História Endless - Capítulo 23


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Categorias Ashley Benson, Austin Butler, Camila Cabello, Jaden Smith, Justin Bieber, Kylie Jenner, Matthew McConaughey, Meryl Streep, Ryan Butler, Selena Gomez, Shiloh Fernandez, Tom Holland, Vanessa Hudgens
Personagens Ashley Benson, Austin Butler, Camila Cabello, Jaden Smith, Justin Bieber, Kylie Jenner, Matthew McConaughey, Meryl Streep, Ryan Butler, Selena Gomez, Shiloh Fernandez, Tom Holland, Vanessa Hudgens
Tags Amizade, Ashley Benson, Ashyan, Colegial, Jaden Smith, Jelena, Justin Bieber, Kylie Jenner, Selena Gomez, Sexo, Vanessa Hudgens
Visualizações 1.117
Palavras 3.611
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Você nunca errou comigo.


Fanfic / Fanfiction Endless - Capítulo 23 - Você nunca errou comigo.


Selena Gomez POV.

São pouco mais de nove e meia da noite. O aroma que vem da refeição é reconfortante, mas não ultrapassa toda a emoção que a minha família carrega nos olhos enquanto sente muito por tudo. Eu consigo erguer uma sensação de calmaria em todas as vezes que sorrio, apenas para tranquilizá-los.

— Eu estou feliz! — vovó toma um dos melhores vinhos da região. Ela não tenta expressar sua alegria de um modo mais autêntico do que este. — É bom ver a família reunida outra vez. E, Selena, me orgulha saber que você conseguiu passar por cima dos últimos acontecimentos. O amor perdoa.

— Eu jamais ficaria com raiva do meu paizinho por causa daquela mulher. — ele sorri, ainda do outro lado da mesa. — Acho que no começo foi difícil porque, bem, eu a idealizava perfeita, sabem? E descobrir que isso não passou de uma ilusão é decepcionante.

— Tudo fica bem quando acaba bem. — Shiloh me abraça de lado. A colônia masculina que está em seu corpo é fortemente usufruída pelas minhas emoções. — E em menos de um mês teremos mais um membro na família.

— Eu ainda não consigo acreditar que serei avô. — Cooper brinca com a refeição, seu semblante está incrédulo, ele mesmo admite o baque que a notícia gera ao seu estômago. — Fico feliz por vocês dois. Um filho é uma benção.

— Falando nisso... — antes de finalizar, papai engasga-se com o vinho. Jane apanha sua mão sobre a mesa enquanto o homem me furta um olhar de espanto.

— Selena, o que você quer dizer com isso? — seus olhos tremem.

— Eu só ia dizer que eu e Justin voltamos.

Subitamente, papai deixa seus ombros relaxarem no encosto da cadeira. Bem aliviado, ele fecha os olhos e sorri.

— Não me dê sustos, bonequinha. — sua voz nasal alcança um ponto humorístico na conversa. — Prossiga.

— Como eu estava dizendo antes de você me interromper, eu e Justin voltamos. E agora é para valer.

— Se você está feliz, eu estou feliz. — Shiloh acaricia as costas da minha mão antes de qualquer outra coisa.

— Vocês formam um belo casal. — Emily, que se manteve calada desde o começo do jantar, finalmente parece animada com algo. Ela tem uma beleza tão exótica, uma coisa difícil de ignorar.

— Eu também acho. — entre um suspiro e outro, digo, como quem não quer nada. — Onde está Abigail?

— Ela preferiu passar a noite com o filho, ele volta para Atlanta na semana que vem. — Cooper saboreia o gosto apimentado da refeição. Decepcionado, ele a leva até os lábios e suspira. — Aliás, por que Carter não está conosco?

E é quando algo acontece do outro lado da casa. O barulho estridente e assustador que vem da porta faz um frio percorrer pela espinha das minhas costas. Shiloh é o primeiro a agir. Ele salta da cadeira e passa depressa pelo aposento, parando firmemente no corredor frente aos lances da escada.

— Jane! — meu irmão exclama, quase deixando um berro de espanto abandonar sua garganta.

A mulher, por sua vez, passa rapidamente pelo corpo do rapaz, até que sua voz se camufla num grito fiel de terror, dando a deixa para que papai e o restante de nós corra até o cômodo ao lado.

Lá está ele. Carter. Mal conseguindo andar. Seu corpo ensanguentado e sujo se arrasta em sentido retardatário, em direção contrária à porta, deslizando-se tortamente pelas paredes onde alcança.

— Filho, o que aconteceu? Fale comigo. — Jane tem o rosto dele entre as mãos. Ela analisa a escuridão da noite detrás da porta antes de Shiloh empurrá-la contra o batente. — Carter!

— Eu fui assaltado. — o engasgo em sua voz deixa um sangue a mais descer fielmente pela boca, em forma de tossidos que parecem deixá-lo dolorido por dentro.

Os hematomas em Carter não são apenas artificiais. Eles crescem pelo rosto e descem habilmente até o corpo, deixando rastros nas peças de roupas e na pele onde tudo habita.

— Levem-no para o quarto. — Cooper rever as opções, mas apenas tende a pensar sobre o acontecimento.


(...)

Vou até o término do campo e estico os braços. Depois, suspendo o corpo e sinto a agonia do dia ser transferida para as minhas pernas em ação ao grande lugar pelo qual corro. As batidas do meu coração disparado despencam quando respiro fundo, movendo a ponta dos dedos pelos fios rebeldes e curtos dos meus cabelos. O elástico que os unia arrebentou contra a negríssima cabeleira que quase alcança os ombros, chegando apenas até o pescoço.

— Correndo? — Justin fez uma curva contra a faixa ao lado do campo de futebol, só para conseguir me acompanhar. Ligeiro, ele mantém os braços à altura da barriga. — Isso é surpreendente.

— Estou tentando manter a boa forma. — ele ri, somente. Então, deixa de correr para apoiar as mãos nos joelhos, logo após se inclinar. — Não tem treino de basquete nesta tarde?

— Na verdade, sim. — fecho os olhos durante alguns instantes, me livrando dos fortes raios solares que atravessam o meu rosto. — Mas nós dois precisamos conversar.

— É sobre o que você fez ontem à noite? — ergo os braços, para assim conseguir debruçar os cabelos detrás das orelhas. — Você pareceu tenso quando me ligou. Eu fiquei preocupada. O que andou aprontando?

— É sério, Selena! — Justin limpa o suor que corre pelas têmporas. Ele continua com aquele olhar sóbrio e pouco negligente. — Pegue suas coisas e vamos.

— Eu tenho treino com as cheerleaders. 

— É importante.

— Você vai terminar comigo de novo? — Justin ri de mim, ele tem suas bochechas róseas e cheinhas. — Isso não é engraçado, se quer saber.

— Eu não vou terminar com você, maluca. Eu seria louco se o fizesse. Só assim para afastar você de mim mais uma vez.

De repente, ele me tem nas mãos. Passa aqueles grandes e grudentos braços ao redor do meu corpo e me olha de cima, como um corajoso amador de histórias romancistas. Seus olhos áureos e cintilantes saltam com a adorável admiração sentida por me ver tão entregue.

— Que gosto tem essas palavras na sua boca?

— Canela? — Justin responde. Ele é rápido enquanto me puxa até o outro lado do campo.

Solto uma risadinha.

— As pessoas nos verão juntos. — seu hálito de hortelã dispara contra os meus lábios quando aquela gargalhada sarcástica invade a atmosfera. Com o braço sobre o meu ombro, ele para de andar.

— Isso te incomoda?

— Bem, foi você quem disse para não falarmos sobre nós dois, né? — reviro os olhos.

— Ah, claro. — Justin desliza os dedos pelo meu braço até se afastar um pouco mais, mantendo uma distância pequena entre nossos corpos. — Selena Gomez, eu te amo. — meus olhos crescem, assustados. — Isso está alto o suficiente para você?

— O que está fazendo?

— Eu amo a Selena Gomez! — ele grita enquanto pousa as mãos ao redor da boca, apenas para sua voz soar com mais grave.

Os garotos, que agora correm pelo campo de futebol, encaram-nos de forma suspeita, suponho. As testas franzidas entre as sobrancelha, assim como aqueles pares de olhos distintos e curiosos.

— Isso é embaraçoso, Justin! — apanho seu rosto com ambas as mãos. Ele segura minha cintura, então. Posteriormente, aproxima aquele rosto angelical que ainda recebe uma considerável camada de cansaço. Posso ler seus olhos, agora. Eles nadam numa felicidade surreal. — O que significa tudo isso? Por que parece tão feliz?

— Porque tenho você. — sorrio, só. — Sou apaixonado pela garota mais linda da cidade.

— Linda, é?

— A mais linda.

— Você fez alguma merda e agora está se sentindo culpado por isso?

— Qual é, Selena? — balanço os ombros. — Só vamos, tudo bem? O que eu tenho para falar é importante.

Pego minhas coisas e adentro na picape onde Justin me espera desde o meu consentimento. O silêncio que assombra a viagem é torturante e supre minha necessidade de relutância e curiosidade. Todo esse nervosismo é apenas mais uma passagem só de ida para a minha fase de negação. Isso soa tão contagiante.

A casa está vazia, exceto o quarto em que Carter escolheu se acomodar há alguns dias, quando ele e Jane decidiram que a ideia de virem morar aqui é reconfortante, até mesmo para mim. O que não é verdade. Mas quem sou eu para problematizar a felicidade do meu pai?

— Onde estão todos? — Justin deixa a mochila num dos sofás e encara os quatro cantos da sala. Seus dedos descem e sobem pelos braços. Ele tende a se movimentar em situações sufocantes.

— Papai e Jane estão olhando algumas coisas do casamento. Shiloh, Emily e vovó decidiram dar uma volta por Los Angeles.

— E o Carter?

— Deve estar no quarto. — mexo os ombros, a fim de enxergá-lo mais tranquilo. — Carter se meteu em encrenca noite passada e apareceu bastante machucado, por isso não foi ao colégio.

— Encrenca? — Justin analisa os porta-retratos que estão sobre a estante. — Que tipo de encrenca?

— Eu não sei. — ando até ele e o pego por trás, envolvendo os braços em seu corpo macio e cheiroso. — Então, o que é tão importante?

Com movimentos rápidos, o rapaz se vira e me aperta, deixando as mãos em meus ombros. Simultaneamente, seus olhos se fecham. Os meus não reagem a isso. Encaram todas aquela beleza sobrenatural, que traça seu rosto como uma marca de nascença.

— Me desculpe, Selena. — as lágrimas brotam no canto de seus olhos, e eles diminuem rapidamente.

Franzo o cenho, mas meu coração dispara ao vê-lo vulnerável. Ele está chorando enquanto me puxa para si, fundindo a cabeça em meu pescoço como um garotinho assustado ao fugir de seus maiores medos. Seus dedos cravam firmemente na pele do meu corpo, desejando que eu jamais o deixe.

— Justin... — sinto as batidas que vem de dentro dele. — O que aconteceu?

— Só me perdoa.

— Perdoá-lo pelo quê? — meus braços se contraem ao redor das costas dele, temendo machucá-lo de algum modo. — Você está me deixando preocupada.

— Eu fui um idiota. Eu nunca deveria ter dito todas aquelas coisas para você.

— Do que está falando?

— De tudo.

Ele me olha. Aos poucos, as lágrimas cessam, deixando rastros nas bochechas que ainda parecem vermelhas e inocentes.

— Eu te amo. — sussurra, tão baixo que não escuto. Eu apenas decorei a forma como seus lábios de movem através de tais palavras. — Sou apaixonado pelo jeito simples com o qual você me vê.

Seus sentimentos vagam pela sala, me deixando ainda mais nervosa. Aquele mar de confusão que tem ondas quebrando em seus olhos é o curativo para qualquer ferida que existe em mim.

— O que está acontecendo? — pergunto, destemida. — Fale para mim. Eu irei te ouvir.

— Você não merecia ouvir nenhuma daquelas merdas que eu disse. — ele pisca. — Naquela noite, eu te odiei tanto. Eu me senti tão traído que não me importei de estar xingando a única pessoa que realmente se importava comigo. E eu jamais acreditei que tudo o que eu estava falando fosse verdade.

— Eu sei. Falamos bobeira quando estamos de cabeça quente. E está tudo bem. Você sabe que sim. Além do mais, eu errei com você. 

— Não, você não errou. Você não errou nenhuma vez. Você nunca errou comigo. Na verdade, você é a coisa mais certa em toda a minha vida.

— Justin, eu fiz besteira naquela noite. Eu fiquei com outro cara e... — ele balança a cabeça, apenas. Então, depois disso, aproxima o rosto e pousa a testa sobre a minha.

— Você nunca ficou com outro cara.

— Do que você está falando?

— Você nunca me traiu, meu amor.

Meu coração dispara, quase querendo sair pela boca.

— Como assim? — minha voz não é mais a mesma. Ela está quebradiça e baixa, como se algo a dilacerasse cada vez mais.

Ele me pega pelo cotovelo e vamos ligeiramente até o segundo andar. O corredor parece mais extenso, até que o quarto de Carter está bem claro, sendo o alvo do olhar agonizante e irado que surge no rosto de Justin.

O rapaz está com a cara em pânico. Os hematomas em seu rosto continuam fortes e bem captáveis. Aqueles grandes olhos escuros vão crescendo aos poucos, e o que salta de sua garganta não passa de muxoxos que sequer soam com leveza. 

— Conte para ela. — Justin ordena, alto o bastante para amedrontar o amigo. Mas Carter hesita, com o que quer que seja. Ele aperta o edredom com as unhas e engole. — Tudo bem, eu conto.

Meu grande amor me olha, após muito tempo.

— Me contar o quê?

— Que na noite do seu aniversário, Carter Jenkins batizou a sua bebida.

Meu coração para de bater por alguns segundos. A visão fica distorcida e tudo começa a girar. Meus olhos pulam através do medo que circunda o rosto de Carter, vendo-o tremer sobre a cama, com suas emoções à solta.

— O quê?

— Eu posso explicar. — ele finalmente diz.

— Explicar o quê? — Justin está debochando. — Que você drogou a Selena e a deixou sozinha com um cara que ela conheceu naquela mesma noite? Que você a fez parecer a vilã da história quando na verdade ela é a única vítima nisso tudo?

— Eu fiz isso porque te amo, Selena. — dispara o garoto, bem certeiro.

Meus olhos crescem, mas de pavor. Justin também parece surpreso com o que escutara. Ele se cala e, inconsequentemente, tenta raciocinar tudo o que está em jogo.

— Eu te amo, Selena. Eu sempre te amei. — Carter não está mais na cama. Mesmo fraco, ele insiste em se aproximar. Ele está mais perto a cada segundo. — E esse cara... Ele nunca mereceu ter você.

— Você é insano! — Justin exclama, ainda estupefato. — Fique longe dela.

— Selena, eu sei que o que eu fiz foi errado, mas eu precisava te fazer enxergar que ele nunca vai ser a pessoa certa para você. — sinto o choro chegar. As lágrimas descem agilmente pelo meu rosto, alcançando o espaço entre os meus pés, logo após cair dos meus olhos. — Ele te chamou de vadia na frente de todos. Ele te humilhou inúmeras vezes como se você e nada fossem a mesma coisa.

— Eu vou matar você. — o corpo de Justin se impulsiona, mas eu o seguro. Ele me encara assustado. — Selena, você está mesmo ouvindo o que esse bosta está dizendo?

— Não se meta nisso, por favor.

Eu o vejo se afastar, mas não desaparecer. Justin fica perto da porta e aguarda. Ele apenas espera que eu aja, que eu seja mais do que uma criança diante de um grande opressor.

— Você me ama? — pergunto. Carter maneia com a cabeça. — Você tem um jeito muito estranho de demonstrar isso.

— Me desculpe...

— Você me drogou, Carter. Você tem noção de como eu me senti naquela noite e depois dela? Sabe o que as pessoas sussurraram pelos cantos quando pensaram que eu estava fodendo com um cara estranho na minha festa de aniversário? Meu pai ouviu sobre isso. Foi humilhante.

— Mas nada foi verdade. E agora você sabe disso.

Rio, apenas.

— É... Eu nunca fui de me importar com o que as pessoas falam sobre mim, porque eu me conheço e amo tudo o que sou. — acrescento uma expressão delicada, principalmente quando vejo o reflexo de um sorriso. — E, mais uma coisa: fique bem longe de mim. — seus olhos se enchem de lágrimas, e ele se sente pequeno no fundo de sua alma. — Eu nunca vou te amar. E nunca vai existir “você e eu”. 

— Selena, por favor, não faça isso comigo. Não me afaste de você. — seu corpo reage e se move, mas Justin é ágil. Ele para entre nós dois, estufando o peito. — Eu te amo.

— O que está sentindo por mim é paixão. A dor é provocada por você dar corda a um namoro imaginário que criou comigo.

Deixo o quarto com a ideia de que continuar naquele ambiente me sufocará. O corredor novamente parece mais extenso e estreito, mesmo quando Justin simplesmente me puxa, abandonando seu amor em mim, como um recipiente que coleta toda a essência boa que se arrasta deliberadamente por ele.

— Ei, não chore. — só me beija. Assim, devagar e terno. — Você não tem culpa de nada.

— Estou me sentindo horrível. Apenas horrível. — meu corpo encontra a parede mais próxima e tenta se fundir contra o gesso frio que toca a pele por trás das roupas. — Por que ele fez tudo isso? Ele quase nos separou.

— Mas não conseguiu. — seus dedos passam para trás uma mecha do meu cabelo. — Eu nunca mais deixarei alguém se intrometer entre nós dois, tudo bem? Eu te prometo.

— Quer dizer que tudo o que aconteceu foi culpa do Carter?

— Eu nunca fiquei ou fiz canções para outra garota. Então sim, eu tenho certeza de que tudo o que rolou de ruim entre nós dois teve dedo dele. E confesso que ouvi-lo dizer que te ama foi surpreendente. Isso sequer passou pela minha cabeça. — Justin estremece. Já estamos em meu quarto. — Pensar que vocês estão morando na mesma casa me deixa tão irritado. Você precisa falar sobre isso com o seu pai o mais depressa possível.

— Eu não posso.

— Como não pode?

— Justin, isso com certeza iria destruir o noivado do meu pai. Eu não posso fazer isso com ele. Não posso deixar que ele se magoe mais uma vez.

— Selena, o Carter te drogou. Isso é crime, sabia? É coisa séria. Sabe-se lá o que teria te acontecido se os meninos não estivesse cuidando de você. Eu fui um idiota. Eu te deixei.

— Pare de se martirizar. — grito. — Como você poderia saber?

— Carter tem razão. Eu tenho uma parcela de culpa nisso tudo. Fui embora como se você não significasse nada. Eu deveria ter ficado lá, eu deveria ter questionado. Mas apenas fugi. Nunca vou me desculpar por isso.

— Só que eu já te desculpei. Não vou deixar que essa merda de situação arruine o nosso namoro. Eu quero ter um lindo romance com o cara que eu gosto. Será que é pedir muito?

— E simplesmente esquecer tudo o que aconteceu?

— Por que isso soa tão errado para você? Justin, nada mudará o que rolou naquela noite.

Ele suspira.

— Você é a minha menina, Selena. Eu quase perco o controle quando penso que aquele filho da puta fez tudo aquilo com você... Conosco!

— Eu não estou perdoando o Carter.

— Então o que tudo isso significa?

— Apenas me ame, Justin. Vamos continuar de onde paramos e esquecer tudo. Carter é só um garoto. E eu quero voltar a sentir que a existência dele não afeta em nada na minha vida.


Carter Jenkins POV.
11h37pm.

Minha cabeça pende para frente quando cruzo a estrada e chego ao primeiro viaduto, após entrar no subúrbio do condado de Los Angeles.

Eles estão fumando e rindo. Algumas bicicletas estão largadas no chão, ao lado de uma grande caixa de som.

— Vejam só quem veio nos visitar! — o mais velho, após dizer, pressiona o cigarro no canto dos lábios e sorri. Eu pareço ser o entretenimento que eles tanto precisavam essa noite. — ‘Tu ‘tá distante de casa, não acha?

Eu tremo, talvez devido à frieza que corre pela brisa da noite.

Malky continua carregando aquele olhar crucial, que dispara contra mim, mas desvia até seus amigos.

— O que ‘tu veio fazer aqui, mermão? — Dom capta meu nervosismo, para então abandonar o frasco de tinta spray que segurava entre os dedos. — Caras que nem você não duram dez minutos na periferia.

— Vocês se lembram de mim?

— Nunca esquecemos um rosto. Ainda mais rostos de babacas. — Malky continua, adicionando um olhar irônico. — Você é o filho da noiva do pai da Selena, estou errado?

— Não. — giro a cabeça para furtar a expressão de cada um deles. — Eu vim aqui para falar justamente sobre ela... Sobre a Selena.

— O que tem ela? — Sammie é rápido, admito.

— Tem um cara... Que está ameaçando a segurança dela. Ele quem fez isso comigo. — aponto para os machucados em meu rosto, algo que eles dificilmente notaram desde a minha chegada. Não parecia interessante falar disso, até agora. — Eu quero dar um jeito nele.

— Tem alguém se metendo com a Selena? — a fúria de Malky está bem clara. — Eu mesmo posso dar um jeito nesse filho da puta.

— Não. Eu quero fazer isso por conta própria. Até mesmo por honra. E por me importar com ela. Somos como irmãos, eu jamais deixarei alguém machucá-la. Por isso estou aqui. Porque sei que vocês podem me ajudar com isso, sei que podem me trazer algo. E eu posso pagar.

— O que você quer exatamente? — os olhos de Dom tremem.

— Vocês sabem o que eu quero.

— Não matamos pessoas, cara. — Malky dispara. — Não temos o que você quer.

— Mas vocês sabem como conseguir. Além do mais, eu não tenho a intenção de matar ninguém. Eu só quero assustá-lo. Talvez assim ele fique bem longe da Selena.

— Certo! — Malky garante a si mesmo que essa é uma boa ideia. Seus amigos o encaram, mas não protestam. — Traga uma boa quantia em dinheiro em dois dias. Aqui, no mesmo horário. E tenha a certeza de que ninguém vai mexer com a Selena.

Viro-me, mas antes de partir, ele já tem as mãos em meu braço. Meu corpo congela sob o grande viaduto. Tudo fica escuro, mas eu volto à realidade, conseguindo enxergar os olhos assustadores que compõem o rosto sério de Malky.

— Eu vou te arrumar um revólver, Carter, mas se alguém descobrir de onde ele veio, eu mesmo furo a sua cara.

Ele ergue a cabeça e arrebita o nariz, como se estivesse convencido de que eu estou de acordo. No entanto, sinto um forte calor correr pela espinha das minhas costas quando chego ao carro e percebo que sobrevivi a isso.


“Diga que você vai manter a minha cabeça erguida. Diga que você vai impedir minha queda. Diga que você vai ficar para sempre. Querido, isso é tudo que eu quero, porque todos os meus ossos estão me implorando para implorar por você.” — Begging


Notas Finais


Oi, Endlasss 🌟
Atrasada, porém antes tarde do que nunca. Sei que eu havia dito que postaria na sexta-feira, mas tenho uma boa explicação para não tê-lo feito. Algumas de vocês se lembram que ano passado eu estava passando por uns “problemas de saúde”? Eu havia falado sobre isso uma vez. Já tem quase um ano, então vocês não devem se lembrar. Mas enfim, o fato é que eu fui resolver isso só agora. Ou seja, sexta-feira eu fui ao médico fazer uma ultrassom pélvica e descobri que eu estava com cisto no ovário e que, por sorte, ele se rompeu. Para quem não sabe o que é isso, cisto é um nódulo que vai crescendo em você e que pode virar câncer. Pesado, hein? Mas agora eu estou bem! Já estou resolvendo tudo. Por isso, CAPÍTULO NOVO DE ENDLESS!
Particularmente, odiei a forma como eu escrevi esse capítulo. Tenho muito disso, vocês sabem. Porém, ou posto assim ou não posto. Melhor isso do que nada, né? Então, me desculpem pelo modo desajeitado e maçante do capítulo. Eu prometo que vou tentar caprichar no próximo.
Só para reforçar, já que eles aparecem muito pouco na história: Shiloh é o irmão mais velho da Selena. Emily é a esposa dele e está grávida.
Acho que por hoje é só. Logo estarei respondendo aos comentários do capítulo passado. Aliás, já deram uma passadinha em Don’t Let Her Go? Espero vocês lá!
Beijos 💛

https://spiritfanfics.com/historia/dont-let-her-go-10901540


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