História End of the day (2 Temporada) - Capítulo 57


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Categorias Harry Styles
Tags Drama, Fama, Harry Styles, Lauren, Romance, Shows
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Palavras 2.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ♡

Capítulo 57 - From ( 0 ) to ( 10 )


Fanfic / Fanfiction End of the day (2 Temporada) - Capítulo 57 - From ( 0 ) to ( 10 )

Pov Harry 

 

Los Angeles, meia noite e trinta.

Sessenta graus Fahrenheit.

Dezesseis graus Celsius. 

Trinta minutos desde a estreia.

Quatro milhões de visualizações. 

4,6 milhões de reproduções.

Terceiro lugar global. 

Centenas de notificações.

 

Estes eram os números que deslumbravam meus olhos na primeira hora de estreia. 

 

À minha direita, Lauren cantarolando agarrada à Linz. À minha esquerda, Mary e noventa por cento da minha equipe lutando contra ligações e notificações incansáveis. 

 

-Como estamos? Como estamos? -perguntei

-Isso é muito louco, estamos nos esforçando. 

 

Mary tirou um segundo para me responder, voltando os olhos para suas telas. 

 

-Cinco milhões, é um recorde! 

 

Mike gritou da ponta da grande mesa.

 

-Terminou de editar a merchandise? Precisamos posta-las em uma hora. 

 

Tim gritou de volta. 

 

-Estou com os Vinis pessoal, postaremos junto com a coleção. 

-Certo! -Mary respondeu checando seu relógio de pulso- 

-Quantas entrevistas? 

-Três e contando.

 

Arregalei os olhos. 

 

-4,8 milhões na plataforma de música! 

 

Naquele momento eu tinha certeza que as cabeças deles operavam como máquinas. Eram dez MacBooks abertos e cem dedos digitando incessantemente. Eles gritavam números um para o outro, agendavam entrevistas, comemoravam recordes batidos, me chacoalhavam de vez em sempre e no fim aquela equipe sempre acabava fazendo uma grande festa aonde quer que estivessem. 

 

Caminhei para o centro da sala de televisão e puxei Lauren para mim, substituindo Linz. 

 

-Isso casal! Isso! 

 

Ela nos encorajava. Eu girava Lauren para todos os lados e eles batiam palmas, como se estivéssemos protagonizando um grandioso número de dança. Ela ria e ria. 

 

-Nós temos entrevistas! Eu vou falar! 

 

Tentei aumentar o tom de voz a fim de sobressair a minha própria tocando no fundo. 

 

-Tem certeza? 

 

Li seus lábios quase ocultos por mechas bagunçadas. 

 

-Estamos juntos por seis meses! -a rodopiei e inclinei para baixo, finalizando com todo o peso de seu corpo em meus braços- Eu quero que seja diferente. 

 

Lauren ergueu seu corpo lentamente e, mesmo em meio a tantas vozes, ainda pude ouvi-la dizer que me amava.

 

Nossa noite terminara assim então.

Metade havia dormindo lá, a outra metade estava bêbada demais para sequer perceber que havia de fato dormido e... eu? Feliz demais para fechar os olhos. 

 

Mary havia atualizado todo o meu calendário de compromissos, confirmando o primeiro às dez da manhã. Como o instruído, entramos apenas nós dois para um dos quartos de visitas e permanecemos lá para a realização da primeira entrevista via ligação de vídeo. 

 

-Isso vai funcionar? 

 

A olhei por cima do MacBook. 

 

-Precisa. 

 

Concordei, ajeitando-o em meu colo. 

 

-Lembre-se, não fale sobre o álbum, não fale sobre a turnê, não fale sobre o próximo single. Você pode mencionar que eles existem, mas sem datas e ilustrações demais. Eu vou apenas me sentar aqui e assistir, tudo bem? É por sua conta! 

 

Mary fez sinal com as mãos e eu voltei a atenção à tela a minha frente, que dava sinais de vida. 

 

-Está na hora, seja você. 

-Oh, vai ser fácil.

 

Sorri para ela e ao mesmo tempo vi um rosto conhecido do outro lado. 

 

[...]

 

“Eu vou dizer alguns adjetivos e você me dirá uma nota, de zero a dez, entendeu?” 

 

O entrevistador propunha. 

 

-Certo. -respondi

-Ajuizado?

 

Não pude conter o riso. 

 

-Oito me parece justificável.

-Ótimo! -riu de volta- Aventureiro? 

-Hum... sete. 

-Okay. Cuidadoso? 

-Depende do ponto de vista, me entende? -gargalhamos- Porém, oito. 

-Engraçado? 

-Dez! 

-Justo. Leal? 

-Dez. 

 

Foi quando voltei meu pensamento à Lauren e tudo o que avaliei dizer. Eu sempre valorizei a privacidade da minha vida pessoal, mas era mútuo, florescia instantaneamente entre nós. Ambos havíamos concordado em manter nosso relacionamento longe do público o maior tempo possível. 

 

Lauren, particularmente, havia sido totalmente inflexível em manter o relacionamento privado. Eu sabia das consequências e sabia que ela, mesmo negando, ficava aterrorizada com o pensamento do mundo saber. 

 

No entanto, naturalmente os meses foram se passando e o relacionamento continuando a se aprofundar. Haviam dias em que eu a encorajava continuamente a revelar o nosso relacionamento, eu julgava que aquilo nos faria bem. Nos faria melhor. 

 

-Deixe-me pensar... Observador? 

-Sete? -rimos

 

Após seis meses me apaixonando impotente pela maldita e adorável garota, eu sentia veias pulsando em coragem para contar às pessoas sobre a tal namorada. Voltei minha completa atenção à ligação de vídeo, ouvindo atentamente enquanto adjetivos eram jogados para mim. 

 

-Paciente? 

-Sete também, preciso trabalhar mais nesse ponto. 

-Perfeccionista? 

-Dez, infelizmente. 

-Certo, última. Honesto? 

 

O entrevistador batia ambas as mãos na mesa, simulando o som de tambores.

 

-Nove, mas eu quero aumentá-la agora se me permitir. 

 

Mordisquei nervosamente meu lábio inferior e realmente considerei encerrar a ligação e culpar a Wi-Fi ou qualquer outra coisa mais tarde. Eu podia sentir Mary tremendo do outro lado do quarto. 

 

-Na verdade, tenho algo a dizer para vocês que estão nos ouvindo agora. Posso? 

 

Pedi permissão e o vi acenar com a cabeça em resposta, expressando sua compreensão, encorajando e curiosidade à mim. Lauren provavelmente estaria nos ouvindo de algum cômodo da casa.

 

-Antes de tudo eu gostaria de pedir imensamente respeito como prioridade. Não sinto a necessidade de me desculpar por não ter afirmado antes, pois escolhas são escolhas. E eu estou fazendo uma agora. 

 

Eu falava sentindo minha garganta em chamas, observando as expressões perplexas no rosto de meu entrevistador e imaginando as das fãs enquanto o clímax da conversa se aproximava.

 

-Harry, já estou recebendo mensagens de que você está nos assustando. -comentou subindo e descendo o dedo em outro computador- Pode nos dizer o que está acontecendo? Está tudo bem.

 

Fechei os olhos, selando-os firmemente e inspirando profundamente, preparando-me. Voltei meu rosto para o enquadramento da imagem e vi meu celular brilhar. 

 

L: Não precisa... 

 

A imagem de fundo me fez puxar um pequeno sorriso pelo canto da boca.

 

-Estou em um relacionamento. 

 

Declarei com orgulho. Silêncio. 

 

-Com Lauren. 

 

Eu havia deixado o entrevistador completamente em silêncio. Suas expressões faciais estavam em branco, consumidas por confusão e uma pitada de descrença. Após um breve momento, ele teve a sua primeira reação rindo. 

 

Meus dedos mexiam nervosamente por baixo do computador, arrancando o material de renda do meu suéter. Meu coração acelerava dentro do peito e gotas de suor eram acumuladas em minha testa pálida. 

 

Embora eu sempre tenha sido orgulhoso de nosso relacionamento, eu também havia ficado aterrorizado com quem o descobrisse. Eu sabia que era resultado das minhas próprias inseguranças. 

 

Balancei a cabeça calmamente. Eram as expressões faciais que falavam mais alto ali. Olhos arregalados, mandíbulas caídas e sobrancelhas franzidas. Abri a boca para explicar melhor, porém não consegui encontrar palavras para fazê-lo.

 

-Lauren Jauregui? -falou- A talentosíssima cantora da sua banda. 

-Estamos juntos há seis meses. -cantarolei-

-E ele não está brincando. -tomou força novamente- Bom, nós de toda a equipe estamos lisonjeados por sermos os primeiros e gostaríamos de parabeniza-lo, você e sua namorada, pelo que veem construindo juntos. 

 

-Sim... 

 

Acenei com a cabeça, rindo suavemente antes de continuar. 

 

-Então não estávamos errados, não é? Parabéns Harry, você acaba de ter a sua nota dez em honestidade.

 

Uma risada divertida saía de minha boca antes que eu entrasse em detalhes sobre os seis meses que compartilhamos. 

 

-Nós temos tempo, a audiência nunca esteve tão alta, por favor nos conte mais. 

 

Era como se todas as minhas preocupações tivessem desaparecido e eu estivesse realmente entre amigos. Expliquei brevemente como o carro dela havia quebrado e eu esperado no meio da rua com ela, como nosso segundo encontro havia sido em um cinema drive-in, onde Lauren acidentalmente derramou refrigerante em minha Mercedes Benz.

 

Contei também sobre quando conheci a família dela, havia ensopado quase duas camisas com o suor nervoso. E através de cada uma dessas memórias, eu abria para o mundo a história de como eu havia me apaixonado por uma garota “comum”.

 

-Então você realmente está namorando Lauren Jauregui!! 

-Bom, ela não é Lauren Jauregui para mim. -argumentei enfatizando dramaticamente em seu nome- Ela é apenas Lauren. 

-Então, quando vamos nos encontrar e entrevistar você e apenas Lauren?

 

... 

 

Mary apertou minhas mãos junto às dela. 

 

-Nós damos um jeito, estou feliz que colocou para fora de uma vez. 

-Nada vai mudar, não se preocupem. 

 

A confortei ao mesmo tempo que abria a porta branca. Ao abri-la por completo, o chiar de ovos fritando me trazia de você de volta à realidade. 

 

Na maioria das vezes era eu quem preferia fazer o café da manhã e Lauren assumia depois, mas presumi que seria diferente. Desci até a cozinha e a vi de costas, concentrada, usando um leve vestido verde, meias rosas tiradas diretamente do meu armário e cabelos seguindo trajeto até seus quadris. 

 

Sem me notar, Lauren tirou os ovos cuidadosamente da frigideira e passou para um prato. Pude ver a gema escorrendo dali, da forma como eu gostava.

 

-Oh baby, não acredito acredito que está usando sua própria merch novamente. 

 

Brincou, me notando. Lauren mexeu a cabeça como se estivesse desaprovando a minha escolha, mas ambos sabíamos que eu ficava bem nelas. 

 

-O quê posso fazer? São de ótima qualidade. 

 

Devolvi, sentando-me no balcão. Lauren trouxe um prato até mim, virou-se de volta até a geladeira e encheu um copo com suco. Devorei metade de uma torrada com apenas uma mordida.

 

-Você escutou a entrevista? 

 

Observei seu rosto corar por completo. Ela deixou tudo que tinha em mãos e veio até mim, envolvendo-me por trás. 

 

-Ou teremos paz ou nunca mais teremos paz. -parti para os ovos- 

-Eu estou tão grata que não quero me importar com os outros agora. 

 

Disse baixinho, buscando pelos meus olhos agora. Não soltei sua mão. 

 

-Eu realmente quero curtir cada momento e te fazer curtir também. 

-Eu curto.

-Eu sei que sim. -acariciou meu rosto- Minha vida mudou tanto depois de você, e o que eu sinto... Eu mal consigo dizer. 

-Ei... está tudo bem. 

 

A confortei, engolindo meu café da manhã. 

 

-Vamos ligar os celulares? 

 

Arqueei a sobrancelha, Lauren riu e concordou, algo que só nós dois entenderíamos. 

 

Ergui os braços e puxei Lauren para meu colo, da maneira mais pura possível. Colocamos ambos os celulares um do lado do outro no balcão, ela riu. 

 

-E... Agora! 

 

Os celulares se iniciaram e então as telas não se apagaram mais. Tanto o meu quanto o dela recebiam tantas notificações ao mesmo tempo que era impossível para nós desbloqueá-los ou responder qualquer coisa. 

 

De segundo em segundo, uma notificação atrás da outra. Vinham de redes sociais, de familiares, de amigos. Encostei minha bochecha com a dela e ficamos estáticos diante do caos online. 

 

-Oh, olha quem me mandou mensagem!!

 

Me expressei em tom de interesse, logo perdendo a notificação no meio das outras dez que chegavam. 

 

-Quem amor? Eu não vi. 

-Niall.

 

Sorri saudoso. 

 

Pov Bianca 

 

Virei meu corpo e entreguei algumas moedas, pegando a sacola em troca.

 

-One Direction? 

 

Insisti. Honestamente, eu suplicava mais para ele conhecer qualquer coisa que me desse esperança do quê o próprio Harry em si. 

 

Mas ele simplesmente não fazia ideia do que eu estava falando. Alex não conhecia nada além do que tinha em sua cidade estranha, como eu poderia então pedir ajuda? 

 

Eu precisava de alguém mais instruído.

 

-Deixa pra lá, foi um prazer viu. Tchau. 

 

Me apressei, agarrando os pães quentinhos. Aquilo estava prestes a ficar estranho.

 

-Mas já? Você não ia visitar a banca dos meus pais? 

-Deixa pra outro dia, estou com pressa. 

 

Falei sem parar de caminhar ou olhar para trás. 

 

-Bom, me desculpe se pareço muito do interior para você Ana! 

 

Alex disse mais alto e eu senti meu estômago revirar em reprovação. Enfiei meu caderno por dentro do próprio macacão e caminhei dez minutos até chegar em casa. 

 

-Bom dia meu bem, que bom que voltou. 

-Ele já acordou? 

 

Cochichei me aproximando da minha mãe, torcendo para que a resposta fosse não. 

 

-Ainda não, mas está quase. 

-Graças a Deus. -suspirei

-Bianca... 

 

Minha mãe gentilmente pegou as sacolas em minha mão, o troco, e foi distribuindo os alimentos frescos pela mesa. Permaneci debruçada contra a pia, analisando o horizonte pela janelinha. 

 

-Mãe, vamos embora. Vamos fugir. 

-Está doida menina? Me ajude aqui. 

-Não, falo sério. -me virei para ela- Nós podemos achar um emprego, ele não precisa saber onde estamos. Eu tenho o ensino completo, você tem experiência, nós podemos arranjar alguma coisa. 

 

Silêncio. 

 

-Mãe... -me aproximei dela, quase que cochichando em seu ouvido- Nós merecemos uma vida melhor do que essa. Você não tem que apanhar... 

-Pare Bianca! 

 

Aumentou o tom de voz, assustando-me. 

 

-Estou apenas tentando dizer que você nunca viu a vida fora daqui. -me afastei- E ela é bem melhor, bem melhor. 

-Bom dia garotas, porquê o interesse em ver a vida fora daqui? Essa fazenda não é o suficiente para você? 

 

Minha boca se calou e minha mãe me reprovou com os olhos, voltando apressadamente à pia. O som da voz dele me causava calafrios por todo o corpo. 

 

-Okay... Já que não querem compartilhar comigo, vamos ao menos tomar café.

 

Respirei fundo e o dei as costas, negando o convite. 

 

-Você também, filha. 

-Eu não quero. Já busquei para você, coma. 

-Bianca... 

 

Minha mãe sussurrava de novo. Meu pai sorriu sarcástico e afastou a caneca de café de sua boca, fazendo as louças emitirem um “tim-tim” ao se tocarem vagamente. 

 

-Sente, por gentileza. 

-Eu não quero. 

-Sente. 

 

Desta vez ele foi mais franco. Percebi suas mãos se mexerem por baixo do pano da mesa e nem de longe eu poderia crer que seria o que eu acabara de ver. 

 

Ele minuciosamente posicionou, sem tirar as mãos, uma pistola antiga sobre a mesa. Entre as comidas, apontada para mim. Minha mãe gritou, eu não queria que ele fizesse nada contra ela. 

 

-Vai sentar agora? 

 

Os olhos dele brilhavam como de um psicopata. Como os de David um dia. 

 

-O quê vai fazer? Me matar? 

 

Minha voz receava, porém era firme. 

Se eu soubesse que aquela seria a última frase que eu teria dito, teria categoricamente pensando melhor.


Notas Finais


Pensamentossssss??
Amo escrever e amo vocês que lêem ❤️❤️
Obrigada e até a próxima babys :))


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