História Encruzilhada - Interativa - Capítulo 2


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Palavras 1.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, LGBT, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Spoilers, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Resolvi escrever um prólogo, para mostrar uma pontinha do que aconteceu e para apresentar um dos protagonistas para vocês. Eu escrevi isso no intervalo da escola, então perdoem qualquer erro.

Capítulo 2 - Prólogo


Silêncio. Nada mais que o som das respirações preenchia o ambiente. Os três homens, um sendo apenas um rapaz, estavam extremamente concentrados. Olhares nas cartas e adversários. Era a última rodada de apostas. Nenhum dos três gostava de perder, porém o rapaz, Euros, tinha uma motivação adicional. Ele analisava suas cartas e os semblantes de seus adversários com extrema atenção. Tentando captar cada microexpressão. Seu pai com toda certeza possuía um conjunto de cartas muito bom, era evidente em seu olhar, mas seria melhor que o seu? Só o tempo diria. Chas, por outro lado, olhava preocupado para suas cartas. Sabia que iria perder tudo o que havia apostado até então. Ele fazia uma prece silenciosa para que aquilo parasse ali mesmo. Ainda que ele soubesse que seu pedido jamais seria atendido. 

— Eu subo. — declarou após o momento de silêncio. Sua voz era audaciosa. Não tinha nada a perder, mas tinha tudo a ganhar. Ouviu o pai rir e o tio reclamar. 

— Sobe? Eu nem lembro como você cobriu as apostas até agora! - Constantine parecia indignado com o filho. Ele ainda vivia às custas da mãe! O que ainda tinha para oferecer depois de apostar sua coleção de vinis? — O que você tem aí? A guitarra do Steve Jones? — fazendo referência ao guitarrista da banda Sex Pistols. 

— Você me conhece, eu prefiro Ramones. 

O loiro rolou os olhos com a brincadeira do filho, tragando seu cigarro em seguida. Não se deixaria distrair por aquilo. Não de novo. Ao deixar a fumaça escapar de sua boca, deixou ir com ela toda vontade de se engajar naquele debate. 

— Boa tentativa, mas eu já aceitei que não vou conseguir colocar juízo nessa sua cabeça. Vai apostar o que? 

Euros se divertiu por um momento. Estava certo de que John apostaria exatamente o que ele queria. Não teria escolha. — O grimório que eu roubei do Fausto. — diz com um sorriso vitorioso. — Acho que pela raridade, isso vale mais que qualquer objeto que você tenha...

De fato. Aqueles meros feitiços quase haviam custado o pescoço do rapaz. Não só por Fausto, mas pensou que sua mãe o mataria também. Ele nem sequer havia tido tempo para estudá-los, não com as provas finais da faculdade tão próximas. Porém, pelo afinco com o qual Fausto o havia perseguido, sabia que aquilo só poderia ser interessante. E valioso. 

— Eu não sei por que eu ainda tento jogar com vocês dois… — Chas suspira. Sabia que era sempre assim com os Constantine. Altas apostas e muito prejuízo. — 'Tô fora. — jogando suas cartas na mesa. Ele trataria de fazer algo mais interessante. Talvez compensar suas perdas bebendo o valor equivalente em bebidas que pertenciam a John. Qualquer coisa era melhor do que continuar a perder dinheiro. 

— Sabe que essa casa inteira é minha, né, garoto? 

— Concordamos em nunca apostar a casa. Nem o que veio com ela... 

O sorriso que a pouco havia sido desenhado pelos lábios do mais velho sumira completamente, só para que o outro passasse a sorrir em seu lugar. A batalha estava em parte ganha. O loiro apostaria o que o mais novo tanto queria. Ele nunca fugiria do jogo. Agora era apenas uma questão de sorte. Confiar no coração das cartas... 

— Hm... Eu sei muito bem o que você quer... Ok, então, garoto. Eu aposto aquela minha coleção feitiços que você tanto me pede. 

— Os que você proibiu? — perguntou, se fazendo de desentendido. Estava se divertindo tanto com a situação, com o jogo em si, que talvez nem se decepcionasse tanto caso perdesse. A não ser pela coleção de vinis, dessa sentiria muita falta... Ok, talvez perder não fosse uma opção... Havia apostado metade de suas posses, suas mesmo. As que havia comprado com o dinheiro que ganhava trabalhando no café. Não ousaria gastar o dinheiro de sua mãe em apostas. Mesmo aquela. 

— Você sabe que sim. — Cedendo de vez. — Mas não faz diferença, por que dessa vez está sem sorte, filho. — Recuperando seu sorriso convencido, como se houvesse repentinamente lembrado que ainda poderia ganhar, ele mostra as próprias cartas. — Full house, garoto. 

Euros observou as cinco cartas na mesa. A sorte, que raramente lhe sorria, parecia estar de bom humor. 

— Que graça... — Provocou. A expressão do outro mudou tão rapidamente, que seu riso foi impossível de ser segurado. Fez questão de repousar suas cartas na mesa viradas para o mais velho, como se as tivesse exposto como um troféu. E realmente estava. O atestado de sua vitória. — Straight flush. Acho que sua sorte acabou, pai. 

— Maldição... — A frustração era não apenas a de ter perdido, mas também uma antecipada, pela bronca que Zatanna lhe daria por permitir que o garoto tivesse acesso a livros com feitiços tão perigosos. — Não trapaceou não? — Ele sabia que não. Por mais habilidoso que o filho fosse nas artes místicas, ele era mais. Contudo a pergunta era como um último fio de esperança que teimava em romper. 

— Passa 'pra cá... Aposta é aposta. 

— Não conte para sua mãe.... — Já se adiantou. — Toma muito cuidado com o que você vai fazer. — No final das contas, Zatanna tinha razão. Não era o tipo de coleção que você deixa um garoto 19 anos ler. Mas Euros era esperto. Tomaria cuidado. Infelizmente, o garoto estava certo. Aposta é aposta. — Não faça nada sem me consultar. Nada. 

Assim que o garoto concordou, com um gesto de mão de Constantine uma grande e pesada caixa de madeira foi envolvida por uma luz amarelada, levitando até pousar ao lado do garoto. Quando ela tocou o chão, fez um barulho abafado e jogou para cima uma nuvem de poeira, mas o mais curioso, a casa toda tremeu, como em um terremoto. Exceto que terremotos não poderiam atingi-los ali... E obviamente que a caixa não seria tão pesada. 

As luzes piscaram, e a estrutura tremeu como um chihuahua. Das estantes despencavam livros e objetos antigos. Mesmo algumas bebidas de John que estavam em um balcão caíram ao chão com o forte tremor. O mais velho foi o primeiro a agir, puxando consigo o filho para de baixo de uma mesa próxima. 

O terremoto pareceu durar uma eternidade, mas quando enfim acabou eles saíram de de baixo da mesa, limpando a poeira das roupas. Estavam bem. Constantine gritou o nome do amigo e este logo chegou, estava inteiro. Apenas resmungando. 

— O que vocês fizeram dessa vez, hm? 

— É só um palpite, mas acho que não foi a gente. — John diz humorado. — A não ser que aquela caixa seja mais pesada do que pensei...

Pai e filho riam enquanto observavam um Chas totalmente perplexo. Mas os sorrisos dos dois logo se perderam quando pararam para avaliar a situação em suas respectivas mentes. 

O homem loiro seguiu apressado em direção a porta. O garoto atrás de si. Ao abrir, a Casa estava localizada em Leeds, na Inglaterra, onde Euros morava e estudava. Mas algo estava errado. A cidade estava coberta por fumaça, fogo e luzes vermelhas da polícia e bombeiros. O som de pedidos de ajuda se mesclava de forma horrenda com as sirenes. Parecia que uma guerra havia passado pela cidade. O tremor deveria ter sido muito mais intenso fora da casa.

— Mas que porra? — Foi tudo o que o mago e exorcista de cabelos loiros conseguiu proferir. Algo estava terrivelmente errado. Em sua alma, sabia que o terremoto não era nem de longe o pior dos problemas. Nunca era apenas um maldito terremoto, era?







Notas Finais


Espero que tenham gostado! Ah! Eu fiz uma atualização na ficha... Incluam como é a relação do personagem com a família na área destinada à mesma.

É isso!


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