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História Encoraja-me. - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi gente! Tudo bem?
+1 capítulo para vocês.
Como já tenho até o capítulo 14° pronto, vou postar diariamente até ficar certinha.
Eu a escrevo no wattpad também e lá está mais adiantado.

Bom, boa leitura 🖤

Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Encoraja-me. - Capítulo 3 - Capítulo III

Após a passagem da família Slowyn no Reino de O'Hara para afirmar que depois do desastre que matou Connor e Richie O'Hara, estava tudo bem entre os reinos para o casamento entre Anastasia e Jasper, partiram todos para o reino de Slowyn, onde aconteceria a união dos povos. 

O acordo permaneceria, selando assim o feito há dezenove anos atrás, traçado pelos reis quando Anastasia tinha um ano e o duque cinco. 

Anastasia estava em sua última prova do vestido de noiva. Sua mãe a rainha Cecília, sua sogra a rainha Anya, sua irmã Alena, sua cunhada Freya e Jude acompanhavam a princesa. Todas estavam encantadas com a beleza da futura duquesa de Slowyn. Mas diferente do falatório dentro do cômodo, a princesa estava quieta, olhando para si diante do espelho e rezando para que seus irmãos a perdoassem por tal feito. Mesmo consciente que não tinha escolha. 

A rainha Cecília, mãe de Anastasia percebeu tamanha frustração no olhar da filha e aproximou-se da moça, passando a mão em seus braços como forma de consolo. 

— Está tão linda quanto uma rainha. — Sorriu de forma amorosa para a filha que deixou seus olhos marejarem. A princesa percebeu que as outras mulheres conversavam entre si, longe dela e de sua mãe. — Você será feliz, minha pequena. Não se aflija desse modo. 

— Sinto que estou traindo meus irmãos. Connor e Richie mereciam mais consideração da parte de meu pai, não acha? 

A rainha olhou para baixo, com tristeza por lembrar-se da perda de seus filhos e que mesmo se passado um ano do acontecimento, não havia feito o rei Sirius mudar de idéia sobre o selo de paz. 

Encarou os olhos da filha a sua frente e a abraçou. 

— Anastasia, você será uma duquesa. Uma duquesa Slowyn e terá que aceitar o fato de carregar esse nome por toda sua vida. 

— Confortador. — Debochou das palavras de sua mãe e viu pelo cantos dos olhos que a rainha Anya as observava. — Já posso pôr minhas vestes? — A rainha Cecília fez que sim. 

Anastasia se afastou de todos no cômodo e foi por seu vestido. Jude, como sempre, ajudou a menina a por o espartilho de volta em seu corpo e a princesa colocou seu vestido azul escuro, por ter sido proibida de usar preto pelos seus pais. Ambos conheciam sua filha como ninguém. Sabia que Anastasia fazia aquilo para provocar.

Depois de passar a manhã ouvindo conselhos sobre casamento e noite de núpcias das mulheres do reino, resolveu que precisava respirar ar puro e tentar esquecer um pouco que se casaria em menos de quarenta e oito horas. 

A princesa andava pelo castelo dos Slowyn observando cada canto. Tudo em em tons azuis, com misturas de ouro e bronze. Soldados perambulavam por todos os lugares, vigiando cada parte do lugar e ao longe, Anastasia avistou um enorme jardim. Nele havia muitas flores, árvores e uma brisa que permitiu que ela respirasse fundo. 

Próximo do jardim estavam Adrian e Elijah. Eles conversavam sobre o novo treinamento do exército e riam das lutas de força que haviam assistido ainda pouco. Adrian era um verdadeiro adorador de exércitos, conflitos, lutas e entendia mais do que ousava falar. Era o melhor guerreiro do seu tão adorado exército. 

— Não é a futura duquesa? — Elijah empurrou o cotovelo do amigo que rapidamente encontrou a visão encantadora da princesa observando as flores. — Um perigo deixá-la andando sozinha por aqui. — Riu e recebeu uma olhada fria de Adrian. 

— Porque seria perigoso, Elijah? 

— Foi apenas uma brincadeira. 

— Não gostei. — Foi rude, fazendo o amigo revirar os olhos. — Anastasia é uma mulher de respeito e futura mulher de meu irmão. Não ouse! 

— Parece que se encantou por ela. — Elijah o desafiou com o olhar, fazendo Adrian rir. — O que há de tão engraçado em minhas palavras? 

— Sua tolice. — Bufou com irritação, fazendo Elijah ficar desconfiado com sua postura, diante da brincadeira com a futura esposa de seu irmão Jasper. — Com licença. 

Adrian saiu quase correndo em direção a princesa que estava abaixada observando o nascimentos de algumas tulipas que haviam ali. Ao ficar mais próximo, diminuiu os passos e pigarreou quando parou atrás dela, assustando-a. 

Anastasia se levantou rápido, com as mãos sobre o leve decote, na tentativa de regular sua respiração devido ao susto que o príncipe havia lhe dado. 

— Nossos encontros são resumidos a sustos. Não chegarei viva em meu casamento. — Seus olhos encontraram o mar de bilhas azuis a sua frente e um grande sorriso, que fazia seu ar quase se perder. 

— Perdoe-me, princesa. — Curvou-se delicadamente para ela, que corou com seu gesto e sentiu seu coração acelerar. — Parece que gosta de ficar entre as flores. 

— Elas me trazem paz diante de todo o caos que tem sido meus dias. — Cruzou os braços enquanto observava atentamente Adrian olhar para os lados, como se procurasse por alguém. — Estou sozinha. Conhecendo meu novo... Lar. 

— Não deveria estar com sua criada? 

— Governanta. Jude. — Deu de ombros. — Deveria. Mas... Só precisava respirar um pouco. 

— Me daria a honra de lhe mostrar o restante do jardim? — Adrian sorriu para a mulher a sua frente, fazendo-a sorrir também e aceitar seu convite com um gesto de cabeça. — Agradecido. 

Eles ficaram andando por muitos minutos em silêncio, pelo jardim que parecia não ter fim. Adrian observava a princesa pelo canto dos olhos e ela fazia a mesma coisa, fazendo-a sorrir várias vezes. 

O silêncio não era algo constrangedor entre eles, ambos sentiam-se confortáveis ao lado um do outro e mesmo que Adrian sentisse que era errado, não queria dar o braço a torcer naquele momento. 

Começaram a conversar aos poucos e Anastasia começou a explicar para ele sobre todas as flores, plantas, árvores e a maioria de coisas de botânica que entendia. Observou que o príncipe concordava com tudo que ela falava, mas percebera que ele não entendia absolutamente nada que saía de sua boca. 

— Desculpe, acho que lhe deixei entediado. — Anastasia sorriu sem graça e abaixou o olhar, fingindo observar o vestido. — Falei demais. 

— Não estou entendiado. Aprendi muitas coisas novas nesse assunto de plantas. — Eles riram, e ele adentrou com ela para um lugar com várias estátuas de Reis em mármore, fazendo o olho de Anastasia brilhar. — São alguns dos reis que passaram por Slowyn. 

— Uau! São... Bem feitas. 

— Foi uma boa tentativa de elogio. — Ele riu e ela o olhou com deboche. 

— Infelizmente farei parte dessa gente. Dá sua gente. — Revirou os olhos, ainda incrédula sobre seu futuro. — Parece um pesadelo. 

— Se sairá bem, princesa. — Adrian observou a princesa passar os olhos pelas imagens e se encostar em uma com as mãos para trás, olhando o chão. — O que lhe incomoda? Além do meu irmão, claro. 

— Sinto-me traindo meus irmãos. — Falou com sinceridade. Ela não sabia o porquê, mas sentia que podia confiar em Adrian. — É como se eu estivesse passando por cima de tudo que eles lutaram, por conta de uma tolice de meu pai. — O olhou sem graça e viu toda compreensão na forma que ele a olhava também. 

— Coisas de reis. — Tentou de alguma forma acalmá-la. 

— Sabe príncipe, existem outras formas de cessar fogo nesses conflitos. Os exércitos podem fazer acordos que cheguem até o rei, manipulando o parlamento. 

— Então a princesa entende de exércitos e conflitos? — Estreitou os olhos para Anastasia, que endireitou a postura automaticamente. — Uma mulher entendida de conflitos... — Adrian rodeou lentamente a princesa, com os braços para trás e a princesa pode perceber que além de gêmeo de Jasper, eles também tinham as mesmas manias. 

— Um pouco. — Limitou-se a responder por conta do frio na barriga que atingiu ao sentir Adrian a rodear. 

Seu coração bateu acelerado e suas pernas tremeram tanto que ela fincou os pés no chão, para manter a postura firme. Adrian sentiu que a princesa ficou abalada com o fato de ele rodeá-la, então parou a sua frente e sorriu, se aproximando. 

— Exército, conflitos, negociações, planos, são tudo que contemplo. — Ela o encarava com firmeza, prestando atenção em cada palavra que saia de sua boca. — Sou completamente apaixonado por batalhas e fiquei feliz em saber que você entende do assunto. Vivo com e para meu exército. 

— Apaixonado por exércitos? — Estreitou os olhos para ele. — Conheceu meus irmãos, então?

— Duque Connor e príncipe Richie. Sim! — Afirmou. — Eram ótimos guerreiros. Tive o prazer de conhecê-los. 

— Eles eram extraordinários. — Arfou um sorriso entristecido e Adrian não conseguiu conter o impulso de acariciar seu rosto. 

Seus olhos se encontraram como todas às vezes que estavam próximos, mas tinha algo diferente naquela troca de olhares. Naquele toque. 

A respiração de ambos estavam tão rápidas que podia se ouvir. 

O príncipe ajeitou os cabelos de Anastasia para trás e aproximou-se ainda mais dela, ficando cara a cara com a princesa, que por sua vez, não conseguia se afastar de suas mãos e nem impor distância. Adrian chegou mais perto, indo em direção a boca da princesa. 

— Adrian... Não... — Ela pôs a mão em seu peito, o afastando com delicadeza. — Melhor voltarmos. 

— Perdoe-me Anastasia. Não quis constrangê-la, nem lhe colocar nessa situação. — Sua voz saiu mais desesperada do que queria demonstrar. — Fui um tolo por fazer isso. 

Ambos estavam envergonhados com a situação nada comum que havia acabado de acontecer. 

Anastasia sabia que seus dias seriam ainda mais sem sossêgo com o duque e com o príncipe. Eles eram irmãos, de alto escalão e ela não podia errar. Não podia dar um passo em falso. Não podia se deixar atrapalhar por sentimentos. Ela queria vingança e não abriria mão disso. 

— Vou levá-la de volta. — Saiu andando na frente, fazendo a princesa quase correr atrás dele. 

— Pode ao menos andar devagar? — Falou com arrogância. Sua voz fez Adrian parar de andar e se virar de frente para ela, fazendo os corpos se chocarem. — Por Deus! 

— Deixarei você próximo a entrada do jardim, sabes o caminho para a entrada do castelo. Devem estar lhe procurando. — Ela concordou.

O príncipe voltou a andar na direção do jardim, onde havia encontrado Anastasia e assim que chegaram, a princesa correu para dentro do castelo, deixando Adrian com a respiração apressada e completamente desnorteado pelas sensações que a futura mulher de seu irmão lhe causava. 

Olhou para a vidraça do castelo, no canto direito do jardim e viu que sua mãe, a rainha Anya, o observava de longe. Sabia que ela tinha visto ele com Anastasia e a cumprimentou com um aceno de cabeça ao qual foi correspondido da mesma forma. A dureza na postura da rainha o fez sair dali bem rápido, deixando-o apreensivo. 

Ele tinha planos e não poderia falhar. Independente de sentimento. Talvez a futura duquesa, com todo seu conhecimento em exércitos e negociações, fosse a chave para dar início ao que ele queria. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado 🖤


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