram.

- Essa foi da época que eu me iniciei no exercito. O treinamento de residência era muito pesado e eu era um adolescente franzino e patético. - ele riu da lembrança. - Causei algum desconforto pra um dos meus colegas da tropa, ele era mais forte que eu porém burro como uma porta. Enfim... Ele sabotou a prova de obstáculos e cortou o arrame da grade que tínhamos que escalar, quando fui subir o metal perfurou e rasgou minha pele. Tomei 17 pontos. - caralho - Mais uma - pediu.

- Isso é um buraco de bala ? - passei o dedo sobre a pele do ombro me espantando com a profundidade. 

- Magnum, 44, automática. Foi a uns 7 anos mais ou menos. Eu era do serviço secreto. - isso explica muita coisa - Tinha um missão na costa do marfim, não me lembro bem o por que mas entramos em conflito com o Estado Islâmico pra resgatar um repórter e um "filho de papai" que foi sequestrado em uma viagem de Iate clandestina em alto mar. - seu semblante muidou dessa vez. - Perdi um amigo querido nessa missão. 

- Sinto muito. - falei, ele deu de ombros - Serviço secreto ? Foi por isso que não achei nada sobre você nos registros do federais e do exército nacional. Você é cheio de surpresas. 

Talvez fosse efeito do álcool ou talvez fosse porque ele estava sem camisa na minha frente, não sei. Porém senti meu corpo queimar como se cada parte de mim pedisse por ele. Tentei pensar em outra coisa e voltei a atenção para as sua cicatrizes, uma delas mas discreta, chamou minha atenção na parte debaixo do tronco do lado direito. - E essa ? - ele procurou na direção que eu apontei.

- Apendicite. - rimos - Mas olha só, ela é bem limpa e quase não dá pra ver. Eu operei quando tinha10 anos. Essa é a diferença entre as da infância e as outros, quando se é criança qualquer machucado se cura bem rápido. Então, se você lembra ou notar alguma, me avise. - Shikamaru se levantou e bebeu mais um gole do meu vinho sem minha autorização. - Eu vou tomar banho também. Fica de olho no meu computador, estou esperando o Chouji decifra os códigos dos arquivos que precisamos estudar. Você trouxe a sua parte ? 

- Sim, está na Berg do Yoda. Quer que eu comece por elas? - ele acendeu um cigarro e soltou os cabelos deixando cair sobre os ombros. 

- Se você puder... ? - caminhou até a janela e fechou melhor as cortinas - Eu não vou demora. - tá bom hormônios, já chega né? Não quero ficar babando nesse homem igual uma adolescente tarada, não. Vamos para de trabalhar contraproducente e começa a agir ao meu favor. Inferno.

Tomei mais um gole do meu vinho e guardei o reto da pizza de palmito com queijo.  Me livrei da minha calça jeans e camiseta e coloquei um pijama que consistia em uma camiseta listrada branca e azul e um shots de algodão azul. Me aconcheguei na cama e comecei a vasculhar os papéis. Um amontoado de número e códigos sem sentidos. Folheio página por página, em busca de algo diferente que eu não tenho visto antes. Não demorou muito pras minha pálpebras ficarem pesadas, como se o sono de duas semanas cobrasse todos os débitos de uma vez. E apaguei com as folhas entre as mãos. 

 

                             (...)

 

A luz forte tentava invadir o quarto através das frestas da cortina. Uma luz tão forte e brilhante que não poderia pertences as primeiras horas do dia. Devagar eu tentei me mexer na cama, mas minha cabeça reclamou me fazendo para o processo. Respirei fundo e tentei novamente com um pouco mais de gentileza e senti o calor e o peso do moreno. Ele tinha seu braço e perna esquerda em cima de mim. Detalhes importante: por debaixo do cobertor. Me virei na sua direção tentando me desvencilhar do seu corpo sem acordá-lo, mas quanto mais eu me afastava, mais ele me puxava pra perto do seu aconchego. Em algum momento, ele me apertou contra a sua intimidade extremamente rígida e, ainda preso no sono profundo, deslizou a mesma mão pra dentro das minhas blusa me fazendo soltar um gritinho de indignação. Os olhos abriram. 

- Oh, senho detetive, poderia tira a mão da minha blusa antes quE EU LHE PARTA NO MEIO? - gritei pra ter certeza que o recado foi transmitido. - Vamos pedir quarto com cama separadas, não quero ser encoxada enquanto eu durmo, TAQUEPARIU ! 

- Aí, como é barulhenta tão cedo. - levantei e corri pro banheiro apertada - Você sabe que foi sem querer, não é ? - ele berrou pra eu escutar. 

- Você tem problemas psiquiátricos graves, só pode. - escutei uns barulhos no quarto e depois umas batidas leves na porta. Lavei minha mãos e o rosto antes de abrir a porta. 

- Temari, ontem você dormir antes deu sair do banho, e quando eu deitei na cama você fez a mesma coisa comigo. - cruzou os braços e me encarou. - E eu não dei chilique. 

- Mas é que você está duro como um verdadeiro tarado... E esfregou ele em mim. - AFF, tô parecendo uma idiota. 

- Não é porque estou com tesão... Eu sempre acordo assim. Na verdade a maioria dos homens acorda assim. 

- E você tem oque 15 aninhos de idade pra acorda desse jeito? Se liga.

- Se você quiser que o meu estado mude, precisa sair do banhei e me deixar usa.  - sai batendo os pé e com ele rindo de mim. Aproveitei que ele estava ocupado pra me trocar no quarto. Coloquei um vestido rodado Poá uma jaqueta. Soltei meu cabelo e fiz uma maquiagem leve. O moreno saiu do banheiro e quando me viu deu um sorriso espontâneo e sincero que me deixou envergonhada na hora.

- Está muito linda pra ser esposa de alguém como eu. Vou ter que caprichar no visual pra não estragar a camuflagem. - caminhou até sua mala e revirou algumas peças.

- Tenho que concorda com você dessa vez... Eu sou muito linda pra ser usa esposa. - ele sorriu enquanto vestia uma camiseta cinza do Adidas e seu óculos escuro. - Por que você chama de camuflagem ? Não seria melhor chamar disfarce ? 

- Camuflagem é se esconder bem a visata. Disfarce é mais usado pra quem quer se passar por outra pessoa. - falou simplório - Queria saber como você vai carregar essa arma, policial ? - ele falou prendendo o cabelo. 

- Na bolsa, ué ?! Pra tudo dá-se um jeito. - o celular dele começou a tocar nos deixando apreensivos. 

- Pronto ! - atendeu enquanto me encarava. - Espera vou ligar. - ligou o notebook e digitou alguma coisa. - Pode falar. - Silêncio - Você tem a localização ? ... Tá, estamos a caminho. - desligou 

- Era o Chouji ou a Ino ? 

- Chouji ! Ele disse que decifrou o código. É uma espécie de rodízio, está vendo ?  - apontou no monitor - Cada repetição de nove digital representa um integrante e cada sequência de letra e número um lugar. 

- Certo, ele sabe que sequência representa representa qual lugar? 

- Sim, ele desenhou um mapa para nós ajudar a entender. Baseado nas pasta com o localizador dos pontos te entrega e distribuição, cada lugar é comandado por uma dupla de membros. - acompanhei o raciocínio. - Cada dupla tem uma colocação na hierarquia do grupo. 

- Então, se seguimos o mapa podemos descobri não só a localização, mais também o processo de importação, exportação, fabricação e distribuição. - suspirei - Com sorte podemos até conseguir vincular as atividades com  a  família Uchiha.  Perfeito ! 

- É, mas o nosso objetivo é descobrir quem são os caras da foto. E não prender os integrantes, lembre-se disso. Você não está aqui a serviço da polícia, entendeu ? - insuportável.

-  Sim senho. - insuportável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gente, não aguentei e vim logo postar essa cap. As alfinetadas e provocações só vão aumentar nossa ansidade de ver esse dois juntos kkkkkk quero comentários


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