História Encontros Inexplicáveis - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Crianças, Crime, Culinária, Drogas, Hentai, Jonathan, Morte, Ódio, Orfanato, Patrice
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Palavras 2.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AE
LIXINHO CHEGANDO DANDO PASSINHO PRA INICIA HISTÓRIA NOVA \O/
Espero que gostem
E sim, ta pesado, mas eu senti necessidade de falar sobre isso
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - É você mesmo?


Era mais um dia comum na vida de Patrice.

Acordou, se levantando e indo em direção ao banheiro. Usou o sanitário, tomou um banho, escovou seus dentes, e logo saiu de toalha do banheiro. Secou seus longos cabelos castanhos e pegou suas roupas, que foram uma calcinha, um sutiã, uma camiseta branca, um suéter bege, já que estava no inverno, e em sua cidade o inverno era bem rigoroso, uma calça jeans, meias listradas, nas cores azul e verde e seu velho tênis vermelho.

Pegou seus documentos e os colocou no bolso, saindo do quarto e indo até a cozinha. Ligando o fogão, tirou da geladeira uma pequena tigela com massa, o colocando numa frigideira, que logo colocou na boca do fogão acesa.

-//-//- ( quebra de tempo )

Logo, estava pronto um clássico prato de panquecas, em que colocou um pouco de calda. Sentou-se no sofá e ligou a TV, assistindo um pouco do jornal.

— Os crimes tem aumentado muito em nossa cidade, principalmente nos bairros de Je-

Desligou a TV, comendo suas panquecas naquele doce e aconchegante silencio que era sua maior companhia desde que se lembra de algo.

Patrice é uma garota órfã. Desde que nasceu, nunca teve uma companhia fixa. Morou em muitos orfanatos, pois sempre era transferida, porque todas as famílias que a adotavam a devolviam, dizendo que ela era alguém muito estranha e que não se comunicava. Logo, aos seus dezoito anos deixou o orfanato. Como estudava, ingressou para uma faculdade, se dedicando ao rumo culinário. Quando se formou, começou a trabalhar em confeitarias e cafeterias, logo, conseguindo trabalhar na mais famosa da região. Fazia seu trabalho com perfeição e dedicação, o que logo a fez ser a melhor funcionária de lá.

Acabando seu prato de panquecas, o colocou na pia e logo saiu para o trabalho, trancando a casa e colocando as chaves no bolso.

Entrou no elevador, apertando o botão "térreo". Enquanto descia, se encarava na parede espelhada dele, esperando que seu reflexo falasse ou fizesse algo. Seus cachos estavam bem formados e eram um pouco mais escuros que o tom de castanho que havia em seus olhos, esses, que brilhavam. Sua pele lisa e perfeita, sem manchas ou marcas, não mostravam o seu passado, que mesmo que tivesse 23 anos, ainda não havia superado.

— O que foi? — disse Pam, sua vizinha. — Está triste hoje?

Patrice balançou a cabeça, dizendo que não. Para alguns, ela era muda, para outros, ela era anti social, mas a verdade é que...

15 anos atrás

— Você não me pega! — gritou Patrice, correndo pelos corredores do orfanato.

— Eu vou te pegar, custe o que custar! — dizia Jonathan, rindo.

Os dois eram amigos inseparáveis, que aprontavam e brincavam pelo grande orfanato. Espalhavam a alegria, principalmente quando iam a ala de doentes que havia no local.

Como normalmente faziam, estavam brincando, quando de repente, esbarraram na diretora.

— D-desculpa, tia! — disse o garoto. — A gente tava destraido!

— Tudo bem, eu estava procurando vocês mesmo.

— Nós? — disse a menina, curiosa.

— Que eu me lembre, não fizemos nada errado... O que é, tia?

— Bem... Vocês serão adotados!

— O QUÊ?! — disseram em coro. — ADOTADOS?!

— Sim! — ela sorriu gentilmente. — Vocês irão para as casas durante essa semana, como um esperimento. Se gostarem, ficam, se não voltam pra cá.

— Tudo bem! — disse Jonathan.

— Pra mim também! — disse Patrice.

-//-//-

Os dois estavam arrumados e limpinhos, apenas esperando que as pessoas fossem buscá-los.

— Lembra do plano, em? Nada de ficar!

— Certo, Trice! Prometo que volto!

O primeiro casal chegou. Eram um homem e uma mulher muito simpáticos, que haviam ido buscar o garoto. Enrolou um pouco o casal, mas acabou tendo que ir de qualquer jeito.

— Tchau, Johnny...

— Não fica triste! Eu disse que vou voltar, não disse? Não posso te deixar!

Ela sorriu, secando algumas lágrimas que escorriam por seu rosto. Abraçou o amigo e deu uma última olhada em seus olhos, que eram vermelhos, brilhantes e chamativos.

Acenaram um para o outro, e logo o seu grande amigo havia ido embora. Lhe doía o coração saber que havia permitido aquilo, mas ela era uma criança e não podia fazer nada.

Ficou esperando, até que um homem chegou. Ele não era bonito, era lindíssimo. Era alto e havia um rosto muito bonito. Esse, seria o rosto que lhe atormentaria nos seus sonhos e transformaria sua vida num pesadelo.

— Oi, princesa. Eu vim te buscar.

— Cadê sua esposa, moço?

— Está trabalhando. Pediu para que eu lhe buscasse. Anda, vamos, senão vou perder meu filme.

-//-//-

Finalmente chegaram a tal casa. O homem foi logo ligar a TV, querendo ver o filme, mas infelizmente, ele havia acabado.

A garota se aproximou do homem, olhando para a TV, que ele mudava os canais rapidamente.

— O seu filme acabou?... Eu sinto muito...

Ele olhou para ela, com um semblante assustador. O ódio era visível em seus olhos, e a garota recuou um pouco.

— Sua idiota! — ele se aproximou dela e deu um tapa em seu rosto. — É tudo culpa sua!

— M-me desculpa... — ela disse, chorando.

— Você vai pagar por isso!

-//-//-

No último dia, conseguia ver que ela havia mudado. Mantinha uma cara séria, não sorria mais ou brincava. Apenas ficava parada em frente ao espelho, observando seu corpo.

O homem a proibiu de sair do quarto a qualquer custo, fazendo a garota ficar presa, sendo como algo para ele descontar sua raiva do mundo. Ele a violará, a destruirá, havia machucado seu corpo inteiro.

A mulher era enganada pelo tal homem, que dizia que ela se trancava no quarto, se isolando e não se comunicando com ele.

Finalmente, ela iria embora daquele inferno, e iria contar tudo para a diretora quando a perguntasse sobre sua estadia. Havia cicatrizes e cortes suficientes para que ela acreditasse e mandasse prender aquele homem.

Logo, ouviu alguém destrancando a porta. Correu para debaixo da cama, se escondendo dele.

— Princesa? — a voz dele lhe dava arrepios. — Não precisa se esconder, eu não vou te machucar, não hoje.

Ela viu seus pés passarem por sua frente. Um barulho, a porta do armário sendo aberta.

— Vamos, apareça! Tem alguém querendo te ver!

"Me ver?... A diretora, claro!", foi o que a garota pensou, e saiu engatinhando devagar até a porta, evitando que ele a visse. Mas, quando ela estava quase lá, o homem a viu e a segurou pela blusa.

— Ora ora... Parece que temos uma cadelinha aqui. — ele sorriu malicioso, puxando a garota pra perto da cama, a deixando de joelhos. — Será que... Ela está no cio?

Abriu as calças, e quando estava prestes a retirar seu membro pra fora, ouviu o choro soluçante da garota.

— P-por favor... Não faça isso comigo mais uma vez...

— Então fique quieta, sem fazer nenhuma gracinha. — ele levantou o rosto da garota. — E mais, se contar algo pra ela... Eu te mato.

Soltou ela, deixando que se levantasse e secasse seu rosto. Ele fechou as calças, se levantando e indo pra sala, sendo seguido pela garota.

— Trice! — Jonathan avançou nela, a abraçando com todas as suas forças. — Que saudade...

— Ta doendo... — ela sussurou. Também o abraçou, sentindo o amigo afrouxar um pouco.

— Eu senti tanta saudade...

— E-eu também... — ela segurava o choro. Jonathan logo estranhou, pois a garota não era de chorar. Olhando em seu pescoço, viu marcas de chupões e mordidas, arranhões e cicatrizes, o assustando.

— Hey, Trice... Por que tantos machucados?...

— Foi ele... — escondeu o rosto no ombro do amigo, chorando. — Ele foi muito mal comigo e me machucou toda...

O garoto ficou assombrado. Olhou para o homem, cheio de ódio nos olhos.

— Seu idiota! Como pode fazer isso com ela?!

— Mas... Quê? Do que esta falando, garoto?

— Você sabe muito bem, seu monstro! Você machucou minha amiga!

— O quê? — disse a diretora, que conversava com o homem. — Machucou a Patrice?

— Sim, tia! Olha só o pescoço dela!

Ela se aproximou da garota, olhando seu pescoço, totalmente horrorizada.

— Seu tarado! Como pôde fazer uma coisas dessa com uma criança indefesa?!

Ela se virou para o homem, este, que agora segurava uma faca e apontava pra ela.

— Olha só, essa é minha casa e eu faço o que eu quiser nela, com quem eu quiser! — ele deu um sorriso psicopata. — Eu mandei ela não contar, mas agora que contou, terá o castigo que eu disse que teria!

Ele avançou com a faca na garota, que foi empurrada pelo garoto. Ela se levantou as pressas junto com Jonathan, enquanto a diretora segurava o homem. Correram para o telefone, discando para a polícia.

Alô?

Patrice travou. Não conseguia falar nenhuma palavra e passou o telefone para o garoto.

Alô?

— Por favor, nos ajude! Um homem maluco quer matar minha amiga!

Isso não é um trote, certo?

— Não! Moça, por favor, nos ajude!

Teriam como mandar o endereço?

— Nós não sabemos!

Certo, nós os localizaremos e-

O homem estava bem ali, a sua frente. Havia cortado a linha, desligando o telefonema. A diretora estava no chão, ensanguentada, parecendo desacordada.

— Parece que... Somos só eu e vocês...

As crianças tremiam de medo dele, e Patrice se sentia culpada por aquilo acontecer. Podia ter ficado quieta, e agora, seu amigo estava em perigo.

— S-sai de perto de nós, seu maluco! — disse Jonathan, se afastando dele junto com a garota.

— Garoto, saia da frente... Não quero que me persigam por matar duas crianças...

O garoto estremeceu. Ele nunca passou por uma situação tão assustadora. Começou a chorar, de tão nervoso que estava.

Vendo aquilo, Patrice tomou sua coragem de volta. Se impôs na frente do garoto, encarando o homem nos olhos.

— Vá Johnny. Eu fico.

— N-não! — ele a abraçou pela cintura.

— Que bonitinho, dois pirralhos tentando salvar um ao outro. — disse o homem, logo dando um sorriso psicopata. — Pena que morrerão do mesmo jeito.

Ele avançou nos dois, os derrubando no chão. Colocou a faca contra o pescoço da garota, a passando por ela. Seus gritos de dor eram agudos, suas lágrimas eram quentes, escorrendo pelo rosto frio e delicado de uma pequena criança.

O homem afundaria a faca, mas o garoto segurou a lâmina, que estava levantada. Era horrível ver tanto sangue escorrendo daquelas mãos, que não mereciam nem mesmo um pequeno furo.

O homem se aproximava do rosto da garota bem devagar, parecia que iria morder seu rosto até arrancar um pedaço, mas... Um barulho soou no ar.

Sangue saía da barriga do homem, manchando sua blusa. Um tiro.

A diretora havia finalmente conseguido se erguer. Foi silenciosamente até sua bolsa, tirando sua arma, uma pistola, e atirando no tórax do homem.

Desmaiado e caído sobre as crianças, a mulher o empurrou, logo sendo abraçada pelos dois.

— O-obrigado tia... — Jonathan chorava desesperado.

— Muito obrigada... — a garota estava calma. Era estranho, a pouco tempo estava quase morrendo e agora já estava totalmente estável.

Pelo menos, eles estavam a salvo e isso era o que importava.

-//-//-

Alguns dias depois, tudo já estava melhor. O homem havia sido preso, os cortes já haviam cicatrizado.

Mas... A garota já não era a mesma. Ela já não corria por ai ou sorria, apenas ficava em cantos isolados e falava somente com o garoto.

Ele queria poder ajudar ela, cuidar dela e lhe dar todo carinho e apoio. A maior parte do tempo, ficavam no jardim da casa, conversando assuntos aleatórios ou se abraçando em silêncio. Faziam isso nesse dia, quando a diretora chegou.

— Patrice, posso conversar com você?

Ela a olhou, cochichando algo no ouvido do amigo.

— Ela disse que só vai se eu for.

— ... Certo.

Os dois a seguiram até a diretoria, onde entraram e se acomodaram em cadeiras que haviam na frente da mesa da professora.

— Bem... Sabe garotos, aconteceu algo não muito bom...

— O que, tia? — disse o garoto.

— ... Aquele maluco fugiu da cadeia.

Eles gelaram. Um clima pesado estava no local, deixando o medo totalmente exposto.

— Eu terei que fazer algo para a sua proteção, Patrice. — a diretora disse. — Irei transferir você para outro orfanato, em outra cidade.

— Espera, ela vai embora?! Não! Isso não pode acontecer!

— Sinto muito, mas será o único jeito.

E assim aconteceu. Alguns dias depois, a garota teve de partir, ficando completamente sozinha e sem nenhuma companhia.

15 anos depois

Mais um dia de trabalho havia acabado. Levava pra casa alguns bolinhos pro jantar, que estavam guardados em sua bolsa, nesta, que também estavam alguns dólares e seu celular.

Estava a alguns quarteirões de seu prédio, totalmente segura e com a certeza de que nada a aconteceria. Mas estava errada.

Sentiu ser empurrada para uma parede, com uma arma apontada contra seu rosto.

— A bolsa. — o ladrão disse.

Ela o entregou o a bolsa, sem mostrar nenhuma reação de medo ou falta de vontade de perder seus itens.

O ladrão tirou a arma de seu rosto, olhando dentro da bolsa. Sorriu ao ver o que tinha nela, lambendo os lábios.

— Heh, sinto muito, mas terei que levar isso.

Ele a olhou nos olhos, fazendo seu coração acelerar. Ela reconhecia aquele olhar, aqueles olhos. Eram os olhos escarlates, o olhar travesso do único que realmente confiou durante toda sua vida.

Quando ele iria correr, ela segurou em sua roupa, o puxando. Olhou novamente em seus olhos, para garantir que realmente era ele.

E era.

— Johnny...

Ele a encarou. Ninguém o chamava assim a muito tempo. Então... Seria ela?

— ... Trice? 


Notas Finais


... ESTUPRO É CRIME


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