História Endgame - o chamado (adptada) - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Jay Park
Personagens BamBam, Jackson, Jay Park, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jikook, Vhope
Visualizações 3
Palavras 953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Choi YoungJae


Fanfic / Fanfiction Endgame - o chamado (adptada) - Capítulo 4 - Choi YoungJae

Cap 2: Choi YoungJae

 

(22B Hateshinai Tõri, Naha, Okinawa, Japão)

 

Três toques de um pequeno sino de peltre acordam Choi YoungJae. A cabeça dele tomba para o lado. A hora em seu relógio digital: 5:24. Ele tomou nota disso. Esses são números pesados agora. Expressivos. Ele imagina que seja o mesmo para aqueles que enxergam significado em números como 11:03 ou 9:11 ou 7:07. Pelo resto da vida, ele verá esses números, 5:24,e, pelo resto da vida, eles terão peso,significado,expressividade.

YoungJae desvia os olhos do relógio na mesa de cabeceira e encara a escuridão. Está deitado nu nos lençóis. Lambe os lábios carnudos. Escrutina as sombras no teto como se uma mensagem fosse aparecer ali. O sino não deveria ter tocado. Não para ele.

YoungJae passou a vida inteira ouvindo a respeito do Endgame e da própria ancestralidade peculiar e fantástica. Antes de o sino tocar, ele estava com 17 anos, era um renegado que estudava em casa, marinheiro e navegador perito, jardineiro competente, alpinista ágil. Habilidoso com símbolos, linguagens e palavras. Um interprete de sinais. Um assassino capaz de manejar a wakizashi, a hojo e a shuriken. Agora que o sino tocou, ele se sente com 100 anos. Com 1.000. Com 10.000, e envelhecendo a cada segundo. O fardo dos séculos pesa sobre ele.

YoungJae fecha os olhos. A escuridão volta. Ele gostaria de estar em outro lugar. Em uma caverna. Debaixo d´água. Na floresta mais antiga da terra. Mas está ali e precisa se acostumar com isso. Logo a escuridão estará em toda parte, a todos a conhecerão. YoungJae precisa se especializar nela. Tornar - se sua amiga. Amá - la. Vem se preparando há 17 anos e está pronto, mesmo que nunca tenha desejado ou esperado isso. A escuridão. Será como um silêncio adorável, o que para YoungJae é fácil. O silêncio faz parte de quem ele é.

Pois ele pode ouvir, mas nunca falou.

Olha pela janela aberta, respira. Choveu durante a noite, e ele sente a umidade no nariz, na garganta e no peito. O ar cheira bem. Ouve - se uma leve batida na porta corrediça que dá para seu quarto. YoungJae se senta na cama estilo ocidental, com as costas delicadas voltadas para a porta. Bate o pé no chão duas vezes. Duas vezes significa entre.

O som de madeira deslizando sobre a madeira. A quietude da tela parando. O leve arrastar de pés.

 

- Toquei o sino. - diz seu tio, com a cabeça voltada para o chão, demonstrando pelo jovem jogador o mais alto grau de respeito, como manda o costume, a regra. - Tive que fazer isso. - continua ele. - Estão vindo. Todos eles.

 

YoungJae assente com a cabeça.

 

Ele continua olhando para baixo.

 

- Lamento. Está na hora. - diz.

 

YoungJae dá cinco batidas arrítmicas com o pé. Está bem. Um copo de água.

 

- Sim, claro.

 

O tio se afasta em silêncio e sai.

 

YoungJae se levanta, sente o cheiro do ar outra vez e vai até a janela. O brilho fraco das luzes da cidade cobre sua pele pálida. Ele olha para Naha. ali está o parque. O hospital. O porto. Ali está o mar, negro, amplo e calmo. Ali está a brisa suave. As palmeiras em baixa de sua janela sussurram. As nuvens baixas e cinzentas começam a se iluminar, como se uma espaço nave viesse fazer uma visita. ´´ Os velhos devem estar acordados ´´ , pensa YoungJae. ´´ Os velhos acordam cedo´´. Estão tomando seu chá, com arroz e picles de rabanete. Ovos, peixe e leite quente. Alguns se lembrarão da guerra. Do fogo que veio do céu e que destruiu e dizimou  tudo. E permitiu um renascimento. O que está prestes a acontecer fará com que se lembrem daqueles dias. Mas será um renascimento? A sobrevivência e o futuro deles dependem inteiramente de YoungJae.

Um cachorro começa a latir, frenético.

Pássaros trinam.

O alarme de um carro dispara.

O céu fica muito claro, e as nuvens se abrem para baixo enquanto uma enorme bola de fogo estoura sobre a orla da cidade. Guincha, queima e se choca contra a marina. Uma grande explosão e uma onda de vapor escaldante iluminando o início da manhã. Uma chuva de pó, pedra, plástico e metal se projeta para o alto e encobre Naha. árvores morrem. Peixes morrem. Crianças, sonhos e destinos morrem. Os sortudos se extinguem enquanto dormem. Os azarados são queimados e mutilados.

No começo, será confundido com um terremoto.

Mas eles verão.

É só o começo.

Os destroços caem pela cidade inteira. YoungJae sente a parte que lhe cabe ir atrás dele. Afasta - se da janela dando um passo largo, e uma brasa reluzente com a forma de uma cavala cai no chão, queimando, abrindo um buraco no tatame.

O tio bate na porta de novo. YoungJae bate o pé no chão duas vezes. Entre. A porta ainda está aberta. O homem continua olhando para baixo quando para ao lado dele e lhe entrega, primeiro, um simples quimono de seda azul, que ele veste, e, depois, um copo com água muito gelada. Ele derrama a água sobre a brasa, que chia, esguicha, evapora; ferve de imediato. O que resta é uma rocha irregular, negra, brilhosa. YoungJae olha para o tio. Ele o encara com tristeza nos olhos. É a tristeza de séculos, de existência chegando ao fim. YoungJae se curva discretamente, como sinal de agradecimento. Seu tio tenta sorri. Já foi como ele, esperou que o Endgame começasse, ma este não o escolheu, como fez com inúmeros outros, por milhares e milhares de anos.

Mas não com YongJae.

 

- Lamento. - diz ele. - Por você, por todos nós. O que tiver que ser será.



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