História Encröachment - Capítulo 26


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Categorias Black Veil Brides (BVB), Motionless In White, The Pretty Reckless
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Christopher "Chris Motionless" Cerulli, Taylor Momsen
Tags Andy Biersack, Chris Motionless, Taylor Momsen
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Palavras 5.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas
Não joguem pedras, pq eu sei que demorei;-; peço desculpas por isso, mas n tem nada que eu possa fazer
como expliquei em MI, eu tô com a chance de conseguir um intercâmbio, e preciso me esforçar pra caramba. não posso deixar nada no meu caminho, por isso não vou me focar 100% na fic, sorry
mas não vou parar ela nem colocar em hiatus, só demorar msm, por enquanto. espero q vcs n desistam d mim :,)
Aproveitem o cap, q tá bosta como sempre <3

Capítulo 26 - Coaxes


A mesma velha e fria arquibancada, com as mesmas velhas e tão quão frias e distantes promessas e lembranças, ambas cobertas de rachaduras que não seriam reparadas. O mesmo ar úmido e céu fechado, com a eterna promessa de um temporal, revoltando meus cabelos; mas, ainda assim, havia uma ova peça em mim, e Deadwood parecia diferente.

Talvez e fosse um grande quebra-cabeça, sendo montado lentamente aos poucos, me revelando para os outros e para mim mesma, pois nesse momento, eu sentia que havia ganhado mais um pedaço de mim. Desde que voltamos do Alasca, a cidade parecia pacífica demais para mim. Eu sentia que a adrenalina estava sempre correndo por minhas veias, e que algo estava sempre prestes a acontecer. Me sentia narrando uma história estranha, de uma personagem que acabava em loucura.

 

Iniquidade (qü/) [lat. iniquĭtas,ātis 'desigualdade, demasia, excesso, desvantagem, apuros, injustiça, iniquidade'].

1. caráter daquilo ou daquele que é iníquo, que é contrário à equidade.

2. ação ou coisa contrária à moral e à religião.

 

A única coisa que acalmava meus nervos era o cigarro entre meus dedos. A fumaça descia queimando meu peito, e a sensação era estranhamente reconfortante. Observar a quadra, a mesma visão comum, era, pelo contrário, a causa de parte de minha revolta. Parecia tranquilo demais para ser verdade, e eu sentia – no meu íntimo, eu sempre sentia -, fundo em mim, que era o fim do mundo que conhecíamos. Era um sentimento venenoso, dominando minhas entranhas e impregnando o ar com o cheiro de metal e catástrofe.

- Criando raízes? – A razão da grande maioria de minhas crises existenciais se sentou ao meu lado, roubando o cigarro de meus dedos.

- O que você quer? – Fui curta e grossa. Por algum motivo, eu havia arruinado meu próprio frágil e inexistente humor.

- Nossa. – Andy ergueu uma sobrancelha. – Minha companhia não te agrada, Drizzle?

- Você ainda tem dúvidas? – Tomei o cigarro de volta e o olhei de uma forma que deixava minha resposta clara, mas então, sem mais nem menos, simplesmente me virei, deitando na arquibancada e apoiando a cabeça no colo dele. Não quero que você vá embora, idiota.

- Muita convicção. – Até ele sorriu. Biersack não pareceu incomodado. Na verdade, estava tão à vontade que até começou a fazer cafuné. De leve, seus dedos exploravam as raízes do meu cabelo, e eu tive que fechar os olhos e me segurar para não suspirar. Ele riu baixo.

- Cale a boca.

- Eu não falei nada. – Riu mais, e eu sorri também. – Drizz?

- Hm? – Ergui uma sobrancelha, sem me preocupar em abrir os olhos, mesmo sentindo os dele me queimando.

- Acha mesmo que devemos ir nos encontrar com essa garota, ou quem quer que seja? Não deveríamos avisar ao Chris primeiro, no mínimo? – Seu tom era inseguro, e foi aí que eu respirei fundo. Desde quando eu tomava as decisões?

- Acho que o que quer que ela tenha para dar, podemos aguentar. Porque se ela tivesse uma força realmente grande, teríamos sentido, você sabe. – O olhei, e Andy assentiu. – Além de que Chris tem os próprios problemas com os quais lidar. Precisamos dar tempo para ele, ele tem uma banda e a própria vida. Não pode ser nosso anjo da guarda em tempo integral.

- Acho que você está certa. – Andy suspirou. – Então, nada mudou? – Me sentei, o encarando.

- Nada mudou. – Olhei fundo em seus olhos, como ele fazia comigo. Seus azuis tempestuosos se chocavam contra o meu, e eu jurava que havia um brilho a mais ali. Algo que atraía e matava. Se chegasse muito perto, queimava.

- Te busco as 5:00p.m. então. – De leve, senti sua mão por meus cabelos novamente, antes de ele ir.

Me senti estranha, mergulhando de cabeça em um mundo que eu mal conhecia, completamente vendada. Pelo que eu entendo, não conheço nem metade de tudo o que essa realidade louca tem para oferecer, tudo o que sei é o que querem que eu saiba. Mas, talvez, isso um dia mudasse. Talvez, um dia achassem que estava a altura deles, e me dessem as peças que faltavam. E, talvez, tirassem essa sensação estranha, de que há algo que eu deveria saber. Ou, em um ponto de vista diferente, algo que eu sei e ainda não percebi.

 

Elipse [lat. ellīpsis,is, este do gr. élleipsis,eōs 'supressão].

1. lugar geométrico dos pontos de um plano cujas distâncias a dois pontos fixos desse plano têm soma constante; interseção de um cone circular reto e um plano que corta todas as suas geratrizes.

2. num enunciado, supressão de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto linguístico ou pela situação.

 

[...]

5:00 p.m. em ponto. Como se pudesse ser diferente, Andy chegou na hora exata. O bilhete nos mandava ir à mansão as 6:00, mas chegaríamos mais cedo. Parecia o certo. A viagem de carro até lá duraria cerca de meia hora, pois não queríamos que Biersack gastasse energia antes da hora. No fim, Keena havia ditado todas as regras.

Desci as escadas correndo. Meus pais não estavam em casa, e achei melhor não preocupa-los com isso. Minha mão poderia querer ir junto, ou ainda chamar Chris. Meus All Stars fizeram um barulho abafado na madeira da escada. O ar estava úmido, muito úmido. A chuva chegaria logo. Apesar disso, meu corpo estava quente, e eu usava apenas uma blusa de lã, larga e laranja, por cima de uma regata.

Ouvi a buzina do lado de fora. Bufei, gritando um “Já vai” sem muita convicção. Prendi a bainha da faca que Chris me dera no cinto, a lâmina quente sob o couro, e a escondi com a blusa. Abri a porta, tendo um breve vislumbre do carro preto em frente a calçada. Tranquei a casa e coloquei a chave sob um vaso de flores na janela. Antigamente, era onde eu deixava.

Respirei fundo e em passos largos, fui ao carro aonde Keena e Andy me esperavam. Meu coração parecia bater na garganta, e uma voz silenciosa no fundo de minha mente continuava me perguntando se essa era mesmo a escolha certa. Tem que ser, eu respondia. Me sentei no banco do passageiro, com um aperto estranho no peito, e os dois me encararam.

- Está pronta? – A voz de Keena, alta, mas um pouco fora do tom normal, como se estivesse com o mesmo aperto que eu, perguntou.

- Tenho que estar. – Encarei os dois. Andy apenas assentiu, ligando o motor.

Percorrer o mesmo conhecido caminho era mais perturbador do que o destino em si. As lembranças do desespero de correr às cegas atrás de algo simplesmente essencial, o pânico que eu não esperava – e não deveria – chegar nem perto de sentir, especialmente por ele. Mas, as coisas eram uma grande e eterna controvérsia para mim havia muito tempo.

Andy parecia ler meus pensamentos, pois de minutos em minutos, me lançava olhares preocupados. O que ele pensava? Estaria ele em dúvida sobre nosso plano, hesitante e ponderando recuar? Ou estaria, como sempre fazia, lendo minha mente e entrelaçando nossos pensamentos? Havia ele, por algum segundo, imaginado o medo que me engoliu ao correr por essa mesma estrada em busca do que poderia ser apenas o corpo dele?

Suspirei, passando as mãos pelo rosto, implorando para que meus fantasmas fossem embora. Keena as vezes olhava de mim para Andy, e de Andy para mim, como se notasse que algo estava errado. Algo estava completamente fora do lugar, isso era óbvio. Me sentia suando frio, o pressentimento ruim tomando conta de mim.

- Estamos chegando. – Após vários minutos de viagem silenciosa, Andy declarou. Estava entardecendo, mas não podíamos ver o pôr-do-sol ao lado da estrada, as nuvens eram densas demais. Saberíamos apenas quando acabasse e tudo estivesse escuro. – Não se perceberam, mas está ficando frio.

Eu e Keena imediatamente o encaramos. Não parecia estar significantemente mais frio aqui do que na cidade, e mesmo assim, Andy não deveria estar sentindo.

- Você está com frio? – Keena perguntou, cautelosamente, o observando. Ele estava sem blusa, apenas com uma regata. Sentir frio seria normal, se ele fosse humano.

- Também não estou entendendo. – Resmungou, se encolhendo. – Não sinto frio desde que soube o que sou, mas está voltando.

- Como isso é possível? – Olhei para Keena.

- Não faço ideia. – Ela fazia uma careta, como se fosse a coisa mais bizarra que ela já tivesse visto. – Não tem nenhuma jaqueta aqui, Andy?

- Tenho em uma mochila no porta-malas. Depois pego. – Resmungou novamente. Me atrevo a dizer que ele não gostava muito das sensações humanas novamente.

Depois desse pequeno imprevisto, Andy parecia ficar mais pálido, os lábios um pouco roxos, tremendo levemente. Eu queria abraça-lo e impedir que ficasse doente, mas provavelmente seria chutada por seu orgulho.

Quase imediatamente, chegamos ao casarão. A viagem parecia ter sido especialmente mais longa, e ansiedade provavelmente os consumia tanto quanto a mim. Descemos do carro ao mesmo tempo, Andy pegou um moletom preto – do Batman – em sua mochila, o que talvez fosse suficiente, e logo estávamos nos portões enferrujados. Nós três estacamos ali. Por motivos semelhantes, acredito.

- Seja qual for o motivo do Andy estar com frio... – Keena começou, sem tirar os olhos das janelas escuras do casarão. – Provavelmente vamos encontrar aqui. Já vou deixar claro que, nunca havia visto nada do tipo, e não sei porque está afetando apenas ele.

- Vamos continuar. – Andy insistiu. – Se não continuarmos agora, talvez quem quer que tenha nos convidado não seja tão discreto na próxima. E eu realmente não quero a escola ou minha família envolvidos nisso.

11Ele estava certo. Agora, tínhamos o que precisávamos. Um motivo que nos forçava a seguir em frente, sem hesitar. Tínhamos a quem proteger. Tínhamos nossas histórias na ponta da língua, o heroísmo tomando nossos peitos.

Sem falar nada, apenas me aproximei do portão. Da última vez, um cadeado velho e enferrujado – porém forte – impedia a passagem de quem não tivesse a chave. E algo me diz que havia algo mais protegendo o lugar. Mas agora, o objeto estava caído no chão, como uma pilha de ferrugem, e as barras de ferro pareciam mais fracas do que deveriam, como se o que protegia o lugar tivesse ido embora. Olhei pelo Duat. O casarão parecia especialmente infestado, em comparação a última vez, e era como se uma fina névoa deixasse o ar mais pesado. Eu diria que o lugar era protegido, por ser um atrativo para espíritos, mas alguém havia simplesmente destruído isso. Não sei se deveria ficar feliz ou me jogar do precipício por minha intuição estar certa e tudo isso ser sobrenatural.

Sem mais delongas, empurrei os portões, e decidi tomar a frente, ao menos uma vez na vida. Cautelosamente, caminhei pelos arredores, tentando não perder nada que se movesse de vista. Andy e Keena fizeram a mesma coisa. Eu podia ouvir nossas respirações descompassadas, e tinha quase certeza de que eles podiam ouvir meu coração batendo, tentando sair por minha garganta. A adrenalina estava novamente por minhas veias, mas não era uma sensação boa dessa vez. Queria que parasse, para que eu pudesse me acalmar e pensar um pouco. Meu fôlego não se normalizava, e eu estava transpirando. Qualquer barulho ao meu redor me fazia virar rapidamente, mas nada aparecia. Estávamos completamente sozinhos, além dos espíritos. Não havia ninguém. Demos cinco voltas no casarão, e nada.

- Não tem ninguém aqui. – Murmurei, e minha voz saiu mais trêmula do que eu esperava.

- E se for dentro do casarão? – Andy murmurou de volta. Eu e Keena engolimos em seco. Não sei exatamente porque estávamos murmurando, apenas me parecia adequado. Encarei o casarão como se fosse minha prova de matemática. Não gostei nem um pouco da ideia, mas era simplesmente necessário tentar. Então nem precisamos responder. Já estávamos todos rumando, contragosto, para a mansão.

A porta de entrada era enorme, feita de madeira escura. Deveria ter sido muito bonita um dia, mas estava apodrecida e estragada pelo tempo. A madeira estava úmida, e o cheiro que exalava era estranhamente reconfortante, mesmo que não fosse o melhor. Me lembrava de algo, mas eu não conseguia forçar a memória até isso. Como um sonho antigo, vívido, no qual você se lembra de todas as sensações, porém não do sonho em si. Frustrante e reconfortante.

Na pequena varanda, a madeira podre rangeu sob nossos pés. Eu fui a primeira a subir o degrau, e tive o cuidado de ir levemente. Não ficaria surpresa se as tábuas se despedaçassem abaixo de nós. Andy veio logo atrás de mim, e então Keena. Nossas respirações estavam lentas e controladas, quase parando, mas eu quase podia ouvir nossos corações acelerando. Tentei abrir a porta, a maçaneta de bronze fria e úmida pela grossa camada de neblina que cobria todo o local. Surpreendentemente, estava aberta, e a porta se abriu com um rangido, como se fosse cair a qualquer segundo. Olhei para Andy, esperando a deixa para ver quem entraria na frente. Nenhum de nós se sentia muito corajoso. Ele apenas arqueou uma sobrancelha, num claro “eu não vou na frente nem se me baterem”. Bufei, mais para mim mesma, e me chutei mentalmente, tentando ser menos covarde, e entrando num passo firme.

Ao contrário do lado de fora, não havia nada próximo de uma brisa no lado de dentro, e o ar estava pesado e sujo, como se fosse o mesmo de décadas atrás, preso ali dentro por todo esse tempo. A garota estava mesmo aqui? Começava a suspeitar que não. Não dava para respirar aquilo por muito tempo. O mofo subia pelas paredes de uma forma sombria, e resquícios do que talvez um dia tenham sido móveis de luxo da classe alta eram agora pilhas de lixo molhado, velho e irreconhecível no chão. Em cada canto mais escuro, um vulto diferente, espíritos inquietos e incomodados por nossa visita; e tudo estava tão sujo e podre que eu não sabia dizer a cor exata de nada. Alguns poucos feixes de luz pálida iluminavam precariamente o lugar, entrando por algumas vidraças quebradas ou menos manchadas e por alguns buracos nas paredes. Por uma janela quebrada, uma árvore invadia a sala, os galhos perigosamente afiados subindo até o andar de cima, se enroscando nos tijolos, e as raízes grossas quebrando o piso e, pouco a pouco, derrubando o casarão, como se não fosse bem-vindo, lentamente expulso. Tudo estava tão molhado pelas frequentes tempestades de Deadwood que nem se via poeira no lugar. Apenas mofo e mais mofo; apenas a natureza fazendo seu trabalho, levando as monstruosidades humanas ao pó.

 

Depravação [lat. depravatĭo,ōnis, der. de depravātum, supn. do v. depravāre 'depravar'].

1. alteração prejudicial na saúde; perturbação física.

2. degradação moral; perversão, corrupção.

3. fig. decadência, decaimento, declínio.

 

Dei alguns passos, e agora estávamos todos no casarão. Numa troca de olhares, decidimos olhar o andar de baixo primeiro. O lugar inteiro estava na mesma situação, desmoronando, e nada indicava nenhuma presença viva lá. Tudo o que e sentia – e eles também, acredito; era a estranha sensação de que algo não havia acabado, ou ao menos, havia acabado mal ali. E ficaria assim, porque mortos não podem, ou melhor, não devem voltar.

Depois de vasculhar todo primeiro andar, não encontramos nada. Não tenho certeza se deveria me sentir grata ou idiota por isso. Mas, ainda havia o segundo andar. Que ótima notícia. Ou não.

Nos sentíamos como rebeldes condenados à forca conforme subimos as escadas úmidas e apodrecidas; sabíamos que não deveríamos estar ali, mas o orgulho e o heroísmo dançava em nossas mentes, nos convencendo de que era o certo. Alvos marcados e mortos, pois no fundo acreditávamos – desejávamos, mas nunca admitiríamos tal vontade – saber quem a garota era, como se assumíssemos que, diferente de nós, ela tivesse um lado pelo qual lutar, rezando para que ela nos convencesse de que havia certo e errado. Eu fui a frente, escondendo o medo, me dissimulando e fingindo indiferença, enquanto aquele senso protetor que acreditava ser forte o suficiente me dominava, me impedindo de ver isso como uma obrigação, mas apenas como o pleno e previsível fim, uma promessa reconfortante propositalmente mesclada a lembranças de dias melhores. Para que lutar contra o inevitável, sendo que o que tiver de acontecer, acontecerá?  Sabíamos que não éramos senhores de nossas próprias vidas, mas seguíamos em frente pela esperança de que, um dia, nos fosse dada a verdade. Queríamos transformar o futuro no passado, para que pudéssemos ser tolos novamente.

 

Equívoco [aequivŏcus,a,um 'que tem dois sentidos, ambíguo, que causa confusão'].

1. que pode ter mais de um sentido, de uma interpretação; ambíguo.

2. que é difícil de classificar.

3. que dá origem a julgamentos morais diferentes; dúbio, duvidoso.

4. que desperta suspeita(s).

5. lóg que, embora apresente um único significante linguístico, pode ser entendido em dois ou mais sentidos diferentes (diz-se de um conceito propositalmente polissêmico no interior de uma determinada doutrina filosófica).

6. efeito de equivocar-se; engano, erro.

7. interpretação ambígua.

 

Apesar de todos o pessimismo sobre nossos ombros, o segundo andar se encontrava da mesma forma que o primeiro, porém mais molhado. Admito que foi um pouco decepcionante, toda a expectativa de que algo aconteceria, e acabar assim, apenas com o forte cheiro de mofo queimando nossas narinas.

- Vocês também não encontraram nada? – Keena saiu de um quarto, as sobrancelhas franzidas, parecendo um pouco decepcionada também.

- O bilhete provavelmente não era para nós. – Andy passou a mão pelo rosto. Quase ri de nervoso pela situação. – Mas ainda assim, se não fosse para nós, acho que alguém estaria aqui, esperando outra pessoa. E além disso, eu estou com frio. Eu estou com frio. – Falou, como se fosse a coisa mais absurda do mundo. E devo admitir que se aproximava disso.

- Certo, mas mesmo assim, não faz sentido. – Bufei.

- Nada está fazendo sentido. – Keena também parecia frustrada. - Temos que fazer alguma coisa sobre quem quer que seja essa garota. Mas agora, vamos embora, esse lugar fede.

Cansados e frustrados, decepcionados pela adrenalina liberada inutilmente, saímos do casarão, que não parecia mais tão ameaçador. Passei pelo cômodo que entramos – suspeito que fosse uma sala – em passos firmes, sem me importar nem um pouco com a madeira, e agarrei a maçaneta novamente, escancarando a porta sem hesitar. Mas estaquei imediatamente na soleira, e Andy e Keena esbarraram em mim na mesma hora.

- Anda logo, retardada. – Andy empurrou minhas costas levemente, mas também parou na mesma hora em que olhou para frente. – Quem caralho é você?

Encostada em uma das colunas de madeira da varanda, os braços cruzados, havia uma garota. Ou melhor, a garota. Eu sabia, de longe, que era ela. Devia ter seus vinte anos, com cabelos castanhos raspados do lado, pele bronzeada e tatuagens. Era alta e esguia, e definitivamente alguém com quem eu não gostaria de brigar. Usava uma regata branca dos Rolling Stones, e jeans rasgados. Quando ela levantou o rosto e nos encarou, quase tive um ataque cardíaco. O azul dos olhos dela era simplesmente idêntico ao dos do Andy, e havia uma semelhança inegável nas feições naturalmente arrogantes de ambos.

- Olá, irmãozinho.

 

Clarisse

- Isso é tudo o que vocês tem? – Bufei, olhando todos os “soldados” caídos ao meu redor. Era uma vergonha eles se denominarem guerreiros.

Chris havia mandado me colocarem em forma novamente. Mas aparentemente, Nemesis não tinha muito à oferecer, e se esses fossem os soldados mais fortes disponíveis, eu ficaria enferrujada para sempre. Eles tinham um enorme pátio de treinamento, que era basicamente do tamanho de dois campos de futebol, mas com chão de cimento queimado, cercado com toda a proteção que L havia projetado por conta própria, e mais algumas centenas de câmeras – aparentemente indestrutíveis – me observando como se eu fosse um animal selvagem. Tentaram me deixar cansada de todas as formas possíveis, mas nem os 250 soldados inconscientes espalhados por todo o pátio me divertiam.

- Hoje você terá um treinamento especial. – No fundo da arena, uma velha com cara de bibliotecária apareceu, em uma câmara protegida, falando em um microfone. – Todas as câmeras serão desativadas, e você terá a chance de lutar de verdade. – Ela parecia bem irônica.

- Quem é o idiota? – Desdenhei. Chris não viria aqui, então não conseguia imaginar ninguém à altura.

- Não sei como conseguiu essa proeza, mas L está vindo aqui.

Minha respiração parou. L queria lutar comigo? Devo ter feito uma careta bem louca, porque a velhinha bibliotecária riu, maldosa, obviamente querendo ver eu me foder. Não consegui nem responder. L nunca havia se mostrado pessoalmente para ninguém, eu nem sequer sabia se era um homem ou uma mulher. Nenhuma câmera havia visto seu rosto, e nenhum ser humano, demônio ou anjo era mais inteligente do que L. Ele ou ela não vencia por força. Era mais esperto do que você, de um jeito ou de outro. Não se derrota L.

- Espera! – Berrei quando a tela se apagou. Eu poderia vencer exércitos, mas nem eu mesma era tão estúpida. Até Lúcifer respeitava L como alguém à seu nível, para não dizer superior.

Meu coração estava a mil. Mas então, como se eu não pudesse evitar, senti o sangue de Ares em mim, e meu corpo se aquecendo. Não demonstre medo, era o que ele sempre exigia, mesmo que não existisse mais. Então fiquei séria, e apenas esperei. Como se soubessem o momento exato, portas duplas de metal se abriram abaixo de onde a tela estava, revelando apenas um lugar escuro. Em todas as câmeras havia uma luz vermelha, indicando que estavam ligadas, mas elas se apagaram. Um barulho estranho balançou tudo no chão, como se algo fosse desligado. E então, alguém entrou.

Caminhando normalmente, alguém, com calça, moletom, luvas e coturnos, totalmente pretos entrou. As roupas eram largas demais para se dizer se era homem ou mulher, e a pessoa usava o capuz, cobrindo o cabelo, e tinha um cachecol, também preto, cobrindo metade do rosto, e óculos de sol escuros. Suspeitei que fosse um homem, mas ainda não podia dizer.

A pessoa parou, olhando em volta. Ele ou ela não havia nem sequer passado os olhos por mim, simplesmente observando cada centímetro do local. Fiquei estagnada, e as portas se fecharam. Me mantive séria e indiferente, por mais que estivesse entrando em pânico, até que sua cabeça se virou para mim, e quase senti seus olhos me queimando por trás dos óculos de sol. Ouvi uma leve risada, e L estava se aproximando.

Minha respiração acelerou. Enquanto andava, jogou seus óculos no chão, longe de si. Olhos azuis e brilhantes. E então, retirou o cachecol. Era um homem. Um garoto, para ser mais sincera. Parecia ter seus vinte anos. Eu estava em choque. Ele abaixou o capuz, revelando o cabelo meio ondulado e liso ao mesmo tempo, não sei explicar direito, castanho com o que pareciam mechas loiras, raspado dos lados. Retiro as luvas, e simplesmente jogava tudo no chão. Não era possível. Ele era normal demais para ser o L.

E então, ficou na minha frente. Era mais alto do que eu, talvez 1,80. Ele me encarou. Não consegui me mexer nem dizer nada. E ele apenas estendeu uma mão.

- Prazer, sou L. – Quase engasguei.

- Você não pode ser o L. – Meu tom saiu mais indignado do que eu pretendia, mas para minha surpresa, ele riu.

- O que você esperava? Queria ver um aliem, ou coisa assim? – Arqueou uma sobrancelha. Não consegui responder. E isso não era normal, geralmente eu falava até demais. – Vai me deixar com a mão assim, parado pra sempre?

- Vou. – Franzi o cenho. Ele suspirou, abaixando a mão.

- Você é mesmo difícil. – Zombou.

- Não estou presa aqui porque quero. – Retruquei, o encarando acusadoramente.

- Mas cometeu crimes porque queria. – Sorriu de lado.

- Definitivamente. – O encarei. – Você não pode ser o L. – Repeti. Ele respirou fundo, como se falasse com uma criança.

- O que tenho que fazer para te provar o contrário? – Me olhou de cima. Ele parecia infantil demais para ser um gênio.

- Já é tarde demais. – Ele pareceu surpreso. – Qual é, o L não teria mostrado o rosto. Você poderia fingir melhor.

- E porque eu não mostraria o rosto para você? – Ele estava se divertindo. Filho da mãe.

- Porque eu posso falar para qualquer um como você é, idiota. – O sorriso dele aumentou.

- Então acredita que eu sou o L?

- Eu não disse isso. – Ele arqueou a sobrancelha novamente.

- Disse sim. – Já ia retrucar, mas realmente havia dito.

- Você entendeu o que eu quis dizer. – Quase gritei. Como alguém podia ser tão irritante?

- Para que tanto estresse? – Ele riu. Seja lá quem ele fosse, ele não estava me dando tempo para pensar, e minha cabeça não parecia tão coerente quanto deveria. Ele estava me confundindo em menos de um minuto. – Querida, eu sou o L. E você pode dizer que me viu para quem quiser, mas não acreditarão. Existem milhares de teorias e fotos falsas sobre mim, suas palavras serão apenas mais uma teoria da conspiração. Caso não tenha percebido, esse corpo poderia nem ser meu. E se eu estiver mudando de forma? – Me encarou, convencido.

- Eu saberia. – Desafiei.

- Será que saberia? – Se abaixou, ficando no mesmo nível que eu e me olhando nos olhos.

- Você não veio aqui para lutar? – Perdi a paciência, deixando a temperatura do meu corpo subir e esquentar tudo ao meu redor. Ele se afastou. – Para de encher o saco e mostra do que é capaz então. – Ele sorriu novamente.

- Perfeitamente.

E, puf. Ele não estava mais ali. Simplesmente desapareceu no ar. Arregalei os olhos. Ele estava invisível? Virei para todos os lados, um pouco assustada. Sem saber o que fazer, simplesmente coloquei minhas duas palmas no chão, e uma onda de fogo passou por toda a arena. Ele literalmente havia desaparecido.

- Está fugindo, covarde?! – Berrei. E levei um tapa na nuca. – O quê? – Me virei, mas não havia nada ali. Se eu arregalasse mais os olhos, eles saltariam dos meus olhos.

E então, uma ideia brotou na minha mente. Era impossível, mas não se podia duvidar de nada no momento. Olhei pelo Duat. E, rindo da minha cara espantada, ali estava ele. Me olhando como se eu fosse uma criança boba.

- Eu já teria te matado se fosse uma luta real. Você não é muito esperta, Clarisse. – O mesmo tom provocante.

- Mas isso é impossível! Se houvesse um jeito de transitar entre a realidade e ser parte do Duat, eu saberia.

- Não, você provavelmente não saberia. – Ele riu. – Mas eu não sou parte do Duat. É só um truque simples que eu desenvolvi, estudando anjos caídos. – Suspirou, passando as mãos pelo cabelo, e olhando em volta. – Você nem consegue me atingir assim.

- Mas... – Comecei, mas parei no meio da sentença. Ele era o L. Não podia mais negar. – Como eu nunca vi esse truque antes?

- Porque eu sou o único que sabe a teoria, e é melhor assim. – Sorriu. – Quando se é fisicamente fraco, é preciso ser inteligente. Não teria chance contra você numa luta de verdade, por assim dizer.

Fiquei quieta. Provavelmente era verdade.

- Mas então porque veio aqui?

- Primeiro, preciso saber se você acredita em mim agora. – O sorriso convencido novamente. Bufei, desviando o olhar.

- Pode ser.

- Ótimo. – Sorriu mais. Era bem sorridente para um gênio do mal. – E antes de começarmos de verdade, já te aviso que, se tentar me atacar, eu vou saber disso um minuto e doze segundos antes de sua tentativa. Vai ser pior pra você do que para mim. – Me calei. Se ele era mesmo L, era o melhor a se fazer. - Entendeu? – Dessa, vez, ele ficou sério.

- Sim. – Murmurei, o observando melhor agora. Ele era magro. Esguio, mais especificamente, e até bonito. O cabelo era liso, mas levemente ondulado. Os seus olhos brilhavam, e eu tive a sensação de que ele via coisas que eu não. Me senti estranhamente inferior, mas não deixei transparecer.

- Eu não vim te ensinar nenhum truque, fisicamente falando. – Começou, num tom descontraído, andando em minha direção. – Você é forte o suficiente, e eu sei disso. – Meu corpo todo se contraiu quando ele segurou minha mão. Ele sorriu levemente, como se me dissesse para ficar calma. L me puxou um pouco, se sentando no chão, pedindo para que eu sentasse também. Cruzou as pernas, de uma maneira infantil, e eu fiz o mesmo, meio confusa. – Mas está indo para Bellona. E eu projetei aquele lugar. – Engoli em seco. Parecia mais ameaçador quando se falava assim. – Cada centímetro de lá vai tentar matar vocês, e as pessoas que estão lá não são normais. Mas, não quero que morram. – Franzi o cenho.

- Por que não? – Ele passou a língua entre os lábios, desviando o olhar momentaneamente.

- Tenho meus motivos. – Desviou o assunto. – De qualquer forma, estou aqui para te ajudar com a parte teórica. Até agora, você é a mais forte do grupo. Preciso que tenha conhecimento do que vão enfrentar, e preciso que todos voltem vivos. – O encarei. Fiquei curiosa, por algum motivo. – Vou lhe passar um mapa, e explicar sobre os lugares mais perigosos. E também, uma lista de prisioneiros permanentes que dominam Bellona. Quero que você preste o máximo de atenção possível, e não se esqueça de nada.

L estendeu uma mão, e um papel dobrado apareceu em sua mão. Ele o abriu entre nós, revelando um enorme mapa.

- Bellona é uma ilha. Fica dentro do que chamam de “triângulo das bermudas”, e é inalcançável para população normal ou qualquer um que não tenha permissão de entrar. – Começou. – Tem aproximadamente, o tamanho de Orlando e o Brooklyn juntos, além de ter 6km de água a rodeando.

“Falando das regras de como vocês ficarão lá, é bem simples, teoricamente. Não podem sair antes do período combinado, e nós não vamos interferir em nada. Se alguém morrer, não podemos parar. A entrada e saída de Bellona são todas restritas e periódicas. Estão tendo benefícios em relação à outros lá dentro, ganhando um mapa e armamento por nossa conta. Mas não significa que será fácil.”

L explicou tudo. Sobre como haviam pessoas lá dentro por vontade própria, armados até os dentes e dominado o território. Explicou que, lá dentro, era uma completa e definitiva anarquia. As coisas funcionavam do jeito que quiséssemos, e ninguém faria nada sobre isso. Explicou que existem grupos extremistas lá dentro, sejam religiosos ou políticos, eles nos matariam se tivéssemos opiniões diferentes. Precisávamos estar prontos.

Quanto mais ele explicava sobre a selvageria do lugar, mais eu temia tudo. Era um campo de batalha vivo, que nos queria mortos. Era uma abominação, construída e programada por ele. Por dentro, eu sentia que Chris havia amarrado uma corda em meu pescoço ao me pedir para ir. Por fora, eu fingia indiferença. Era sempre assim. Mas aquele lugar era monstruoso. E eu teria de sobreviver lá, e fazer três crianças saírem vivas também. Não tinha certeza se eu era capaz.

- Clarisse? – L me chamou, e só então percebi que havia me pedido em meus próprios pensamentos. – Vou te levar comigo para uma outra arena, uma de simulação. Vamos cercar no mapa as áreas mais pacíficas, e vocês se limitarão à elas a todo custo. Vou te ensinar a sobreviver em cada uma delas. Estamos entendidos?

- Sim. – O encarei.

- Ótimo. – Ele dobrou o mapa, e o mesmo desapareceu novamente. – Agora, o que acha de desfazer a pose de durona? Podemos ser amigos. – Ri, desdenhando. – Qual é, não seja birrenta. – Ele se levantou e me estendeu a mão novamente, para me ajudar a levantar. O encarei com uma sobrancelha arqueada. – Gosta de jogar? Quer perder para mim no Mortal Kombat e engordar alguns quilos sendo nerd comigo? – Pareceu mais tentador.

- Você vai perder tragicamente. – Segurei a mão dele, me levantando e o olhando nos olhos. – Vamos logo.

 

“Eu sou o filho da raiva e do amor, o Jesus do Subúrbio. Da bíblia do Nenhuma das Opções Acima, numa dieta estável de refrigerante e ritalina. Ninguém nunca morreu pelos meus pecados no inferno, até onde eu sei. Pelo menos os que foram embora comigo. E não há nada de errado comigo, isso é como eu deveria ser na terra do faz de conta que não acredita em mim.

Consigo o reparo da minha televisão sentando no meu crucifixo na sala de estar no meu útero particular, enquanto as mamães e os papais estão distantes. Ao apaixonar-se e endividar-se por álcool e cigarros e maconha, para me deixar louco usando a cocaína de outra pessoa. E não há nada de errado comigo, isso é como eu deveria ser na terra do faz de conta que não acredita em mim.

No centro da Terra, no estacionamento. Do 7 até o 11 onde eu fui ensinado, o lema era apenas uma mentira. Ele diz: sua casa é onde o seu coração está, mas que pena, porque o coração de todos não bate igual. Estão batendo fora de ritmo.

Cidade dos mortos, no final de mais uma rodovia perdida, placas apontando para lugar nenhum.

Cidade dos condenados, crianças perdidas com rostos sujos, hoje ninguém realmente parece se importar.

Eu li a pichação na parede do banheiro, como as sagradas escrituras em um shopping center, e ela parecia confessar. Não dizia muito, mas apenas confirmou que o centro da Terra é o fim do mundo. E eu não poderia me importar menos.

Cidade dos mortos, no final de mais uma estrada perdida, placas apontando para nenhum lugar.

Cidade dos condenados, crianças perdidas com rostos sujos, hoje ninguém realmente parece se importar.

Eu não me importo se você não. Eu não me importo se você não. Eu não me importo se você não se importa.”

Green Day


Notas Finais


Espero que n esteja uma bosta mt fedida, mas uma razoável
Perdoem minha auto-estima tão alta quanto o Daniel Radcliffe, to com sono
obrigada por me aguentarem, bjs <3


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