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História Encoraja-me. - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo VII


Fanfic / Fanfiction Encoraja-me. - Capítulo 7 - Capítulo VII

Após o término da cerimônia os noivos falaram com algumas pessoas que os parabenizaram pelo casamento. Os dois povos estavam unidos na cerimônia, se misturavam, riam, bebiam, conversavam e tinham até soldados dos dois reinos conversando. Anastasia observava tudo com detalhes e por algum motivo começou a entender a importância dos povos unidos nesse selo. Jasper também observava tudo com o mesmo olhar firme e rosto fechado de sempre. 

O duque não era um homem de muitas palavras, prezava mais por atitudes. Jasper era extremamente respeitado e bem recebido por onde quer que ele andasse. Era um homem muito respeitoso, responsável, leal e apesar do semblante fechado era muito empático e carinhoso com todos. Mostrava seu lado brincalhão apenas com a família e isso já bastava para ele. Levava sua vida no parlamento muito a sério, pois tinha consciência de que se algo acontecesse a seu pai, ele teria que tomar todas as decisões, subindo ao trono e agora teria que pensar como duque, futuro rei e marido. 

— Enfim duques. — Adrian chegou com uma taça de vinho na mão, reverenciando o casal de noivos. — Belo casamento. Tem certeza que vocês se odeiam? Porque não parecia no altar. — Brincou. 

Jasper sorriu de volta para o irmão e Anastasia observou o abraço caloroso que os dois trocaram. Sentiu o ar fugir um pouco dos pulmões com a cena e deu um meio sorriso quando Adrian a abraçou e apertou sua cintura disfarçadamente, fazendo-a corar. Os irmãos ficaram conversando por um tempo enquanto Anastasia fingia que a intimidade e a confiança que ambos tinham não a afetava. 

— Jasper? — Freya chamou o irmão. — O rei Sirius quer falar com você. — O duque franziu a testa, trocando um olhar de confusão com Anastasia.

— Cuide dela para mim. — Piscou para Adrian. — Já volto. 

Jasper saiu pelo meio de todo o povo deixando Adrian, Freya e Anastasia ali. Os olhos da duquesa e do príncipe se encontraram e ficaram se encarando por um longo tempo.

— Deveriam disfarçar. — Freya sorriu, mas em tom de repreensão para os dois. — Se continuarem a se olhar desse jeito, logo concluirão coisas inadequadas para um casamento. 

Anastasia arregalou os olhos para a cunhada, fazendo Adrian rir e baixar a cabeça. A princesa ficou por uns instantes perto dos dois e logo foi atrás de alguém que não dissera, deixando apenas a duquesa sobre os olhares de mar do príncipe. 

— O que ela quis dizer com disfarçar? — Anastasia perguntou com sarcasmo, olhando com firmeza para Adrian. 

— É o que é, duquesa. — Mais uma vez a mulher ficou com as bochechas coradas e baixou o olhar. — Parece que desistiu da vingança a meu irmão. 

— Não. — Deu de ombros. — Fiz apenas o papel que esperavam que eu fizesse. — Mentiu. 

— Então as lágrimas de emoção eram falsas? — Espremeu os olhos para ela, que ergueu a sobrancelha para o príncipe. — Desculpe por isso, mas meus olhos viram muitos sentimentos entre você e Jasper, Anastasia. 

— E porque isso lhe interessa tanto? 

— Acho que sabe o porquê. Não é tão tola quanto se faz. — Empinou o nariz para a duquesa, que gostou da sinceridade do homem a sua frente. — Não sou bom em fingir como você. 

— E nem precisará. 

No canto do salão, Jude procurava por Anastasia e correu quando a viu trocar olhares calorosos com o príncipe Adrian. A governanta olhou em volta para ver se alguém estava observando a cena e achou dois olhares vigiando os dois. A rainha Anya e o chefe de guarda Darius. Apressou-se ainda mais para chegar até a duquesa.

— Anastasia! — Chamou a atenção da menina para si. — Precisamos voltar aos aposentos para que tire a capa para festa. — A duquesa assentiu para a governanta. 

— Príncipe, pode avisar a seu irmão que fui me trocar? — Perguntou formalmente para Adrian, que ajeitou a postura e confirmou. — Com licença. 

A duquesa saiu andando em direção as portas traseiras do salão e Jude encarou Adrian com intimidação, mas não funcionou, pois o príncipe abriu um enorme sorriso para Jude, que entortou os lábios com a reação dele. A governanta não gostava do príncipe, o achava impetuoso e dissimulado. Sentia que havia algo errado com Adrian e que suas enormes bilhas azuis escondiam muitas coisas e isso não a agradava. 

— Espero que se lembre todos os dias que Anastasia é a duquesa. Esposa de seu irmão, sua cunhada. — Jude falou baixo e entre dentes. 

— Apesar da senhora não gostar de mim, saiba que jamais faria mal a Anastasia. — Adrian falou com seriedade. — A respeito assim como respeito meu irmão. Não se preocupe. 

— Espero que sim. Com licença. — O rapaz assentiu para ela com educação. 

Adrian observou a mulher se afastar em direção as portas e respirou fundo para não sentir-se raivoso com as palavras proferidas por Jude. Sabia que governanta tinha percebido seus sentimentos pela duquesa, mas não podia negar o fato de que a mulher de seu irmão mexia com seu coração e ficava ainda mais instigado por Anastasia nunca recuar a ele. Adrian não conseguia esquecer o beijo que havia dado na duquesa e seu coração acelerava toda vez que recordava que ela o havia retribuído por vontade própria. 

Saiu de seu lugar a procura de Elijah e quando o encontrou estava mais calado e pensativo, pois mesmo tentando esquecer, não conseguia tirar da cabeça o beijo de Anastasia e as palavras de Jude que soavam como um alerta para seus ouvidos. 

— Não deveria trocar olhares com a duquesa no dia de seu casamento. — Elijah o olhou de canto, bebericando o vinho em sua taça. — Parece que a governada de O'Hara percebeu e sua mãe também. 

— Nos beijamos quando fui ao quarto chamá-la para ir ao jardim. — Sussurou para o amigo que quase engasgou com a revelação. 

— Perdeu o juízo? — Virou-se para o amigo e o empurrou para trás, afastando-o de alguns convidados. — Adrian, se Jasper descobrir, os dois irão para forca. 

— Só se você contar. — Riu para Elijah, que revirou os olhos. — Sei que estou brincando com a sorte, não precisa me dizer. Mas ela...

— Ela é a esposa de Jasper. Uma duquesa. Herdeira de dois reinos. — Sua voz era rude e fria. — Precisa parar com isso. 

— Ela gosta de mim, Elijah. Retribuiu meu beijo e se Jasper não a tivesse chamado, teria ido comigo ao jardim. 

— E qual o próximo passo? Tomá-la para si? — Respirou fundo e encarou os olhos do príncipe. — Se continuar com essas atitudes, colocará tudo em risco. 

— Elijah, chega! — Encerrou a conversa antes que se irritasse. — Ela não é um risco. Sei o que estou fazendo. 

— Espero mesmo que saiba e espero também que Anastasia valha o sacrifício. 

Elijah saiu andando, deixando Adrian sozinho com seus pensamentos. O príncipe sabia que o amigo estava certo, que não podia continuar essa loucura com Anastasia, mas não conseguia conter o desejo que ardia dentro de si, de se manter próximo dela.

Jude ajudava Anastasia a tirar a capa devagar e guardou os dois pingentes dos respectivos reinos em uma caixinha prateada que tinha em cima da prateleira de espelho. Ajeitou os cabelos da menina após a mesma se sentar na cadeira de frente para a prateleira. Anastasia mantinha um sorriso suspeito em seu rosto e a governanta não sabia se era por ter beijado Jasper ou pela conversa maldadosa que provavelmente ela teria tido com Adrian. Conhecia bem o lado devasso e libertino da garota. 

Anastasia não sabia pelo que exatamente estava sorrindo, mas tinha haver com os irmãos Slowyn. Tinha haver com o beijo de Jasper e as trocas de olhares com Adrian. Sabia que nada na situação era certa, primeiro porque queria vingança contra sua nova família e segundo porque isso poderia levá-la a forca, se Jasper se quer desconfiasse. Anastasia fechou os olhos por uns momentos para tentar acalmar o coração que parecia sair pela boca. 

— Meu bem? — Jude chamou-a, fazendo a duquesa lhe dar total atenção. — Não quero parecer invasiva e sabe que odeio parecer repetitiva, mas precisa manter distância do príncipe Adrian. 

— Manter distância? — Sorriu para a governanta de forma doce. — Não é invasiva comigo, Jude. Sempre a vi como mãe, não será diferente agora só porque tenho um novo papel na sociedade. 

— Não é isso, minha querida. — Respirou fundo e encarou a menina dos olhos de mel que tanto amava. — Anastasia, preste atenção em suas atitudes. Vejo o jeito que você e o príncipe se olham e vejo sentimentos nisso, não está certo. Você agora é uma mulher casada e isso pode não acabar bem. 

— Jude, agradeço a preocupação. — Falou com um sorriso no rosto. — Mas Adrian é apenas... Apenas irmão de Jasper. Ainda me vingarei dessa família, como sempre disse. E não á sentimentos entre nós. — Se explicou, mas a governanta sabia que Anastasia estava mentindo. 

— Devo me preocupar com essa amizade?

— Não somos amigos. Somos cunhados. — Deu de ombros. — Não a nada de ruim em ter alguém para conversar e tentar descobrir algo dessa família. 

— Sei que já lhe disse isso, mas não vejo coisas boas nesse homem. Aqueles olhos claros encondem algo sombrio. E tem mais... — Olhou para as janelas do aposento e andou na direção delas. — Vejo sangue nas mãos dele. 

— Acharia estranho se não visse. — Riu da fala da governanta. — Ele é um comandante de guerra, deve ter matado mais gente do que anos que tem de vida. 

— Tudo bem. — Voltou seu olhar para a garota que ainda sorria para ela. — Não lhe encherei mais com esse assunto, mas me preocupo que possa estar se metendo em algo perigoso. 

— Não se preocupe tanto. Sempre me virei bem com homens, reis, duques e soldados. 

— E acha que eu não sei? — Debochou. — Connor lhe ensinou tudo que não devia. 

As duas continuaram a conversar sobre outros assuntos enquanto Anastasia se preparada para voltar a festa. Mexeu nos cabelos uma última vez e se levantou, mas parou quando a porta do quarto se abriu e rei Sirius entrou um pouco acanhado ao ver Jude e Anastasia sorrindo e brincando uma com a outra.

— Pai? — A duquesa o olhou confusa. — O que faz aqui? 

O rei olhou para a filha com apreensão. Queria lhe falar algumas coisas, mas não tinha certeza se era o certo a fazer. Sabia que a garota estava chateada por ter sido entregue para o duque de Slowyn e mesmo que tenha visto o grande espetáculo dos votos de casamento no altar e o beijo que Anastasia havia ganhado de Jasper, conhecia sua filha o suficiente para saber o quão teimosa e rancorosa ela conseguia ser. 

— Será que pode me dar um tempo dá sua atenção? — Perguntou de forma acuada. — Prometo não demorar. 

— Parece importante, então sim. 

— Poderia nos deixar a sós, Jude? — Olhou para a governanta que rapidamente assentiu e saiu do quarto. 

Sirius caminhou até a poltrona e bateu ao lado para que a filha se sentasse. Anastasia olhou para o pai com curiosidade. Não sabia o porquê dele parecer tão nervoso e estranhou por perceber, pela primeira vez, o rei tão perdido em pensamentos. 

— Primeiro: sei que magoei você com toda essa situação de casamento, mas preciso lhe agradecer por mesmo odiando a idéia de se tornar, em parte, uma Slowyn, você não recoou em momento algum. — A duquesa prestava atenção em cada palavra dita por ele e podia sentir seu sangue ferver por todo seu corpo, mas resolveu que ouviria até o final. — Admiro sua coragem, sua força e me orgulho por ser seu pai. Mas preciso admitir que todas essas qualidades vem de sua mãe.

— Está agradecendo por não me deixar escolher meu futuro? — Olhou para seu pai que ainda fitava o chão. — Me perdoe se eu estiver errada, mas sua colocação é muito injusta comigo. 

— Eu não tive escolha, Anastasia. — Sirius levantou-se nervoso e começou a andar de um lado para o outro. — Nada disso aconteceu por que eu quis. Aconteceu porque eu também não tive escolha... Você quer saber o motivo do porque entreguei sua mão em casamento a Jasper? 

— Acredito que tenha passado da hora de me dizer isso. - Encarou o rei com firmeza. 

— Pois bem. — Respirou fundo e voltou sua atenção para a filha. — Há anos atrás quando você tinha apenas um ano de idade, estava acontecendo várias tomadas de terra. E nosso reino sempre foi farto de agricultura, mas não tínhamos tantos soldados como gostaríamos, portanto, tentei pedir um tratado de paz ao rei Wesley, de Blackwood, oferendo alguns de nossos serviços em troca. A princípio eles aceitaram, mas o que não sabíamos era que o reino de Blackwood tinha uma aliança com Acassio, rei de Shappard. Acassio sentiu-se traído e enganado, então, atacou todo reino de Blackwood na surdina da noite. Não sobrou ninguém. Nem os animais. 

— Por Deus! Ouvi falar de Acassio, mas não imaginava que o homem fosse tão sanguinário. 

— Ele ainda consegue ser pior, tanto que até hoje ele tenta ter domínio de nossas terras e de Slowyn também. — Firmou as palavras com cuidado. — Então para não corrermos o risco de perdermos nosso povo e nossas famílias, eu e Leônidas fizemos um tratado de paz, para unir nossos povos, trocando agricultura por soldados. Sendo assim, a chave do nosso acordo, foi sua união com Jasper. 

— Nossa! — Anastasia finalmente estava respirando após saber da história. Mas havia mais interrogações em sua cabeça do que respostas. — Entendo todo seu sacrifício, pai. Mas não passou pela sua cabeça que apenas O'Hara foi leal? Quer dizer, Jasper não cumpriu com a paz que fizeram quando matou Connor e Richie. 

— São assuntos diferentes, pequena. — Falou com delicadeza, pois tinha medo que a conversa chegasse ao extremo. — A morte de seus irmãos foi um... Um erro. 

— Erro? Foi um erro? — Anastasia se levantou com indignação e andou até Sirius que ficou ainda mais tenso. — Me entregou ao assassino de meus irmãos, em um tratado de paz. Posso não ser a mulher mais inteligente do mundo, mas conte essa história a qualquer um, e te diriam que não existiu nenhuma lealdade por parte dos Slowyn conosco. 

— Ana, precisa entender que algumas coisas não podem simplesmente deixar de ser. — Falou em tom ríspido. — Você está olhando as coisas pelo lado errado, minha filha. 

— Não pai. Não estou olhando pelo lado errado. — Engrossou a voz e olhou o rei de cima a baixo. — Sabe o que eu vejo? Vejo um rei que decidiu ser leal a Slowyn, mas não foi leal as mortes de seus dois filhos. Não respeitou a perda deles. 

— Não respeitei? — Gritou. — Dei um ano de luto para que todos pudessem repensar o acontecido, para sofrer em paz e esquecer a burrice que seu irmão fez. 

— Burrice? — Gritou de volta. — Connor tentou mudar o acordo para que eu não precisasse casar. Connor tinha coisas a dizer para você, que se quer ouviu, sempre o deixando de lado. Sempre o rejeitando. Nem pareciam pai e filho, e...

— Chega Anastasia! — Falou como um trovão, fazendo a garota se assustar. — Não éramos pai e filho, e ainda assim não deixei de amá-lo, não deixei de cuidar dele. Dei a Connor todas honras de um primogênito. E morreu por sofrer as consequências de suas próprias escolhas. Se ele tivesse me ouvido, parado de seguir o sentimento que tinha por você, nada disso teria acontecido! — Sirius gritava com fúria contra a filha. 

— Como assim Connor não era seu filho?

Anastasia arrastou-se até a poltrona e sentou com as pernas bambas e todo seu corpo tremendo. Havia muitas informações para que a duquesa absorvesse. A falta de ar atingiu todo seu ser. 

Sirius não queria ter dito nada disso para a filha, queria apenas agradecê-la, mas quando se deu conta de suas palavras, já era tarde demais. Já tinha despejado em Anastasia toda a verdade, parte da verdade, e não poderia voltar atrás. O rei voltou a se sentar ao lado da filha e a olhou com toda atenção que pode, tentando acalmar a situação. 

— Infelizmente essa parte você terá que perguntar a sua mãe. Não tenho o direito de falar por ela. E não, o sentimento de Connor não era apenas proteção. Seu irmão era apaixonado por você, Anastasia. Desde sempre. 

— O senhor está louco! — Gargalhou. Mas era mais por nervoso do que por ter achado graça. — Está ficando velho e sem limites. 

— Não. Não estou louco, Anastasia. Todos já sabiam sobre isso, principalmente Richie, que sempre tentou por juízo na cabeça de Connor. 

Anastasia mal conseguia respirar com tudo que estava ouvindo sair da boca de seu pai. Não conseguia aceitar nada do que Sirius falava a ela. Queria, na verdade, ser surda para não ter que ouvir e pensar sobre o assunto. Seu coração doía, quase se partindo em pedaços, tamanha era a confusão dentro do peito e dos pensamentos. 

— O senhor está mentindo. Isso é impossível. Ele era meu irmão. — Sua voz era quase um sussurro, com a falta de ar que a atingiu. — Connor queria me manter segura. Sempre! 

— Não é possível que nunca tenha notado na forma em que ele lhe tratava. — O rei a encarou com pesar, pois sabia o quanto aquilo a estava atingindo de maneira brutal e dolorosa. — Connor não tinha por você o mesmo sentimento que tinha por Alena, por exemplo. Sempre dava um jeito de estar com você ou mantê-la perto, inclusive lhe ensinar coisas que eu o havia proibido. Connor se quer entregou-se á uma mulher por conta desse sentimento. 

— Não. Eu não acredito nisso! — Gritou a puros pulmões. — Não, não, não, não...

— Lembra-se do soldado que você lutou e se machucou? Lembra-se como Connor reagiu? 

— Lembro-me de meu irmão ter me levado para dentro e brigar comigo por ter cometido a tolice de me atracar com Louis. 

— Lembra-se de ter visto Loius depois disso?

— Não. — Olhou para o pai com lágrimas escorrendo por seu rosto. — Acredito que ele tenha expulsado Louis do batalhão. 

— Mais uma vez está errada. — Sirius disse com firmeza. — Connor o matou na frente de todos e ameaçou todos os soldados, dizendo que qualquer arranhão que você sofresse teriam o mesmo fim que ele. Por isso passou a lhe treinar sozinho, ensinando tudo que sabia. 

— Não pode ser. — Seu choro já era nítido de tal forma que não conseguia prendê-lo. Anastasia passou a mão pelo rosto para secar as lágrimas com fúria. — Não pode...

— Sei o quanto isso lhe dói, Anastasia, mas busque em sua memória. Sei que Connor já quase passou do limite permitido entre vocês. — As palavras de Sirius saía entre dentes por pensar em tamanha sandice. 

Anastasia estava paralisada com todo sentimento que a invadia por dentro. Chorava copiosamente, mas lembrou-se de um único momento em que havia saído para nadar no lago com o irmão. Apenas os dois. Sozinhos. 

Anastasia já era uma adolescente perfeita. Com seios cativantes e um corpo modelado. Estavam com roupas de banho e entraram no lago brincando de lutinha. Em um dado momento em que se olharam, Connor se aproximou e lhe disse que era a mulher mais bonita dentre todos os reinos. Ele chegou tão próximo de seu rosto que Anastasia ficou paralisada, mas conseguiu o afastar e voltaram em silêncio para o palácio. A cena ficou esquecida com o tempo, mas lembrou-se de ter pensado naquele acontecimento por dias, o que resultou em uma certa distância do irmão por um tempo, até que se sentisse a vontade com ele novamente. 

— Eu não queria acreditar. — Falou em sussuros com a memória viva em sua cabeça. — Forcei-me a esquecer o dia do lago. O desejo nos olhos dele era coisa de minha cabeça. 

— Nunca foi. 

— Ai meu Deus! — Colocou uma mão para tampar a boca de espanto e outra sobre o peito que doía com a clara verdade. — Connor...

— Agora você sabe porque Connor lutava tanto para que não se casasse. Agora você entende porque nunca dei ouvidos para as artimanhas que ele inventava para acabar com o acordo. 

— Ainda não muda o fato de que Jasper, meu marido, matou meus irmãos. — Olhou para o chão, deixando a tristeza esvair sobre seu rosto. — Não muda o fato de que Jasper os tenha matado. 

— E pagou por isso, não foi? — Sirius a questionou com dureza. — Foram mais de cinquenta chibatadas até que não aguentasse mais. E devo admitir que o duque é um homem de ferro. 

Anastasia pousou o rosto sob as mãos enquanto sua cabeça mergulhava em todas às vezes que ignorou tudo que estava bem diante de seus olhos. Tudo que não queria enxergar. Tudo que a fazia se sentir machucada. 

Sirius respirou fundo, tentando manter sua voz neutra ao ver o estado de sua filha. Ao ver a decepção em sua postura. 

— Entenda-me pequena. Não estou defendendo o duque pela atitude que teve, mas aconselho que repense sua vingança contra a vida de Jasper. Nós nunca saberemos o que de fato aconteceu no dia da morte de seus irmãos e o sumiço do corpo de Richie. Mas talvez, deva considerar algumas coisas. 

— Deixe-me sozinha. — Sussurou. — Por favor. 

— Perdoe-me por estragar o dia de seu casamento, mas não tive escolha. Como não tive outras vezes. 

— Pai, por favor...

Sirius beijou o topo da cabeça de Anastasia e a deixou sozinha. Sabia que ela precisaria de um momento para lidar com a enxurrada de informações que ele havia despejado na garota. Pensou em ter sido um erro contar a verdade sobre Connor á ela, mas tinha esperança que isso lhe ajudasse á ter um pouco de juízo. 

Anastasia saiu do aposento se arrastando. Lavou o rosto para que tentasse amenizar as lágrimas que havia derramado sozinha entre as paredes daquele castelo. Ela se permitiu gritar, chorar, socar almofadas e repensar tudo que um dia havia tido certeza. A duquesa estava totalmente abalada e sua cabeça gritava para que ela bebesse até não conseguir se lembrar de nada. 

Após adentrar o salão, foi direto para o lado de Jasper e Adrian. A fisionomia de Anastasia era a pior possível. Apesar de tentar disfarçar, dava para ver que ela havia chorado por um bom tempo e que estava totalmente mexida.

Jasper observou que sua mulher não tinha a mesma feição neutra de antes e aquilo o deixou preocupado ao extremo. Não sabia se a perdição em seus olhos era por conta do casamento ou se algo havia deixado a mulher naquele estado. 

Adrian também havia percebido o semblante desnorteado da duquesa e entrou em estado de alerta para o que quer que ela falasse. 

— Ana? — O duque chamou-a em sussuro. A mesma se virou lentamente com os olhos distantes, fazendo Jasper ter a certeza que algo havia acontecido. — Aconteceu algo? Você está pálida. 

— Preciso beber. Muito. — Seus olhos estavam marejados. Olhou para Jasper como se estivesse implorando, o deixando ainda mais aflito. — Eu só quero esquecer. 

— Alguém lhe fez algo? — Adrian perguntou com sua mão já posta na espada que carregava na cintura e o maxilar trincado. — Fale quem é e eu resolverei. 

— Ninguém me fez mal. — Segurou o choro. — Já disse. Só preciso beber. 

Jasper e Adrian se entre olharam, com a mesma preocupação nos olhos. Ambos sabiam que algo havia acontecido com a mulher, mas resolveram não insistir, por ver o estado caótico que seu rosto aparentava. 

— Adrian, leve-a até os vinhos. Deixe que beba e a traga de volta o mais sóbria possível. Ainda temos a dança dos noivos. 

— Claro. — Estendeu o braço para Anastasia que cedeu com lentidão. Todo o choro havia lhe causado fraqueza. — Vem duquesa. Vamos beber. — Arfou um sorriso, mas a mulher não teve reação. 

— O que houve? — Leônidas se aproximou e perguntou ao filho, também com preocupação. — Alguém fez algo á ela? 

— Ela diz que não. Disse que precisava beber. 

— E deixou que Adrian a levasse? — Seu pai o questionou em tom de esporro. 

— Meu irmão sabe lidar com essas situações melhor que eu, pai. — Respondeu de forma gentil, mas o rei não se agradou da resposta. — Não a mal algum nisso. 

— Anastasia é sua esposa, Jasper. Precisa aprender a lidar com ela. — O duque franziu a testa para o pai e quando ia dizer algo, Leônidas o cortou. — Quando tiver outros problemas, dará a duquesa para que Adrian cuide também? 

— Ela não conversa comigo. Talvez, Adrian consiga algo e me conte. 

— Talvez devesse parar de temer a sua esposa, Jasper. Entendo e sei da relação de vocês, mas quando duas pessoas se casam, as coisas são diferentes. 

...

Depois de algum tempo, Adrian levou de volta Anastasia para o irmão. Conseguiu devolvê-la o mais sóbria possível, visto que a duquesa havia bebido um vinho atrás do outro. Jasper a segurou pelos braços e avisou a mulher que eles fariam a dança de noivos. Anastasia apenas concordou e sorriu forçadamente. Estava um pouco fora de órbita. 

Lentamente o casal de duques foram para o centro do salão. A orquestra começou a tocar e Jasper guiava Anastasia em seus passos. Sabia que a esposa estava um pouco alcoolizada e não abusaria disso, mas iria aproveitar o momento para lhe falar. 

— Pensou sobre nosso acordo? — Perguntou de forma sensual em seu ouvido, quando as costas da duquesa estava em seu peito. — Já tem sua resposta? 

— Ainda esse assunto? — Revirou os olhos disfarçadamente. — Parará de me pentelhar se eu lhe disser que aceito?

— Não prometerei que deixarei de provocá-la, mas me sentiria melhor se tivéssemos esse acordo. — Levou as mãos até a cintura dela e encostou seu nariz no pescoço da duquesa, fazendo-a suspirar. — O que me diz? 

— Digo que temos um acordo. — Respondeu com frieza. — Mas sabe que não me deitarei com você. 

— Posso viver com isso, desde que não tenha outro homem. — Encarou-a. — Nenhum outro. 

— Certo, comandante. — Debochou. 

Ambos continuaram sua dança, mas assim que acabou Anastasia voltou a beber ainda mais. Dançava com todos que estavam na festa, dos dois povos. Estava se permitindo divertir com toda ocasião, na intenção também de esquecer tudo que havia ocorrido durante o dia. De longe, Jude apenas observava o comportamento atípico da jovem duquesa. A governanta percebera que Anastasia havia passado do limite de álcool e resolveu ir até Jasper. 

— Meu querido? — O chamou com delicadeza. 

— Sim Jude. 

— Anastasia já bebeu mais do que deveria e para que a situação não fique vergonhosa, sugiro que a leve para o quarto de núpcias. — Jasper voltou seus olhos para a esposa, que dançava, sorria e se divertia como nunca e concordou com Jude. 

O duque foi até Anastasia e demorou um pouco para convencê-la de sair da festa. Mas assim que a mulher concordou, pegou-a delicadamente pelos braços e a guiou para fora do salão, onde a festa permanecia. 

Os dois foram andando até a parte mais alta do castelo, mas no meio do caminho Anastasia cambaleou por conta da quantidade de vinho que havia ingerido na festa. Jasper a segurou prendendo a duquesa junto a seu corpo. Ela acabou rindo enquanto ele a encarava, e ele queria saber o que se passava em sua cabeça que a fazia rir daquele jeito, mas permaneceu em silêncio.

O duque cansou de segura-la e resolveu carregar a mulher no colo até o quarto. Enquanto andava pelos corredores, observava a duquesa bêbada em seus braços e não conseguiu conter um sorriso que brotou em seus lábios. Sabia que a vida deles não seria como ele um dia tinha imaginado, mas queria lembrar-se desse momento, mesmo que depois, ela fosse tentar mata-lo. 

Assim que chegou ao último andar no castelo, colocou a duquesa no chão e a mesma se escorou na parede olhando para a ponta do vestido. Jasper abriu a porta e guiou sua esposa para dentro do quarto e entrou, trancando a porta. 

Jasper avistou que na divisão do cômodo estavam as banheiras prontas para que eles tomassem banho e se ajeitassem para dormir. Haviam roupas em cima da cama. Uma calça de pano e um blusão, com uma delicada camisola branca de seda para Anastasia. 

— Jasper? — A duquesa o chamou e teve sua atenção de imediato. — Me ajuda a abrir o vestido? 

Anastasia virou de costas para o duque e jogou os cabelos para o lado. Estava bêbada demais para que conseguisse fazer alguma coisa sozinha. Mal conseguia enxergar as coisas direito, mas também o queria provocar. 

O álcool tinha levado embora os sentidos de vingança que ela guardava, deixando apenas o desejo e a vontade de provoca-lo. 

— Acho melhor chamar alguém para ajudá-la. — Falou calmamente, não sedendo a provocação da mulher. 

— Não seja um molenga. Ande! — Ordenou, olhando-o por cima dos ombros. — Jasper, não tem ninguém nesse andar do palácio e o resto do povo está na festa. Por favor! 

— Ok... Tudo bem. — Concordou, mesmo que contrariado. 

Ele caminhou lentamente até Anastasia e tirou o resto dos fios de cabelo que ainda estavam em suas costas. Abriu os botões do vestido lentamente e respirou fundo para que não a agarrasse naquele momento. Não conseguia negar o quão linda ela estava vestida de noiva, mesmo que estando bêbada. 

Anastasia sentiu todo seu corpo se arrepiar com as mãos de Jasper abrindo lentamente cada botão de seu vestido. Seu coração estava acelerado demais e acabou respirando fundo para conter um gemido de apenas imaginar as mãos do duque passando por todo seu corpo. 

Acabou se remexendo involuntariamente por conta do arrepio severo quando sentiu quando a parte de cima do vestido caiu sobre sua cintura, deixando seus seios completamente amostra. As mãos de Jasper abriram seu espartilho com delicadeza. Anastasia levantou os braços no alto para que Jasper retirasse o espartilho por completo. 

— Pronto! — O duque deu um passo para trás observando as costas nuas de sua mulher, sentindo todo seu corpo reagir a ela. — Pode fazer o resto sozinha. 

A duquesa não se virou, continuou de costas retirando o resto do vestido e ficando completamente nua, fazendo o duque engolir a seco. 

— Tem toalhas limpas próximo a banheira. Se quiser, saio do quarto para que possa se banhar. — Tentou ser o mais amigável possível.

Jasper tremia como nunca antes e tentava, sem sucesso, conter seus instintos. Estava com seu membro completamente dolorido por tamanha excitação que sentia ao ver Anastasia completamente despida em sua frente. Respirava fundo como um mantra para se manter parado e sair assim que ela desse a ordem. Mas para a surpresa do duque, Anastasia se virou em sua direção, mostrando a ele todo vislumbre do seu corpo, fazendo-o prender a respiração de nervoso. 

A duquesa estava com os olhos tão claros e brilhosos que pareciam as velas postas no local, ela andou lentamente na direção de Jasper que tentava manter sua respiração controlada com a visão. A duquesa parou de frente para ele e o puxou pela farda.

— Anastasia...

— Cale-se. — Sussurrou. 

Jasper tentou manter a postura, mas estava praticamente impossível. 

Anastasia o beijou da forma mais indecente possível, amolecendo todo corpo do duque que se esforçou tanto para não ceder. Ele agarrou a cintura da mulher com brutalidade e a puxou para si, como se fossem se fundir. 

Anastasia estava com saudade do beijo dele e ele do beijo dela. Ambos estavam aproveitando cada momento. Suas línguas se encontraram e brincavam de forma sensual. Um beijo quente, cheio de paixão, amor e desejo. 

Naquele momento parecia que o mundo para ambos havia parado. Não tinha certo ou errado. Preto ou branco. Vingança ou paz. Só tinha o sentimento que os dois compartilhavam há anos e tentavam enterrar a qualquer custo por conta dos acontecimentos da vida. Anastasia começou a abrir a farda de Jasper com rapidez e ele a guiou direto para a cama, parando na beirada para ajudar sua mulher a tirar o restante de sua roupa, já que a mesma estava bêbada. 

O desejo era gritante entre todas as paredes daquele quarto e finalmente os dois estavam se deixando levar por todo sentimento escondido no fundo de suas almas. Anastasia gemeu baixo quando o corpo nu de Jasper caiu sobre o dela, quando ele a pôs deitada na cama. As mãos dele passavam por todo corpo da mulher deitada embaixo dele, totalmente entregue. 

Jasper beijava seu pescoço, seus seios e desceu suas mãos para a intimidade da duquesa, que estava completamente molhada e inchada. Assim que suas mãos a tocaram, ela gemeu alto, levantando as costas com a quentura que seu corpo atingiu, por conta das mãos do homem, que se apaixonara há anos atrás, tocar todo seu corpo de forma tão íntima pela primeira vez. 

— Jasper... — Gemeu seu nome de forma manhosa.

O duque subiu até a direção de seu rosto e a olhou tão profundamente, que se questionou se aquilo realmente seria o certo a fazer. Lembrou que Anastasia tinha ódio declarado por ele e mesmo vendo com seus próprios olhos que aquilo era pura mentira, não queria desrespeita-la em nenhum momento. 

Ele tinha certeza que assim que ela acordasse de manhã, se lembrando de tudo, diria á ele que o mesmo teria se aproveitado dela e que o chamaria de aproveitador. O que ele não era. Jasper jamais desrespeitaria uma mulher, fosse ela sua ou não.

Ainda apoiado por cima dela, retirou os cabelos grudados em seu rosto pelo suor, a observando. Anastasia sorriu e passou a mão pelo rosto de Jasper, fazendo o mesmo fechar os olhos com o toque da mão dela em sua pele e apoiou sua cabeça nos seios da duquesa. Depois de passarem um tempo assim, ambos se olharam e Anastasia abriu um sorriso radiante para ele, puxando para o beijar, mas o duque acabou interrompendo-a. 

— Não podemos fazer isso, Ana. — Viu a testa dela franzir imediatamente para ele. — Você está bêbada. 

— Mas eu quero fazer isso. 

— Não, você não quer. Você está bêbada e amanhã me odiará ainda mais. 

— Jasper... — Agarrou o rosto dele com as duas mãos e o obrigou a olhá-la. — Eu não irei me lembrar disso amanhã.

— Pior ainda, Anastasia! — Tentou se levantar, mas ela o puxou de volta. — Por favor... Estou em guerra comigo mesmo nesse momento, sabia?

— Sou apaixonada por você desde o dia que te vi a primeira vez, mas você destruiu tudo. 

— Eu também, Ana. Também sou apaixonado por você, mas não posso continuar com isso sabendo que amanhã você me acusará de tê-la usado. 

— Me ajude a tomar um banho, então? — Sorriu para ele e foi retribuída. 

— Vem.

Jasper ajudou Anastasia a sair da cama e a deu banho com todo cuidado que podia. Lavou seus cabelos e guardou todas as jóias que ela usava. A ajudou a por a camisola de seda e a deitou na cama, observando-a com atenção. Mesmo perdendo a chance de tê-la por uma noite, não ousaria fazer aquilo com ela no estado que estava. Sabia que tinha tomado a melhor decisão e esperava que ao menos isso fizesse ela pensar que podia confiar nele. 

Foi até a banheira e entrou na água submergindo por inteiro e levantando em seguida, repousando a cabeça na borda. Sorriu ao lembrar que por pouco não tinha feito de Anastasia definitivamente sua. 

O duque amava a duquesa e isso era inegável. Queria poder estar com ela, ter uma vida com ela, cuidar dela, protegê-la, ainda que ela não precisasse. Tentaria fazer isso de todas as formas que pudesse, mesmo que para isso tivesse que aturar seu discurso de ódio e vingança. 

A verdade, era que dentro dele existia uma fé boba de que um dia Anastasia percebesse que eles poderiam ao menos tentar ter uma vida. Uma vida que valesse a pena todos dos sacrifícios. 

Depois de passar algum tempo dentro do água, resolveu que precisava descansar para o dia de seguinte, na qual Anastasia acordaria ao seu lado e se desse sorte, se levantaria primeiro, sem correr o risco que ela fizesse alguma loucura com ele. Jasper sabia que era mais forte que ela em todos os sentidos, mas não a machucaria nunca. Tinha consciência que já havia a machucado demais. 

Colocou apenas a calça, jogou o blusa em cima da poltrona que havia no quarto e deitou-se ao lado de sua mulher. Se surpreendeu quando Anastasia o abraçou e deitou sobre seu peito nu e acabou sorrindo do ato impensado que ela teve. Beijou-lhe o topo da cabeça e ficou acariciando seus cabelos úmidos por um longo tempo até pegar no sono, com um sorriso no rosto. 

Jasper já estava acordado e acariciava os cabelos de sua duquesa, distraído com as lembranças da noite anterior e não percebeu quando Anastasia abriu apenas um olho e se deu conta de que estava deitada sobre os peitos do duque. Ela sorriu de forma imperceptível, se deixando levar pelo momento e fechou os olhos, voltando a dormir. 





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