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História End Game (NCT Dream) - Capítulo 21


Escrita por: e Markhyucka


Notas do Autor


Hahhhhh
Bem rápido, não?
Sim, espero que vocês gostem dessas atualizações rápidas, eu tenho toda a fic planejeda e todos os capítulos estão adiantados, então sempre que der eu vou estar soltando por aqui 👁️👄👁️ Mas não prometo nada 😂😂

Boa leitura 💚
Capítulo light 💅
O novo formato da história vai ser em "episódio" ao invés de "capítulo" ok?

Capítulo 21 - Episódio 01


Fanfic / Fanfiction End Game (NCT Dream) - Capítulo 21 - Episódio 01


                   𝐞𝐩𝐢𝐬𝐨𝐝𝐢𝐨 𝟎𝟏



         Renjun estava mórbido devido a vergonha, não sabia se levantar da cama parecia certo assim como já não cogitava mais viver.

Retornar para casa havia sido uma decisão difícil, mas não sabia aonde se abrigar e por mais vontade de sumir que sentia, não poderia culpar e preocupar os pais daquela maneira.

Queria ele mesmo contar suas preferências e àquele terrível e vergonhoso acontecimento no qual estava envolvido.

Respirou fundo e conseguiu sair da cama e se arrumar para um dramático dia de aula. Pouco mais do meio do ano já havia se passado, faltavam apenas alguns meses para a formatura, por mais bullying que sofresse, por mais piadas que iria escutar e por mais chacota que seria no corredor da instituição, ele não iria jogar sua vida acadêmica no lixo como a social - que ele nem se lembrava de ter - já estava sendo descartada.

Abriu a porta do quarto e ouviu quando a mãe falava no telefone com a direção da escola. Mordeu o lábio inferior e suplicava a todos os santos que sua crença o fazia acreditar para que ele não os abandonasse naquele momento, chegou até mesmo beijar a medalhinha que carregava no pescoço cotidianamente, devolvendo-a para debaixo do uniforme.

- Renjun, aconteceu algo com você na escola? - senhora Huang foi direta ao ver o filho descer a escada.

O mais novo segurou as lágrimas atrás dos olhos ardidos e a garganta formou um nó. Era agora, ele deveria abrir o jogo de uma vez.

- Cadê o papai? - perguntou procurando pelo homem.

- Ele saiu mais cedo hoje, estavam precisando dele na agência. - a mãe disse calma, terminando de pôr a mesa do café.

Estava disposto a contar, mas se o pai não estava ali, não se daria o trabalho de contar a situação duas vezes e aquilo lhe daria tempo até conseguir reunir mais coragem em si mesmo.

- Não respondeu minha pergunta, Renjun. - ela o lembrou e ele sorriu sem graça.

- Não tem nada de errado, mãe. - beijou-a na bochecha robusta - Eu estou atrasado, tenho que ir. - jogou a mochila até então nos dedos para os ombros e se mandou sem dar tempo da mãe questionar o café da manhã ou o horário excessivamente cedo.

Iria andando, não queria encontrar com nenhum colega na condução até a escola, andando rápido, porém chegando no portão ele sentiu seu estômago embrulhar. Todos os alunos da instituição estavam olhando para si, uns com dó, outros com divertimento e a maioria deles com nojo.

Seus olhos encheram de lágrimas finas que o deixaram avermelhados. Queria se enterrar em qualquer buraco que pudesse cavar ali, mas segurou firme na alça de sua mochila, a ponto de esbranquiçar os dedos e deixar as juntas doloridas, baixou o olhar e seguiu seu caminho.

Algumas bolinhas de papel lhe eram lançadas nas costas juntamente a piadas de mau gosto, piadas sem graça, piadas que machucavam profundamente.

Chegou ao corredor de sua sala e tudo o que viu foi um par de sapatos brancos caros, pôde julgar pela marca.

Agora teria que lidar com os mauricinhos da escola.

Levantou o olhar com medo e Ahn Seojun o olhava com divertimento, carregando a mochila nos dedos por cima do ombro.

- Eu sempre soube que você era um mariquinha. - zombou cara a cara com o Huang - Por isso sempre senti nojo de você... seu comedor de pau. - riu alto, chamando toda a atenção no corredor.

O Ahn saiu esbarrando seu ombro no do chinês que ficou imobilizado ali, como se fosse uma planta em um vaso.

Jaemin já estava fora do colégio, ele não passaria por aquilo.

Seus ombros tremeram e ele não segurou a vontade de chorar, só queria se atirar de uma ponte, só queria parar de respirar para sempre.

- Renjun... - uma voz mansa e seca se fez presente em seu ouvido, além de mãos delicadas e pálidas com unhas no tom de café.

- Diretora Moon. - sussurrou.

- Vem comigo. - ela o chamou e o guiou até sua sala.

O Huang pegou uma cadeira junto a um copo descartável com água oferecido pela mais velha.

- Renjun, eu assisti ao vídeo. - ela disse cruzando os dedos acima da mesa - Eu já consegui retirar do jornal da escola, mas isso continua se espalhando. Eu não sei como foi parar lá, mas eu já intimei Kang Jisoo e os demais responsáveis pela página sobre o assunto. - ela disse paciente - Isso foi grave, Renjun. Eu percebi que não foi na escola que aquilo aconteceu, ou seja, invadiram sua privacidade num grau catastrófico. Na Jaemin abusou de você? - ela perguntou.

- Não. Ele nunca faria isso por mais idiota que seja. Ele nunca me bateu, vocês não quiseram acreditar. Eu fiquei com ele porque eu quis mas ele só queria se vingar e gravou a merda daquele vídeo e expôs pra todo mundo! - o Huang estava descontrolado, eram muitas coisas sobre seus ombros - Quem me bateu naquele banheiro foi Ahn Seojun e seus amigos, quem me enquadrou no corredor pra tripudiar da situação foi ele e a senhora viu, viu mas finge que não vê para não perder o patrocínio dos pais deles na escola. Então pare de culpar o Jaemin. Ele não fez nada dentro desta instituição. O problema dele é comigo depois desse vídeo. - jogou o copo para longe e se pôs de pé, chorando, completamente instável.

- Renjun, se acalme. - a mulher tentou se aproximar - Você é um de nossos melhores alunos... - ela começou.

- Mas eu sou bolsista! Eu sou gay e todos estão rindo de mim por isso! - esbravejou - Eu sei que a senhora não pode manter minha bolsa aqui, assim como também não pode manter minha integridade. - cuspiu as palavras.

Saiu pisando fundo da sala da diretoria. Não iria mais assistir uma aula sequer, ele só queria desaparecer do mapa, ele só queria parar de existir.

Aquilo era pedir muito?

Passou rápido pelo corredor, tampando os ouvidos para não ouvir as gargalhadas por suas costas ou os cochichos indiscretos.

Seu ombro esbarrava em alguns alunos mas ele não estava nem aí, porém Hendery estava totalmente culpado atrás de alguma pilastra do pátio.

- O que eu fiz? - murmurou para si mesmo, mas era tarde demais.

Aquilo não se tratava só de Jaemin ou Renjun. Ele foi o ponto de partida para aquela situação que estava saindo do controle e que possivelmente nunca mais encontraria os eixos.

[...]


        Jeno mal acreditava que o irmão estava consigo novamente, todavia ainda se questionava como ele havia saído, porém a dúvida não durou muito quando leu a mensagem sugestiva de Donghyuck.

"Espero que aproveite a liberdade de seu irmão, cuide bem dele."

Ele havia mesmo feito aquilo por ele?

Mark entreabriu os olhos preguiçosamente, observando o rosto levemente machucado do irmão, as sombras dos ematomas ainda podiam ser vistas.

- Parece que nunca me viu. - zombou do irmão, empurrando seu rosto com a mão.

- É bom te ter por perto outra vez. - confessou e Mark sorriu se sentando na cama.

- Eu prometo que não vou fazer mais merda nenhuma. - baixou o olhar.

- Isso não tem que ser uma promessa, tem que ser um dever. - avisou e o moreno riu.

O cabelo começando a crescer, as tatuagens pelo corpo e aquele mesmo magricela eram um tanto agoniante, mas em breve ele voltaria a ser o velho Mark Lee de sempre, a mãe não mediria esforços em empanturrá-lo de comida.

- Valeu por me tirar  da cadeia. - agradeceu ao irmão.

- Não fui eu. - negou sorrindo bobo, vendo o irmão o olhar com indignação - Um amigo fez isso por mim.

- Uau, você deve mesmo ser importante para ele. - coçou os olhos e saiu da cama trajado em sua calça moletom larga e regata preta.

- Ele também é especial pra mim. - sorriu bobo.

Estava disposto a se redimir com o ruivo e namorá-lo, assumi-lo de uma vez por todas. Ele havia lhe dado uma grande prova de amor, transformou sua prioridade na dele próprio.

- Seu celular apitou a noite toda! - o irmão avisou do banheiro.

Jeno franziu o cenho e pegou o aparelho, encontrando inúmeras chamadas e mensagens de Renjun e por fim algumas atualizações do jornal da escola e mensagens do grupo da turma.

"Jaemin comeu o nerd. Certeza o lutador também já está pegando."

Leu muitas mensagens daquele tipo e em seguida encontrou o vídeo em que Renjun estava na cama com o Na, nus, em uma intimidade tão explícita.

Bloqueou a tela do aparelho e o espremeu entre os dedos. Estava com muita raiva e não conseguia medir se era pelo vídeo ter sido exposto cruelmente ou se por ver o chinês nos braços do Na.

Vestiu rapidamente a roupa da escola, pegou sua mochila e saiu com pressa.

- Eu vou te dar uma carona. - Mark disse entusiasmado com a ideia de voltar a pilotar sua moto.

- Não precisa, eu tô com pressa e você precisa comer alguma coisa. - disse calçando o tênis apressado.

- Aconteceu alguma coisa? - perguntou o irmão preocupado.

- Eu tenho que ir, Mark. A gente se fala mais tarde. - acenou para o mais velho e saiu rápido de casa.

Agora sua derrota parecia tão mínima mediante os problemas do Huang. Jeno não gostaria de imaginar o que ele estava sentindo, gostaria de poder pegar todas as angústias daquele para si. Renjun era um anjo que não merecia ser violado de tal maneira, já o Na, ele só esperava encontrá-lo em algum momento para deformar aquele rostinho de príncipe da Disney com inúmeros socos.

[...]

        Algumas piadas eram em sua direção mas ele nem ligava, estava mais preocupado em vasculhar cada canto daquele imenso colégio em busca do Huang.

- Vocês, algum de vocês viu o Renjun? - ele avançou em YangYang, mesmo sem motivo.

Todos eles eram amigos de Jaemin, somente aquele era capaz de tal baixaria, mas no entanto encurralar qualquer um deles já era um bom começo.

- Ei, calma cara. - Liu empurrou-o sem força, mesmo louco para acertar sua cara já ferida.

Aquele desgraçado havia roubado Donghyuck de si.

- Ele saiu correndo daqui mais cedo. - Hendery contou.

- Avisem o Na... que eu acabo com ele. - apontou o dedo para os chineses, saindo com pressa do colégio na tentativa de encontrar o Huang pelos limites dali, pelos derredores, ele tinha que estar em algum lugar.

Seu coração apertava esperando pelo pior. Já havia visto casos na internet sobre aquele tipo de bullying não acabar nada bem, então temia pela vida do chinês.

[...]


       Lucas se encarava no espelho sem muito ânimo. Olheiras profundas contornavam os olhos grandes e amendoados em um cansaço assustador.

A luta não havia sido tão sacrificante para ele sentir tanto cansaço e dores musculares horrendas, ganhar do Lee foi fácil, mais fácil do que imaginou, porém sua situação não estava nada boa, se sentia exausto e indisposto de diversas maneiras, não queria nem mesmo comparecer a aula daquele dia e se permitiria passar o dia deitado sem fazer nada.

Lavou o rosto após juntar uma quantidade satisfatória de água entre as mãos, secando a área em seguida e vendo que não havia melhorado nenhum pouquinho sequer.

Sentia que precisava de alguma coisa, talvez de mais algumas doses do estimulante que usou durante as últimas semanas da luta, mas Johnny já havia dito que pararia por ali, então ele teria que procurar por qualquer outra coisa sozinho.

O bairro que foram procurar Donghyuck no meio daquele sequestro era conhecido por altas vendas em entorpecentes, então ele iria até lá de todo modo comemorar sua vitória e compraria algumas "balinhas" para se aliviar. Estava tudo certo, tinha tudo sobre controle.


Notas Finais


Espero que tenham gostado 💚

Até mais, bunniesboos ❤️

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