História Encruzilhada - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Casamento, Guerra, Naruto, Reis, Sasusaku
Visualizações 347
Palavras 3.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, hihi, eu tô viva!
Não tenho nem coragem de pedir desculpas pela demora. Sei que é errado, mas essa sou eu.
Lerdinha, lerdinha.

O capítulo está curto, incompleto (tô postando apenas capítulos incompletos nesse mês). Sabe, eu tenho ao todo 5 mil palavras, mas a partir das 3 mil, o negocio começou a ficar duvidoso. Não tem o drama e a dor necessários sabe?! Falta algo ainda e por isso eu decidi postar logo a parte que está pronta, porque sabe Deus quando eu vou conseguir deixar o restante realmente agradável.

Tem uma citação no começo do capítulo e vocês só entenderão como ela combina com nossa Sakura a partir do próximo (que será a continuação desse).

Sem mais, boa leitura e até breve :**

P.s essa não será uma fic tão longa, por isso que as coisas acontecem de forma tão rápida, kkkkkkkkkk só as atualizações que não, mas enfim... Esse primeira parte relata o decorrer de alguns meses ok?!

Capítulo 9 - Capítulo VIII


Encruzilhada

Por ~ Merlin

 

“Ela era a escrava empalada em praça pública por crimes que não cometera, tão-somente por nascer quem nascera. Por ser quem era mesmo não podendo ser realmente. E mesmo escondida o destino a achou tão-somente para mostrar que dele não se foge, não importa o que se faça. ”

(A Ordem da Rosacruz)

 

 

 400 a.c.

Persépolis – Palácio

 

                Certezas são nada mais do que fragilidades que desaparecem em contado com a água. Elas se esvaem com o vento, somem no horizonte e surgem novamente em nossos corações a cada nova amanhecer.

                Sakura havia descoberto isso.

                Nunca houve em sua vida algo chamado esperança. Tudo sempre foi definido por sua força, sua coragem. Seu próprio direito a existência era baseado nisso. Lutar ou morrer.

                Seguir até a Pérsia seria mais uma de suas lutas. Uma parte difícil de seu caminho, porém, ela já não possuía mais certeza quanto a isso.

                Meses haviam se passado, agora ela era conhecida como a princesa da Pérsia. Alguém cuja passado parecia soterrado sob os milhares de grãos de areia que formavam aquele reino.

                Um mês havia passado desde o dia que mudara tudo. Sasuke havia visitado seu leito e enfim, rasgado sua carne, tornando ambos, um único ser. Ela estava preparada para aquele dia, apesar de o ter adiado, fugindo desesperadamente. Renegando mais uma ordem de seu pai.

                Contudo, desejos que ela desconhecia dominaram seu corpo. Sua pele queimava e algo em seu íntimo era corrompido. Seu coração havia implorado para que ela não cedesse aos pedidos indevidos de sua carne, entretanto, ela não lhe deu ouvidos.

                Enquanto seu corpo era preenchido pelo general, apenas a dor bagunçava seus sentidos. Não havia para ela, prazer nos movimentos. Suas unhas cravadas na carne do homem não eram nada se comparados ao que ela sentia. Gritos rompiam de seus lábios sem pudor algum, como se apenas através deles, sua dor fosse se esvair. Sua alma parecia estar sendo arrancada de si e sua carne e coração, esqueceram das próprias verdades; a parte que tanto havia clamado pelo toque, tentava repeli-lo, e aquele que pedira infinitamente para que ela não se entregasse, se encontrava agora, presa por vontade própria nas garras do inimigo.

                No fim, Sasuke não havia dormido nós braços dela. Ele velara seu sono por horas, para enfim seguir seu rumo, deixando para ela apenas seu coração.

                No outro dia, ordens de que não deveriam a incomodar foram seguidas, sendo Sakura desperta pela brisa da solidão. Estava sozinha, imersa nos lenções, a agonia entre suas pernas a ferindo como brasa morna não machucava, mas estava presente para lhe lembrar o que aconteceu. Não havia sido um sonho.

                O sol já coloria o céu e iluminava mais um dia. As pessoas a olhavam de formas diversas, uma mistura de sentimentos que Sakura não buscou entender. Já estava confusa com os seus não precisava, portanto, se preocupar com os alheios. Eles que o fizessem.

                Não chegara a ver Sasuke durante aquele dia, tão pouco o próprio irmão. Pensou em perguntar sobre eles, especialmente sobre o marido, quando sentara na companhia de Alexia em alguma hora daquele dia, entretanto, ela nunca havia feito tal coisa e sentia uma estranha vergonha em fazer isso agora.

                Passou então o dia em uma eterna espera, ansiosa e temorosa pelo que desejava. Ansiava por vê-lo mesmo que não soubesse o que aconteceria quando se encontrasse e talvez, fosse por isso que o temor era bombeado junto ao sangue de seu coração. À noite não deveria ter significado nada para ela. Apenas mais uma batalha vencida, porém, seu coração curioso havia seguido por um caminho sem volta. Sua sina a partir daquele momento seria caminhar rumo a felicidade ou retroceder seus passos para se afogar na solitude que sempre foi sua vida.

                Não importou, entretanto, a escolha que ela fez. Sasuke não apareceu na noite daquele dia, nem nas noites que se sucederam. Ele parecia ter se esvaído junto de todas as certezas que Sakura possuía. Desaparecido entre as areias.

                E no quinto dia, já prestes a renegar todos os sentimentos que brotavam em meio a seca de seu coração, o vento rebateu forte em seu rosto. Os grãos de areia deslizaram por seus lábios e ela se achou a mais tola entre as mulheres. Sasuke, havia voltado para beija-la.

                Ela não o via a dias. Nem quando a lua iluminava o céu, ou quando o Sol despejava sobre a terra seu calor. Chegou, portanto, a achar que ele havia mesmo se esvaído, morto e levado pelo vento.

                Uma loucura. Amor.

                Ela estava no pátio, decidida a voltar para o abrigo das paredes quando Alexia surgiu sorridente. Segurando em suas mãos e juntando seus corpos.

— Eles retornam hoje — Ela disse, tão alegre que Sakura duvidou de sua sanidade. — Estou com tantas saudades. Você também deve estar...

                Ela falava sem parar, não que isso fosse algo novo, porém Sakura estava sem entender nada. Não que isso também fosse de se estranhar, já que na grande maioria das vezes ela não entendia sobre o que Alexia falava.

— Do que você fala? — Resolveu perguntar. Estava envolvida demais na própria loucura para tentar desvendar a da outra.

                O sorriso de Alexia vacilou por um mero segundo, para depois renascer ainda maior. — Do meu marido... e do seu. — As mãos de Sakura foram mais apertadas e a futura rainha possuía algo a mais no olhar agora. Algo que Sakura não demorou a entender.

                Porque todos pareciam saber o que havia acontecido?

                Sakura foi arrastada por Alexia, qual afirmou veementemente que elas precisavam banhar-se em águas com flores, perfumar suas peles com óleos e trançar com fios de ouro seus cabelos. E assim foi feito.

                Antes da lua atingir o alto dos céus o banquete de boas-vindas já estava sendo servido. Sakura e os outros membros da família real já haviam recebido os dois príncipes, que haviam escoltado Hidan até o mar. Este que voltara para casa sem se despedir da irmã.

                Sakura bebericava do vinho enquanto sua mente lembrava-a do sorriso que Sasuke dera quando a viu. Ele pareceu verdadeiramente feliz. Suas bochechas não perderam a coloração vermelha nem por um segundo desde aquele momento, e sempre que seus olhos se encontravam novamente, o sangue parecia se concentrar ainda mais naquela região.

                 A fala da rainha Mãe também contribuía para seus pensamentos indevidos. “Meu menino parece um homem apaixonado. ” Fora essa a frase que escorregou sussurrada pelos lábios de Mikoto quando Sasuke desceu de seu cavalo, com o mais largo sorriso que já o vira dar, e com os olhos unicamente focados em Sakura. E por fim, reverencio-a, beijando-lhe a mão.

— Eu já disse que você está linda? — As bochechas esquentaram ainda mais. Os pensamentos que a distraiam e deixavam-na feliz se tornaram um tormento. Sasuke teria sido capaz de ouvi-los? Pelos deuses, ela sequer havia percebido sua chegada.

— Sim... — Ele já havia lhe tecido inúmeros elogios. Sobre sua beleza, seu cheiro, seu cabelo e sobre coisas que apenas ela foi capaz de entender, pois estas, foram sopradas apenas em seus ouvidos.

— Venha comigo...

                E então ele a levou. Levou-a mais uma vez para um mundo diferente, aonde nada importava. Por fim a dor transformou-se em prazer, as noites tornaram-se quentes e os dois, meros peões que sucumbiram ao destino.

 

[...]

 

                Sakura procurava na cozinha do castelo, algo que pudesse aliviar sua fome. Não gostava de ter pessoas a servindo ou a seguindo por todos os lados. Todos já haviam entendido isso.

                As criadas até debochavam dessa forma peculiar. “Ela parece um soldado. ” Era isso que elas diziam. Sussurravam. Isso a incomodava.

                Estava mais sensível, talvez até vulnerável. Os antigos costumes aos poucos desapareciam, as ameaças se tornavam lembranças distantes e seu antigo lar e tudo que referia-se a ele se quer parecia existia.

                Seus dias se tornaram calmos. Caminhar, observar e amar. Era apenas isso que ela fazia e nunca em sua vida se sentiu mais completa. Mais feliz.

                Os dias passavam lentamente e por ela, eles deveriam ter parado. O mundo e tudo que nele existia deveria dormir, para que apenas ela e seu general pudessem desfrutar dele.

                Sasuke também havia mudado. Estava até gentil segundo seus próprios soldados, que aliás, desenvolveram certo apreço pela princesa. O passado era para eles apenas isso. Passado.

                Sem rancor. Sem ameaças. Sem medo.

                Sakura caminhava entre eles livremente, indo e vindo como se fosse igual a todos e quase todos a viam dessa forma.

                Ela observava Sasuke treinar os novos homens, as vezes até era convidada a se juntar a eles, e por vezes ela negava. Com o tempo se esqueceu como era segurar uma espada, tirar uma vida. Separar cabeças.

Ela havia enterrando com felicidade os dias escuros.

                Aprendia dia após dia sobre novas coisas, ensinada como se fosse uma criança.

                Seus cabelos alcançavam agora seus ombros e ela os deixaria crescer ainda mais, não porque gostasse deles daquela forma, mas sim, porque isso era uma das coisas que o marido a havia pedido quando em seu quarto.

                Eles não dividiam o mesmo quarto, contudo, compartilhavam todas as noites da mesma cama.

                Havia os dias em que ele demorava a aparecer, e o cheiro do vinho dominava por seu corpo quando finalmente ele atravessava pelas portas de seu quarto, nesses dias, ele era o mais devoto de todos os homens.

                Tocava seu corpo com demasiado zelo. Beijava sua pele e lhe fazia caricias que a deixavam tonta. Se enterrava entre suas pernas e lá, no mais íntimo de seu ser ele a possuía, como se ela fosse uma deusa.

                Derramava de sua semente dentro dela e desejava de todo o coração, que um fruto fosse gerado daquele amor. Sim, ele a amava.

                Todos os dias. Em todas as horas.

                Mesmo quando ela aparecia brava e o obrigava a segui-la para onde quer que fosse. Ou quando estava bebendo com seus homens e estes riam, contando como o temido general havia sido dominado.

— Você já foi um homem temido? — Naruto perguntava, tão bêbado que mal se matinha sobre as pernas — Deve ter sido a muito tempo, pois eu sequer lembro.

                Todos sempre sorriam.

                Parecia que finalmente a paz havia chegado para os persas.

                Mas os ventos mudam depressa e, apenas um grão de areia soprado errado, pode mudar o destino do mundo.

 

[...]

 

                A noite estava fria. Sakura repousava o corpo cansado sobre o peito de Sasuke, ele partiria na manhã seguinte. Iria mais uma vez para longe dela, porém, dessa vez seu coração se encontrava temeroso. Algo de ruim pairava no ar, ambos sentiam isso.

                Talvez fosse esse o motivo que os deixava tão silenciosos. Ela não havia gritado seu prazer naquela noite, apenas gemido em seu ouvido, apenas para ele.

                Olhava para cima como se através das pedras fosse ser capaz de ver o céu. As estrelas. Ah! Ela gostaria que ele falasse das estrelas mais uma vez e dessa vez, ela decoraria cada palavra, cada traço, cada mínimo detalhe que ele a mostrasse, contudo, ela não possuía a coragem para pedir por isso ou apenas desejava que ele fizesse tal coisa por vontade própria, igualmente a primeira vez.

— Você está tão silenciosa — ela realmente estava, assim como ele na verdade. — Você sabe que eu sempre vou voltar para você...

                Sasuke entendia de suas preocupações mesmo que ela não houvesse as, verbalizado.

                Um suspiro escapou pelos lábios da mulher, enquanto ela se abrigava de forma melhor sobre o corpo do homem. Sabia que dormiria em seus braços, assim como sabia que acordaria sozinha no dia seguinte. E apenas naquele dia ela desejava que as coisas fossem diferentes.

— Eu gostaria de pedir algo. — Sua personalidade havia mudado com o passar dos meses, e mesmo Sakura se surpreendia quando se pegava temerosa de falar algo para o marido. — Não quero acordar sozinha...

                Não havia sido bem um pedido, ela apenas disse o que queria da forma mais sutil que conseguiu. Sasuke sorriu enquanto a abraçava fortemente, lhe dizendo mesmo que sem palavras que seu pedido, seria concedido.

                E assim foi que ambos se perderam no mundo dos sonhos, aquecidos um pelo calor do outro.

                Entretanto, quando sobre o pátio de pedra, observando o amado partir junto de seus homens, banhada pelos raios de Sol, Sakura apenas sentia frio sobre sua pele. O coração parecia comprimido no peito e seus sentidos gritavam para ela que tudo seria diferente depois daquele dia.

— Volte para mim, Persa!

                As palavras não alcançariam Sasuke, mesmo que os vento as carregassem pelas areias. Contudo, ele voltaria para ela e Sakura, desejaria nunca ter feito tal pedido.

[...]

                Murmúrios de traição era o que havia levado os dois Príncipes da Pérsia a deixaram sua casa e suas mulheres para trás. Dias haviam se passado sem nenhuma notícia deles.

                Até mesmo Alexia parecia preocupada com a demora, certo que, ela fazia o possível para não transparecer tal fato. Ela seria uma rainha um dia, e Sakura já percebia como desde agora ela tentava se portar como tal.

                Os ânimos entre todos não pareciam os melhores e, mesmo a rainha e o rei, os quais Sakura pouco via ou ouvia, haviam discutido naquele dia. A rainha Mãe desejava que alguém fosse ao encontro dos filhos, já que estes não retornaram ou mesmo responderam as mensagens enviadas, entretanto, o homem parecia irredutível quanto a isso. Sakura o entendia.

                Os Príncipes haviam partido com grande parte do exército, deixando a capital quase desprotegida. Havia sim muitos homens ali, mas não o suficiente e era impossível que o rei abrisse mão de uma quantidade, mesmo que pequena, daqueles guerreiros.

                Houve um momento entre aqueles dias que a própria Sakura decidira que iria averiguar o acontecido, contudo, ela não conhecia aquelas terras e precisava, portanto, de um guia. Fora o fato de que não poderia sair do castelo ou mesmo da cidade sem avisar o soberano daquele lugar.

                Já estava certa de que faria isso, portanto, já trajava roupas consideradas indevidas para uma princesa naquele lugar e em muitos outros. A calça em tom negro levemente mais folgada que a de um homem, entrava em contraste com o colete marrom e de alças grossas que desenhava seu corpo e escondia parte da chemise, também negra e com mangas compridas. Os cabelos, velavam algumas tranças finas e outros fios ainda soltos e revoltos. Os olhos, marcados de preto e o machado, ganhado de presente do irmão, preso na costa pela alça que levava consigo. Nos punhos, por cima da manga da Chemise, braceletes negros eram usados, três de cada lado e podia-se ver as laminas afiadas que seguiam por cada um deles.

                Ela se sentia desconfortável, não pelas roupas, mas por perceber que aquela que caminhava por ali, e que todos pareciam estranhar ao observar, era a sua verdade. Sentiu isso ao passo que vestia cada peça, ou mesmo quando sua mão deslizou pelo capo do machado e sentia novamente agora, enquanto seguia pelos corredores até o trono do rei.

                O passado soterrado, reerguia-se cheio de força, rasgando as camadas de felicidade que ela havia construído com o passar dos dias. A angustia que a acompanhava desde a partido do amado se tornava sufocante, gritando em seu ouvido que ela não caminhava para salvar o homem que possuía seu coração, mas sim, para a própria morte.

                Mesmo que os guardas entranhassem seus trajes, nenhuma deles lhe impediu quando ela rompeu pelas portas de madeira que davam acesso ao salão. Fugaku havia sido convocado por sua nora, a filha de seu pior inimigo, e ele estava um tanto curioso. Isso apenas piorou quando ele a observou; completamente diferente de quem ele estava acostumado a ver.

                Via a jovem poucas vezes, entretanto, em cada uma delas ele perguntou a si mesmo de onde surgiram tantos boatos hediondos sobre ela; e mesmo que agora ela estivesse vestida como uma guerreira, ele ainda não conseguia enxergar em seus olhos o demônio que os homens tanto cantavam.

                O rei a observou atentamente, enquanto ela se aproximava e por fim, fazia uma breve reverencia. Rainha Mikoto parecia tão dispersa ao lado do rei, que pouco se ateve para o traje da jovem e isso não passou despercebido aos olhos da moça.

— O que posso fazer por você, minha filha? — Era visível o cansaço do homem, contudo, Sakura não demonstrou se importar com isso ou mesmo se afetar pela forma carinhosa demais, pela qual foi tratada.

— Desejo ir ao encontro de Sasuke. — Ela usava de arrodeio para com o marido, contudo, não era seu marido a sua frente e aquele não era o momento de mostrar submissão. — Sei que não pode disponibilizar de seus homens no momento e também sei, que assim como eu, o senhor não julga certo o que está acontecendo.

                Ela era firme e parecia extremamente decidida, contudo, o rei jamais a deixaria sair dali desprotegida e como ela mesmo havia dito, ele não podia disponibilizar nenhum de seus homens para que esses a protegessem.

— Entendo sua preocupação, mas não posso permitir que saia desprotegida. Você não conhece nossa nação e como bem disse, não posso enviar guerreiro algum para lhe proteger. — Ele ainda mantinha toda a calma na voz e isso despertou certa ira em Sakura.

— Não preciso ser protegida, sei muito bem como me defender, e quanto a não conhecer sua nação, posso conseguir um guia facilmente na cidade. Não precisara, portanto, abrir de seus homens.

— Entenda, não posso deixar que vá. Se algo lhe acontecer, não só seu pai, como seu marido, me traria grandes problemas.

                Fugaku sempre fora um rei explosivo, contudo, um homem sábio. Seu desejo era mandar aquela mulher para os calabouços e só a soltar de lá quando o filho voltasse a sua porta. Já havia perdido toda e qualquer paciência depois da segunda frase. Não acreditava na força ou fama daquela criatura e podia vê-la sendo morta facilmente por um bandido de estrada e a guerra que isso provocaria.

                Céus, porque as mulheres da sua família gostavam tanto de lhe trazer problemas?

                Mikoto o aporrinhava com suas lamúrias dia e noite, e Alexia, qual considerava a mais sentasse de todas, choramingava pelos cantos quando pensava que ninguém mais a via. Contudo, ele ainda preferia essas amolações ao grande problema que Sakura estava querendo causar.

— Eu não vim lhe pedir permissão. Estou apenas avisando para que não se preocupe comigo, ou para que não faça algo desnecessário. — Sakura falava olhando nos olhos do homem e percebeu que havia extrapolado todos os limites. O olhar dele lhe lembrava mesmo que de forma longínqua a forma como Taros a olhava, antes de castiga-la.

                Contudo, antes que o homem pudesse dizer qualquer coisa, as portas foram abertas em um rompante, enquanto alguns guardas e a própria Alexia passavam por elas.

— Estamos sendo atacados. — A resposta veio antes de qualquer pergunta. 


Notas Finais


A citação no inicio é de A Ordem da Rosacruz (https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-ordem-da-rosacruz-9942354)
Uma fic muita da dramática, daquelas que você só lê quando quer chorar <3 aquele romance sofrido, porém, extremamente lindo.
** Autora de ODR é Maji lindona tá ♡ amor do meu coração **


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