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História End Game (NCT Dream) - Capítulo 18


Escrita por: e Markhyucka


Notas do Autor


GAME OVER 🎮

Capítulo 18 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction End Game (NCT Dream) - Capítulo 18 - Epílogo



                      𝒆𝒑𝒊𝒍𝒐𝒈𝒐



         A noite estava longa demais para Renjun. O chinês já não aguentava mais ficar ali recarregando a página do jornal da escola em busca de alguma informação sobre a luta de Jeno e Lucas, ele precisava com urgência de alguma notícia.

Ligou consecutivas vezes para o Lee, mas aquele não atendeu nenhuma delas e sequer respondia suas mensagens, o que o estava angustiando, sentia seu peito apertar.

Respirou fundo, olhando sem crença para o aparelho celular em sua mão, novamente renovando a página do jornal comandado por Kang Jisoo e se deparou com a pior das cenas e a pior manchete:

"Huang Renjun não é um anjo, ele transa com garotos"

Que tipo de reportagem era aquela? E como seu vídeo se entregando ao Na estava no jornal da escola?

Aquilo havia sido gravado... E apenas Jaemin poderia ter feito tal.

- Imbecil... - murmurou perdendo a voz.

Sua mente havia dado um nó. Queria ligar para o Na e tirar toda a história a limpo, mas em breve aquilo já estaria chegando aos olhos de todos, inclusive de seus pais.

Renjun saiu da cama e vestiu seu casaco e luvas quentes o suficiente para aguentar os graus negativos do lado de fora, pondo a toca na cabeça, saindo de casa sem se preocupar em fazer barulho, por sorte os pais tinham sono pesado e ele já estava movido pelo pânico, pela vergonha.

Agarrou-se aos próprios braços e despejou as lágrimas que poderiam congelar com o vento que o atingiu em cheio, mas ele não poderia parar, não queria correr o risco de ser acordado pelo olhar decepcionado dos pais, pela vergonha que causou a toda família.

Desligou o celular em seu bolso, só queria poder sumir e desaparecer de uma vez por todas daquele mundo cruel no qual seu sentimento inconsequente pelo Na havia o trancado.

Por que Jeno não havia chego antes? Por que ele não pôde se apaixonar definitivamente por ele?

Renjun queria gritar, queria explodir e poder descontar tudo no Na, mas agora já não fazia mais a mínima diferença, sua vida já estava destinada a desgraça, quando aquilo chegasse aos olhos e ouvidos do pai sua vida estaria descartada no lixo, seu pai não suportaria tal desgosto de ter um filho e gay e ainda ator de um filme pornô adolescente amador.

Suspirou o ar gélido e se sentou na sargeta de uma calçada, apoiando-se sobre os próprios joelhos, encarando os pontos desertos da rua.

- Eu te odeio, Jaemin... Eu te odeio porque você me fez me odiar. - choramingou, enterrando o rosto entre os joelhos.

Se pudesse morrer ali mesmo, assim faria, mas nem mesmo um caminhão estava passando para ele se jogar. Ficar vivo seria seu castigo.

Cansou de chorar parado naquela rua deserta e seguiu em frente, não sabia aonde iria parar, não tinha notícia nenhuma sequer sobre a luta e preferiu apenas andar sem rumo, mesmo que não tivesse destino e não pudesse se desligar daquela merda toda, ainda preferia se ocupar com o nada.

       A noite era fria, o asfalto desgastado estava úmido pelo sereno da madrugada. As mãos enluvadas estavam ansiosas por baixo do tecido quente, os olhos marejados pelo o que havia acabado de descobrir, o medo sucumbindo a consciência que começava a estremecer.

Não sabia o que faria dali pra frente, depois da descoberta decidiu vagar pelas ruas quase desertas devido o clima frio que fazia. Encarou o mau tempo, e tão sombrio quanto as nuvens carregadas estavam seus sentimentos e o peito que doía amargamente por baixo das inúmeras peças que vestia para inutilmente se sentir aquecido.

Jaemin havia o destruído e duvidava muito que aquilo pudesse ser revertido.

[...]


        O hálito quente do ruivo embaçava o vidro que o separava de Lee Jeno.

Vê-lo adormecido naquela maca estava-o destruindo e o pior de tudo, Jeno tinha uma missão falha no meio daquela derrota. O irmão, o tão amado irmão ainda estava atrás das grades. Donghyuck não o conhecia, sabia que era um marginal, mas não poderia julgar o loiro, afinal seu irmão também era um delinquente e por mais recente que seja a fraternidade, não se imaginava sem Taeyong, não agora que ele era tudo o que tinha.

E como se uma espécie de lâmpada acendesse acima de sua cabeça, o moreno teve uma ideia.

- Yong. - chamou pelo irmão sentado na recepção.

- Huh? - murmurou exausto.

Donghyuck não sabia, mas estar naquele hospital trazia muitas memórias ao mais velho. Podia ver Johnny correr pelo corredor carregando Taeil nos braços, tendo ele e Yuta no encalço, todos desesperados tentando salvar o Moon e no fim das contas saindo com a informação de que foi fatal.

- Você me ouviu? - o irmão transitava as mãos pela frente de seu rosto.

- O que foi, Donghyuck? - franziu o cenho.

- Eu preciso saber em que presídio está o irmão do Jeno. - exigiu.

- Pra quê? - ergueu uma sobrancelha.

- Só me diz, deixa as perguntas pra depois. - deu de ombros.

Taeyong pediu papel e caneta na recepção e deu o nome e endereço do lugar para o irmão.

- Toma cuidado. - alertou.

- Eu vou. - sorriu fraco, deixou um beijo na bochecha magra do irmão e se mandou com pressa.

Hendery estava do lado de fora, dentro de seu carro, roendo as unhas e as laterais dos dedos em nervosismo, sabendo que a merda que havia feito ao entregar uma grande mentira para Kang Jisoo havia tomado proporções maiores do que deveria.

- Me leve pra casa, Dery, rápido. - pediu ao amigo assim que adentrou seu carro.

[...]

       Não queria estar ali novamente. Tudo ali o lembrava daquele homem asqueroso, mas pela hora ele já deveria estar dormindo então entrar, pegar o dinheiro e sumir dali ficaria fácil.

- Quer que eu entre com você? - Hendery pediu e ele negou.

- Só me espere aqui, vou precisar de uma carona. - contou e o Wong assentiu.

Não seria uma noite de sono perdida, ele não conseguiria dormir de todo modo.

O ruivo deixou o carro e entrou a casa com a chave reserva que sempre ficava num vaso de planta da residência, adentrando a sala escura e subindo rápido até seu quarto, vasculhando seu armário até achar a bolsa cheia de dinheiro. Seus programas valeram de alguma coisa, foram anos colecionando aquelas cédulas, visto que sua vida era deveras estável e nunca realmente precisava daquele dinheiro, mas agora sentiu tudo valer a pena. Tudo parecia fazer sentido se fosse por Jeno. Donghyuck não soube quando ficou tão idiota pelo loiro, mas já era tarde demais.

- Então você voltou? - o padrasto o pegou em flagrante, acendendo a luz do cômodo.

O ruivinho se agarrou ao dinheiro e se virou para o mais velho.

- Eu esqueci uma coisa. - desviou o olhar, se aproximando da saída, aquela que ele travava.

- Você não vai a lugar nenhum. - disse entre dentes - Seu lugar é comigo, é do meu lado, na minha cama. - o homem agarrou os ombros do mais novo e aproximou seu rosto.

Donghyuck juntou uma quantidade satisfatória de saliva e a jorrou contra o rosto doentio do Lim.

- Meu lugar é longe de você, seu psicopata. - disse passando rápido por ele, descendo com pressa as escadas e chegando ao carro de Hendery novamente, visivelmente assutado.

- O que foi, Hyuck? - perguntou preocupado.

- Nada, agora vamos até esse endereço. - sacou do bolso o papel anotado o endereço do presídio.

- Vamos a uma cadeia? - franziu o cenho.

- Só vamos, Hendery. - exigiu e o amigo chinês acatou.

Donghyuck queria desmoronar ali mesmo, mas não poderia, deveria ser forte por todos naquele momento, principalmente por Jeno que estava numa cama de hospital e por Taeyong que claramente ainda precisava de si. Todos aqueles remédios não haviam sido deixados de lado, Donghyuck ainda queria saber a função de cada um daqueles.

[...]

       - Me espere aqui, eu não vou demorar. - avisou ao Wong, saindo do carro.

Se aproximou do imenso portão de ferro gasto e assobiou audível para acordar o guarda dorminhoco do turno.

- O que você quer garoto? Há uma hora dessas? - o homem perguntou impaciente, checando seu relógio de pulso.

- Eu vim pagar a fiança de um detento. - engoliu a seco.

- Um minuto. - ergueu um dedo em sinal de espera e fez uma ligação pelo rádio transmissor - Nome do detento. - pediu.

Merda! Aquilo não estava tão vivo em sua memória, mas se lembrava de Jeno ter o dito algumas vezes.

"Se lembra, Donghyuck." Exigia de si mesmo.

- Ma-Mark Lee! - exclamou contente por lembrar.

O homem o olhou por algum tempo, mas apenas aceitou o saco com o dinheiro.

- Ele vai ser liberado após o protocolo. - anunciou - Apenas assine aqui. - passou uma folha para o menor que a pegou e escreveu seu nome na ficha - Se quiser esperá-lo, isso só vai levar alguns minutos. - comentou.

- Não é necessário. Eu só o quero livre. - assentiu forçando um riso e correndo novamente para o carro do amigo.

- Que diabos você estava fazendo, Donghyuck? - Hendery questionou.

- Libertando alguém. - deu de ombros.

- Quem? - franziu o cenho, confuso e curioso.

- Não importa, Hendery. - bufou.

- Jeno acordou. Está tudo bem com ele e nessa madrugada ele ganha alta. - contou e o ruivo respirou aliviado - Quer voltar ao hospital?

- Não. - negou - Eu só quero que me deixe em qualquer lugar, preciso andar por aí, ficar sozinho.

- A essa hora? - estranhou.

- É. - murmurou.

[...]


       Jaemin estava recebendo uma enchurrada de mensagens questionando sua sexualidade ou seu mau gosto por transar com o nerd estranho da turma, e só ali todo o arrependimento que estava evitando sentir caiu sobre seus ombros.

Queria poder apagar tudo. Queria poder não ser um tremendo idiota.

Desligou o celular e o enfiou no bolso, vagando pela cidade sem rumo. O pai estava de volta a mansão, bem naquelas circunstâncias. Com um pornô viral no jornal da escola e ainda expulso daquela.

Se sua vida já estava ruim... A volta do pai era capaz de piorar tudo.

[...]


       Jeno encarava a enfermeira retirar os fios de seu braço, não sabia direito o que havia acontecido para ir parar naquela situação, porém os machucados espalhados dolorosamente pelo rosto e torso denunciavam sua derrota.

O que seria de Mark dali pra frente?

- Está liberado, Lee Jeno. - a enfermeira disse após finalizar os curativos - Você só precisa de analgésicos e nada mais, nenhuma fratura grave além dos machucados.

- Obrigado. - sorriu sem humor.

- Como se sente? - Taeyong invadiu o quarto.

- Como um perdedor. - confessou em um fio de voz.

- Perder faz parte, garoto. - deu de ombros.

- Você sabia que eu não tinha a menor chance, não é? - encarou por baixo dos cílios o rosto pálido do Serpente.

- Eu tinha alguma esperança do Ninja jogar limpo. - confessou - Eu me enganei, foi mal. - mordeu o lábio inferior.

- Tanto faz. - sorriu amargo.

- Eu trouxe suas coisas, troca de roupa, vou te levar para casa. - entregou a mochila ao mais novo.

- Eu quero ficar sozinho, hyung, não me leve a mal. - suspirou e Taeyong entendeu.

Era uma grande decepção para alguém tão jovem. Perder nessa fase parece o fim.

- Tudo bem. - assentiu - Se cuida. - beijou a testa do Lee mais novo e se mandou do quarto.

Taeyong entendia de derrotas melhor do que ninguém, porém era orgulhoso demais para contar seus fracassos para qualquer um que não fizesse parte deles.

[...]


        Mark estava apoiado em seus joelhos, tragando seu cigarro enquanto os colegas de cela dormiam tranquilos naqueles colchonetes finos.

- Mark Lee. - o carcereiro o chamou.

- Eu. - murmurou desanimado.

Havia passado a noite em claro. Aquela era a noite da decisão, Jeno na última visita havia o dado as datas das lutas, a última seria na noite anterior, julgou que já era madrugada.

- Ganhou sua liberdade, pirralho. - o homem disse e ele se pôs de pé desacreditado.

O irmão havia ganho e o libertado como o prometido.

Mark deixou a cela e o acompanhou até a sala de despacho dos detentos.

Faziam algumas checagens antes de saírem definitivamente ou temporariamente do local, até mesmo assinavam o documento de liberdade.

Seguiu todo o protocolo e deixou o lugar pela porta da frente. Olhou para todos os lados após a saída, aspirando a liberdade para seus pulmões, sorrindo leve, porém Jeno não estava ali.

- Meu irmão não está aqui? - perguntou ao guarda.

- Seu irmão? - franziu o cenho - Ele foi embora. - contou.

Mark estranhou, mas talvez ele estivesse ocupado comemorando sua vitória, visto que havia ganho a luta para tirá-lo dali.

Pegou sua sacola com roupas e pertences básicos e caminhou para longe daquele lugar.

Sentia seu jogo perdido, ao menos a primeira fase. Agora não poderia decepcionar mais ninguém, nem a mãe, nem o irmão, mesmo que não soubesse por onde começar.

Talvez reconhecer a cidade novamente o ajudasse a ordenar todas as ideias que deva fazer para o futuro.


Naquela madrugada cinco almas vagavam por ruas paralelas da cidade de Seoul, mas havia algo em comum entre elas. Todos estavam com seus jogos perdidos.

Reiniciar ou iniciar um novo jogo?



              GAME OVER


  


Notas Finais


Concluída com sucesso ✅

Aguardemos a Segunda edição
Fiquem ligados que durante a semana eu deixarei tudo explicadinho para a próxima fase 🤍


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